O medo e a insegurança diante de procedimentos
médicos e avaliações de rotina são emoções comuns, especialmente entre as
crianças. Para os exames de diagnóstico por imagem, como raios X, tomografia ou
a mais complexa ressonância magnética (RM), o desafio pode ser maior. A
necessidade de ficar imóvel e, no caso da RM, o espaço restrito e os ruídos do
aparelho podem ser intimidadores.
No entanto, com as estratégias certas, é possível
transformar a experiência em algo mais tranquilo e cooperativo para os
pequenos. Inspirado nas melhores práticas de humanização, o Dr. Vitor
Sardenberg, médico radiologista da clínica CDPI, da Dasa, no Rio de Janeiro,
lista, a seguir, cinco dicas essenciais para pais e cuidadores ajudarem as
crianças a perderem o medo de realizar exames de imagem.
- Desvendando
o exame: a conversa é a chave
Uma boa conversa com a criança é fundamental.
“Esclarecer como será o procedimento de forma lúdica e honesta, mostrando que o
equipamento é seguro e benéfico, ajuda a reduzir a ansiedade. Falar com os
profissionais que farão o exame também ajuda. O objetivo é desmistificar o
aparelho e o processo, fazendo com que a criança se sinta informada e menos
vulnerável”, reforça o radiologista.
- Uma
companhia ajuda a amenizar a ansiedade
A certeza de que um adulto de confiança estará por
perto é um grande alívio. É possível que pais ou responsáveis permaneçam juntos
na sala de exame. Saber que a criança será observada e cuidada a cada instante
pela equipe da clínica também fortalece a sensação de segurança.
- Brincar
como forma de preparação para o exame
A técnica de “ensaio” é muito eficaz. Use livros,
vídeos ou até mesmo um “faz de conta” em casa para simular o exame, explicando
que ela precisará ficar como uma estátua ou um super-herói muito quieto. Isso
dá à criança uma sensação de controle sobre o que esperar e cria um ambiente
lúdico antes do momento do exame.
- Quando
a sedação é necessária
“Para bebês, crianças muito pequenas ou em casos de
ansiedade extrema que impeçam a imobilidade necessária, a sedação é uma
possibilidade. Esse procedimento, realizado sob os cuidados de um médico
anestesista, garante que o exame seja feito de forma tranquila e segura. No
entanto, essa opção deve ser sempre bem avaliada e discutida com o médico
solicitante”, afirma Vitor Sardenberg.
- Tecnologia
e aparelhos mais confortáveis
O avanço da tecnologia oferece alternativas.
Aparelhos de RM com um tubo mais largo e curto (semiabertos) diminuem a
sensação de estar “trancado” e podem ser uma excelente opção, quando
disponíveis, para crianças que se sintam claustrofóbicas. Além disso, o radiologista
da CDPI explica que a inteligência artificial tem ajudado a acelerar o tempo do
exame e a permanência no equipamento.
“Usamos um acelerador de ressonância magnética
através de algoritmos de inteligência artificial que capturam as imagens em menos
tempo. Por exemplo, se determinado exame demorava 30 minutos para ser
finalizado, agora é possível fazê-lo em apenas 15. Isso traz mais conforto,
principalmente para os pequenos.”
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