Homens brasileiros vivem menos do que as mulheres, e a atenção à saúde ao longo de todo o ano é parte da resposta; Barreiras culturais, falta de tempo e dificuldades de deslocamento podem adiar a busca por orientação, e o atendimento on-line oferece uma porta de entrada mais acessível e acolhedora
Os homens brasileiros vivem, em média, 7,1 anos a menos que as mulheres,
segundo o Ministério da Saúde e o IBGE. Isso acontece porque eles adoecem e
morrem mais, na maioria das causas e em todas as idades até os 80 anos. Nas
doenças do coração e nas doenças respiratórias crônicas, por exemplo, o risco
de morrer é de 40% a 50% maior entre os homens. Esse risco cresce ainda mais
para quem bebe em excesso, come mal, tem pouca atividade física, pressão alta
ou peso acima do ideal.
Os números
ajudam a explicar a importância do Novembro Azul, campanha que amplia a
discussão sobre a saúde do homem e o cuidado contínuo. O desafio, porém, vai
além da conscientização, pois envolve estimular a procura por atendimento e a
manutenção do acompanhamento de saúde ao longo do ano, por meio de uma
comunicação inclusiva e acolhedora.
Segundo
dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, 69,4% dos homens haviam
consultado um médico nos 12 meses anteriores à pesquisa, proporção inferior à observada
entre as mulheres, de 82,3%. A diferença na utilização dos serviços de saúde
reforça a importância de iniciativas que reduzam barreiras e facilitem o acesso
à assistência médica.
Além das
dificuldades de acesso e da falta de tempo, fatores culturais podem influenciar
a relação das pessoas com os cuidados de saúde. O receio de receber um mau
prognóstico, o preconceito em relação a determinados exames e a ideia de que
procurar ajuda é sinal de fragilidade podem levar ao adiamento das consultas.
A telemedicina
pode ajudar a mudar esse cenário, porque aproxima o homem do serviço de saúde
sem exigir deslocamento e com mais flexibilidade de horário. Assim, fica mais
fácil conversar sobre fatores de risco, acompanhar a pressão e o peso e receber
orientação sobre exames e rastreamentos antes que a doença avance. A modalidade
também ajuda a esclarecer dúvidas, avaliar sintomas e indicar quando uma
consulta presencial é necessária.
“Muitos
homens só procuram o serviço de saúde quando já existe uma complicação
instalada, e isso faz com que condições silenciosas, como hipertensão,
obesidade, diabetes, distúrbios do sono e uso de álcool em padrão de risco,
sigam sem diagnóstico por anos. A telemedicina reduz essa barreira, pois
permite uma consulta de qualidade sem deslocamento e sem afastamento do
trabalho. Nesse contato, o médico avalia fatores de risco, solicita exames
quando necessário e orienta o acompanhamento, o que favorece a prevenção e o
diagnóstico precoce”, afirma a Dra. Ana Caroline Vicenzi Janini, Diretora de
Qualidade e Atenção à Saúde da Dr. Online.
Para a Dra.
Luana Camargo Brito, gerente de governança clínica da Dr. Online, o cuidado
também precisa considerar a diversidade. “Todo mundo merece chegar a um serviço
de saúde e se sentir bem-vindo. Campanhas como o Novembro Azul e o Outubro Rosa
costumam falar com homens e mulheres cis, mas o cuidado precisa alcançar todas
as pessoas, incluindo pessoas trans, travestis e pessoas não binárias, cada uma
com suas necessidades específicas de avaliação em saúde. Experiências de
discriminação ou falta de acolhimento afastam muita gente dos serviços, e por
isso respeito e segurança para falar das próprias dúvidas fazem parte de um
atendimento de qualidade”, afirma.
Câncer de próstata merece atenção, mas não esgota o cuidado
O câncer de
próstata deve registrar 77.920 novos casos por ano no Brasil no triênio de 2026
a 2028, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA). É um câncer
com alta incidência mais incidente entre os homens cis brasileiros, com cerca
de 30,5% dos novos casos de câncer nesse grupo. Em 2023, foram registradas
17.258 mortes pela doença. O cuidado com a próstata também deve incluir
mulheres trans, travestis e algumas pessoas não binárias que tenham esse órgão.
A idade é
um dos principais fatores de risco, com maior incidência a partir dos 60 anos.
O histórico familiar, especialmente em parentes próximos diagnosticados antes
dos 60 anos, também merece atenção, assim como a obesidade, associada a formas
mais agressivas da doença. Em fases iniciais, o câncer de próstata pode não
apresentar sintomas. Quando surgem, sinais como dificuldade para urinar, jato
urinário enfraquecido ou necessidade de urinar com maior frequência não
indicam, por si só, a presença de câncer e podem ter diferentes causas, mas
devem levar à busca de avaliação profissional.
A
realização de exames deve ser discutida individualmente com um profissional
médico qualificado, considerando o histórico e os fatores de risco de cada
pessoa. A decisões deve considerar os possíveis
benefícios e riscos, além das características clínicas individuais.
Cuidado integral vai além da próstata
O cuidado
integral também inclui o acompanhamento da pressão arterial, da glicemia e do
colesterol, além da atenção à saúde mental, à qualidade do sono, à alimentação,
à prática de atividade física e ao consumo de álcool e tabaco. A frequência das
consultas e os exames indicados devem considerar a idade, o histórico familiar,
as condições clínicas, os fatores de risco individuais e as necessidades
específicas de cada pessoa.
“O
Novembro Azul é uma oportunidade para iniciar uma conversa que precisa
continuar durante todo o ano. Conhecer o próprio histórico de saúde e buscar
orientação no momento adequado são atitudes essenciais, mesmo na ausência de
sintomas. O objetivo é transformar informação em uma rotina de prevenção”,
conclui a Dra. Ana Carolin Vicenzi Janini.
Mais do que concentrar a atenção em um único mês, a proposta é transformar conscientização em atitude, esclarecendo dúvidas com profissionais qualificados e incorporando o cuidado à rotina, com atendimento on-line ou presencial, conforme a necessidade de cada pessoa.
Grupo FAPES
Para saber mais, acesse: dronline.com.vc.
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