O ano de 2026 não é apenas uma data no calendário
fiscal, mas o ponto de partida para a maior transformação econômica das últimas
décadas no Brasil: a Reforma Tributária. No entanto, mesmo com a transição já
tendo iniciado, muitos líderes ainda encaram esse momento como um interruptor
que será ligado apenas no dia da implementação — quando, na verdade, esta é uma
fase que exige, acima de tudo, um preparo prévio.
A
verdade é que estamos prestes a iniciar uma expedição por um território
desconhecido. Afinal, estamos falando de uma mudança que impacta desde a
precificação até a estratégia de crescimento das organizações. E, como em qualquer
jornada de alta complexidade, o sucesso não é decidido durante a caminhada, mas
muito antes dela: na fase de preparação, na escolha da equipe e no mapeamento
da rota.
Antes
de pensar em ajustes no ERP ou alíquotas de IBS e CBS, as empresas precisam
realizar uma revisão interna profunda. Para isso, destaco cinco pilares
fundamentais:
#1 Qualidade das informações:Dados inconsistentes hoje se tornarão erros de
cálculo e multas amanhã. O novo modelo exigirá um nível de detalhamento e
rastreabilidade que muitos processos atuais não suportam. Sendo assim, é
crucial revisitar os cadastros de produtos, clientes e fornecedores agora.
#2 Revisão da estrutura de negócios:Não se deve esperar a conclusão da transição para
entender os impactos na margem. Como a nova lógica é baseada na tributação no
destino (e não na origem), ela alterará a lógica de centros de distribuição,
plantas industriais e rotas logísticas. Quanto antes a organização simular
esses cenários, melhor.
#3 Alinhamento com a equipe:Ter um time multidisciplinar é uma estratégia vital. O novo modelo não
se restringe ao departamento fiscal; é um desafio que atravessa TI, Compras,
Vendas e Finanças. Tentar atravessar essa jornada com especialistas de um único
viés é um erro estratégico.
#4 Uso da tecnologia:Não se trata apenas de “atualizar o ERP”, mas de utilizar a tecnologia
como uma ferramenta de navegação a serviço da estratégia. Fazer configurações
no sistema sem antes revisar os processos internos é, na prática, automatizar o
erro. Antes de novos módulos, é preciso desenhar o novo fluxo de informações.
#5 Convivência de sistemas:Teremos um período de transição onde o "velho" e o
"novo" coexistirão. Este será o momento mais crítico da expedição, no
qual o esforço será dobrado. É essencial avaliar a capacidade de entrega do
time, pois a jornada será longa e a energia precisa ser preservada para os anos
de transição.
Nesta
expedição, o maior risco não é o território desconhecido, mas a falta de um
mapa que conecte a estratégia à operação. Por isso, antes de qualquer movimento
técnico, é vital que a organização percorra uma etapa rigorosa de planejamento,
análise de negócio e governança.
Nesse
contexto, contar com uma consultoria especializada é a forma mais eficiente de
ajudar os negócios não apenas a sobreviver, mas a se tornarem líderes no novo
cenário. Através de um olhar experiente, é possível traçar trilhas que vão
desde a revisão de riscos contratuais, impactos financeiros e estrutura
operacional, até a identificação do que precisa ser corrigido para uma
transição segura. O objetivo é evitar decisões que pareçam tecnicamente
“corretas”, mas que sejam estrategicamente equivocadas.
O ano de
2026 já começou. Empresas que tratarem a Reforma apenas como uma obrigação
acessória chegarão ao destino com perdas financeiras. Já aquelas que usarem
este momento para limpar processos, integrar times e modernizar a governança
sairão do outro lado ágil e resilientes. A pergunta para o
C-Level agora é apenas uma: sua organização está pronta para a
jornada?
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