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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Clubes de livro ganham espaço em empresas como ferramenta de cultura, aprendizado e bem-estar

                                               Multinacionais aderem à prática

 

Em um cenário corporativo cada vez mais orientado por propósito, diálogo e desenvolvimento humano, iniciativas como os clubes do livro deixam de ser apenas práticas sociais e passam a ocupar um papel estratégico dentro das organizações. Grandes empresas têm adotado grupos de leitura como ferramenta para fortalecer a cultura interna, estimular comportamentos essenciais e promover saúde mental, conexão e pertencimento entre colaboradores. 

A proposta vai além do incentivo à leitura: trata-se de criar espaços seguros de conversa, reflexão e construção coletiva de conhecimento. Temas como empatia, liderança, inteligência emocional, diversidade e inovação são levados à mesa de forma leve, mas profunda, aproximando profissionais de diferentes áreas e níveis hierárquicos. 

Na multinacional farmacêutica Lundbeck, especializada em saúde do cérebro, o Clube do Livro CAR – sigla para Curiosidade, Adaptabilidade e Responsabilidade – nasceu como parte da Jornada de Cultura da companhia. O nome representa os três comportamentos culturais que a empresa deseja fortalecer no cotidiano de trabalho. O símbolo do programa, um carrinho, representa essa caminhada conjunta de desenvolvimento. 

“Cultura não se decreta, se vive. O clube do livro foi criado para que nossos colaboradores tenham um espaço de escuta, reflexão e diálogo, onde cada página lida se transforma em troca verdadeira. Não buscamos respostas, mas boas perguntas, é isso que alimenta a curiosidade e a evolução coletiva,” afirma Alba Eiras, diretora de Pessoas & Comunicação da empresa. 

Com encontros periódicos, o clube discute obras que abordam desde temas comportamentais até dilemas contemporâneos do mundo do trabalho. Além do aspecto intelectual, líderes relatam melhora no engajamento, fortalecimento dos laços entre equipes e ampliação do olhar crítico e empático dos participantes. 

Especialistas em comportamento organizacional observam que essas iniciativas contribuem para ambientes mais saudáveis, promovendo bem-estar, senso de pertencimento e até prevenção de problemas ligados à saúde mental. Em tempos de hiperconexão e excesso de informações, parar para ler e dialogar tornou-se um ato transformador.


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