Multinacionais aderem à prática
Em um cenário corporativo cada vez mais orientado por propósito,
diálogo e desenvolvimento humano, iniciativas como os clubes do livro deixam de
ser apenas práticas sociais e passam a ocupar um papel estratégico dentro das
organizações. Grandes empresas têm adotado grupos de leitura como ferramenta
para fortalecer a cultura interna, estimular comportamentos essenciais e
promover saúde mental, conexão e pertencimento entre colaboradores.
A proposta vai além do incentivo à leitura: trata-se de criar
espaços seguros de conversa, reflexão e construção coletiva de conhecimento.
Temas como empatia, liderança, inteligência emocional, diversidade e inovação
são levados à mesa de forma leve, mas profunda, aproximando profissionais de
diferentes áreas e níveis hierárquicos.
Na multinacional farmacêutica Lundbeck, especializada em saúde do
cérebro, o Clube do Livro CAR – sigla para Curiosidade, Adaptabilidade e
Responsabilidade – nasceu como parte da Jornada de Cultura da companhia. O
nome representa os três comportamentos culturais que a empresa deseja
fortalecer no cotidiano de trabalho. O símbolo do programa, um carrinho,
representa essa caminhada conjunta de desenvolvimento.
“Cultura não se decreta, se vive. O clube do livro foi criado para
que nossos colaboradores tenham um espaço de escuta, reflexão e diálogo, onde
cada página lida se transforma em troca verdadeira. Não buscamos respostas, mas
boas perguntas, é isso que alimenta a curiosidade e a evolução coletiva,”
afirma Alba Eiras, diretora de Pessoas & Comunicação da empresa.
Com encontros periódicos, o clube discute obras que abordam desde
temas comportamentais até dilemas contemporâneos do mundo do trabalho. Além do
aspecto intelectual, líderes relatam melhora no engajamento, fortalecimento dos
laços entre equipes e ampliação do olhar crítico e empático dos participantes.
Especialistas em comportamento organizacional observam que essas
iniciativas contribuem para ambientes mais saudáveis, promovendo bem-estar,
senso de pertencimento e até prevenção de problemas ligados à saúde mental. Em
tempos de hiperconexão e excesso de informações, parar para ler e dialogar
tornou-se um ato transformador.
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