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| Divulgação Grupo Oceanic Três vezes por semana, mergulhadores habilitados entram no habitat, mesmo com os tubarões e as raias presentes, para realizar a sifonagem |
No Dia da Ciência e da Cultura, aquário de Balneário Camboriú (SC) revela como diferentes áreas do conhecimento trabalham em conjunto para cuidar de 25 espécies que convivem no mesmo ambiente
Quem visita o Oceanic Aquarium, no litoral
catarinense, observa tubarões, raias e cardumes compartilhando um habitat de
300 mil litros de água. O que não aparece através do vidro é a complexidade
científica necessária para cuidar de mais de 150 animais de 25 espécies, com
hábitos e necessidades biológicas diferentes.
Bactérias microscópicas, processos químicos,
tecnologia e acompanhamento veterinário fazem parte dessa rotina. No Dia da
Ciência e da Cultura, celebrado nesta quinta-feira (5), a equipe de operações
técnicas do aquário revela o trabalho que acontece nos bastidores para garantir
condições adequadas de saúde e bem-estar aos animais, incluindo espécies
ameaçadas de extinção.
Entre os moradores do habitat Oceânico estão Shark e
Sharkira, os tubarões-mangona (Carcharias taurus), classificados como
criticamente ameaçados de extinção; as raias-manteiga (Dasyatis
hypostigma), consideradas em perigo; e as garoupas-verdadeiras (Epinephelus
marginatus), classificadas como vulneráveis, de acordo com a Lista
Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da
Natureza (IUCN).
O recinto também abriga outras espécies, como a
moreia-verde (Gymnothorax funebris), o tubarão-bambu (Chiloscyllium
punctatum), o tubarão-galha-branca (Triaenodon obesus),
o porco-vetula (Balistes vetula) e a caranha (Lutjanus cyanopterus).
A convivência entre essas e outras espécies exige planejamento, desde a
distribuição do espaço até a alimentação e o acompanhamento das interações
entre os animais.
“Cada espécie tem características próprias e, mesmo
compartilhando o mesmo ambiente, os animais precisam de cuidados
individualizados. Observamos a alimentação, a locomoção, o comportamento e as
interações entre eles. Esse acompanhamento permite compreender suas
necessidades e orientar as decisões que garantem condições adequadas de saúde e
bem-estar”, explica a médica-veterinária Juliana Formágio.
O trabalho invisível, mas
fundamental, das bactérias
Uma das etapas mais importantes para manter o
equilíbrio do habitat acontece em escala microscópica. No Sistema de Suporte à
Vida (SSV), bactérias presentes nos filtros participam do ciclo do nitrogênio,
transformando a amônia, potencialmente tóxica aos animais, em nitrito e,
posteriormente, em nitrato.
Esse processo biológico trabalha em conjunto com
outras tecnologias. A filtragem pressurizada retém partículas presentes na
água, enquanto o carvão ativado ajuda a remover compostos orgânicos
dissolvidos. O sistema também utiliza ozônio, aplicado sob controle técnico
para auxiliar no tratamento da água e no controle de microrganismos.
A combinação dessas etapas permite que a água seja
tratada continuamente. A equipe realiza análises manuais uma vez ao dia para
acompanhar sua qualidade, enquanto sensores fornecem informações em tempo real
sobre parâmetros como temperatura e pH, com alertas em caso de oscilações.
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| O habitat Oceânico tem mais de 150 animais, de 25 espécies em 300 mil litros de água |
“São 300 mil litros de água e diferentes espécies que dependem da estabilidade desse ambiente. Por isso, precisamos integrar conhecimentos de química, biologia e engenharia. Os equipamentos realizam processos fundamentais, mas é a equipe técnica que interpreta os resultados, acompanha as condições da água e define os ajustes necessários”, explica André Neto, diretor de operações técnicas do Oceanic Aquarium.
Alimentação, comportamento e
limpeza também são ciência
O acompanhamento não se limita à qualidade da água.
As dietas são planejadas individualmente, considerando as necessidades
nutricionais e os hábitos alimentares de cada animal. A equipe observa a
aceitação dos alimentos, a condição corporal e possíveis alterações de
comportamento.
Esses cuidados estão interligados. Resíduos da
alimentação e materiais orgânicos eliminados pelos animais influenciam os
processos químicos e biológicos da água, exigindo uma rotina integrada de
manejo e manutenção.
Três vezes por semana, mergulhadores habilitados
entram no aquário, mesmo com os tubarões e as raias presentes, para realizar a
sifonagem. Utilizando equipamentos semelhantes a aspiradores, retiram resíduos
acumulados no fundo, complementando o trabalho dos sistemas de filtragem.
Ciência a serviço da vida
Da atividade de bactérias microscópicas à
engenharia dos sistemas de filtragem, passando pelas análises da água e pelo
acompanhamento veterinário, cada etapa contribui para o equilíbrio do Oceânico.
Em um ambiente que também abriga espécies ameaçadas
de extinção, essa rotina evidencia a importância do conhecimento científico
para o bem-estar animal e a conservação da biodiversidade. Uma ciência que,
todos os dias, se transforma em cuidado com a vida.
Sobre o Oceanic Aquarium
Inaugurado em dezembro de 2019, em Balneário
Camboriú (SC), o Oceanic Aquarium abriga cerca de 2.500 animais de 170
espécies, distribuídos em mais de 30 habitats de água doce e salgada. Entre os
moradores estão tubarões, raias, pinguins, lontras, capivaras, jacarés e
diversas espécies de peixes. Primeiro aquário do Brasil a conquistar a acreditação
internacional da Associação Latino-Americana de Parques Zoológicos e Aquários
(ALPZA), o empreendimento integra o Grupo Oceanic e desenvolve ações voltadas
ao bem-estar animal, à conservação da biodiversidade, à pesquisa e à educação
ambiental.
Serviço
Aberto todos os dias
Rua 4000, 133 – Barra Sul
Aproveite a Black November valores com até 60% de
desconto
Outras informações e ingressos em
www.oceanicaquarium.com.br ou @oceanicaquarium


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