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| Créditos: mesh cube/iStock |
A aproximação da Black Friday e o aquecimento do comércio eletrônico colocam em evidência a estrutura necessária para armazenar, separar e transportar mercadorias. O aumento das encomendas em períodos promocionais exige planejamento de estoques, organização das equipes e capacidade de distribuição para atender aos pedidos.
Nesse cenário, galpões industriais e logísticos fazem parte das operações que sustentam as vendas online.
Um estudo realizado por Click Galpões, empresa de aluguel e venda de galpões industriais e logísticos, com base no volume médio mensal de buscas no Google Brasil para as principais plataformas de e-commerce entre outubro de 2025 e agosto de 2026, revelou as plataformas de e-commerce mais pesquisadas e a sua relação com a infraestrutura logística necessária.
O levantamento leva em consideração
apenas dados de buscas no Google Brasil, não refletindo, portanto, intenções de
compra ou comportamentos para além do ambiente digital.
Os dados mostram diferenças no volume
de pesquisas pelas dez plataformas incluídas na análise. Entretanto, buscas não
equivalem a pedidos, faturamento ou participação de mercado. O ranking registra
o interesse no Google pelas marcas consideradas no período, sem medir
diretamente a quantidade de compras ou o espaço físico ocupado por cada operação.
O que o ranking revela sobre o comércio eletrônico brasileiro?
O volume de buscas do Mercado Livre é quase o dobro do registrado para a segunda colocada. Amazon e Shopee também aparecem entre as três primeiras posições, enquanto plataformas de varejo, classificados, moda, jogos e turismo completam a lista. A demanda por espaço de galpões logísticos no Brasil é amplamente dominada por esses três, que juntos concentram a maior fatia de absorção de metragem quadrada do setor imobiliário logístico no país.
Essa variedade mostra que o e-commerce reúne modelos diferentes, que não necessariamente dependem da mesma estrutura de estoque e distribuição.
A OLX funciona principalmente como ambiente de anúncios e intermediação entre usuários, enquanto Steam está ligada à distribuição digital de jogos e Decolar atua no segmento de viagens. Por isso, não seria correto associar todas as plataformas do ranking, de forma equivalente, à necessidade de galpões para armazenar mercadorias físicas.
Operações que comercializam produtos materiais podem precisar de centros de distribuição, áreas de armazenagem e sistemas para preparar pedidos. O tamanho e a localização dessas estruturas dependem da variedade de produtos, do volume de encomendas, da cobertura geográfica e do modelo de entrega.
O ranking, isoladamente, não permite estimar a demanda de cada empresa por imóveis logísticos.
Dados do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) ajudam a contextualizar a presença do comércio
pela internet. A Pesquisa Anual de Comércio aponta que o número de empresas
varejistas que comercializavam online passou de 1,9 mil em 2019 para 3,7 mil em
2023. A proporção em relação ao total de empresas do varejo subiu de 4,7% para
8,6% no mesmo intervalo.
Como a alta do e-commerce na Black Friday impacta a demanda por galpões industriais e logísticos?
Datas promocionais, como a Black Friday, podem elevar a quantidade de pedidos em determinados períodos. Para atender à variação, empresas precisam planejar a disponibilidade dos produtos, a separação das encomendas, o transporte e a expedição. Quando a estrutura não acompanha a procura, podem ocorrer atrasos, falta de mercadorias ou acúmulo de pedidos.
Galpões podem abrigar estoques, áreas de separação e embalagem, docas para carga e descarga e pontos de transferência entre etapas do transporte. A necessidade varia: algumas empresas mantêm estoques próprios, enquanto outras recorrem a operadores logísticos.
A localização também interfere no tempo e no custo das entregas. Instalações próximas a grandes centros consumidores ou corredores rodoviários podem facilitar o acesso às rotas de distribuição. A escolha do imóvel depende ainda do custo de ocupação, da infraestrutura viária, da capacidade de armazenagem, da segurança e das condições para circulação de veículos de carga.
A logística de last mile, ou última milha, corresponde à etapa final do percurso até o destinatário. Ela exige coordenação entre centros de distribuição, pontos de apoio e entregadores, sobretudo quando há muitos endereços e prazos curtos.
Estruturas menores em áreas estratégicas
podem complementar grandes centros, conforme as características de cada
operação.
Por que as empresas adotam redes de distribuição mais descentralizadas?
Uma rede descentralizada distribui produtos ou etapas da operação por diferentes instalações. Conforme a estratégia, pode aproximar mercadorias dos consumidores e organizar picos de pedidos.
Manter mais de um galpão também aumenta a complexidade de administrar estoques, equipes, contratos e transferências entre unidades. Por isso, empresas avaliam localização, volume de vendas, custos e nível de serviço antes de alterar a estrutura de distribuição.
A busca por espaços depende das necessidades de cada operação. A escolha de um galpão envolve avaliar metragem, pé-direito, docas, acessos, localização e possibilidade de expansão, além das condições contratuais. Nesse cenário, não existe uma configuração única adequada a todas as empresas de comércio eletrônico.
O levantamento identifica as dez plataformas com maior volume médio mensal de buscas entre as selecionadas para o estudo, de outubro de 2025 a agosto de 2026. O resultado retrata o interesse digital por diferentes marcas, mas não representa um ranking de vendas, usuários ativos ou ocupação de galpões.
Logo, o comércio eletrônico de produtos
físicos exige armazenagem, preparação e transporte. Em períodos de maior
procura, como a Black Friday, o planejamento dessas etapas ajuda a organizar a
operação. A necessidade de imóveis depende do modelo de negócio e da estrutura
disponível, não apenas das buscas no Google.


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