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terça-feira, 17 de julho de 2018

Como promover a diversidade racial dentro da sua empresa?


O Brasil tem a segunda maior população negra do mundo. Eles compõem 54% da população brasileira. Com um número como este é de se esperar que tenhamos negros em todos os cargos e setores do mercado de trabalho, certo? Infelizmente, a realidade não é esta!

Pior que do que a lenta inclusão de negros e negras nas empresas em cargos de gestão e alta liderança, é o fato das empresas não acharem que isso é um problema. Esse cenário pode ser visto claramente em pesquisa realizada pelo IBGE em 2010, que entrevistou 15 mil pessoas e detectou que a cor da pele interfere na vida profissional de 71% deles.

Felizmente, há entidades e empresas que reconhecem que a questão racial faz parte da sua responsabilidade corporativa. Como é o caso da Federação Brasileira de Bancos, que iniciou há alguns anos um programa que valoriza a diversidade, com foco na inclusão de negros.

Existem ainda outros projetos, como o Empregueafro, que visa aumentar a competitividade e empregabilidade dos negros no mercado de trabalho, e o ProtoNegro, que busca ampliar o crescimento profissional e auxiliar as empresas no processo de recrutamento de negros e foi desenvolvido pela empresa de RH Proton Consultoria. A ThoughtWorks do Brasil também faz parte desse grupo e lançou uma campanha para combater e diminuir a baixa representatividade de negros em cargos executivos e está recrutando desenvolvedores de softwares negros e negras.

Outro fator fundamental para mudar esse panorama é o engajamento e o exemplo dos altos executivos das empresas. O presidente da Bayer, Theo Van der Loo, é um deles! Ele acredita que todos devem se unir para combater a desigualdade racial e afirma que os negros não querem favores, querem oportunidades. Esse olhar é essencial para formar uma sociedade mais humana e plural.

Se você quer transformar a sua empresa, comece fazendo um mapeamento da diversidade para checar quantos colaboradores negros e negras vocês tem, depois verifique em que cargos eles estão. A partir daí, estabeleça uma meta de diversidade na contratação dos profissionais negros e negras e avalie constantemente a retenção. Ela só funcionará se você tiver uma cultura de inclusão para que todos se sintam pertencentes ao grupo. Você está preparado para criar um caminho para mudar esse cenário? Afinal, todos nós somos parte da solução!








Cris Kerr - palestrante, especialista em diversidade, empoderamento feminino e familiar, CEO da CKZ Diversidade e idealizadora do Fórum Mulheres em Destaque e do Fórum Gestão da Diversidade e Inclusão. Comenta sobre esses e outros temas todas as semanas no seu Canal Vamos Falar de Diversidade goo.gl/QQfxk5 e também no seu Blog Valoriza Diversidade www.valorizadiversidade.com.br.

Cuidados na compra de imóveis na planta


Já há algum tempo muitas pessoas e condomínios veem procurando escritórios de advocacia em razão de buscarem questionamentos junto as construtoras e incorporadoras visto que, após a entrega dos imóveis, se notam inúmeras discrepâncias entre o que prometeram entregar e o que entregaram.

Porém, muitas pessoas não possuem mais os panfletos de propaganda quando foram visitar o stand de vendas e, ao assinarem os contratos, não realizam uma leitura critica e comparativa entre o que o corretor está lhe oferecendo e o conteúdo do contrato.

É muito comum nos memoriais descritivos dos apartamentos, em especial, constar o tipo de tubulação (marca) e/ou equivalente, mas não descrevem qual a marca do equivalente. O tipo de pintura em geral descreve ser tinta látex, mas não especificam a qualidade da tinta a ser utilizada, os pisos frios de banheiros e cozinhas, aplicam a mesma técnica de equivalente, e assim por diante.

E as garagens? Este sim é um enorme problema, pois muitas incorporadoras e construtoras comercializam os apartamentos com um número de vagas de garagens, muitas vezes, no contrato não dispõe a informação de depender de manobrista, bem como, não dispõe o tamanho das vagas de garagem, o que pode ser uma enorme surpresa quando receber seu apartamento.

Um outro fato preponderante é quando as construtoras e incorporadoras prometem entregar o edifício com academia montada, brinquedoteca, salão de jogos, playground, salão de festas, hall de entrada, etc...

Nestes casos também as pessoas empolgadas em comprar o imóvel deixam de ter atenção nestes itens no contrato ou memorial descritivo, surpreendendo-se após a entrega do edifício.

Inúmeras são as decepções de compradores de imóveis na planta, especialmente que muito financiam a compra pelo sistema financeiro e acabam arcando com prestações elevadas e com a entrega do imóvel percebem que aquilo que imagina ser quando comprou se transforma em um pesadelo.

Quando se depara com revestimentos de cozinha e banheiro de baixa qualidade, tendo que substituir antes de ocupar o imóvel, portas internas e externa de péssima qualidade, pintura com látex de baixa qualidade ou aplicado de forma não conforme com as instruções do fabricante.

Após estas decepções, vem as vagas na garagem que não "cabem" o automóvel, são vagas "trancadas" que dependerão de manobristas ou manter as chaves no veiculo para que seu vizinho, ocupante da vaga "trancada" manobre seu carro.

Com quatro a cinco meses de uso, o equipamento da academia de baixa qualidade começa a dar problemas, e decide o condomínio substituí-los por melhores, criando rateios condominiais.

Infiltrações de água, pisos externos da área comum de péssima qualidade e após um ano de uso ficam aparentando ter 10 anos, manchados, trincados, etc.
Brinquedoteca se transforma em pesadelo, pois as crianças podem se machucar com o móveis e equipamentos de baixa qualidade instalados.

Muitos estão lendo este artigo e lembrando que passaram ou estão passando por fatos semelhantes, outros que podem utilizar este resumo para prevenirem-se ao visitar stands de venda e pretenderem comprar imóveis na planta.

Saibam que as incorporadoras e construtoras apresentam por meio da empresa imobiliária encarregada das vendas, um contrato de adesão, não aceitando na sua grande maioria qualquer ajuste nas cláusulas contratuais, ou seja, se desejar comprar tem de assinar da forma que apresentam o contrato.

Mais um detalhe, o preço de venda não será o preço descrito no contrato, pois o preço de venda esta inflado com a comissão da imobiliária e seus corretores, e para tal, apresentam um contrato de corretagem onde o comprador em tese, esta contratando a empresa corretora, o que na verdade, eles que estavam lá oferecendo o produto e são exclusivos nomeados pela construtora e incorporadora.

Vejam quantos detalhes são necessários analisar para comprar um imóvel na planta.

Vale ainda lembrar que é importante saber da saúde financeira da incorporadora e construtora, não podendo esquecer por exemplo o caso da PDG, uma incorporadora de capital aberto e que veio a requerer recuperação judicial, ficando os seus consumidores como credores quirografários e sendo obrigados a aceitar o plano de recuperação da empresas, que fez com que aqueles credores (consumidores) com valores superior a R$ 50.000,00 (salvo engano) se transformarem em acionistas de uma empresa que vai gerir as demais empresas do grupo.

E aqueles compradores que adquiriram imóveis da PDG e que já haviam ajuizado ações judiciais, como ficaram? Prejudicados.

Portanto quando decidir comprar um imóvel na planta, consulte um advogado da área imobiliária para poder ser analisado o contrato, memorial descritivo e demais documentos, de tal sorte de você saber exatamente os seus riscos, ou seja, os prós e contras daquele negócio.







Paulo Eduardo Akiyama - formado em economia e em direito 1984. É palestrante, autor de artigos, sócio do escritório Akiyama Advogados Associados, atua com ênfase no direito empresarial e direito de família. Para mais informações acesse http://www.akiyamaadvogadosemsaopaulo.com.br/ ou ligue para (11) 3675-8600. E-mail akyama@akiyama.adv.br




Recolhimento de imposto sobre herança e decisões favoráveis aos beneficiários

O Estado de São Paulo, por meio do Decreto 55.002/09, alterou a base de cálculo para recolhimento do imposto sobre herança (ITCMD) sobre imóveis urbanos e rurais e acabou por aumentá-lo.

Diante disso, proprietários de imóveis urbanos e rurais ingressaram na justiça para contestar o aumento, tendo em vista que, atualmente, a base de cálculo para imóveis urbanos utiliza o valor venal de referência do imposto sobre transmissão de bens imóveis (ITBI) e para imóveis rurais a base de cálculo é através do valor médio do preço da terra disponibilizado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

No entanto, os contribuintes têm como base legal a inconstitucionalidade do decreto, uma vez que a Constituição Federal prevê que o Estado não pode aumentar tributo por meio de Decreto, somente através de Lei.

Dessa forma, os contribuintes têm recorrido ao judiciário com a finalidade de garantir que o recolhimento do ITBI seja feito com base no valor do IPTU, para imóveis urbanos e no ITR, para transmissão de imóveis rurais.

Em esfera extrajudicial, a orientação predominante dos cartórios é que o recolhimento obedeça ao decreto 55.002/09, ou seja, o recolhimento pelo valor venal de referência, o que em esfera judicial majoritariamente os contribuintes têm obtido decisões favoráveis, revertendo o que determina o Decreto.

A diferença da base de cálculo pode ter um reflexo significativo, podendo diminuir cerca de 30% sobre o valor a ser recolhido em alguns casos.

Nesse sentido, o Estado vem recorrendo ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), com baixo êxito, dando maior margem ao contribuinte de questionar por meio do judiciário a base de cálculo para o recolhimento destes tributos.






Mayara Mariano - advogada do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados




segunda-feira, 16 de julho de 2018

Veja por onde começar na hora de procurar um MBA no exterior


CEO do The MBA Tour, Peter Loesecke detalha procedimentos para quem está em busca de qualificação global 


Cursar um MBA fora do país pode trazer inúmeros benefícios profissionais e pessoais. Morar e estudar no exterior faz com que a pessoa tenha uma nova forma de entender sua própria cultura, nacionalidade e valores. A análise é de Peter von Loesecke, idealizador e CEO do The MBA Tour, evento que, em agosto, trará para o Brasil algumas das mais renomadas universidades internacionais, como Columbia University, IESE, Carnegie Mellon University e UCLA (University Of California Los Angeles).

"É uma forma de adquirir independência e autoconfiança no processo de se familiarizar e aprender a viver bem em uma cultura diferente", enfatiza o executivo, que vê no MBA no exterior uma boa oportunidade para o profissional evoluir como líder: "Já que estilos de liderança variam muito de acordo com as nacionalidades, fazendo um MBA no exterior você vai aprender a trabalhar com diferentes tipos de líderes e conhecer suas particularidades".

Para ajudar querem cursar um MBA no exterior, mas ainda não sabem por onde começar, Peter von Loesecke elaborou um passo a passo com 8 dicas fundamentais. Confira:


1. Planejamento inicial

O primeiro passo é decidir se você realmente quer fazer um MBA e por qual motivo. O investimento é alto e você precisa ter certeza de que está indo atrás dessa graduação pelas razões certas. Por isso é importante entender exatamente o que você busca: Uma mudança de carreira? Evolução dentro da sua área? Expansão da sua rede de contatos?

Depois, você deve escolhe o tipo de MBA que quer cursar – um ano ou dois? Integral ou meio período? Online ou presencial? Tudo isso vai depender da sua flexibilidade e momento na carreira – é muito importante escolher um formato ao qual você possa se dedicar, levando em conta tempo hábil disponível, possibilidade de sair do seu país e orçamento. 


2. Localização do programa

Selecione também o local mais apropriado para o programa que procura. Você pode escolher um MBA no exterior, em sua própria cidade ou em outra cidade dentro do seu país. Ao tomar essa decisão você deve considerar a rede de contatos que vai se formar dependendo do lugar escolhido e da relevância desse networking para seus objetivos profissionais. Se você busca uma vaga no exterior ou quer investir em empreitadas multinacionais, talvez um MBA fora do país seja a melhor escolha. Se seus objetivos forem mais locais ou você não puder sair do seu país por algum motivo, limite sua busca a instituições regionais.


3. Pesquisa completa

Outra parte importante do processo é pesquisar bastante! Leia sobre os cursos, visite os campi, converse com ex-alunos e com os representantes de admissões das universidades. Colete o máximo de informações possível e aproveite o The MBA Tour para se apresentar a equipes de admissão estrangeiras, uma parte importante do processo que de outra forma exigiria uma viagem ao exterior. 


4. Exames de admissão

Estude e preste o GMAT ou o GRE (provas de admissão requeridas para cursos de pós-graduação e MBA no mundo todo). Para isso, faça um simulado diagnóstico para saber qual é o seu nível e, assim, poder traçar uma estratégia de estudo. Em geral, são necessários seis meses de preparação. Há muito material preparatório nos sites do GMAT e do GRE. Se necessário, procure ajuda especializada.


5. Prestando o MBA

Os programas de MBA valorizam muito as cartas de apresentação e as dissertações, a pontuação no GMAT/GRE, o currículo e as cartas de recomendação. Destaque suas conquistas, habilidades de liderança e atividades extracurriculares – os programas querem ver engajamento fora do ambiente profissional também.


6. Entrevista

Uma vez que você for chamado para uma entrevista, certifique-se de estar bem preparado para o grande dia. Essa é sua chance de causar uma ótima impressão! Muitas vezes, os candidatos de MBA não dão a devida importância à inteligência relacional. Uma das partes mais importantes do processo é a entrevista com os diretores de admissão, onde o candidato deve demonstrar boa capacidade de comunicação (ao falar e também ao escutar).

Contar sua história do jeito certo é algo que pode te destacar em meio à concorrência – explique claramente porquê deseja cursar o MBA e como isso pode te ajudar na sua carreira. Não se esqueça de demonstrar o que você pode agregar à instituição, lembrando que se trata de uma via de duas mãos!


7. Filtre suas opções

Ao receber suas aprovações, faça listas de prós e contras, visite as instituições e converse com pessoas já formadas no programa para escolher o curso ideal.


8. Matricule-se na instituição dos seus sonhos!

O perfil ideal para ser recrutado é uma combinação de traços de personalidade, habilidades e pontuações. Os diretores de admissão procuram candidatos que demonstram capacidade de liderança dentro e fora do ambiente de trabalho. Isso pode ser demonstrado por meio de cargos de gerência, trabalhos de voluntariado ou iniciativas implementadas por você. As instituições querem saber se você tem algo positivo a acrescentar às comunidades às quais pertencem. 

Se optar por um MBA no exterior, não perca a chance de participar do The MBA Tour, que acontece no Rio de Janeiro no dia 2 de agosto e em São Paulo, no dia 4.




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