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quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Novembro Azul: saúde do homem também passa pelo fígado

 

A gordura no fígado pode evoluir sem sintomas; uma meta-análise global estimou a condição em quase 4 de cada 10 homens. Hepatologista explica as relações com gordura abdominal, testosterona, libido e álcool
 

No Novembro Azul, mês dedicado à saúde do homem, a hepatologista Dra. Patrícia Almeida chama atenção para um tema que costuma ficar fora da conversa: a saúde do fígado. A gordura no órgão pode evoluir sem sintomas e estar associada a alterações metabólicas que também afetam outras áreas da saúde.

Uma meta-análise internacional, com dados de mais de 1 milhão de pessoas, estimou a prevalência global da doença hepática gordurosa em 39,7% entre homens e 25,6% entre mulheres.

A gordura abdominal, especialmente a visceral, está associada a alterações metabólicas que favorecem o acúmulo de gordura no fígado. Ela também pode estar relacionada a níveis mais baixos de testosterona. “A barriga não é apenas uma questão estética. Pode ser um sinal de que há fatores metabólicos que merecem atenção, inclusive para a saúde do fígado”, afirma Dra. Patrícia, hepatologista da Sociedade Brasileira de Hepatologia e doutora pela USP.

Cansaço, redução da libido e alterações na função sexual podem ter diferentes causas e precisam de avaliação individual. O fígado participa do processamento dos hormônios sexuais. Já a disfunção erétil pode estar associada a fatores cardiovasculares e metabólicos, como diabetes e hipertensão. “Quando esses sinais aparecem, vale conversar com um profissional de saúde e avaliar o quadro como um todo”, diz a médica.

O consumo excessivo de álcool também pode contribuir para o acúmulo de gordura e causar danos às células do fígado. Dra. Patrícia explica que o álcool interfere no metabolismo das gorduras e pode favorecer a progressão da doença hepática.

Como a esteatose costuma não causar sintomas, a médica recomenda que os homens conversem com um profissional de saúde sobre seus fatores de risco e a necessidade de avaliação. “Não é preciso esperar sentir dor para olhar para a saúde do fígado”, afirma.

 

Dra. Patrícia Almeida - CRM SP 159821. Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (2010). Residência Médica em Clínica Médica no Hospital Geral Dr César Cals em Fortaleza-CE- (2011-12). Residência em Gastroenterologia no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo-(USP RP) (2013/15). Aprimoramento em Hepatologia no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP RP)- (2016). Aprimoramento em Transplante de fígado no Hospital das clínicas da Universidade de São Paulo (USP RP) (2017). Observership no Jackson Memorial Hospital em Miami/EUA 2017. Doutorado em Hepatologia no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Título de Especialista em Gastroenterologia pela FBG Título em Hepatologia pela SBH. Hepatologista do Hospital Israelita Albert Einstein



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