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terça-feira, 3 de novembro de 2026

Saúde Feminina: tratamento para dor associada à endometriose tem novo consenso brasileiro

Com apoio do Aché, documento reúne recomendações atualizadas e baseadas em evidências e reforça a importância do cuidado individualizado e multidisciplinar

 

A Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE) lança, com apoio do Aché, um consenso brasileiro sobre o tratamento clínico farmacológico da dor pélvica associada à

endometriose. A iniciativa busca qualificar a assistência a mulheres que convivem com uma condição capaz de comprometer a rotina, o trabalho, as relações e a qualidade de vida. 

Elaborado a partir de uma revisão crítica da literatura científica, o material da SBE com apoio institucional da FEBRASGO foi discutido por especialistas de diferentes instituições brasileiras durante uma reunião no Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia (CBGO), em maio de 2026. As recomendações reforçam o tratamento individualizado, considerando a intensidade da dor, outras condições de saúde, os objetivos reprodutivos e as preferências da paciente. O consenso também destaca a importância da decisão compartilhada com o médico e de uma abordagem multidisciplinar, que integre o controle dos sintomas à saúde mental e às demais necessidades de cuidado. 

Segundo estimativas citadas na publicação, a endometriose acomete cerca de 10% da população feminina em idade reprodutiva mundial. Trata-se de uma condição inflamatória crônica, sistêmica e multifatorial, cujas repercussões vão além da saúde ginecológica. Cólicas menstruais intensas (dismenorreia), dor pélvica, dor durante as relações sexuais (dispareunia de profundidade) e infertilidade estão entre suas manifestações. A doença também pode estar associada a sintomas gastrointestinais, como inchaço abdominal, náuseas, diarreia e constipação, além de dor ao evacuar ou urinar e fadiga. O atraso no diagnóstico e a diversidade dos sintomas permanecem como desafios para os profissionais de saúde e os sistemas de assistência. 

Ampliar a informação sobre a doença, portanto, também significa desmistificar a normalização da dor. Quando os sintomas interferem nas atividades cotidianas, seus impactos precisam ser reconhecidos e considerados na avaliação médica. A discussão envolve tanto a busca por diagnóstico quanto a construção de uma jornada de cuidado que acolha as queixas e considere a realidade de cada mulher, incluindo sua rotina, relações, sua vida profissional e seus planos reprodutivos. 

“O apoio à iniciativa reforça o compromisso do Aché com a educação médica continuada e a disseminação de conhecimento científico. Com trajetória consolidada na área de saúde feminina e um olhar centrado no paciente, contribuímos, em parceria com as sociedades médicas, para a atualização dos profissionais de saúde e para uma assistência que considere as necessidades individuais de quem convive com a doença. A iniciativa aproxima o conhecimento científico da prática clínica, com foco na qualificação do cuidado e na qualidade de vida das pacientes ", diz Dra. Jana de Ameixa, diretora médico-científica do Aché Laboratórios Farmacêuticos. 

O acesso à informação é um aliado para o cuidado em saúde. O consenso sobre o tratamento clínico farmacológico da dor associada à endometriose está disponível no portal oficial. Para pacientes e público geral, a plataforma Cuidados Pela Vida reúne informações sobre a doença. Já os profissionais de saúde podem acessar conteúdos científicos e iniciativas de educação médica continuada no Cuidados Pela Vida – Profissionais, que apoia a atualização e a prática clínica baseada em evidências.
  
  

Aché Laboratórios Farmacêuticos

 

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