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quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Afastamento remunerado por violência doméstica: o que muda na aplicação da Lei Maria da Penha

 

A possibilidade de se afastar do trabalho sem perder a fonte de renda é uma conquista importante para mulheres que vivem situações de violência doméstica. Em outubro de 2026, o governo federal avançou na regulamentação desse direito, previsto na Lei Maria da Penha, ao definir como será realizado o pagamento durante o afastamento de até seis meses determinado judicialmente. A medida responde a uma questão que, por anos, permaneceu sem uma solução suficientemente clara: como garantir que uma mulher possa se proteger sem comprometer a própria subsistência? 

O Supremo Tribunal Federal já havia consolidado o entendimento de que o afastamento pode ser custeado pela Previdência Social ou pela assistência social, conforme a situação da mulher. O parecer da Advocacia-Geral da União, aprovado em 1º de outubro, e a Portaria Conjunta MPS/INSS nº 48, publicada no dia 9, deram novos contornos à aplicação desse direito, estabelecendo procedimentos para o pagamento e dispensando a realização de nova perícia médica pelo INSS. 

O avanço é relevante porque reconhece uma realidade que nem sempre aparece nas discussões sobre violência doméstica: a segurança também depende de condições materiais para que a mulher consiga reorganizar a própria vida. Em determinadas situações, continuar trabalhando pode significar permanecer exposta ao agressor, seja porque ele conhece seus horários, sabe onde ela trabalha, acompanha seus deslocamentos ou utiliza o ambiente profissional para intimidá-la. Nesses casos, interromper temporariamente a rotina pode ser uma medida necessária para preservar sua integridade física e psicológica. 

A legislação, porém, não estabelece um afastamento automático para toda mulher que enfrenta violência. É necessária uma decisão judicial que determine expressamente essa providência como medida protetiva, considerando as circunstâncias concretas. Por isso, a orientação jurídica desde o primeiro atendimento é fundamental para que a necessidade de afastamento do trabalho seja apresentada ao Judiciário e incluída na decisão quando cabível.

 

Entre a garantia legal e a proteção efetiva 

A regulamentação também esclarece como funciona o pagamento. Para trabalhadoras com vínculo de emprego abrangidos pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS), os primeiros 15 dias são custeados pelo empregador e, a partir do 16º dia, pelo INSS. Para as demais categorias de seguradas abrangidas pelas regras, o benefício previdenciário é custeado integralmente pelo Instituto. Não há exigência de carência nem necessidade de nova perícia médica, embora seja necessário comprovar a condição de segurada e apresentar a decisão judicial. 

Mulheres que não são seguradas da Previdência podem ter acesso à assistência financeira prevista para situações de vulnerabilidade temporária, conforme as condições estabelecidas judicialmente e a atuação do ente público responsável. Essas definições ajudam a enfrentar uma das principais barreiras que dificultavam a aplicação da medida: a incerteza sobre quem deveria arcar com os custos do afastamento. 

Mas uma regra mais clara não significa, necessariamente, acesso simples. Para que o direito funcione, a mulher precisa saber que ele existe, conseguir orientação para solicitá-lo e ter sua necessidade compreendida pelas instituições responsáveis. Delegacias, Defensoria Pública, Ministério Público, Judiciário e órgãos previdenciários precisam atuar de maneira articulada, evitando que a vítima tenha de percorrer sozinha um sistema fragmentado justamente quando está mais vulnerável. 

A dependência financeira torna esse desafio ainda mais complexo. Em relações abusivas, o controle econômico pode funcionar como instrumento de dominação, limitando o acesso a dinheiro, documentos, moradia e recursos necessários para romper a relação. Mesmo quando existe renda própria, a mulher pode temer perder o emprego, comprometer o sustento dos filhos ou não conseguir arcar com as despesas básicas se precisar se afastar. Exigir que ela simplesmente deixe a situação de violência, sem considerar essas condições, é ignorar parte do problema. 

O afastamento remunerado pode oferecer um intervalo importante para buscar proteção, reorganizar a vida familiar e planejar os próximos passos sem perder imediatamente a renda e o vínculo profissional. Isso não significa que a medida, isoladamente, resolva a violência ou todas as formas de dependência econômica. Ela precisa estar conectada a outras políticas, como acolhimento, assistência social, acesso à moradia segura e orientação jurídica. Também é essencial garantir sigilo e evitar que a proteção se transforme em exposição ou discriminação no ambiente de trabalho. 

O desafio agora é fazer com que a regulamentação alcance quem mais precisa dela. Isso exige informação acessível, atendimento humanizado, decisões judiciais adequadas e procedimentos que permitam o pagamento sem obstáculos desnecessários. Um direito que depende de conhecimento técnico para ser acessado precisa ser acompanhado de orientação capaz de chegar às mulheres em diferentes realidades sociais e profissionais. 

A proteção contra a violência doméstica não pode se limitar à interrupção do risco imediato. Ela também precisa considerar as condições necessárias para que a mulher reconstrua sua autonomia e tenha alternativas reais para seguir em frente. 

Garantir o afastamento remunerado é reconhecer que ninguém deveria precisar colocar a própria segurança em segundo plano para preservar a própria renda. O avanço jurídico será completo quando essa garantia deixar de existir apenas na legislação e se tornar uma possibilidade concreta para todas as mulheres que dela necessitam. 

 

Gabriela Fernandes Cazalli - advogada do Martins Cardozo Advogados Associados e pós-graduanda em Direito de Gênero, Direito de Família e Sucessões pela PUC-SP.


Fórmula 1 recebe pela primeira vez Ônibus SP Por Todas em ação de prevenção e enfrentamento ao assédio a mulheres

 

Presença inédita do Governo de SP em Interlagos reforça mobilização pelo respeito às torcedoras com ações de mobilização e orientação sobre direitos das mulheres 


A segunda visita da economista Beatriz Rosenburg ao Autódromo de Interlagos, em 2013, terminou de uma maneira que ela não esperava. Fã de Fórmula 1, a torcedora foi vítima de assédio durante o evento e acabou se afastando das corridas por alguns anos. Em 2018, ela decidiu retornar às arquibancadas e fazer alguma coisa para evitar que outras mulheres passassem pela mesma situação: começou a distribuir adesivos pedindo respeito às torcedoras. Ela imprimiu apenas 30 adesivos, não imaginando que sua ação iria repercutir e todos fossem distribuídos em poucas horas. 

Oito anos depois, ela está preparando a distribuição de 4.500 adesivos no Grande Prêmio de São Paulo, mobilizando uma rede de 24 voluntárias e mantendo uma rede de apoio com mais de 750 mulheres. É nesse cenário que o Ônibus SP Por Todas, do Governo do Estado de São Paulo, estará pela primeira vez na Fórmula 1, entre os dias 6 e 8 de novembro, com uma ação de conscientização e prevenção ao assédio. A unidade móvel ficará instalada dentro do Autódromo de Interlagos, na zona sul da capital, próxima ao Portão 09.

A iniciativa da Secretaria de Políticas para a Mulher prevê a distribuição de adesivos e brindes com mensagens de enfrentamento à violência contra as mulheres. A presença do ônibus amplia a discussão sobre o direito das torcedoras de frequentar eventos esportivos sem sofrer constrangimentos, intimidações ou violência. 

Para Beatriz, a necessidade de uma mobilização ficou evidente quando descobriu que a situação vivida por ela não era isolada. Em 2018, após acompanhar o relato público de uma jornalista que também havia sofrido assédio em Interlagos, passou a conversar com outras mulheres e percebeu que os episódios se repetiam em diferentes setores do autódromo. 

"Eu tive dúvidas de como os 30 adesivos seriam recebidos. Para minha positiva surpresa, no primeiro dia de evento eu já não tinha mais nenhum. As mulheres adoraram e os homens também queriam usar", relembra.

Com o crescimento da campanha, a mobilização passou a ir além dos adesivos. Desde 2022, o grupo Interlagos Safe reúne torcedoras que trocam informações, combinam trajetos, organizam pontos de encontro e encontram companhia para acompanhar as corridas. 

Apesar dos avanços, Beatriz afirma que o assédio continua presente. Entre as situações relatadas pelas participantes estão toques sem consentimento, trombadas propositais e tentativas de aproximação física forçada. Para ela, as campanhas de conscientização precisam ser acompanhadas de procedimentos claros de acolhimento, atendimento às denúncias e responsabilização dos agressores. 

"Não queremos ocupar as arquibancadas com medo ou precisar estar constantemente em alerta. Queremos simplesmente ter o direito de torcer, celebrar e aproveitar o esporte com a mesma liberdade e tranquilidade que qualquer outro fã", afirma.
 

O direito de torcer sem precisar provar que pertence àquele espaço

A designer de moda Lisandra Francine Parede conhece outra dimensão desse problema. Moradora de Arapongas, no interior do Paraná, ela começou a acompanhar a Fórmula 1 mais de perto em 2020 e conheceu o movimento pelas redes sociais. No ano seguinte, viajou sozinha a São Paulo para assistir pela primeira vez a uma corrida em Interlagos. 

Mesmo sem companhia na viagem, encontrou na comunidade uma rede de mulheres com quem poderia compartilhar informações e permanecer durante o evento. A experiência também mostrou que o desrespeito nem sempre se manifesta por meio do contato físico. 

Lisandra conta que já enfrentou situações em que homens questionavam seu conhecimento sobre automobilismo, exigindo que respondesse a perguntas sobre pilotos, equipes e engenheiros para provar que realmente gostava do esporte. Também ouviu insinuações de que mulheres frequentam as corridas apenas pela aparência dos pilotos. 

Para ela, a existência de uma rede de apoio não elimina o problema, mas ajuda a tornar a experiência mais segura. A preparação começa antes mesmo da chegada ao autódromo, com orientações, troca de informações e a possibilidade de encontrar outras torcedoras. 

A designer também reconhece mudanças nos últimos anos, especialmente com o crescimento da presença feminina nas arquibancadas e a maior visibilidade das denúncias. Ainda assim, acredita que há um longo caminho até que todas as mulheres possam frequentar o evento sem receio de sofrer assédio ou discriminação.
 

Proteção e conscientização dentro e fora das arquibancadas

A estreia do Ônibus SP Por Todas na Fórmula 1 leva a discussão sobre violência contra as mulheres a um dos maiores eventos esportivos do país. A unidade móvel integra as ações do movimento SP Por Todas, do Governo de São Paulo, que reúne políticas públicas voltadas à segurança, saúde e autonomia feminina. 

Em suas ações itinerantes pelo estado, o ônibus oferece gratuitamente escuta qualificada, acolhimento psicossocial, orientação sobre direitos e encaminhamentos à rede de proteção, especialmente para mulheres em situação de violência doméstica e familiar. 

"O assédio não pode ser tratado como parte da experiência de um evento esportivo. As mulheres têm o direito de ocupar as arquibancadas, acompanhar seus pilotos e aproveitar a corrida com liberdade e segurança. Ao levarmos o Ônibus SP Por Todas à Fórmula 1, queremos reforçar que o respeito deve estar presente em todos os espaços e que as mulheres precisam conhecer seus direitos e os caminhos de proteção disponíveis", afirma a secretária de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni. 

Para Beatriz, a chegada do Ônibus SP Por Todas à Fórmula 1 representa um passo importante na construção de um ambiente mais seguro para as torcedoras. "Muitas vezes, saber que existe um local onde podem buscar ajuda, receber orientação ou simplesmente encontrar apoio já faz diferença. É importante que as torcedoras consigam visualizar esse espaço e saibam que não estão sozinhas caso passem por alguma situação de desconforto ou assédio", destaca. 

Para Lisandra, que encontrou nessa rede de apoio a confiança necessária para viajar sozinha a São Paulo e acompanhar sua primeira corrida, a segurança começa antes mesmo de chegar às arquibancadas. Está na troca de informações, na companhia de outras mulheres e na certeza de ter a quem recorrer. Mas ela reconhece que a mobilização das torcedoras, embora fundamental, não substitui a necessidade de medidas concretas de proteção. 

As trajetórias de Beatriz e Lisandra mostram que, mesmo com experiências diferentes, as mulheres compartilham uma reivindicação: o direito de ocupar os espaços esportivos com liberdade e segurança. A presença do Ônibus SP Por Todas em grandes eventos faz parte da estratégia do Governo de São Paulo de ampliar as ações de prevenção à violência, fortalecer a segurança das mulheres e levar informações sobre seus direitos também aos espaços de lazer e entretenimento. Para quem está nas arquibancadas, o objetivo é simples: que a única preocupação durante a corrida seja o que acontece na pista.
 

SP Por Todas

O SP Por Todas é o movimento do Governo do Estado de São Paulo que reúne políticas públicas voltadas às mulheres nos eixos de segurança e proteção, saúde e autonomia. Acesse: www.spportodas.sp.gov.br
 

Serviço

Ônibus SP Por Todas no Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1

Datas: 6, 7 e 8 de novembro de 2026

Local: Autódromo de Interlagos – Avenida Senador Teotônio Vilela, 261, São Paulo (SP)

Onde encontrar: Área interna do autódromo, próximo ao Portão 09

 

Vai viajar? Marshall aponta 6 cuidados para transportar o headphone com segurança

Da escolha da bagagem ao armazenamento durante o trajeto, pequenos cuidados podem ajudar a evitar danos ao equipamento 

 

Seja em viagens de avião ou de carro, o headphone costuma estar entre os acessórios que tornam o deslocamento mais agradável. Mas colocar o equipamento na mochila sem alguns cuidados pode aumentar a chance de arranhões, danos por impactos ou pressão sobre a estrutura e problemas relacionados à bateria.

Para quem pretende levar o headphone nas próximas férias ou viagens a trabalho, a Marshall, marca britânica reconhecida por sua tradição no universo da música e do áudio, reúne seis cuidados para transportar o equipamento com mais segurança e ajudar a preservar sua vida útil. No Brasil, os produtos da marca são distribuídos pela Amarine.


  1. Não deixar o headphone solto dentro da mochila

Um dos erros mais comuns é colocar o equipamento diretamente na mochila ou mala, junto com carregadores, chaves, notebooks e outros objetos. Durante o deslocamento, esses itens podem se movimentar e entrar em contato com o headphone, provocando arranhões ou impactos.

A dica: utilizar, sempre que possível, o estojo indicado para o equipamento, criando uma barreira física entre o headphone e os demais objetos da bagagem.


  1. Evitar colocar peso sobre o equipamento

Mesmo quando não há um impacto direto, o headphone pode sofrer pressão quando colocado no fundo de uma mochila ou mala cheia. Livros, notebooks e outros objetos podem pressionar a estrutura durante o transporte. Dependendo do modelo, a pressão constante pode afetar hastes, articulações, almofadas ou outras partes do equipamento.

A dica: reservar um compartimento específico para o headphone e evitar colocá-lo embaixo de objetos pesados. Nos modelos dobráveis, seguir o mecanismo de dobra previsto pelo fabricante, sem forçar as articulações.


  1. Proteger o headphone de temperaturas extremas

O interior de um veículo pode atingir temperaturas elevadas, especialmente quando fica exposto ao sol. O calor excessivo pode afetar materiais externos e componentes eletrônicos, exigindo atenção especial nos equipamentos com bateria integrada.

A dica: evitar deixar o headphone dentro do veículo estacionado e exposto ao sol. Durante o transporte, manter o equipamento protegido de fontes de calor e respeitar as condições de temperatura indicadas pelo fabricante.


  1. Redobrar a atenção com a bateria

Nos modelos sem fio, a bateria merece cuidados específicos durante a viagem. Além de evitar temperaturas extremas, é importante utilizar cabos e carregadores compatíveis e seguir as recomendações do fabricante.

Em viagens de avião, a orientação é transportar o headphone com bateria de lítio na bagagem de mão e consultar previamente as regras da companhia aérea. Caso seja necessário despachar a mala de mão no portão de embarque, informar à equipe sobre o aparelho e verificar a necessidade de retirá-lo.

A dica: conferir o nível da bateria antes de sair e realizar a carga com acessórios recomendados pelo fabricante. Evitar carregar o headphone enquanto estiver comprimido entre outros objetos ou exposto ao calor.


  1. Não guardar o headphone ainda úmido

Em viagens, o equipamento pode entrar em contato com suor, chuva ou umidade, especialmente em destinos de praia ou durante atividades ao ar livre. Guardá-lo imediatamente depois desse contato pode favorecer o acúmulo de umidade.

Mesmo modelos com algum nível de resistência à água devem ser utilizados de acordo com as especificações de proteção determinadas pelo fabricante.

A dica: seguir as orientações do fabricante para a higienização e a secagem após o contato com suor ou umidade. Aguardar a secagem completa antes de colocar o equipamento no estojo.


  1. Organizar os acessórios separadamente

Cabos, adaptadores e outros acessórios podem se enrolar ou pressionar o headphone durante o transporte. Mantê-los separados facilita a organização e ajuda a evitar o contato de conectores com a superfície do equipamento.

A dica: acomodar cabos e acessórios em um pequeno compartimento ou nécessaire, sem dobrá-los de forma acentuada ou deixá-los soltos junto ao headphone.

 

Filtro sujo aumenta a conta de luz: saiba como limpar o ar-condicionado Samsung em casa

 Limpeza frequente ajuda a reduzir o consumo de energia, melhora a qualidade do ar e prolonga a vida útil do aparelho

 

Com as altas temperaturas tornando o ar-condicionado um aliado indispensável, um detalhe na rotina de manutenção muitas vezes passa despercebido, mas tem impacto direto no bolso: a limpeza dos filtros. O acúmulo de poeira, fuligem e outras partículas compromete a circulação do ar e, como consequência, o equipamento é forçado a trabalhar com maior intensidade e por mais tempo para atingir a temperatura desejada, gerando um aumento silencioso na fatura de energia elétrica. 

Esse esforço extra do aparelho para compensar o fluxo de ar restrito não reflete apenas no consumo de energia, mas também pode reduzir a vida útil do sistema. Além disso, a barreira de sujeira se torna um ambiente propício para a proliferação de ácaros, fungos e bactérias, podendo desencadear ou agravar crises alérgicas e problemas respiratórios. 

Reverter e evitar esse quadro, no entanto, não exige assistência técnica. A higienização periódica dos filtros é uma medida preventiva simples e rápida, que pode ser feita em casa pelo próprio morador a cada 15 dias ou, no mínimo, uma vez por mês. 

“Entendemos que o consumidor busca conforto e economia, mas não quer a complicação de processos difíceis de manutenção no dia a dia. Na Samsung, nosso diferencial está em projetar produtos pensando na jornada completa do usuário. Entregamos alta eficiência energética e também desenvolvemos soluções exclusivas que facilitam a vida de quem usa. Recursos como o filtro de acesso externo, o autolimpante e o congelamento higienizador mostram como a inovação técnica trabalha a favor da saúde e do bolso do consumidor, garantindo alta performance e durabilidade do aparelho com o mínimo de esforço”, explica Clarissa Lettieri, gerente de produto de ar-condicionado da Samsung Brasil. 

É recomendável também uma limpeza anual mais completa com instalador homologado Samsung para manter a saúde do equipamento.

 

Passo a passo para limpar o filtro em casa

  1. Segurança em primeiro lugar: Desligue o aparelho e desligue o disjuntor correspondente, antes de iniciar qualquer procedimento.
  2. Remova os filtros: Na maioria dos modelos, basta levantar a tampa da unidade interna e puxar os filtros com cuidado. Consulte o manual do seu modelo em caso de dúvida.
  3. Higienização adequada: Caso os filtros estejam com poeira excessiva, use um aspirador de pós ou escova macia para limpá-los. Em seguida, mergulhe os filtros em água morna por cerca de 30 minutos e, depois, adicione detergente neutro para auxiliar na remoção de resíduos. Finalize lavando os filtros em água corrente para retirar o sabão. Evite detergentes agressivos, água quente ou produtos químicos que possam danificar as malhas de filtragem.
  4. Secagem completa: Deixe o filtro secar naturalmente à sombra em local arejado e sombreado. Não utilize secadores de cabelo, exposição direta ao sol ou panos que soltem fiapos.
  5. Reinstalação: Certifique-se de que o filtro está 100% seco antes de encaixá-lo novamente no aparelho. Ligar o equipamento com o filtro úmido pode gerar odores desagradáveis e favorecer o aparecimento de mofo.


Facilidade na manutenção do ar-condicionado 

- Acesso facilitado aos componentes: os modelos de ar-condicionado da Samsung, como o Windfree™ AI Pro, foram projetados para tornar mais conveniente o acesso aos componentes que exigem limpeza regular, ajudando o consumidor a manter o aparelho bem cuidado e contribuindo para seu bom funcionamento ao longo do uso. 

- Limpeza automatizada com Auto Clean1: disponível em modelos selecionados da Samsung, como o Windfree AI Pro™, a funcionalidade é acionada assim que o ar-condicionado é desligado, promovendo a ventilação interna para limpar e secar o aparelho. O processo ajuda a evitar o acúmulo de umidade no trocador de calor, prevenindo a formação de bactérias e mofo na parte interna.

 

Higienização profunda com recursos tecnológicos

- Lavagem interna com Freeze Wash2: disponível em modelos selecionados da Samsung, a função realiza uma higienização mais profunda do sistema por meio de um processo automatizado:

  • Congela o trocador de calor, encapsulando sujeira e micro-organismos em uma camada de gelo.
  • Descongela rapidamente o componente, fazendo com que a água escorra e arraste as impurezas.
  • Seca completamente a peça após o enxágue, ajudando a remover resíduos mais difíceis de alcançar com a manutenção manual.


Cuidados regulares para manter o desempenho 

- Combinação de limpeza manual e tecnologia: a limpeza regular dos filtros, aliada aos recursos automatizados de higienização, contribui para a conservação do aparelho e seu bom funcionamento.

- Eficiência energética e conforto térmico: manter o ar-condicionado limpo ajuda a preservar sua eficiência energética e o conforto térmico do ambiente, além de contribuir para a qualidade do ar.

 

Perguntas frequentes (FAQ) 

Com que frequência devo limpar o filtro do ar-condicionado?

A recomendação é higienizar os filtros a cada 15 dias ou, no mínimo, uma vez por mês. A frequência ajuda a evitar o acúmulo de poeira e outras partículas que prejudicam a circulação do ar.

 

Como a sujeira no filtro pode aumentar o consumo de energia?

O acúmulo de poeira e outras partículas restringe a circulação do ar, fazendo com que o equipamento trabalhe com maior intensidade e por mais tempo para atingir a temperatura desejada, o que pode elevar o consumo de energia elétrica.

 

Como limpar o filtro do ar-condicionado em casa?

Com o aparelho desligado e com o disjuntor correspondente desligado, remova os filtros conforme as orientações do manual. Se necessário, use um aspirador de pó ou uma escova macia, lave com água morna e detergente neutro e enxágue em água corrente. Deixe secar naturalmente, à sombra, antes de reinstalar.

 

Quais cuidados devo ter ao limpar o filtro?

Evite detergentes agressivos, água quente e produtos químicos que possam danificar a malha de filtragem. Não use secadores de cabelo nem exponha os filtros diretamente ao sol. Antes de reinstalá-los, certifique-se de que estejam completamente secos para evitar odores desagradáveis e favorecer a prevenção do mofo.

 

Quais recursos dos aparelhos de ar-condicionado Samsung facilitam a manutenção?

Os modelos da Samsung contam com soluções que facilitam os cuidados com o aparelho. A função Auto Clean promove a ventilação interna após o desligamento, ajudando a reduzir o acúmulo de umidade no trocador de calor. Já a função Freeze Wash, disponível em modelos selecionados, realiza uma lavagem interna por meio do congelamento e descongelamento do trocador de calor, ajudando a remover impurezas.

 

De que outra forma é possível manter o ar-condicionado limpo?

É recomendável também uma limpeza anual mais completa com instalador homologado Samsung para manter a saúde do equipamento. 

Para mais informações sobre aparelhos de ar-condicionado e outros produtos, acesse a Samsung Newsroom Brasil.


 Samsung Electronics Co. Ltd.


 1 Apenas os modelos WindFree™ fazem a verificação da umidade interna. O tempo de operação em Auto Clean depende das condições do ar condicionado.

2 A função Freeze Wash está disponível apenas em determinados modelos WindFree™. Com base em testes internos e de acordo com os protocolos Samsung. Resultados gerados e interpretados pela Intertek. É necessária conexão Wi-Fi. Disponível apenas para o SKU AR60H24D1AW/AZ.

  

Bancos restringem concessão de crédito e impulsionam buscas por modelos alternativos de análise financeira

 Alta da inadimplência leva instituições tradicionais a priorizar operações com garantia, enquanto fintechs desenvolvem modelos alternativos para ampliar a concessão de recursos, com controle de risco 

 

O aumento da inadimplência no sistema financeiro brasileiro tem provocado uma mudança na estratégia de concessão de crédito dos grandes bancos. Diante da necessidade de reduzir riscos e preservar a qualidade das carteiras, instituições financeiras passaram a concentrar novas operações em modalidades consideradas mais seguras, como crédito consignado, financiamentos imobiliários e operações com garantias. Na prática, o movimento reduz o acesso ao crédito para pessoas físicas e empresas que não se enquadram nos perfis considerados de menor risco pelas instituições financeiras.

Para Reinaldo Boesso, especialista financeiro, CEO e cofundador da TMB, fintech de parcelamento  para o mercado digital, esse movimento deve se intensificar nos próximos anos. Segundo ele, o mercado tradicional tende a se tornar cada vez mais seletivo, exigindo modelos de análise capazes de identificar bons pagadores além dos critérios convencionais já utilizados.

“O mercado bancário está priorizando a previsibilidade e adotando critérios de aprovação mais conservadores. Isso significa que muitos clientes encontram dificuldades para obter recursos, não necessariamente por falta de capacidade de pagamento, mas porque os modelos tradicionais estão mais restritivos”, afirma.


Tecnologia muda a forma de analisar e aprovar operações 

A mudança também acelera uma transformação que já vinha ganhando força no mercado financeiro. Com os bancos cada vez mais concentrados em operações de menor risco, fintechs especializadas passaram a ocupar um espaço antes pouco explorado, desenvolvendo modelos de análise que utilizam tecnologia para apoiar a avaliação de risco. O objetivo não é ampliar indiscriminadamente o benefício, mas identificar clientes com capacidade real de pagamento que, muitas vezes, ficam fora das políticas mais conservadoras adotadas pelas instituições tradicionais. 

Na TMB, a análise utiliza tecnologia para apoiar a avaliação das operações, com recursos de inteligência artificial e mecanismos de prevenção a fraudes. A proposta é tornar a concessão mais precisa, considerando diferentes informações disponíveis no processo. O objetivo é identificar com maior segurança os clientes que apresentam condições de assumir o compromisso financeiro. 

“O desafio não é simplesmente ampliar o acesso ao parcelamento. É identificar quem realmente tem condições de assumir aquele compromisso. Quando utilizamos tecnologia para analisar o comportamento do consumidor, o histórico de pagamentos e diferentes indicadores financeiros, conseguimos tomar decisões mais precisas do que aquelas baseadas apenas em critérios tradicionais”, explica Reinaldo.

O mesmo movimento se estende à gestão da carteira após a liberação dos recursos. Na TMB, a tecnologia acompanha os pagamentos, opera o sistema antifraude e organiza as etapas de cobrança — direcionando abordagens, priorizando casos que exigem atenção e apoiando as equipes que falam com os clientes ao longo de todo o ciclo de pagamento. 


Crédito mais seletivo muda a dinâmica do mercado

Na avaliação do especialista, esse movimento reforça a importância de modelos complementares ao sistema bancário tradicional. “O mercado continua precisando de alternativas para movimentar suas operações e ampliar as vendas. O que mudou foi a maneira de oferecer essas soluções. Quem conseguir unir tecnologia, análise de aprovação e opções de parcelamento terá mais condições de atender consumidores que continuam economicamente ativos, mas enfrentam dificuldades para encontrar formas de pagamento adequadas à sua realidade”, afirma.

Segundo Reinaldo Boesso, a combinação entre maior seletividade dos bancos e o avanço da tecnologia tende a redesenhar o mercado de concessão nos próximos anos. Em vez de decisões baseadas apenas em renda, patrimônio ou relacionamento bancário, modelos apoiados em inteligência artificial e análise de dados ampliam a capacidade de avaliar o comportamento financeiro dos consumidores  de forma mais precisa. " A tecnologia permite tomar decisões mais assertivas e ampliar o acesso de quem realmente tem condições de honrar seus compromissos", destaca.

Para o consumidor, a tendência é encontrar um mercado mais diversificado, no qual o crédito deixa de depender exclusivamente das políticas dos grandes bancos e passa a contar também com soluções desenvolvidas por fintechs especializadas. 

Já para as empresas, ampliar as alternativas de crédito e de pagamento pode representar mais conversões de vendas e maior previsibilidade financeira. “Os bancos tradicionais continuarão tendo um papel importante, principalmente nas operações que atendem aos seus critérios de aprovação. Ao mesmo tempo, as fintechs de parcelamento devem ganhar espaço ao desenvolver modelos capazes de atender consumidores que muitas vezes não encontram alternativas nos canais convencionais. A tendência é que diferentes soluções convivam para ampliar as possibilidades de pagamento, sem abrir mão da segurança das operações”, conclui.

 

Reinaldo Boesso - CEO e cofundador da TMB, e formado em Análise de Sistemas. Possui pós-graduação em gestão empresarial e gestão de projetos e também é especialista financeiro, liderando times de M&A em fundos de investimento.
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Black Friday: decisões durante as campanhas podem fazer diferença nas vendas; veja cinco recomendações

Operações acompanhadas pela NeoPerformance registraram receita 35% acima da meta diária na Black Friday de 2025 e crescimento de 58% na receita média diária no Prime Day de 2026; especialista explica a importância de ajustar investimentos conforme a resposta dos consumidores

 

Com a aproximação da Black Friday, empresas intensificam os preparativos para uma das principais datas do varejo. Orçamentos, metas, produtos prioritários e estratégias de mídia costumam ser definidos com antecedência. Mas um planejamento bem estruturado pode não ser suficiente se as marcas não estiverem preparadas para rever decisões quando as vendas começarem e o comportamento real dos consumidores indicar oportunidades diferentes das previstas. 

Para Pablo Lemos, CTO e sócio da NeoPerformance, empresa especializada em marketing de performance, dados e tecnologia, um dos desafios está em evitar que o planejamento se torne rígido, impedindo ajustes durante a operação. “A estratégia desenhada antes da campanha precisa, portanto, estar preparada para mudar em questão de horas”, afirma o executivo. 

Na Black Friday de 2025, uma operação acompanhada pela NeoPerformance começou a apresentar resultados acima do esperado ainda durante o evento. A identificação desse movimento permitiu recalibrar lances, orçamentos e prioridades no próprio dia. Ao final, a receita ficou 35% acima da meta diária, enquanto novembro encerrou com resultado 37% superior ao planejado. 

Outra experiência, durante o Prime Day de 2026, mostrou uma dinâmica diferente. Em uma operação de um grande anunciante de consumo, o investimento médio diário foi 15% menor em comparação com a edição de 2025, enquanto a receita média diária cresceu 58%. A participação de novos compradores também avançou de 38% para 46%. 

Os dois exemplos demonstram que a eficiência não está necessariamente em aumentar ou reduzir os investimentos, mas em ter flexibilidade para ajustar a estratégia conforme os resultados observados durante a operação. 

A partir dessas experiências, Pablo Lemos destaca cinco pontos que merecem atenção das marcas durante a Black Friday:

 

1. Planeje o orçamento, mas mantenha espaço para ajustes 

Definir antecipadamente os investimentos, as metas e os produtos prioritários é fundamental. No entanto, o planejamento precisa permitir mudanças quando o comportamento dos consumidores indicar oportunidades diferentes das previstas. Uma operação pode apresentar resultados acima do esperado e justificar a ampliação dos investimentos. Em outros casos, os sinais podem indicar a necessidade de reduzir ou redistribuir recursos. O importante é que as decisões tomadas antes da campanha possam ser revistas durante sua execução.

 

2. Acompanhe os resultados enquanto as vendas acontecem 

Em grandes datas comerciais, o comportamento da demanda pode mudar rapidamente. Por isso, acompanhar o desempenho durante a operação é essencial para identificar oportunidades e ajustar a estratégia enquanto ainda há tempo para aproveitá-las. A análise dos resultados permite rever lances, orçamentos e prioridades, em vez de esperar o encerramento da campanha para avaliar o que funcionou.

 

3. Observe os horários de maior demanda da sua operação 

Participar da mesma data promocional não significa que todas as marcas terão o mesmo comportamento de vendas. Algumas operações podem apresentar maior demanda logo na abertura das promoções, enquanto outras encontram seus melhores momentos ao longo do dia. O histórico de vendas continua sendo importante para o planejamento, mas precisa ser confrontado com o comportamento observado durante o evento. Essa leitura ajuda a identificar os momentos em que há espaço para ajustar os investimentos.

 

4. Use os resultados reais para revisar as decisões de investimento 

O planejamento inicial deve estabelecer metas, prioridades e cenários. Entretanto, as informações obtidas durante a campanha podem confirmar ou contrariar as expectativas. Por isso, a estratégia precisa considerar os resultados efetivamente observados, e não apenas manter decisões tomadas semanas antes. A capacidade de recalibrar investimentos conforme a resposta dos consumidores pode ser determinante para aproveitar oportunidades de crescimento.

 

5. Prepare a operação para tomar decisões rapidamente 

Ter acesso a informações atualizadas não é suficiente se a empresa não consegue agir a partir delas. Orçamentos rígidos, processos de aprovação demorados e pouca autonomia para modificar campanhas podem impedir que oportunidades identificadas durante o evento sejam aproveitadas. Antes da Black Friday, é importante estabelecer quais decisões poderão ser revistas, em quais condições e com que velocidade. A flexibilidade também precisa fazer parte do planejamento. 

“Planejar flexibilidade também precisa fazer parte do planejamento”, destaca Lemos. 

Para o executivo, o principal aprendizado é que a preparação para a Black Friday não termina quando as promoções começam. É durante a operação que as empresas passam a observar como os consumidores realmente respondem às estratégias definidas anteriormente. 

“Porque o planejamento pode indicar onde uma operação deve começar. Depois que as vendas começam, é o consumidor que mostra para onde elas devem seguir”, conclui.


 NeoPerformance

 

O sinal escolar e as crianças refugiadas de guerra


Em novembro de 2024, o Ministério da Educação e Ciência da Ucrânia publicou, em parceria com a psicóloga infantil e familiar Svitlana Roiz, um guia para orientar professores que trabalham com crianças expostas a experiências traumáticas decorrentes da guerra. Entre as orientações estão evitar, nas festas escolares, elementos que remetam a explosões, como artigos pirotécnicos com efeitos luminosos, e não aplicar provas logo no início do dia após uma noite marcada por alertas aéreos.

São medidas simples, baseadas em uma premissa importante: sons e situações comuns para a maioria dos alunos podem despertar medo e insegurança em quem viveu um conflito armado.

Essa realidade está mais próxima do Brasil do que parece. Segundo o relatório Refúgio em Números, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o país recebeu 68.159 pedidos de refúgio em 2024 e reconheceu 13.632 pessoas como refugiadas. A Venezuela concentrou 93,1% dos reconhecimentos, seguida por Afeganistão, Colômbia e Síria. Entre os reconhecimentos concedidos por procedimentos simplificados do Comitê Nacional para os Refugiados, aproximadamente 40% correspondem a crianças e adolescentes. Afeganistão e Síria estão entre os países marcados por conflitos armados, e crianças e adolescentes refugiados têm direito à matrícula nas redes públicas de educação básica, conforme resolução do Conselho Nacional de Educação de 2020.

Isso não significa que toda criança que tenha vivido uma guerra apresente sintomas de trauma. A National Child Traumatic Stress Network, organização norte-americana dedicada ao estudo e ao atendimento do estresse traumático infantil, ressalta que muitas crianças refugiadas se adaptam bem ao novo ambiente. Ainda assim, algumas podem reagir de forma intensa a estímulos que remetam a experiências anteriores.

Em materiais destinados às escolas, a instituição cita o exemplo de jovens que sentem medo diante de barulhos fortes, como o som de um avião ou até o ruído de tênis em uma quadra, quando esses sons evocam lembranças de situações ameaçadoras. Essas reações também podem ser confundidas com oposição, desinteresse ou falta de motivação.

A pesquisa científica ajuda a compreender esse mecanismo. Em estudo publicado em 2023 na revista Developmental Psychobiology, pesquisadores da Wayne State University, nos Estados Unidos, avaliaram 71 jovens sírios reassentados no país, com idade média de 12,7 anos e histórico de exposição a traumas de guerra.

Durante um experimento de aprendizagem do medo, os participantes foram submetidos a sons súbitos para que os pesquisadores medissem suas reações de sobressalto. Entre os jovens com provável transtorno de estresse pós-traumático, a resposta a um sinal associado à ameaça permaneceu mais intensa ao final do teste, mesmo após repetidas situações em que nenhum evento adverso ocorreu. Embora realizado em laboratório, o estudo contribui para a compreensão de como experiências traumáticas podem influenciar a resposta a determinados estímulos sonoros.

A pesquisa, porém, não investigou especificamente os sinais utilizados nas escolas.

No Brasil, a mudança dos sinais sonoros escolares também ganhou espaço no Legislativo. Projetos de lei em âmbito federal e municipal propõem substituir toques estridentes por alternativas mais suaves, sobretudo para proteger alunos com transtorno do espectro autista (TEA). Essa discussão é importante e pode ampliar a atenção das escolas à diversidade de necessidades dos estudantes. O cuidado com o ambiente sonoro, no entanto, não precisa se limitar a um único grupo. Também pode beneficiar crianças que chegaram ao país após experiências de guerra, deslocamento forçado e outras situações de violência.

Muitas instituições de ensino ainda utilizam sirenes semelhantes às empregadas em ambientes industriais, projetadas para serem ouvidas mesmo em locais com elevado nível de ruído. No cotidiano escolar, porém, a escolha do sinal pode considerar outros fatores, como o ambiente, a finalidade do aviso e a sensibilidade de quem o escuta.

Na Beatek, empresa que atua desde 1985 no segmento de sinalização sonora, sabemos que comunicar não significa apenas produzir um som audível, mas escolher um sinal adequado à situação. As tecnologias disponíveis permitem, por exemplo, programar melodias e diferentes toques conforme o horário e a função de cada aviso, oferecendo alternativas às sirenes tradicionais.

É importante reconhecer que o efeito dos sinais escolares sobre crianças refugiadas ainda é pouco estudado. Não se pode afirmar que a substituição de uma sirene por uma melodia, por si só, evite reações relacionadas ao trauma. Há, contudo, medidas simples que podem tornar a rotina mais previsível e acolhedora.

A National Child Traumatic Stress Network recomenda que a escola explique antecipadamente às crianças o que vai acontecer, pois saber o que esperar pode ajudá-las a se sentir mais seguras. Um sinal sonoro familiar, utilizado em horários regulares e apresentado previamente aos alunos, pode fazer parte desse cuidado.

Construir uma escola inclusiva também significa observar aspectos da rotina que muitas vezes passam despercebidos. O sinal que anuncia o recreio pode parecer um detalhe, mas pensar em como ele é produzido, em que volume é ouvido e como pode ser percebido por diferentes crianças é uma oportunidade de tornar o ambiente escolar mais acolhedor. Antes de decidir qual som marca a hora do recreio, vale começar por uma pergunta simples: quem está ouvindo?

  

Camila Vianna Brambila Kaiser - sócia da Beatek Indústria e Comércio de Eletroeletrônicos Ltda. e formada em administração de empresas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Atua nas áreas de gestão empresarial, estratégia, desenvolvimento de negócios, licitações públicas, relacionamento institucional e expansão comercial, contribuindo para a consolidação da Beatek como referência nacional em tecnologia para sistemas de sinalização sonora e sinos e relógios.


Ranking revela as dúvidas online mais buscadas sobre juros pelos brasileiros; negociação de dívidas entra no radar

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Levantamento mapeia as 10 principais dúvidas no Google sobre taxas, empréstimos e financiamentos em cenário de alto endividamento das famílias

 

Os juros fazem parte da rotina financeira dos brasileiros, mas o cálculo de taxas e encargos ainda gera insegurança em um momento de alto endividamento. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o percentual de famílias com dívidas chegou a 82% em julho.

 

Em média, 29,5% do orçamento familiar está comprometido com dívidas. Nesse cenário, o cartão de crédito é o principal responsável pelo endividamento, citado por 85,3% das famílias endividadas.

 

Por isso, entender como calcular juros e antecipar o custo real de empréstimos e financiamentos tornou-se essencial.

 

Juros compostos lideram as dúvidas financeiras no Google

 

Um estudo realizado pelo Pagou Fácil, plataforma de negociação de dívidas, revelou as dúvidas sobre juros mais pesquisadas pelos usuários. A análise considerou o volume da média mensal de buscas no Google Brasil nos últimos 12 meses para os termos "como calcular juros" acompanhados de diferentes especificações.

 

O estudo leva em consideração apenas dados de buscas no Google Brasil, não refletindo, portanto, intenções de compra ou comportamentos para além do ambiente digital.

 

O predomínio das buscas por juros compostos e simples indica que o interesse por conceitos básicos de matemática financeira se destaca em relação aos produtos específicos. Compreender como as taxas funcionam é um primeiro passo para avaliar o custo de uma operação e entender seu impacto.

 

Ao mesmo tempo, o volume de pesquisas sobre juros de financiamento, empréstimo e cartão de crédito evidencia a relevância desses cálculos na rotina.

 

Em um cenário de elevado endividamento, os consumidores podem buscar essas informações tanto para estimar quanto ainda terão de pagar por dívidas já contraídas quanto para avaliar o custo de um novo crédito antes de contratá-lo.

 


Quais são os tipos de juros e como calculá-los?

 

Para entender o custo de uma dívida, é importante conhecer a diferença entre juros simples e compostos. Embora os dois representem uma cobrança sobre determinado valor, a maneira como são calculados muda.

 

Os juros simples incidem apenas sobre o capital inicial. Isso significa que, enquanto a taxa e o valor de referência permanecerem os mesmos, a cobrança será igual em cada período. Para calculá-los, utiliza-se a fórmula: juros = capital × taxa × tempo.

 

O que são juros compostos e como calculá-los?

 

Já os compostos são conhecidos como "juros sobre juros". Nesse regime, a taxa incide sobre o saldo atualizado, que inclui os juros acumulados nos períodos anteriores. Dessa forma, o valor da cobrança aumenta progressivamente. A fórmula para calcular o montante final é: montante = capital × (1 + taxa)ᵗ, em que t é o tempo.

 

Essa diferença ajuda a entender o interesse pelo tema: a busca por como calcular juros compostos soma 46 mil pesquisas anuais no Google, mais que o dobro das buscas por juros simples (19,6 mil). As dúvidas também chegam às situações cotidianas, como financiamentos e empréstimos, que registram 9.440 e 8.100 buscas, respectivamente.

 

O custo de um empréstimo varia conforme as condições contratadas e pode incluir impostos, seguros e tarifas.

 

O valor das prestações depende de fatores como a quantia emprestada, a taxa de juros e o prazo de pagamento. Quanto maior o prazo, maior pode ser o custo total da operação, mesmo quando as parcelas mensais são menores.

 

Já em contratos de financiamento com parcelas fixas, parte de cada pagamento corresponde aos juros, enquanto outra parte reduz o saldo devedor. À medida que a dívida é amortizada, a parcela destinada aos juros tende a diminuir.

 

Como funcionam os juros do cartão de crédito e do cheque especial?

 

No estudo do Pagou Fácil, a busca por como calcular juros de cartão de crédito registrou 2.670 pesquisas anuais.

 

Nesse caso, o crédito rotativo é acionado quando o consumidor não paga o valor integral da fatura e financia o saldo restante, conforme as condições aplicáveis. A cobrança de juros pode aumentar o débito nos meses seguintes, mesmo sem novas compras.

 

Entretanto, desde janeiro de 2024, os juros e encargos financeiros do rotativo e do parcelamento da fatura não podem ultrapassar o valor inicialmente financiado.

 

O cheque especial também exige atenção. Para pessoas físicas e microempreendedores individuais (MEIs), os juros são limitados a 8% ao mês. Além disso, podem incidir o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e encargos proporcionais ao período de utilização do crédito.

 

O que são juros de mora e quando são cobrados?

 

Outra situação que pode elevar uma dívida é o atraso. Os juros de mora são encargos cobrados pelo tempo em que uma obrigação permanece vencida, conforme as condições do contrato e as regras aplicáveis.

 

Essa dúvida também aparece no levantamento do Pagou Fácil: a busca por como calcular juros de mora registrou 1.940 pesquisas anuais. Como referência, o cálculo pode ser feito pela fórmula: Juros = Valor original × (taxa mensal ÷ 30) × dias de atraso. 


Em um cenário de elevado endividamento, conhecer essas condições é uma ferramenta para tomar decisões financeiras mais conscientes.

 

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