No Dia Internacional do
Doador de Sangue, as luzes vermelhas iluminando prédios e
monumentos públicos estão sensibilizando a consciência de pessoas para a
importância de solidarizar-se com seus semelhantes nas questões de saúde
A
campanha Junho
Vermelho realizada há dois anos pelo Movimento
Eu dou Sangue pelo Brasil tem conquistado cada vez mais novos doadores
pelo Brasil. Embora não haja oficialmente um número exato de pessoas que se
juntaram ao grupo, há relatos de homens e mulheres que passaram a ir aos bancos
de sangue sob influência dessa iniciativa. O Movimento, porém, já observou que
neste período de inverno quando costumava cair o volume da coleta em 30%,
depois dessa ação, os números não só voltaram ao normal, mas têm aumentado em
mais 30%. Mesmo assim, em valores globais ainda o que é coletado é pouco. Hoje,
o Dia Internacional do Doador de Sangue, deve incentivar
muitos novos doadores, na opinião dos dirigentes da campanha.
A
diretora administrativa de uma rede de cinemas, Beatriz Schimidt, foi uma das
pessoas que ficaram estimuladas a procurar um banco de sangue com mais
frequência. “Eu até doava eventualmente, mas fiquei muitos anos sem fazer isso.
Quando vi a campanha em toda a cidade fiquei inspirada e retomei esse hábito”,
conta ela.
O
incentivo surgiu depois também que levou sua filha para um exame de sangue e a
enfermeira brincou dizendo que tinha uma boa veia para aquele procedimento.
“Naquela mesma semana eu fui com um amigo ao hospital e fizemos daquela ocasião
um programa social. Esse tido de atitude pode até virar um programa de família
se todos forem juntos”, sugere ela.
Na
opinião de Beatriz, as pessoas precisam tirar da cabeça que a doação de sangue
é complicada, porque na verdade é um procedimento simples, exige pouco tempo,
no máximo meia hora e não doi.
Segundo
a executiva, ela faz a doação apenas num hospital, geralmente na hora do
almoço, porque não precisa marcar hora. Garante que volta a trabalhar no mesmo
dia. Beatriz descreve que já se condicionou a ir a cada quatro meses ao
hospital. “Doar sangue é tão simples e quase não produz reação. Passo o resto
do dia muito bem. Talvez aqueles trabalhadores que façam esforço físico possam
ter mais dificuldades, mas às vezes falta apenas um empenho a mais para as
pessoas”, observa ela.
A
publicitária Shirley Man foi outra brasileira que ficou animada a doar sangue.
Ela tem uma amiga cujo familiar precisou certa vez de transfusão e então começou
a fazê-lo naquele período. A partir da realização da Junho Vermelho
passou a doar sangue geralmente a cada quatro meses. “Eu me programo quando vou
ao médico no hospital ou quando levo um dos meus filhos. A gente passa pela
consulta ou acompanha a consulta e depois vou ao banco de sangue”, conta.
Ela
afirma que a sensação é muito boa porque cria a percepção de transmitir
conforto e bem-estar ao próximo e de ter feito o bem. Shirley entende que mesmo
por alguma razão se a pessoa não puder realizar a doação na hora do
procedimento, por alguma razão médica, só a intenção já seria uma
importante atitude de solidariedade. “Ninguém gosta de agulha, mas para
mim virou uma prática”, diz.
A
coordenadora geral da campanha Junho Vermelho, Debi Aronis, lembra que o interesse tem crescido e
mobilizado muitas pessoas. “As adesões à iniciativa têm vindo de todos os
lados, sejam de grupos de amigos, grupos de trabalho de empresas e até de
associações religiosas. Quem puder deve doar sangue pelo Brasil”, expõe ela.
Para
alguns estudiosos, no entanto, o País não adquiriu ainda a cultura da doação de
sangue, talvez porque, por sorte do destino, não tenha convivido com
terremotos, furações, guerras e outras grandes tragédias como acontecem em
vários países. No entanto, a prática da doação de sangue precisa ser
incentivada sempre em razão das reservas desse líquido vital quase sempre
ficarem com baixo volume durante o ano.
PARA DOAR SANGUE
VOCÊ DEVE:
· Portar
documento oficial de identidade com foto (RG, Carteira Profissional, Carteira
de Habilitação);
· Ter entre
16 e 69 anos de idade*, sendo que a primeira doação deve ter sido feita até 60
anos;
· Pesar
acima de 50 quilos;
· Estar em
boas condições de saúde;
· Estar
alimentado, porém tendo evitado refeições pesadas (gordurosas) nas 3 horas que
antecedem a doação.
OBS: Os
doadores menores de 18 anos, acompanhados do responsável legal, devem levar o
original e cópia simples de seu documento de identidade, cópia simples do
documento de identidade do responsável legal e preencher a autorização para
doação de sangue no momento da doação.
Quando acompanhado por um adulto, que não o responsável, deverá levar a autorização assinada pelo responsável legal, com firma reconhecida em cartório e a cópia do documento de ambos (doador e responsável legal).
Quando acompanhado por um adulto, que não o responsável, deverá levar a autorização assinada pelo responsável legal, com firma reconhecida em cartório e a cópia do documento de ambos (doador e responsável legal).
O
documento de autorização pode ser retirado no posto de coleta.
PARA
DOAR SANGUE VOCÊ NÃO
DEVE:
· Ter risco
acrescido para doenças transmissíveis pelo sangue (usuário de drogas injetáveis
e inalatórias, prática de sexo não seguro e vários parceiros sexuais ou ser
parceiro sexual de portadores de Aids ou Hepatite).
QUAL O INTERVALO
ENTRE AS DOAÇÕES?
· Homens
podem doar a cada 2 meses, até no máximo 4 vezes no período de 12 meses;
· Mulheres
podem doar a cada 3 meses, até no máximo 3 vezes no período de 12 meses;
Fonte:
COLSAN – Associação Beneficente de Coleta de Sangue
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