“É um corpo mais magro, com menos volume e que exige atenção maior à firmeza e à qualidade da pele”, explica o médico Gabriel Almeida
O Carnaval de 2026 marca a primeira vez em que a principal festa
popular do país acontece após a popularização das chamadas canetas
emagrecedoras no Brasil. O impacto desse fenômeno já começa a ser percebido de
forma clara nos blocos de rua, nos ensaios das escolas de samba e nos
camarotes. O corpo que ocupa a folia agora apresenta um novo perfil, mais
magro, com menos volume e com características diferentes daquelas vistas em
outros anos.
Segundo o médico Gabriel Almeida (CRM-SP 180956 | RQE 121513),
especialista em emagrecimento e saúde metabólica, a mudança não se resume à
perda de peso. De acordo com ele, trata-se de um emagrecimento acelerado, que
altera a forma como o corpo responde ao esforço físico intenso típico do
Carnaval. “É um corpo que perdeu gordura de maneira rápida e ainda está em
processo de reorganização. Em outros Carnavais, o foco visual era a definição
muscular. Agora, vemos uma silhueta mais enxuta, que exige atenção maior à
firmeza e à qualidade da pele”, afirma.
A presença crescente desse novo padrão corporal tem sido notada
principalmente em ambientes de longa duração, como blocos que percorrem grandes
trajetos e ensaios prolongados. Para o especialista, o organismo que passou por
uma redução rápida de peso pode reagir de forma diferente ao desgaste físico.
“O corpo emagrecido rapidamente tende a ter menos reserva energética. Em
situações de esforço contínuo, como horas em pé, calor intenso e poucas pausas
para alimentação, a sensação de exaustão pode surgir mais cedo”, explica.
Além do impacto físico, o médico destaca que o Carnaval impõe
desafios adicionais para quem passou por esse tipo de emagrecimento. Consumo de
álcool, noites mal dormidas, desidratação e alimentação irregular são fatores
comuns durante a festa e podem potencializar desconfortos. “É importante
entender que esse corpo funciona de outro jeito. Ele precisa de mais atenção
para não transformar a experiência do Carnaval em um desgaste excessivo”, diz.
Para atravessar a chamada Monjaro Folia com mais equilíbrio,
Gabriel Almeida orienta cuidados básicos, como manter hidratação constante ao
longo do dia, priorizar refeições leves e fracionadas, moderar o consumo de
bebidas alcoólicas e respeitar os sinais do próprio corpo. “Não se trata de
deixar de aproveitar a festa, mas de reconhecer limites e fazer escolhas que
preservem a saúde”, afirma.
Neste primeiro Carnaval após a explosão do uso das canetas
emagrecedoras, o corpo também vira parte da fantasia. No entanto, segundo
especialistas, é um corpo que exige mais consciência, adaptação e cuidado para
que a experiência da folia continue sendo associada ao prazer e não ao
esgotamento físico.

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