Com a maioria das marcações de exames migrando para o ambiente digital, integrar canais e automatizar processos tornou-se essencial para evitar desistências
O início do ano costuma gerar um movimento
atípico em clínicas e consultórios médicos. Com mais tempo disponível durante o
período de férias, muitas pessoas aproveitam para colocar exames em dia,
retomar consultas adiadas e iniciar tratamentos que ficaram em segundo plano ao
longo do ano. Com menos compromissos profissionais e maior flexibilidade na
agenda, o cuidado com o bem-estar ganha prioridade.
Esse aumento na procura, no entanto,
também evidencia fragilidades operacionais. Filas extensas, atrasos,
dificuldades para marcar horários e falhas na comunicação comprometem a
experiência do paciente quando a instituição não está preparada para absorver o
volume de atendimentos.
Dados do Perfil Paciente
Digital 2025 apontam que 85% das consultas já são agendadas por
dispositivos móveis e que 84% dos pacientes preferem canais digitais para
realizar marcações. O levantamento mostra ainda que 78% consideram a qualidade
do primeiro contato determinante na escolha de um prestador de saúde, enquanto
64% esperam receber informações e orientações por aplicativos de mensagem ou
SMS.
Segundo Marcio Verderio Tahan, CEO da
VTCall, empresa especializada em soluções de atendimento com inteligência
artificial e automação, a experiência dos usuários dos serviços de saúde começa
antes mesmo da consulta presencial. “A forma como a instituição responde,
organiza informações e orienta a pessoa, influencia diretamente a percepção de
qualidade. Processos fragmentados tendem a gerar atrasos e retrabalho, o que
impacta negativamente o relacionamento”, explica.
Hospitais, clínicas e consultórios que
ainda dependem de respostas manuais e sistemas desconectados acabam oferecendo
uma jornada pouco integrada. Em períodos de maior movimento, é comum que as
equipes precisem lidar simultaneamente com ligações telefônicas, mensagens no
WhatsApp, atendimentos presenciais e solicitações em plataformas digitais. Sem
um fluxo bem estruturado, esse acúmulo resulta em erros de agendamento, atrasos
e sobrecarga dos profissionais.
A automação de processos tem sido
apontada como alternativa para organizar o atendimento. Ao classificar
demandas, direcionar solicitações aos setores corretos e priorizar casos mais
urgentes, as instituições conseguem responder com mais agilidade e precisão.
Recursos como lembretes automáticos, confirmações de consulta e atualizações em
tempo real ajudam a reduzir faltas e retrabalho. Para o público, o resultado é
uma experiência mais segura e alinhada às expectativas de um atendimento
moderno. “Plataformas integradas permitem maior previsibilidade da operação e
mais controle sobre a jornada de atendimento, o que se reflete em eficiência e
segurança”, conclui Marcio.
Diante desse cenário, o desafio passa a
ser ampliar a capacidade de atendimento e incorporar tecnologias inovadoras,
acompanhando a evolução do comportamento de quem busca serviços de saúde e as
novas exigências do setor.
VTCall

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