Calor, maior exposição à água e
mudanças de hábitos durante o verão e as férias elevam o risco de inflamações
oculares, alerta oftalmologista
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O verão, marcado por altas temperaturas e pelo período de férias
escolares, também é uma das épocas do ano com condições propícias ao aumento da
incidência de conjuntivite. O calor intenso, a maior exposição ao sol, ao vento
e o contato frequente com água de piscinas e praias favorecem a irritação
ocular e a disseminação de agentes infecciosos. No pronto-socorro do H.Olhos –
Hospital de Olhos da rede Vision One, os casos de conjuntivite representaram
29% de todos os atendimentos de urgência oftalmológica em 2025, índice que
tende a aumentar nos períodos de calor.
De acordo com o Dr. Pedro Antônio Nogueira Filho, chefe do
Pronto-Socorro do H.Olhos, esse período exige atenção redobrada com a saúde dos
olhos. “O verão altera a rotina das pessoas e aumenta a exposição a fatores que
podem desencadear a conjuntivite. O contato com água contaminada, o suor
excessivo e até o hábito de coçar os olhos com as mãos sujas contribuem para o
surgimento da inflamação”, explica o especialista.
A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva — a membrana
transparente que recobre a parte branca dos olhos e o interior das pálpebras —
e pode ter diferentes causas, como vírus, bactérias ou alergias. Os sintomas
mais comuns incluem vermelhidão, coceira, ardor, lacrimejamento e sensação de
areia nos olhos. “Muitas vezes, o paciente não consegue identificar a origem do
problema e acaba subestimando os sinais iniciais, o que pode agravar o quadro”,
alerta o Dr. Pedro.
Outro fator que contribui de forma significativa para o aumento
dos casos no verão são as aglomerações, comuns durante as férias, em praias,
piscinas, eventos e viagens. “Ambientes com grande circulação de pessoas
facilitam a transmissão da conjuntivite infecciosa, especialmente quando há
contato próximo, compartilhamento de objetos ou higiene inadequada das mãos”,
ressalta o oftalmologista.
Segundo o especialista, ambientes típicos da estação exigem
cuidados extras. “Piscinas sem tratamento adequado, mar com excesso de
impurezas e até o uso compartilhado de toalhas e óculos de sol aumentam o risco
de transmissão da conjuntivite, especialmente entre crianças e jovens durante
as férias”, destaca.
Além disso, o clima quente e seco contribui para o ressecamento da
superfície ocular. “A combinação de calor intenso, vento e exposição prolongada
ao sol pode irritar os olhos e facilitar a entrada de agentes infecciosos. Por
isso, é comum observarmos um aumento expressivo nos atendimentos oftalmológicos
nessa época”, acrescenta.
Para prevenir a doença, o Dr. Pedro Antônio Nogueira Filho
recomenda medidas simples no dia a dia. “Evitar coçar os olhos, higienizar bem
as mãos, não compartilhar objetos de uso pessoal e utilizar óculos de sol com
proteção UV são cuidados fundamentais durante o verão”, orienta. Ele ressalta
ainda que o uso de colírios deve ser feito apenas com orientação médica.
O especialista também reforça os riscos da automedicação. “O uso
indiscriminado de colírios, principalmente os que contêm corticoides, pode
causar complicações sérias, como aumento da pressão intraocular e infecções
mais graves. Sempre que surgirem sintomas, o ideal é procurar um oftalmologista”,
afirma.
Com o avanço do verão e das férias, o movimento nos
prontos-socorros oftalmológicos tende a crescer. “Já percebemos um aumento
considerável na procura por atendimento por conjuntivite neste período, o que
ajuda a explicar o fato de a doença responder por quase 30% das urgências
oftalmológicas no hospital”, pontua o médico.
Ele conclui destacando que a prevenção é essencial para aproveitar
a estação com tranquilidade. “Com cuidados simples e atenção aos primeiros
sinais, é possível curtir o verão e as férias sem comprometer a saúde ocular.
Os olhos também precisam de proteção nessa época do ano”, finaliza o Dr. Pedro
Antônio Nogueira Filho, chefe do Pronto-Socorro do H.Olhos – Hospital de Olhos
da rede Vision One.
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