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terça-feira, 3 de novembro de 2026

Homens vivem 7,1 anos a menos que mulheres: telemedicina e inclusão surgem como aliadas na prevenção além do Novembro Azul

Homens brasileiros vivem menos do que as mulheres, e a atenção à saúde ao longo de todo o ano é parte da resposta; Barreiras culturais, falta de tempo e dificuldades de deslocamento podem adiar a busca por orientação, e o atendimento on-line oferece uma porta de entrada mais acessível e acolhedora 

 

 Os homens brasileiros vivem, em média, 7,1 anos a menos que as mulheres, segundo o Ministério da Saúde e o IBGE. Isso acontece porque eles adoecem e morrem mais, na maioria das causas e em todas as idades até os 80 anos. Nas doenças do coração e nas doenças respiratórias crônicas, por exemplo, o risco de morrer é de 40% a 50% maior entre os homens. Esse risco cresce ainda mais para quem bebe em excesso, come mal, tem pouca atividade física, pressão alta ou peso acima do ideal. 

Os números ajudam a explicar a importância do Novembro Azul, campanha que amplia a discussão sobre a saúde do homem e o cuidado contínuo. O desafio, porém, vai além da conscientização, pois envolve estimular a procura por atendimento e a manutenção do acompanhamento de saúde ao longo do ano, por meio de uma comunicação inclusiva e acolhedora. 

Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, 69,4% dos homens haviam consultado um médico nos 12 meses anteriores à pesquisa, proporção inferior à observada entre as mulheres, de 82,3%. A diferença na utilização dos serviços de saúde reforça a importância de iniciativas que reduzam barreiras e facilitem o acesso à assistência médica. 

Além das dificuldades de acesso e da falta de tempo, fatores culturais podem influenciar a relação das pessoas com os cuidados de saúde. O receio de receber um mau prognóstico, o preconceito em relação a determinados exames e a ideia de que procurar ajuda é sinal de fragilidade podem levar ao adiamento das consultas.  

A telemedicina pode ajudar a mudar esse cenário, porque aproxima o homem do serviço de saúde sem exigir deslocamento e com mais flexibilidade de horário. Assim, fica mais fácil conversar sobre fatores de risco, acompanhar a pressão e o peso e receber orientação sobre exames e rastreamentos antes que a doença avance. A modalidade também ajuda a esclarecer dúvidas, avaliar sintomas e indicar quando uma consulta presencial é necessária. 

“Muitos homens só procuram o serviço de saúde quando já existe uma complicação instalada, e isso faz com que condições silenciosas, como hipertensão, obesidade, diabetes, distúrbios do sono e uso de álcool em padrão de risco, sigam sem diagnóstico por anos. A telemedicina reduz essa barreira, pois permite uma consulta de qualidade sem deslocamento e sem afastamento do trabalho. Nesse contato, o médico avalia fatores de risco, solicita exames quando necessário e orienta o acompanhamento, o que favorece a prevenção e o diagnóstico precoce”, afirma a Dra. Ana Caroline Vicenzi Janini, Diretora de Qualidade e Atenção à Saúde da Dr. Online. 

Para a Dra. Luana Camargo Brito, gerente de governança clínica da Dr. Online, o cuidado também precisa considerar a diversidade. “Todo mundo merece chegar a um serviço de saúde e se sentir bem-vindo. Campanhas como o Novembro Azul e o Outubro Rosa costumam falar com homens e mulheres cis, mas o cuidado precisa alcançar todas as pessoas, incluindo pessoas trans, travestis e pessoas não binárias, cada uma com suas necessidades específicas de avaliação em saúde. Experiências de discriminação ou falta de acolhimento afastam muita gente dos serviços, e por isso respeito e segurança para falar das próprias dúvidas fazem parte de um atendimento de qualidade”, afirma. 


Câncer de próstata merece atenção, mas não esgota o cuidado 

O câncer de próstata deve registrar 77.920 novos casos por ano no Brasil no triênio de 2026 a 2028, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA). É um câncer com alta incidência mais incidente entre os homens cis brasileiros, com cerca de 30,5% dos novos casos de câncer nesse grupo. Em 2023, foram registradas 17.258 mortes pela doença. O cuidado com a próstata também deve incluir mulheres trans, travestis e algumas pessoas não binárias que tenham esse órgão. 

A idade é um dos principais fatores de risco, com maior incidência a partir dos 60 anos. O histórico familiar, especialmente em parentes próximos diagnosticados antes dos 60 anos, também merece atenção, assim como a obesidade, associada a formas mais agressivas da doença. Em fases iniciais, o câncer de próstata pode não apresentar sintomas. Quando surgem, sinais como dificuldade para urinar, jato urinário enfraquecido ou necessidade de urinar com maior frequência não indicam, por si só, a presença de câncer e podem ter diferentes causas, mas devem levar à busca de avaliação profissional. 

A realização de exames deve ser discutida individualmente com um profissional médico qualificado, considerando o histórico e os fatores de risco de cada pessoa. A decisões deve considerar os possíveis benefícios e riscos, além das características clínicas individuais. 

 

Cuidado integral vai além da próstata 

O cuidado integral também inclui o acompanhamento da pressão arterial, da glicemia e do colesterol, além da atenção à saúde mental, à qualidade do sono, à alimentação, à prática de atividade física e ao consumo de álcool e tabaco. A frequência das consultas e os exames indicados devem considerar a idade, o histórico familiar, as condições clínicas, os fatores de risco individuais e as necessidades específicas de cada pessoa. 

“O Novembro Azul é uma oportunidade para iniciar uma conversa que precisa continuar durante todo o ano. Conhecer o próprio histórico de saúde e buscar orientação no momento adequado são atitudes essenciais, mesmo na ausência de sintomas. O objetivo é transformar informação em uma rotina de prevenção”, conclui a Dra. Ana Carolin Vicenzi Janini. 

Mais do que concentrar a atenção em um único mês, a proposta é transformar conscientização em atitude, esclarecendo dúvidas com profissionais qualificados e incorporando o cuidado à rotina, com atendimento on-line ou presencial, conforme a necessidade de cada pessoa.  



Grupo FAPES
Para saber mais, acesse: dronline.com.vc.


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