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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Sem medo: cinco dicas de como ajudar crianças a lidarem com exames de imagem


O medo e a insegurança diante de procedimentos médicos e avaliações de rotina são emoções comuns, especialmente entre as crianças. Para os exames de diagnóstico por imagem, como raios X, tomografia ou a mais complexa ressonância magnética (RM), o desafio pode ser maior. A necessidade de ficar imóvel e, no caso da RM, o espaço restrito e os ruídos do aparelho podem ser intimidadores.

No entanto, com as estratégias certas, é possível transformar a experiência em algo mais tranquilo e cooperativo para os pequenos. Inspirado nas melhores práticas de humanização, o Dr. Vitor Sardenberg, médico radiologista da clínica CDPI, da Dasa, no Rio de Janeiro, lista, a seguir, cinco dicas essenciais para pais e cuidadores ajudarem as crianças a perderem o medo de realizar exames de imagem.


  1. Desvendando o exame: a conversa é a chave

Uma boa conversa com a criança é fundamental. “Esclarecer como será o procedimento de forma lúdica e honesta, mostrando que o equipamento é seguro e benéfico, ajuda a reduzir a ansiedade. Falar com os profissionais que farão o exame também ajuda. O objetivo é desmistificar o aparelho e o processo, fazendo com que a criança se sinta informada e menos vulnerável”, reforça o radiologista.


  1. Uma companhia ajuda a amenizar a ansiedade

A certeza de que um adulto de confiança estará por perto é um grande alívio. É possível que pais ou responsáveis permaneçam juntos na sala de exame. Saber que a criança será observada e cuidada a cada instante pela equipe da clínica também fortalece a sensação de segurança.


  1. Brincar como forma de preparação para o exame

A técnica de “ensaio” é muito eficaz. Use livros, vídeos ou até mesmo um “faz de conta” em casa para simular o exame, explicando que ela precisará ficar como uma estátua ou um super-herói muito quieto. Isso dá à criança uma sensação de controle sobre o que esperar e cria um ambiente lúdico antes do momento do exame.


  1. Quando a sedação é necessária

“Para bebês, crianças muito pequenas ou em casos de ansiedade extrema que impeçam a imobilidade necessária, a sedação é uma possibilidade. Esse procedimento, realizado sob os cuidados de um médico anestesista, garante que o exame seja feito de forma tranquila e segura. No entanto, essa opção deve ser sempre bem avaliada e discutida com o médico solicitante”, afirma Vitor Sardenberg.


  1. Tecnologia e aparelhos mais confortáveis

O avanço da tecnologia oferece alternativas. Aparelhos de RM com um tubo mais largo e curto (semiabertos) diminuem a sensação de estar “trancado” e podem ser uma excelente opção, quando disponíveis, para crianças que se sintam claustrofóbicas. Além disso, o radiologista da CDPI explica que a inteligência artificial tem ajudado a acelerar o tempo do exame e a permanência no equipamento.

“Usamos um acelerador de ressonância magnética através de algoritmos de inteligência artificial que capturam as imagens em menos tempo. Por exemplo, se determinado exame demorava 30 minutos para ser finalizado, agora é possível fazê-lo em apenas 15. Isso traz mais conforto, principalmente para os pequenos.”


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