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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Contran torna facultativo o uso do extintor em automóveis





O uso de extintor de incêndio em automóveis passa a ser optativo no Brasil. Essa decisão foi tomada por unanimidade dos membros do Conselho Nacional de Trânsito – Contran durante reunião na manhã de hoje. A mudança na legislação ocorre após 90 dias de avaliação técnica e consulta aos setores envolvidos, e torna facultativo, também, em utilitários, camionetas, caminhonetes e triciclos de cabine fechada. O equipamento será obrigatório para todos os veículos utilizados comercialmente para transporte de passageiros, caminhões, caminhão-trator, micro-ônibus, ônibus e destinados ao transporte de produtos inflamáveis, líquidos e gasosos. A obrigatoriedade do uso do equipamento foi estabelecida em 1968 e passou a vigorar em 1970.
Segundo o presidente do Contran e diretor do Departamento Nacional de Trânsito - Denatran, Alberto Angerami, a prorrogação da data para a obrigatoriedade do extintor ABC para 1º de outubro, teve como objetivo dar prazo para reuniões com os setores envolvidos. “Tivemos encontros com representantes dos fabricantes de extintores, corpo de bombeiros e da indústria automobilística, que resultaram na decisão de tornar opcional o uso do extintor”, explica Angerami.

Dos fabricantes, o Denatran, órgão do Ministério das Cidades, ouviu que era necessário um prazo maior, cerca de 3 a 4 anos, para atender a demanda. Porém, segundo o presidente do Contran, essa justificativa já estava sendo dada pelas indústrias há 11 anos. A Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, informou que dos 2 milhões de sinistros em veículos cobertos por seguros, 800 tiveram incêndio como causa. Desse total, apenas 24 informaram que usaram o extintor, equivalente a 3%.
Estudos e pesquisas realizadas pelo Denatran constataram que as inovações tecnológicas introduzidas nos veículos resultaram em maior segurança contra incêndio. Entre as quais, o corte automático de combustível em caso de colisão, localização do tanque de combustível fora do habitáculo dos passageiros, flamabilidade de materiais e revestimentos, entre outras.
O uso obrigatório do extintor em automóveis é mais comum nos países da América do Sul, como Uruguai, Argentina e Chile. Nos Estados Unidos e na maioria das nações europeias não existe a obrigatoriedade, pois as autoridades consideram a falta de treinamento e despreparo dos motoristas para o manuseio do extintor geram mais risco de danos à pessoa do que o próprio incêndio. “Além disso, nos “test crash” realizados na Europa’ e acompanhados por técnicos do Denatran, ficou comprovado que tanto o extintor como o seu suporte provocam fraturas nos passageiros e condutores”, explica Angerami. 

Validade - Os extintores automotivos só serão do tipo ABC, destinados a combater fogo da classe A (sólidos combustíveis) B (líquidos e gases combustíveis) e C (equipamentos elétricos energizados). Sua durabilidade mínima e a validade do teste hidrostático são de cinco anos da data de fabricação, e ao fim deste prazo, o extintor será obrigatoriamente substituído por um novo.

As autoridades de trânsito ou seus agentes deverão fiscalizar os extintores de incêndio, nos veículos em que seu uso é obrigatório. A punição para quem não estiver com extintor ou se estiver com validade vencida, é de multa de R$ 127,69, além de cinco pontos na carteira de habilitação.
           

O PERIGO MORA EM CASA




- Segundo o Ministério da Saúde, os acidentes domésticos são a principal causa de morte de crianças de até 9 anos no Brasil.
- São cerca de 4,6 mil crianças que morrem por ano em decorrência de incidentes que acontecem dentro de casa. 
 - No mundo todo, 830 mil crianças morrem dessa forma.
- A Dra. Flávia Nassif alerta que cuidados simples poderiam reduzir até 90% dos casos. 
Uma tomada desprotegida, o material de limpeza em um armário de fácil acesso, banheiro molhado, uma janela aberta. Essas situações são corriqueiras na casa de qualquer pessoa, mas perigosas! Um estudo do Ministério da Saúde revela que 4,6 mil crianças morrem por ano no Brasil vítimas de acidentes dentro de casa. 
"Os números são lamentáveis, afinal cuidados simples e acessíveis a todo mundo poderiam reduzir a incidência dos casos", explica a pediatra Flávia Nassif. 
A médica afirma que uma criança não pode ficar sozinha em hipótese alguma, por mais rápido que seja. O perigo está em todo lugar.
Ela diz que os locais de maior risco são a cozinha, o banheiro, a escada e o quintal, nessa ordem. E dá uma dica básica para os pais: "coloquem-se na altura da criança para ver os objetos que estão ao alcance dela". Entre esses objetos, estão até mesmo as cadeiras, sofás e banquinhos, que podem levá-las a utensílios que estão mais no alto ou às janelas que, sem proteção, são extremamente perigosas.
Na cozinha, Flávia recomenda que sejam usadas as bocas do fogão de trás e que os cabos das panelas estejam virados para dentro e para a parede. Objetos cortantes devem ser guardados em gavetas e armários com travas. Assim como os materiais de limpeza, que não devem, em hipótese alguma, parar nas mãos das crianças. 
No banheiro, medicamentos e cosméticos também devem ser guardados. E as tampas dos vasos sanitários mantidas fechadas. Não deixar o chão molhado e usar tapetes antiderrapantes evitam quedas, que podem ser fatais. 
Para a casa, de uma forma geral, a doutora explica que é preciso tomar cuidado com fiação, tomadas, janelas, plantas tóxicas, objetos de vidro e móveis pontiagudos. 
"Manter a casa iluminada e organizada, já é um bom começo para evitar acidentes", acrescenta. 
Os primeiros-socorros em caso de acidente doméstico também ajudam a salvar vidas. No caso de quedas, é preciso verificar se a criança está consciente e se a respiração ou os batimentos cardíacos apresentam alteração. Se ela tiver sonolência ou lentidão de raciocínio, é melhor levar a um pronto-socorro. 
Já se houver cortes, lavar com água e sabão evita contaminação. Com sangramento, não colocar gelo, mas sim comprimir ou apertar o local com um pano para estancar. 
Queimaduras leves podem ser tratadas com água em temperatura ambiente. Mas se formar bolha, é o caso de se dirigir ao hospital. 
De qualquer forma, melhor do que tratar é evitar. Evitar que acidentes aconteçam não é difícil e salva vidas!

Problemas no coração podem aparecer em qualquer idade




As estatísticas mostram que os brasileiros ainda cuidam pouco da saúde do coração. De acordo com o Ministério da Saúde, as doenças cardiovasculares são responsáveis por 29,4% de todas as mortes registradas no país em um ano. A alta frequência do problema coloca o Brasil entre os 10 países com os maiores índices de mortes por doenças cardiovasculares.
Engana-se quem pensa que a primeira consulta com o cardiologista só deve acontecer depois dos 40 anos. Doenças do coração podem se manifestar em qualquer idade e colocar a vida em risco. “Os principais problemas que acometem os jovens de até 20 anos são as cardiopatias congênitas, ou seja, anomalias na formação do coração e dos grandes vasos que acontecem enquanto o feto está se desenvolvendo. Os sintomas, como pele com coloração azulada, falta de ar e cansaço excessivo, podem aparecer ainda na infância, até o início da fase adulta ou serem inexistentes”, revela o cardiologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Humberto Freitas.
Dependendo dos hábitos de vida, uma pessoa que nasceu com um coração saudável pode deixá-lo doente e apresentar sérios problemas a partir dos 30 anos. “Hipertensão, diabetes, tabagismo, sedentarismo, obesidade e colesterol alto são fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares porque favorecem o acúmulo de placas de gordura nas artérias e podem levar a arritmias cardíacas (ritmo de batimento do coração anormal), isquemias (diminuição da passagem de sangue pelas artérias coronárias) ou anginas (dor ou desconforto torácico). Os homens com mais de 35 anos e as mulheres acima dos 40 anos que estão entrando na menopausa precisam redobrar os cuidados, pois têm mais chances de sofrer um infarto agudo do miocárdio”, alerta.
Por isso, o acompanhamento com um especialista é fundamental. “Um cardiologista clínico pode verificar o estado de saúde do paciente por meio de exames laboratoriais que medem a glicose e colesterol, eletrocardiograma, teste ergométrico e angiotomografia das artérias coronárias e, com base nos resultados, recomendar o tratamento mais assertivo para prevenir danos mais graves ao coração”, explica o especialista.
Para pacientes que já apresentam sintomas de dor no peito, o médico pode indicar o Serviço de Hemodinâmica, área da Cardiologia que utiliza técnica minimamente invasiva para diagnóstico e tratamento de doenças no coração. No local, é possível realizar cateterismo para localizar a artéria obstruída pelas placas de gordura e angioplastia para desobstrução, o que previne o infarto agudo do miocárdio ou contribui para o salvamento da vida do paciente que está sofrendo um ataque cardíaco”, conta.
“Quanto mais cedo forem iniciados os cuidados, maiores são as chances de prevenir problemas com o avançar da idade. Hábitos saudáveis de vida, como prática de atividade física e alimentação equilibrada com pouca gordura e pouco sal, contribuem para uma boa saúde do coração”, reforça Freitas.

Humberto Freitas - cardiologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

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