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terça-feira, 15 de setembro de 2015

Temerária liberação das drogas





O Plenário do Supremo Tribunal Federal - STF está no caminho da descriminalização das drogas. Segundo o douto voto do relator, ministro Gilmar Mendes, todas. O efeito seria fulminante para o tráfico. Em manifestações igualmente brilhantes, os ministros Edson Fachin e Luiz Roberto Barroso, "minimalistas", afastam a coação criminal somente da maconha. O ministro Barroso permite o livre comércio da "cannabis" a 25 gramas e à plantação de seis mudas gêmeas, as quais ele admitiu não saber o que significam, salvo ser o critério adotado pelo Uruguai. As 25 gramas foi o marco adotado por Portugal e destinado ao consumo de dez dias. O ministro Teori Zavascki pediu vista dos autos.
O erro é básico e de competência estatal. A incumbência nesse triste e importantíssimo tema não é do STF, mas do Parlamento e do Governo. O STF tem poder de aplicar a Constituição Federal de modo geral, abstrato e a casos concretos. Poder imenso. Todavia, nenhum poder de execução, de implementar medidas práticas que garantam suas decisões. Não menos importante, essa função é das atribuições do Executivo.
O argumento é pragmático. Não havendo sanção penal, o consumidor adquire a droga em qualquer canto ou plantas as tais mudas gêmeas. Não é difícil prever a reação do crime organizado, principalmente no Rio de Janeiro e São Paulo. Se alguém entrar em seu mercado para vender até 25 gramas - o que não será mais crime de tráfico - ou plantar maconha nos limites declarados legais, serão alvos imediatos. Rios de sangue podem ser previstos.
Rios ainda mais caudalosos, se a descriminalização for geral. Há historiadores que dizem que as guerras, em geral, são motivadas por interesses de conquistas de mercados. É exato. Como será a guerra intestina brasileira em nosso mercado sórdido das drogas?
Daí a incompetência de um órgão meramente normativo para tratar do assunto. Como dizia na Corte o Eminente ministro Sepúlveda Pertence, competência se vê pelas consequências. Não só dos órgãos judiciários, mas em relação às atribuições dos demais poderes.
Somos favoráveis à descriminalização de todas as drogas, por todos os motivos exaustivamente expostos pelos ministros. Poderá ser o golpe de misericórdia sobre o tráfico, assim como se deu em relação à máfia de Chicago com a liberação das bebidas alcoólicas.
É ingenuidade, entretanto, considerar que o crime organizado entrega os pontos.
Por isso, a medida deve ser implantada por lei, regulamento executivo e um conjunto de providências - prévias - tudo capaz de garantir o cumprimento das deliberações. Precedida de uma força nacional de combate ao tráfico, à altura de suas tarefas. Decisão judicial desafiada é o pior que pode ocorrer ao Estado-Juiz. Por isso, inobsante a repartição de funções, certos temas só podem ser enfrentados em conjunto e harmonicamente, entre aquele e o Estado-Legislativo e o Estado-Governo. Sozinho, o STF não tem condições de governar o país. Só criará descalabros e aumentará as lágrimas dos pais dos jovens ajoelhados pelo tráfico e que tanto comoveram o douto Relator. O problema é que não podemos nos guiar pelas emoções e pela correria, muito embora o enfrentamento da tragédia nacional já seja tardio.

Amadeu Garrido de Paula - advogado especialista em Direito Constitucional, Civil, Tributário e Coletivo do Trabalho. 

Pais subestimam o tempo de tela dos filhos e desconhecem problemas oculares causados pelas novas tecnologias





80% das crianças experimentaram ardência, coceira nos olhos ou cansaço após o uso de dispositivos eletrônicos por longos períodos de tempo


Recentemente, a Academia Americana de Pediatria (AAP) emitiu um alerta aos pais e pediatras, informando que as crianças estão gastando uma média de sete horas por dia nas mídias de entretenimento, incluindo televisores, computadores, telefones e outros dispositivos eletrônicos. A entidade americana defende que as crianças não devem se envolver com mídias eletrônicas por mais de duas horas por dia. E, que a televisão e as outras mídias devem ser evitadas por lactentes e crianças com menos de 2 anos de idade.                                                                     
E segundo uma pesquisa da Associação Americana de Optometria (AOA), os pais subestimam seriamente o tempo que seus filhos utilizam os dispositivos digitais. Uma pesquisa da entidade relata que 83% das crianças, entre as idades de 10 e 17 anos, usam os dispositivos eletrônicos (celular, tablet, computador e vídeogame) cerca de três horas ou mais por dia. No entanto, uma segunda pesquisa da entidade, realizada apenas com os pais das crianças, revelou que apenas 40% deles acreditam que seus filhos usem os dispositivos eletrônicos por tanto tempo.
“Os oftalmologistas estão preocupados com os dados informados pelas entidades americanas, pois o aumento do tempo de tela, sem a consciência dos pais sobre esse fato, pode deixá-los mais propensos a ignorar os sinais de alerta e os sintomas associados com problemas de visão causados pelo uso da tecnologia, tais como o desconforto ocular e o olho seco”, afirma o oftalmologista Virgílio Centurion (CRM-SP 13.454), diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.
De acordo com a primeira pesquisa da AOA, 80% das crianças experimentaram ardência, coceira nos olhos ou cansaço após o uso de dispositivos eletrônicos por longos períodos de tempo. “Estes são sintomas da Síndrome da Visão do Computador,  uma condição temporária da visão causada pelo uso prolongado da tecnologia. Outros sintomas podem incluir dores de cabeça, fadiga, perda de foco, visão turva, visão dupla, dor no pescoço”, explica o oftalmopediatra Fabio Pimenta de Moraes (CRM-SP 124.321), que também integra o corpo clínico do IMO.
"Quando os pais pensam sobre o tempo de tela de seus filhos, muitas vezes, eles não levam em conta o tempo gasto nos dispositivos digitais em sala de aula. A cada ano, quando as aulas recomeçam, presenciamos um aumento de crianças que se queixam de sintomas de fadiga ocular. Essencialmente, porque antes, elas estavam de férias, usando por menos tempo seus dispositivos tecnológicos, mas com a volta às aulas e com o uso diário e exaustivo da tecnologia, o desconforto nos olhos ressurge”, explica Fabio Moraes.
Outra preocupação relacionada com o uso de dispositivos eletrônicos refere-se à luz que esses aparelhos emitem - de alta energia, de curto comprimento das ondas de luz azul e violeta - e como esses raios podem afetar o envelhecimento dos olhos. “Os smartphones, os tablets, os monitores LED e as TVs de tela plana emitem luz nessas faixas, assim como as lâmpadas fluorescentes compactas. As pesquisas mostram que a exposição excessiva à luz azul pode contribuir para o esforço dos olhos, para o desconforto ocular e pode levar a doenças graves relacionadas com a idade, como a degeneração macular (DMRI), que pode causar cegueira”, informa Virgílio Centurion.

Medidas preventivas
“Quando se trata de proteger a visão dos males dos abusos das mídias digitais, fazer pausas frequentes é importante. As crianças devem ser orientadas a fazer pausas, a cada 45 minutos, interrompendo a atividade, andando, tomando um pouco de água. Segundo a pesquisa da AOA, quase um terço (32%) das crianças passa uma hora inteira usando os dispositivos digitais, antes de fazer a primeira pausa recomendada, a cada 45 minutos”, destaca o oftalmopediatra Fabio Moraes.
A seguir, os oftalmologistas do IMO sugerem algumas orientações para ajudar a prevenir ou reduzir problemas de visão associados com o uso das mídias digitais pelas crianças e adolescentes:

  • Dispositivos digitais devem ser mantidos a uma distância segura, de cerca de 45 cm e ligeiramente abaixo do nível dos olhos;
  • Verifique se há reflexo na tela. Fontes de luz não devem ser diretamente visíveis quando a criança estiver sentada na frente de um monitor de computador;
  • Considere também ajustar o brilho da tela do dispositivo digital, alterando sua cor de fundo;
  • Reduzir a quantidade de iluminação na sala para coincidir com a tela do computador;
  • Uma luz de baixa potência pode ser substituída por uma sobrecarga de luz brilhante ou um interruptor tipo dimer pode ser instalado para proporcionar flexibilidade no controle da iluminação da sala;
  • Ajuste o tamanho da fonte. Aumente o tamanho do texto na tela do dispositivo para tornar a leitura mais fácil;
  • Lembre-se de piscar. Para minimizar as chances de desenvolver olho seco ao usar o computador ou outro dispositivo digital. É preciso fazer um esforço para piscar com frequência;
  • “As crianças devem fazer, ao menos, um exame oftalmológico anual. Exames de visão regulares são a única maneira de diagnosticar doenças e distúrbios oculares em crianças. Problemas de visão não diagnosticados podem  prejudicar o aprendizado e causar prejuízo da visão e da qualidade de vida para as crianças também”, destaca o oftalmopediatra Fabio Moraes.


Sobre os cuidados com a visão das crianças, veja também:

Jogos em 3D podem prejudicar a visão das crianças -

e

O uso de computador pelas crianças pode colocá-las em risco de desenvolver miopia precocemente?



Como cuidar da saúde óssea dos seus filhos com uma alimentação saudável




O cuidado da saúde óssea é similar ao da pele e dos dentes. O ideal é começar a preocupar-se desde os primeiros anos de vida, por ser uma etapa fundamental em nossas vidas. Quase como uma aposentadoria, nenhuma pessoa jovem se sente muito entusiasmada na hora de economizar, mas quando chegar o momento irá agradecer.
Com nossos ossos acontece o mesmo. Os anos mais importantes para fortificá-los são aproximadamente até os 20. Já que, aos 35 anos, o ser humano sofre uma perda gradual da densidade mineral óssea em razão do processo natural do envelhecimento.
Entretanto, incorporar hábitos saudáveis como uma dieta equilibrada, que inclui cálcio e a ingestão suficiente de vitamina D, pode ajudar a conservar a massa óssea adequada durante a idade adulta. 
Caso não saiba nossos ossos se desenvolvem a partir de dois ingredientes: fosfato de cálcio para fortalecer (65%) e o colágeno para a flexibilidade (35%). Além disso, são necessários nutrientes adicionais como magnésio, fósforo, boro, cobre, magnésio, zinco, vitamina C, D, K, B6 e ácido fólico (B9) para construir um esqueleto forte.

E como podemos melhorar a saúde óssea durante a infância? O Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) recomenda seguir quatro pontos:

- consumir uma grande variedade de frutas e verduras.
- acrescentar carboidratos como as batatas, massa, arroz e pão (preferencialmente integrais) a sua dieta.
 -comer proteínas como carnes, ovos, feijões, nozes e sementes.  
- consumir produtos lácteos.  
Mas, o que precisamos comer para conseguir ossos fortes durante a vida adulta? Os especialistas recomendam que além de incorporar hábitos para uma vida saudável, devemos consumir os seguintes grupos de alimentos:
- muitas verduras, especialmente as de folhas verdes.
- caldo de peixe, frango e carne preparada com os ossos de animal e uma colher de vinagre para ajudar a liberar os minerais (da medula).
- cereais integrais para a fibra e carboidratos complexos.
- produtos lácteos orgânicos. 
- as sementes de sésamo são uma excelente fonte de cálcio adequada para os vegetarianos.
- as sementes de girassol e abóbora aportam minerais essenciais e azeites saudáveis.
- alimentos enriquecidos com cálcio como o pão, a farinha de trigo e os produtos assados que foram elaborados com farinha de trigo enriquecida; assim como o leite de soja e outros produtos a base de cálcio.
- o frango orgânico e a carne de gado de pasto são excelentes fontes de proteína.
- azeite de coco e de oliva extravirgem, assim como as sementes de chia e linhaça aportam ácidos graxos essenciais.
- vitamina D que seja derivada de fontes de qualidade, como o salmão, as sardinhas, os ovos e produtos enriquecidos com vitamina D como os cereais para o café da manhã.
Por outro lado, para ajudar nossa saúde óssea à medida que envelhecemos recomendamos:
- realizar exercícios por 30 minutos cada dia (mínimo).
- manter um nível adequado de vitamina D através de uma exposição segura à luz do sol o com suplementos de vitamina D. Lembre-se de pesquisar quais os horários seguros para tomar sol e a quantidade de tempo, pois isso dependerá do seu tipo de pele.
- prevenir caídas ao praticar exercícios de força e equilíbrio (ajudando a diminuir os perigos latentes em nossa casa e trabalho), realizar de maneira periódica um exame de vista e a supervisão dos medicamentos que podem afetar nosso equilíbrio.
Segundo o instituto de saúde, prevenir este tipo de acidente pode evitar até sete mil mortes desnecessárias ao ano por uma fratura de quadril. O número impressiona, já que poderíamos salvar 19 vidas dia!
Além disso, devemos ser conscientes que a fratura de punho, quadril e vértebras são as lesões mais comuns que sofrem as pessoas com osteoporose; uma condição que debilita os ossos, deixando-os frágeis e mais propensos a quebrar.
Mas como saber se você está com risco de desenvolver osteoporose? Segundo The Mayo Clinic, o risco depende principalmente da quantidade de massa óssea que chega aos 30 anos e a rapidez que pode perdê-la. Outros fatores que influenciam são: histórico familiar, o baixo peso corporal, o tabagismo, o alcoolismo, a anorexia, o sedentarismo, ter fraturas prévias, desequilíbrios hormonais e certos medicamentos como os esteroides.
É muito importante somar hábitos saudáveis desde pequenos. Neste sentido, cuidar da saúde óssea é essencial para o desenvolvimento de nossa vida social. Devemos recordar que o cuidado com a saúde está baseado em uma alimentação saudável, realizando atividades físicas regularmente e revisões médicas.

Rocío Río de la Loza
Fonte: Health Coach.

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