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quarta-feira, 17 de junho de 2026

Além da produtividade: Por que o redesenho de processos será o verdadeiro ROI da IA em 2026


A Inteligência Artificial (IA) atingiu um novo patamar de maturidade e aplicabilidade. As ferramentas existem, os casos de sucesso são conhecidos e o potencial de impacto já foi demonstrado em diferentes setores. Ainda assim, a maioria das empresas permanece à margem dessa transformação. Segundo um estudo, apenas cerca de 13% das organizações globais utilizam agentes de IA em seus fluxos de trabalho, um contraste significativo entre capacidade tecnológica e adoção prática.

 

Hoje já é possível construir sistemas capazes de executar tarefas complexas com autonomia crescente. A chamada IA Agêntica permite que softwares tomem decisões, executem ações e interajam com sistemas corporativos sem intervenção humana constante. A evolução vai além do ambiente digital: a convergência entre IA, sensores avançados e biotecnologia cria o que vem sendo chamado de Living Intelligence, enquanto a chamada IA Física leva a inteligência algorítmica para robôs e sistemas industriais capazes de operar em ambientes reais.

 

O verdadeiro obstáculo, porém, não é tecnológico. O que impede a adoção em larga escala é um conjunto de fatores organizacionais relativamente conhecidos: medo de substituição de empregos, ausência de indicadores claros de retorno e dificuldade de integrar novas tecnologias a processos legados. Em muitas organizações, a IA ainda é tratada como um projeto experimental, quando na prática deveria ser encarada como parte da infraestrutura operacional.

 

Outro fator crítico é a capacitação digital. Pesquisas indicam que profissionais que compreendem como funcionam os agentes de IA tendem a enxergá-los como ferramentas de apoio, enquanto a falta de treinamento aumenta a percepção de risco e ameaça. A alfabetização em IA deixa de ser uma iniciativa opcional e passa a ser um requisito para que as organizações consigam transformar tecnologia em resultado concreto.

 

A experiência das companhias que avançaram nesse caminho aponta para uma conclusão clara: o maior retorno da IA não vem da automação de tarefas isoladas, mas do redesenho de processos completos. A transição da automação tradicional para a chamada automação inteligente envolve rever fluxos operacionais, reduzir redundâncias e comprimir ciclos de decisão. Em muitos casos, a principal mudança não está na tecnologia, mas na forma como o trabalho é organizado.

 

Esse redesenho precisa ser acompanhado por mecanismos de confiança. Tecnologias como marcas d’água digitais para conteúdo sintético surgem como elementos essenciais para garantir segurança e autenticidade em um ambiente cada vez mais automatizado. Sem confiança, a adoção de sistemas autônomos tende a permanecer limitada a projetos isolados.

 

Por isso, o desafio central de 2026 não será escolher as melhores ferramentas de IA. O verdadeiro desafio será liderar a transformação organizacional necessária para que essas ferramentas funcionem. Isso envolve definir métricas claras, investir em capacitação e criar estruturas capazes de orquestrar sistemas cada vez mais complexos.

 

O ecossistema em torno da IA continua avançando, mas os benefícios de adotá-la já foram comprovados. A questão agora é como as empresas conseguirão adaptar-se a este novo panorama. O diferencial competitivo não estará apenas na tecnologia adotada, mas na capacidade de redesenhar processos e preparar pessoas para trabalhar ao lado de sistemas autônomos.




Tadashi Hata - Technology Observatory Head da GFT Technologies


STF confirma obrigação de shopping centers oferecerem espaço adequado para amamentação


Uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) reforçou os direitos das mulheres trabalhadoras ao confirmar o entendimento de que shopping centers devem disponibilizar local apropriado para que empregadas possam amamentar ou deixar seus filhos durante o período de amamentação. 

A decisão, tomada por unanimidade, manteve posicionamento já estabelecido pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e fortalece garantias constitucionais relacionadas à proteção da maternidade, da infância, da saúde da mulher trabalhadora e da dignidade no ambiente de trabalho. 

O entendimento firmado pelo STF reconhece que a responsabilidade pela disponibilização da estrutura necessária não recai apenas sobre os lojistas individualmente, mas também sobre os próprios shopping centers, que administram os espaços coletivos onde milhares de trabalhadores exercem suas atividades diariamente. 

Na prática, ficou confirmado que empreendimentos que contem com pelo menos 30 mulheres empregadas, com mais de 16 anos, devem garantir local adequado para acolhimento das crianças durante a fase de amamentação, conforme previsto na legislação trabalhista. 

Segundo Victor Hugo Brait, advogado do Barroso Advogados Associados e especialista em Direito do Trabalho, a decisão representa um importante avanço na interpretação das normas de proteção à maternidade. "A decisão do STF reforça que a proteção à maternidade deve ser observada de forma efetiva no ambiente de trabalho. O entendimento reconhece a realidade dos grandes centros comerciais e amplia a responsabilidade dos empreendimentos na garantia de condições adequadas para que as trabalhadoras possam exercer seus direitos durante o período de amamentação", explica. 

Para o especialista, o julgamento também traz maior segurança jurídica sobre um tema que vinha sendo objeto de discussões entre empresas e trabalhadores. "O Supremo consolida uma interpretação mais atual da legislação trabalhista, alinhada aos princípios constitucionais de proteção à maternidade e à infância. Trata-se de uma decisão que impacta diretamente a gestão dos shopping centers e reforça a necessidade de adequação às exigências legais", afirma. 

Além dos aspectos sociais e trabalhistas, a medida também exige atenção dos empreendimentos quanto ao cumprimento das obrigações legais. A ausência de estrutura adequada poderá resultar em questionamentos judiciais, autuações e passivos trabalhistas.

Com a decisão, o especialista avalia que o STF estabelece um importante precedente para fortalecer políticas de apoio à maternidade e promover ambientes de trabalho mais inclusivos e compatíveis com as demandas das relações laborais contemporâneas.


Especialistas discutem se dados usados para treinar inteligência artificial podem realmente ser apagados

Debate sobre direito ao esquecimento ganha novos desafios com avanço de sistemas generativos

 

Depois que uma foto, uma gravação de voz ou um vídeo são utilizados para treinar uma inteligência artificial, ainda é possível remover completamente esses dados do sistema? 

A pergunta, que até pouco tempo parecia distante da realidade, começa a mobilizar especialistas em tecnologia, privacidade e direito digital diante da expansão acelerada das plataformas de IA generativa. 

Ferramentas capazes de produzir textos, imagens, vídeos e vozes artificiais dependem de grandes volumes de dados para treinamento. O problema, segundo especialistas, é que muitas dessas informações são capturadas do ambiente digital sem que os usuários compreendam totalmente como serão utilizadas no futuro. 

Para Marino Catarino, professor de Inteligência Artificial da Faculdade ESEG, do Grupo Etapa, a dificuldade técnica de rastrear conteúdos incorporados aos modelos de IA deve se transformar em um dos principais debates jurídicos da próxima década. 

“A legislação garante ao cidadão o direito de solicitar exclusão e revogação do uso de seus dados. Porém, quando essas informações já foram absorvidas por redes neurais complexas, a remoção prática se torna extremamente difícil”, explica o professor. 

Segundo o especialista da ESEG, o desafio não está apenas na exclusão do arquivo original, mas principalmente em identificar como aquele dado influenciou o aprendizado do sistema. 

Isso acontece porque modelos de inteligência artificial operam a partir de padrões estatísticos construídos durante o treinamento, tornando praticamente impossível localizar de maneira simples onde cada informação foi incorporada. 

Além da discussão sobre privacidade, o avanço da IA também levanta questionamentos sobre autoria, responsabilidade e criação de identidades sintéticas hiper-realistas. 

“Nos próximos anos, teremos debates intensos sobre responsabilidade civil de algoritmos, direito autoral em conteúdos produzidos por IA e limites éticos para criação de identidades digitais artificiais”, afirma Marino Catarino. 

Embora o Marco Legal da Inteligência Artificial ainda esteja em discussão no Brasil, empresas e plataformas digitais já começam a enfrentar pressão internacional por maior transparência no uso de dados e no funcionamento de sistemas automatizados. 

Na avaliação do professor da Faculdade ESEG, o avanço da IA obrigará governos, empresas e tribunais a repensarem conceitos tradicionais de privacidade e proteção de dados. 

“O direito ao esquecimento entra em uma nova dimensão quando falamos de inteligência artificial. Não se trata apenas de apagar um conteúdo da internet, mas de entender se uma máquina realmente consegue ‘desaprender’ aquilo que já utilizou”, conclui Marino Catarino.


Taboola lança a solução de monetização para IA, por trás do DeeperDive, para plataformas globais

Nova solução permite que desenvolvedores de IA generativa, chatbots e assistentes virtuais transformem consultas de usuários em receita imediata por meio de anúncios nativos de alta intenção

 

A Taboola, líder global em oferecer performance em escala para anunciantes, divulgou nesta terça-feira a abertura do motor de monetização por trás do DeeperDive — um dos motores de respostas em Inteligência Artificial Generativa de crescimento mais rápido do mundo — para desenvolvedores de IA conversacional, chatbots e assistentes virtuais. A novidade é voltada para desenvolvedores de IA conversacional, chatbots e assistentes virtuais, permitindo que essas companhias transformem instantaneamente as consultas de seus usuários em novas fontes sustentáveis de receita.

 

A tecnologia, que já atua integrada a muitos dos principais publishers do mundo, converte conteúdos editoriais de confiança em uma experiência conversacional e interativa que permite aos leitores explorar as reportagens com maior profundidade. Para os veículos de mídia, o DeeperDive funciona como um canal para capitalizar sobre o comportamento do público que busca interações dinâmicas, inserindo anúncios de alta intenção diretamente na página de resultados gerada pela IA. Quem viabiliza essa demanda é o Realize, plataforma de anúncios de performance da Taboola que conecta diretamente dezenas de milhares de anunciantes a esses novos espaços.

 

“O futuro da internet será cada vez mais conversacional e agêntico. Embora as empresas de IA tenham feito um progresso incrível construindo produtos que os consumidores adoram, muitas ainda buscam modelos de negócios sustentáveis. Os usuários não vão assinar todos os serviços de IA que utilizam, o que cria uma oportunidade significativa para que a publicidade e o comércio ajudem a financiar a inovação", afirma Adam Singolda.

 

Na prática, a solução viabiliza a rentabilização de plataformas ao capitalizar sobre o comportamento de busca em tempo real. Como exemplo, se um usuário pergunta a um assistente virtual sobre o processo de compra de um imóvel, o sistema exibe de forma nativa um anúncio altamente relevante de financiamento imobiliário, criando uma combinação natural entre utilidade prática e publicidade contextualizada.

 

Para entregar esse ecossistema, a solução combina Large Language Models (LLMs), sistemas de recuperação de informações e dados de intenção proprietários, gerando dezenas de milhões de respostas mensais para mais de 7 milhões de usuários. Toda essa base é suportada pela computação acelerada da NVIDIA, garantindo alto rendimento e baixíssima latência para otimizar continuamente a qualidade das interações e a entrega de mídia. 


"O DeeperDive provou que as experiências de IA podem conectar usuários com sucesso a conteúdos de credibilidade e anúncios comerciais relevantes. Estamos agora levando essa infraestrutura de monetização para todo o ecossistema de IA ajudando aplicativos, agentes e serviços baseados em LLM a crescerem, enquanto geramos valor para usuários, anunciantes e publishers”, conclui Singolda.




A patologia dos penduricalhos: a erosão do teto constitucional e o Estado de castas

O léxico de Aurélio Buarque de Holanda define "penduricalho" como um objeto pendente, destinado ao adorno. No cenário da administração pública brasileira, contudo, o termo sofreu uma transfiguração semântica perversa: longe de ser um ornamento, tornou-se o instrumento jurídico-financeiro por excelência para contornar o Texto Constitucional. Essa manobra permite que uma elite do funcionalismo — espalhada pelos três Poderes — usufrua de remunerações que ignoram o teto estabelecido pelo art. 37, XI, da Carta de 1988, transfigurando o que deveria ser exceção em uma regra de privilégios. 

Essa deformação fundamenta-se em um drible hermenêutico que transmuda verba remuneratória em indenizatória. Sob o manto de "auxílios", "abonos" e "gratificações de acervo", essas rubricas tornam-se imunes à incidência do Imposto de Renda e, convenientemente, são excluídas do cálculo do teto salarial, hoje fixado em R$ 46.366,33. Enquanto o profissional da iniciativa privada submete cada centavo de sua renda à tributação progressiva, cerca de 53 mil servidores públicos rompem a barreira do teto, custando anualmente R$ 50 bilhões aos cofres públicos, conforme dados recentes que expõem as vísceras de um sistema de castas. 

A sofisticação nomenclatural desse fenômeno é surpreendente, com levantamentos da “Transparência Brasil” indicando mais de 3 mil denominações distintas para tais benefícios. Do "Auxílio iPhone" ao exótico "Auxílio Panetone" — este último, felizmente, glosado pelo STF —, a criatividade normativa parece não encontrar limites quando o objetivo é o autotratamento privilegiado. Tamanha discrepância torna-se ainda mais vergonhosa quando confrontada com a realidade regional, onde o Brasil ocupa uma oitava posição melancólica em valor de salário-mínimo na América do Sul, superando apenas nações em crises profundas, como a Argentina e a Venezuela. 

Este cenário de desigualdade institucionalizada revela um Estado que sofre de gigantismo crônico e ineficiência distributiva. Consumimos entre 12,8% e 13,4% do PIB com a máquina pública, um índice significativamente superior à média de 9% dos países da OCDE. Essa diferença, que beira os R$ 370 bilhões anuais, representa o capital que falta à educação básica, ao saneamento e à segurança pública, áreas fundamentais para a dignidade do cidadão comum que, em sua maioria, ganha pouco e financia o banquete alheio. 

A audácia desse corporativismo atingiu um novo ápice com a recente tentativa do Congresso de institucionalizar um "trem da alegria" para servidores legislativos, prevendo ganhos de até R$ 77 mil e regimes de folga desproporcionais. A decisão, aprovada por votação simbólica, ignorou solenemente o arcabouço fiscal e o princípio da moralidade administrativa, agindo como se o Parlamento estivesse acima da realidade econômica do país. Foi necessária a pronta intervenção do Judiciário, através do Ministro Flávio Dino, para sustar esse excesso e impedir que a catarse de privilégios ofuscasse a sobriedade republicana. 

Em última análise, o episódio dos penduricalhos serve como um alerta de que o Brasil precisa, urgentemente, ser "reestatizado". É imperativo resgatar o interesse público das garras de novos "donatários" que tratam o Erário como se fossem as capitanias hereditárias do século 21. A Constituição não pode ser um documento de intenções poéticas ou um escudo para abusos; ela deve ser a norma de eficácia plena que impeça a consolidação de um país dividido entre súditos e uma elite imune ao sacrifício e à ética da responsabilidade.

  

Samuel Hanan - engenheiro com especialização em macroeconomia e finanças. Foi vice-governador do Amazonas e é autor de obras sobre o desenvolvimento brasileiro. *Samuel Hanan é engenheiro com especialização nas áreas de macroeconomia, administração de empresas e finanças. É empresário, e foi vice-governador do Amazonas (1999-2002). Autor dos livros “Brasil, um país à deriva” e “Caminhos para um país sem rumo”. https://samuelhanan.com.br


Viagens em grupo estão em alta, segundo pesquisa, mas detalhe ainda transforma férias em dor de cabeça

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CEO da Top Transfer alerta que falhas nos deslocamentos continuam entre os principais motivos de atrasos, desencontros e estresse em viagens pelo Rio de Janeiro  

 

Viajar com amigos, reunir a família para um feriado prolongado ou organizar uma comemoração fora da cidade está nos planos de cada vez mais brasileiros em 2026. Na Top Transfer, empresa especializada em mobilidade turística no Rio de Janeiro e em destinos como Ilha Grande, Angra dos Reis e Búzios, o aumento na procura por deslocamentos para grupos acompanha uma tendência observada em todo o setor de turismo: as viagens compartilhadas seguem em alta, mas os problemas de logística continuam entre as principais causas de atrasos, desencontros e estresse durante as férias.  


O movimento acompanha um comportamento identificado pela Booking.com. Segundo pesquisa divulgada este ano, 59% dos brasileiros pretendem realizar ao menos uma viagem em família em 2026, enquanto viagens entre amigos e grupos multigeracionais também aparecem entre as modalidades mais desejadas pelos viajantes. À medida que mais pessoas passam a viajar juntas, cresce também a necessidade de planejar deslocamentos, horários e bagagens com a mesma atenção dedicada à hospedagem e aos passeios.  


Para Junior de Camargo, CEO da Top Transfer, existe um padrão que se repete com frequência: os viajantes dedicam semanas à escolha da hospedagem, dos restaurantes e dos passeios, mas deixam o transporte para os últimos dias antes do embarque.

 

"Todo mundo planeja onde vai ficar, onde vai comer e o que vai fazer. O deslocamento normalmente fica para depois. Só que é justamente ele que conecta toda a viagem. Quando a logística dá errado, o problema acaba afetando o restante da experiência."

 

Além disso, o empresário destaca que o planejamento interfere até mesmo na segurança. “Por isso, reservar um transfer privado com antecedência faz diferença principalmente para grupos. Além de garantir um veículo compatível com o número de passageiros e bagagens, o serviço oferece um motorista preparado, que conhece os trajetos, os horários de maior movimento e as particularidades de cada destino." 


 

A confusão costuma começar ainda no aeroporto

 

O primeiro desafio muitas vezes aparece poucos minutos depois do desembarque. Quem chega ao Rio em grupo precisa lidar com bagagens, diferentes ritmos entre os viajantes e a necessidade de reunir todo mundo rapidamente para seguir viagem. Na prática, nem sempre isso acontece.

 

Quando o transporte já está previamente reservado, o grupo desembarca sabendo exatamente onde encontrar o motorista, qual veículo irá utilizar e como será feito o deslocamento. Isso reduz o tempo de espera, evita desencontros e proporciona mais conforto desde o início da viagem. 

 

"Muita gente acha que é só sair do aeroporto e pedir alguns carros por aplicativo. Mas quando você está com dez, quinze ou vinte pessoas, a situação muda completamente. Os carros chegam em horários diferentes, param em lugares diferentes e ainda existe a questão das malas. É aí que começam os atrasos e os desencontros", explica Junior.

 

Segundo o empresário, o problema costuma ser ainda mais evidente quando o grupo desembarca no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), principal porta de entrada para turistas que seguem viagem para outras regiões do estado.


 

O erro que quase todo grupo comete

 

Ao contrário do que muita gente imagina, o trânsito nem sempre é o principal responsável pelos atrasos. Na avaliação de Junior, um dos maiores erros é acreditar que um grupo se movimenta na mesma velocidade de um casal ou de uma família pequena.

"O que leva cinco minutos para duas pessoas pode levar quinze para um grupo. Sempre tem alguém que vai ao banheiro, para para comprar uma água, pegar um café ou resolve entrar numa loja. Não é falta de organização. É simplesmente a dinâmica natural de viajar com muitas pessoas."

 

Esse comportamento costuma impactar especialmente conexões, passeios com horário marcado, embarques em embarcações, shows, eventos e atrações turísticas.

 

"Muita gente monta o cronograma pensando apenas no tempo de deslocamento do carro. Só que existe também o tempo de deslocamento do grupo. Quando você entende isso e cria uma margem de segurança nos horários, boa parte dos problemas deixa de existir."


 

A bagagem que ninguém planeja

 

Outro detalhe frequentemente ignorado pelos viajantes está dentro do porta-malas. Segundo Júnior, muitas pessoas calculam apenas o número de passageiros e esquecem de considerar o espaço necessário para acomodar malas, carrinhos de bebê, equipamentos esportivos e outros objetos.

 

"É muito comum todo mundo caber no veículo e as bagagens não. Isso acontece mais do que as pessoas imaginam." A situação pode ficar ainda mais complicada na volta para casa. "As pessoas planejam a bagagem da ida, mas esquecem da volta. Quem passa alguns dias viajando acaba comprando lembranças, roupas, presentes ou outros itens. Muitas vezes a bagagem que sai do destino é bem maior do que a que chegou."


 

Aplicativos resolvem para uma pessoa. Nem sempre para vinte

 

Os aplicativos de transporte fazem parte da rotina de milhões de brasileiros e funcionam bem para deslocamentos individuais ou em pequenos grupos. O cenário muda quando várias pessoas precisam chegar juntas ao mesmo local e no mesmo horário.

 

"Conseguir um carro normalmente é fácil. Conseguir cinco carros ao mesmo tempo já é outra história. E mesmo quando isso acontece, cada um pode seguir um caminho diferente, chegar em horários diferentes ou desembarcar em pontos distintos."

 

Segundo o empresário, esse tipo de situação costuma gerar problemas principalmente em aeroportos, rodoviárias, praias, centros de convenções, eventos e locais muito movimentados.


 

Planejamento ainda é a melhor estratégia

 

A recomendação é que os deslocamentos sejam definidos assim que passagens, hospedagem e roteiro principal estiverem fechados. Quanto maior o grupo e mais disputada a época do ano, mais importante se torna a antecedência. "Quem deixa para resolver tudo na última semana corre mais risco de não encontrar o veículo adequado ou de precisar adaptar os planos."



Como evitar catástrofes naturais em um mundo cada vez mais imprevisível?

Enchentes históricas, secas prolongadas, ondas de calor recordes e incêndios florestais cada vez mais frequentes têm transformado eventos antes considerados excepcionais em uma realidade recorrente – expondo a vulnerabilidade de cidades, empresas e populações inteiras diante de fenômenos naturais cada vez mais intensos. Embora não seja possível controlar o meio ambiente, existem decisões que governos, empresas e a sociedade como um todo podem tomar para minimizar os efeitos desses eventos, além de aumentar a capacidade de adaptação da sociedade, mesmo diante de um mundo cada vez mais imprevisível. 

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou que os últimos 11 anos (2015–2025) foram os mais quentes já registrados, demonstrando que não se trata de eventos isolados, mas de uma tendência contínua de aquecimento global. Somente no primeiro semestre de 2025, de acordo com outro levantamento da Munich Re, os desastres naturais geraram US$ 131 bilhões em prejuízos globais, valor muito acima da média histórica. 

Se os números deixam claro que o problema está se agravando, a solução, por outro lado, está longe de ser simples. Reduzir a frequência e a intensidade dessas catástrofes naturais exigiria uma mudança coordenada de comportamento em escala global, envolvendo governos, empresas e a população no geral - através de ações como acelerar a transição para fontes de energia renováveis, rever modelos de produção e consumo, e criar incentivos econômicos que favoreçam práticas mais sustentáveis.  

Na teoria, o caminho parece evidente. Na prática, porém, ele esbarra em interesses econômicos e disputas geopolíticas. A própria China ilustra essa complexidade: por mais que o país já tenha reconhecido a importância da agenda climática como algo extremamente estratégico para o futuro, ainda depende, fortemente, de combustíveis fósseis para sustentar seu crescimento econômico e garantir segurança energética durante a transição. Ou seja, mesmo quando existe consciência sobre o problema, a velocidade da mudança é limitada por desafios econômicos e estruturais que não podem ser ignorados. 

Por parte das empresas, adotar e seguir metodologias de gestão que auxiliem na otimização de riscos e estabelecimento de medidas preventivas baseadas em dados é uma das medidas mais importantes de ser seguida nesse sentido. Normas como a ISO 14001, por exemplo, de Sistema de Gestão Ambiental (SGA), ajudam as organizações a identificarem, monitorarem e reduzirem os impactos que suas operações causam ao meio ambiente, criando processos mais sustentáveis e alinhados às exigências de um cenário cada vez mais complexo, além de predizer possíveis cenários de catástrofes que possam impactar seus processos. 

Mais do que uma questão de conformidade ou reputação, trata-se de compreender como as atividades do negócio afetam o ecossistema e quais riscos ambientais podem surgir a partir dessas interações. Com isso, conseguem antecipar ameaças, desenvolver planos de contingência e tomar decisões mais assertivas que contribuam para um modelo de desenvolvimento mais resiliente e sustentável. 

Ter um planejamento urbano mais adequado a esses eventuais desastres também precisa entrar na agenda da sociedade mundial, uma vez que, hoje, muitas grandes cidades estão extremamente vulneráveis a eventos climáticos que já se tornaram recorrentes. São Paulo é um exemplo disso: bastam algumas horas de chuva mais intensa para que ocorram quedas de árvores, interrupções no fornecimento de energia, congestionamentos generalizados e alagamentos em diferentes regiões. 

Em muitos casos, os problemas não decorrem apenas da força da natureza, mas da falta de manutenção preventiva e da ausência de investimentos consistentes em infraestrutura resiliente. Nesse contexto, sistemas de monitoramento climático e alertas antecipados também desempenham um papel fundamental, pois permitem identificar riscos com antecedência, orientar a população e reduzir perdas humanas e materiais. Embora não impeçam a ocorrência dos fenômenos, essas ferramentas ajudam a transformar desastres potenciais em situações mais controláveis e menos devastadoras. 

Por fim, a educação também precisa fazer parte dessa discussão, pois uma sociedade preparada responde melhor aos momentos de crise. Considerando que o acesso à informação ainda seja desigual ao redor do mundo, é fundamental investir em programas de conscientização, campanhas educativas, treinamentos e simulações que ensinem como agir diante de enchentes, deslizamentos, ondas de calor, incêndios e outros eventos extremos desde cedo. 

Países que convivem com terremotos há décadas, como exemplo, incentivam que as crianças aprendam nas escolas protocolos de segurança e participem, regularmente, de exercícios de evacuação e resposta a emergências - o que resulta em uma população mais preparada, capaz de reagir com maior rapidez, reduzir riscos e colaborar de forma mais eficiente nesses cenários.  

Não existe uma solução única para evitar catástrofes naturais, tampouco a expectativa realista de eliminar completamente seus riscos. O que existe é a oportunidade — e a responsabilidade — de reduzir seus impactos por meio de decisões mais conscientes e planejadas. Isso passa pelo compromisso das empresas com práticas sustentáveis e gestão de riscos, por investimentos em infraestrutura e planejamento urbano, e pela formação de uma população mais preparada para enfrentar situações de emergência. 

  

Alexandre Pierro - doutorando em energia e mestre em gestão e engenharia da inovação, engenheiro mecânico, bacharel em física e especialista de gestão da PALAS, consultoria pioneira na implementação da ISO de inovação na América Latina.

 

Orgulho Autista e o STF: a dignidade não pode ser limitada por planilhas de planos de saúde


O Dia do Orgulho Autista, celebrado nesta quinta-feira, 18 de junho, foi instituído para mudar a narrativa sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA): deixar de encarar a neurodivergência como uma doença a ser "curada" e passar a celebrá-la como uma variação natural da diversidade humana. No entanto, no Brasil de 2026, o orgulho de existir e resistir esbarra em barreiras práticas e financeiras violentas, que tentam limitar o pleno desenvolvimento de milhares de crianças, jovens e adultos autistas. 

O epicentro dessa discussão está, neste momento, no Supremo Tribunal Federal (STF). A Suprema Corte julga a legalidade das limitações e das negativas impostas pelas operadoras de planos de saúde para terapias multidisciplinares essenciais, como os métodos ABA (Análise do Comportamento Aplicada), fonoaudiologia e terapia ocupacional. Sob o pretexto de um suposto desequilíbrio atuarial, as grandes empresas de saúde suplementar travam uma batalha jurídica para tentar restringir o acesso a tratamentos que determinam se uma pessoa autista terá ou não autonomia ao longo de sua vida. 

Essa resistência mercadológica expõe as entranhas do capacitismo estrutural. O argumento de que garantir o tratamento prescrito por médicos e terapeutas "quebra o sistema" é falacioso e inverte a lógica do direito à saúde. Planos de saúde não vendem um produto descartável; eles gerenciam um serviço de relevância pública, cuja base constitucional é a dignidade da pessoa humana. 

Negar ou limitar sessões de terapia não é um mero detalhe contratual de uma planilha de custos. É um teto colocado arbitrariamente sobre a capacidade de desenvolvimento de uma mente humana. O desenvolvimento da fala, a autorregulação emocional, a coordenação motora e a socialização de uma pessoa autista não podem esperar o tempo das conveniências financeiras das grandes corporações. 

Do ponto de vista da economia política, a visão das operadoras é míope e ultrapassada. O investimento na intervenção precoce e contínua reduz drasticamente a necessidade de suportes de altíssimo custo no futuro. Promover a autonomia de pessoas neurodivergentes significa garantir que elas possam, amanhã, ocupar seus espaços no mercado de trabalho, produzir, criar e consumir. A exclusão é, sempre, a pior estratégia econômica para um país. 

A atuação do STF neste caso vai muito além de uma interpretação de contratos. Trata-se de definir se a dignidade humana e o direito à neurodiversidade se sobrepõem à ganância corporativa. O Judiciário tem o dever civilizatório de blindar as pessoas com deficiência contra o arbítrio burocrático. 

O Orgulho Autista só será pleno quando a sociedade e o mercado compreenderem que a acessibilidade terapêutica e a adaptação razoável não são favores ou benefícios negociáveis. São direitos fundamentais irrenunciáveis. Que a nossa Suprema Corte tenha a sensibilidade de ouvir a ciência, respeitar as famílias e dar um basta à exclusão performática que finge cuidar, mas abandona na hora do tratamento.

 

André Naves - Defensor Público Federal formado em Direito pela USP, especialista em Direitos Humanos e Inclusão Social; mestre em Economia Política pela PUC/SP; Cientista Político pela Hillsdale College e doutor em Economia pela Princeton University. Comendador Cultural, Escritor e Professor (Instagram: @andrenaves.def).


Malásia revela experiências imersivas entre florestas tropicais, cavernas e biodiversidade única

Divulgação
 Tourism Malaysia


Trilhas milenares, fauna exótica e paisagens grandiosas fazem do destino um paraíso para os amantes do ecoturismo 

 

Na Malásia, a natureza vai muito além de um simples atrativo turístico: ela é parte essencial da identidade do destino. Lar de algumas das florestas tropicais mais antigas do mundo, o país convida os viajantes a mergulharem em cenários onde montanhas cobertas por névoa, rios caudalosos e biodiversidade exuberante criam experiências profundamente conectadas ao ambiente natural.

Entre trilhas em meio à selva, cavernas monumentais e paisagens preservadas, a aventura ganha diferentes formas ao longo do território malaio.


Taman Negara: o coração verde da Malásia

Com mais de 130 milhões de anos, Taman Negara é considerada uma das florestas tropicais mais antigas do planeta e um dos principais destinos de ecoturismo da Malásia.

O parque oferece trilhas que atravessam árvores gigantescas, cachoeiras escondidas e uma impressionante variedade de fauna e flora. Uma das experiências mais emblemáticas da região é percorrer os canopy walkways – pontes suspensas entre as copas das árvores que proporcionam uma perspectiva única da selva.

Além das caminhadas, o destino também oferece passeios noturnos, navegação por rios e observação de espécies como macacos, aves exóticas e outros animais típicos da região.


Bornéu: biodiversidade em estado puro

Na ilha de Bornéu, os estados de Sabah e Sarawak abrigam alguns dos ecossistemas mais ricos do planeta.

Em Sabah, o Kinabalu Park, reconhecido como Patrimônio Mundial da UNESCO, reúne trilhas cercadas por vegetação exuberante e vistas para o Mount Kinabalu, uma das montanhas mais altas do Sudeste Asiático.

Para viajantes em busca de experiências mais remotas, destinos como o Maliau Basin – conhecido como “o mundo perdido de Sabah” – e o Crocker Range National Park oferecem expedições por selvas praticamente intocadas, cachoeiras e áreas de biodiversidade impressionante.

Já em Sarawak, o destaque é o Gunung Mulu National Park, famoso por suas cavernas gigantescas, formações calcárias monumentais e paisagens que parecem de outro planeta, como os famosos Pinnacles.

Dentro do parque, a experiência “The Amazing Pilgrimage in Mulu” leva os visitantes a explorar alguns dos sistemas de cavernas mais impressionantes do mundo, com enormes câmaras subterrâneas, rios ocultos e formações de estalactites. O roteiro combina trilhas na selva, passarelas suspensas e o espetáculo natural da saída de milhões de morcegos ao entardecer.


Langkawi: natureza acessível e paisagens cinematográficas

Para quem deseja combinar aventura e conforto, Langkawi oferece uma versão mais acessível da experiência em meio à floresta tropical.

A ilha reúne trilhas leves, manguezais, formações geológicas e passeios guiados ideais para diferentes perfis de viajantes. O ritmo por ali é mais tranquilo, favorecendo experiências contemplativas e contato desacelerado com a natureza.

Uma das atividades mais populares são os passeios de barco pelos manguezais, ecossistemas fundamentais para a vida marinha e habitat de espécies emblemáticas da região. Durante os tours, é comum avistar águias-brâmanes – símbolo de Langkawi –além de macacos, caranguejos violinistas e diversas espécies de aves e peixes.


Penang: equilíbrio entre natureza e cultura

Embora seja conhecida por sua rica cena urbana e gastronômica, Penang também oferece áreas naturais ideais para caminhadas e momentos de desconexão.

Parques e reservas preservadas permitem explorar trilhas cercadas por vegetação tropical, criando um interessante contraste entre patrimônio cultural, vida urbana e natureza.


Um destino seguro para explorar

Além da impressionante biodiversidade, a Malásia também se destaca por ser considerada um dos destinos mais seguros para viajar em 2026. Isso permite explorar trilhas, reservas naturais e experiências mais remotas com tranquilidade e infraestrutura adequada para diferentes perfis de turistas.

Como chegar à Malásia - Kuala Lumpur (KL) possui conexões acessíveis a partir de importantes cidades da América Latina, como São Paulo, Cidade do México, Bogotá e Buenos Aires, com tempos de viagem entre 24 e 35 horas, dependendo das escalas.

As principais rotas incluem:

  • Via Oriente Médio: conexões via Dubai (Emirates), Doha (Qatar Airways) ou Istambul (Turkish Airlines).
  • Via Europa: opções com escalas em Londres, Amsterdã ou Frankfurt. A Lufthansa prevê inaugurar a rota direta Frankfurt–Kuala Lumpur em outubro de 2026.
  • Via África: uma das rotas mais eficientes para brasileiros é via Addis Abeba, com Ethiopian Airlines saindo de São Paulo.
  • Via América do Norte e Pacífico: conexões via cidades como Los Angeles, Nova York ou Dallas, seguindo para hubs asiáticos como Tóquio e Seul antes da chegada à Malásia.


Uma experiência transformadora

Explorar as florestas tropicais da Malásia é muito mais do que uma atividade de aventura. Trata-se de uma imersão profunda na natureza, em um ambiente onde os sons da selva, o ar puro e a grandiosidade dos ecossistemas criam experiências genuinamente transformadoras.

Em um mundo cada vez mais acelerado, a Malásia surge como um convite para desacelerar, observar e redescobrir a conexão com a natureza em sua forma mais pura.

Para descobrir mais sobre a Malásia, acesse: https://www.malaysia.travel/





Tourism Malaysia
www.malaysia.travel


Setor de Telesserviços atrai Geração Z para o universo das big techs

Operações de atendimento evoluem para ambientes de IA, dados, marketing digital e experiência do cliente

 

Em um momento em que carreiras ligadas à tecnologia estão entre as mais desejadas pelos jovens, o setor de Telesserviços vem se consolidando como uma porta de entrada para o universo das big techs. Ao operar serviços para grandes plataformas digitais e empresas globais de tecnologia, o segmento tem oferecido a milhares de jovens, muitas vezes em sua primeira experiência profissional, a oportunidade de desenvolver habilidades ligadas à economia digital e de conhecer, na prática, processos, ferramentas e estratégias que fazem parte do dia a dia dessas companhias.

 

É o caso de Lincoln Fernandes Bora. Quando ingressou no setor, aos 18 anos, ele não imaginava que construiria uma trajetória profissional voltada à experiência do usuário, inovação e transformação digital. Hoje, aos 28, é especialista em consultoria digital na Concentrix, depois de passar por áreas como atendimento, qualidade e UX em projetos para empresas dos setores de telecomunicações, varejo e serviços digitais. “Quando comecei, muita coisa era manual. Hoje, temos IA, ferramentas inteligentes e tecnologias que ajudam a personalizar toda a jornada do cliente”, afirma.

 

A trajetória de Carolina Ramalho Cardoso também ajuda a ilustrar o momento de transformação que o setor de contact center vive. Formada em Publicidade e Propaganda, Carolina faz parte de uma geração hiperconectada, acostumada a consumir tendências e conteúdo visual em plataformas como Instagram e TikTok. Aos 29 anos, entrou na Atento em 2019 como analista de atendimento em uma operação de uma grande plataforma financeira digital e, poucos meses depois, já havia sido promovida. Hoje lidera equipes em uma operação ligada a uma das maiores empresas de tecnologia do mundo.

 

Segundo a Associação Brasileira de Telesserviços (ABT), mais de 60% dos profissionais do setor têm entre 18 e 29 anos. Para a entidade, o perfil das operações mudou nos últimos anos, acompanhando o avanço das plataformas digitais, da IA e das novas demandas de experiência do cliente.

 

“O setor de Telesserviços passou por uma transformação muito significativa nos últimos anos. Hoje, falamos de operações que utilizam inteligência artificial, automação, plataformas digitais e análise de dados no dia a dia. As empresas atuam em segmentos como telecomunicações, varejo, serviços financeiros, tecnologia e comércio eletrônico, o que amplia as oportunidades de desenvolvimento e aproxima os jovens das marcas mais relevantes da economia digital”, destaca Gustavo Faria, diretor-executivo da ABT.

 

“As pessoas ainda imaginam um setor distante da tecnologia, mas nossa rotina hoje envolve plataformas digitais e análise de performance o tempo todo”, conta Carolina. Segundo ela, a IA já faz parte da rotina das equipes, apoiando análises, desenvolvimento de campanhas e treinamentos personalizados. A mudança também passa pela forma como os jovens trabalham e consomem informação. “Os jovens hoje são muito visuais. Eles pesquisam tudo nas plataformas de vídeo, acompanham tendências em tempo real e isso muda até a forma como as marcas se comunicam”, diz.

 

Na liderança de equipes formadas majoritariamente por jovens entre 20 e 30 anos, Carolina afirma que a gestão também precisou mudar. “Para engajar essa geração mais jovem, a liderança tem que ser mais leve, visual e próxima da realidade deles. Eu uso memes no dia a dia, trago referências atuais e mantenho uma comunicação menos quadrada”, afirma.

 

A percepção é compartilhada por Lincoln. Para ele, a possibilidade de transitar por diferentes áreas foi fundamental para sua trajetória profissional. “Você desenvolve comunicação, capacidade analítica, tomada de decisão e aprende constantemente coisas novas. Não é um mercado estático”, diz.

 

Para Carolina, o setor também funciona como uma espécie de escola prática para jovens interessados em tecnologia e marketing digital. “É uma excelente porta de entrada para jovens que gostam de tecnologia e marketing. O treinamento é muito intenso, quase uma escola. Vejo muitos profissionais se capacitarem como gestores de tráfego e depois seguirem para empresas de tecnologia ou abrirem suas próprias agências de marketing digital”, afirma. 


  

Associação Brasileira de Telesserviços - ABT


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