Expansão
internacional amplia mercados e diversifica receitas, mas exige planejamento
financeiro, adaptação cultural e parceiros locais preparados
Magnific
Expandir uma franquia para outro país pode ser uma
oportunidade de diversificar receitas e ampliar a presença da marca. O
movimento, no entanto, exige planejamento e conhecimento das particularidades
de cada mercado, desde a legislação até os hábitos de consumo.
O franchising brasileiro tem avançado nessa
direção. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Franchising (ABF), as
redes nacionais somaram 4.194 operações no exterior em 2025, alta de 37% em
relação ao ano anterior. Ao todo, 202 marcas brasileiras estavam presentes em
104 países.
Para Marco Lisboa, CEO e fundador da 3,2,1 GO!,
rede de franquias especializada em experiências completas e planejamento de
viagens, a internacionalização precisa ser tratada como uma decisão
estratégica, e não apenas como uma oportunidade de crescimento.
“A primeira etapa é entender se o modelo de negócio
faz sentido para o mercado que a empresa pretende alcançar. É preciso estudar a
demanda, conhecer os concorrentes, avaliar a legislação e identificar parceiros
que tenham capacidade de operar de acordo com os padrões da rede. Expandir sem
essa preparação pode comprometer os resultados”, afirma.
A 3,2,1 GO! possui 130 franqueados, dos quais 19
estão no exterior, em países como Estados Unidos, Canadá e na Europa. No setor
de turismo, a atuação internacional permite conectar diferentes públicos a
destinos e experiências, mas também exige atenção às preferências culturais,
aos fornecedores locais e às expectativas de atendimento.
“Comecei a internacionalizar a 3,2,1 GO! em 2024,
porque enxerguei uma grande oportunidade de crescimento além do Brasil. Acredito
no potencial do turismo internacional e quero levar nosso modelo de negócio
para novos mercados, atendendo tanto brasileiros que viajam para o exterior
quanto clientes locais. Meu objetivo é fortalecer a marca e mostrar que uma
empresa brasileira pode conquistar o mundo”, explica Lisboa.
Entre as principais vantagens da expansão estão a
diversificação geográfica, o acesso a novos consumidores e o fortalecimento da
marca. Já os desafios envolvem custos tributários, variações cambiais,
diferenças regulatórias e dificuldades de gestão à distância precisam entrar no
planejamento.
“Um erro comum é acreditar que o que funciona no
Brasil será reproduzido da mesma forma em outro país. A empresa precisa
preservar a qualidade do serviço, mas adaptar sua atuação à realidade local.
Escolher bem o franqueado e garantir treinamento e suporte são fatores
fundamentais para construir uma operação sustentável”, diz Lisboa.
Antes de entrar em um novo mercado, a recomendação
é avaliar a maturidade do modelo de negócio, projetar custos e receitas, buscar
orientação jurídica e tributária local e começar de forma gradual, quando
possível. A internacionalização pode ampliar o potencial de crescimento de uma
rede, desde que seja acompanhada de processos bem definidos e metas realistas.
“Mais importante do que estar presente em vários
países é conseguir construir operações saudáveis, com parceiros alinhados e
clientes satisfeitos. Crescimento internacional precisa significar
sustentabilidade no longo prazo”, conclui o executivo.
3, 2, 1 GO!
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