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terça-feira, 3 de novembro de 2026

Internacionalização de franquias: vantagens, desafios e conselhos de quem levou o negócio para outro paí

Magnific
Expansão internacional amplia mercados e diversifica receitas, mas exige planejamento financeiro, adaptação cultural e parceiros locais preparados 

 

Expandir uma franquia para outro país pode ser uma oportunidade de diversificar receitas e ampliar a presença da marca. O movimento, no entanto, exige planejamento e conhecimento das particularidades de cada mercado, desde a legislação até os hábitos de consumo.

O franchising brasileiro tem avançado nessa direção. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Franchising (ABF), as redes nacionais somaram 4.194 operações no exterior em 2025, alta de 37% em relação ao ano anterior. Ao todo, 202 marcas brasileiras estavam presentes em 104 países.

Para Marco Lisboa, CEO e fundador da 3,2,1 GO!, rede de franquias especializada em experiências completas e planejamento de viagens, a internacionalização precisa ser tratada como uma decisão estratégica, e não apenas como uma oportunidade de crescimento.

“A primeira etapa é entender se o modelo de negócio faz sentido para o mercado que a empresa pretende alcançar. É preciso estudar a demanda, conhecer os concorrentes, avaliar a legislação e identificar parceiros que tenham capacidade de operar de acordo com os padrões da rede. Expandir sem essa preparação pode comprometer os resultados”, afirma.

A 3,2,1 GO! possui 130 franqueados, dos quais 19 estão no exterior, em países como Estados Unidos, Canadá e na Europa. No setor de turismo, a atuação internacional permite conectar diferentes públicos a destinos e experiências, mas também exige atenção às preferências culturais, aos fornecedores locais e às expectativas de atendimento.

“Comecei a internacionalizar a 3,2,1 GO! em 2024, porque enxerguei uma grande oportunidade de crescimento além do Brasil. Acredito no potencial do turismo internacional e quero levar nosso modelo de negócio para novos mercados, atendendo tanto brasileiros que viajam para o exterior quanto clientes locais. Meu objetivo é fortalecer a marca e mostrar que uma empresa brasileira pode conquistar o mundo”, explica Lisboa.

Entre as principais vantagens da expansão estão a diversificação geográfica, o acesso a novos consumidores e o fortalecimento da marca. Já os desafios envolvem custos tributários, variações cambiais, diferenças regulatórias e dificuldades de gestão à distância precisam entrar no planejamento.

“Um erro comum é acreditar que o que funciona no Brasil será reproduzido da mesma forma em outro país. A empresa precisa preservar a qualidade do serviço, mas adaptar sua atuação à realidade local. Escolher bem o franqueado e garantir treinamento e suporte são fatores fundamentais para construir uma operação sustentável”, diz Lisboa.

Antes de entrar em um novo mercado, a recomendação é avaliar a maturidade do modelo de negócio, projetar custos e receitas, buscar orientação jurídica e tributária local e começar de forma gradual, quando possível. A internacionalização pode ampliar o potencial de crescimento de uma rede, desde que seja acompanhada de processos bem definidos e metas realistas.

“Mais importante do que estar presente em vários países é conseguir construir operações saudáveis, com parceiros alinhados e clientes satisfeitos. Crescimento internacional precisa significar sustentabilidade no longo prazo”, conclui o executivo.

 

3, 2, 1 GO!

 

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