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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Confira cinco mitos e verdades sobre hepatites


Batizado de Julho Amarelo pelo Ministério da Saúde, julho é o mês da prevenção e do controle das hepatites virais, doença que atingiu quase 700 mil brasileiros entre 1999 e 2016, segundo o Ministério da Saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que em todo o planeta 400 milhões de pessoas estão infectadas pelos vírus da hepatite B e C, número dez vezes maior que o de contaminadas pelo HIV. Contudo, apenas 5% sabem que são portadoras da doença.

São cinco os tipos mais comuns de hepatites virais (A, B, C, D e E) e podem causar infecção e inflamação aguda e/ou crônica do fígado, desenvolvendo problemas de saúde graves, como a cirrose e o câncer. A hepatite pode ser causada não apenas por vírus (via contágio fecal-oral ou transmissão sanguínea), como também pelo uso de alguns remédios, ingestão de álcool e drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas.

Para conscientizar sobre a importância dos exames laboratoriais de rotina, a rede de laboratórios de análises clínicas Labi Exames oferece, durante todo o mês de julho, 1.000 exames gratuitos para a população. As primeiras 1.000 pessoas que forem a uma das quatro unidades do Labi Exames podem fazer gratuitamente os exames de TGO e de TGP, enzimas que avaliam a saúde do fígado. O Labi Exames aproveita para esclarecer cinco mitos e verdades sobre a doença:


Hepatite só afeta o fígado - Mito. O vírus da hepatite C está no sangue e, deste modo, não se aloja apenas no fígado. Com isso, pode aumentar o risco de outras doenças sistêmicas podendo afetar pâncreas, rins e coração.


Ao consumir bebidas em latas de alumínio é possível contrair hepatite - Verdade. Se as latas de bebidas não forem higienizadas antes do consumo é possível se contrair as hepatites A e E, pois a transmissão acontece via oral-fecal, por meio de água e alimentos contaminados.


Hepatite C pode gerar câncer - Verdade. Se não diagnosticada precocemente e tratada, a Hepatite C pode lesionar o fígado e se tornar um câncer.


Beijo pode transmitir o vírus da hepatite - Mito. O beijo na boca não transmite o vírus da hepatite. Mas isso muda se há alguma lesão ou ferimento na boca, facilitando o contato de secreções e de sangue e, assim, favorecendo a contaminação.


É possível contrair hepatite na depilação - Verdade. A depilação é um fator de risco para a transmissão do vírus da hepatite, pois pode acontecer a contaminação por meio do contato com sangue. Para evitar a contaminação de hepatites na depilação, é necessário utilizar espátulas descartáveis, assim como dividir a cera em porções menores e distintas, que devem ser descartadas após o uso. Para retirar os pelos encravados, é necessário utilizar pinças esterilizadas ou que sejam levadas pelo próprio cliente.





Labi Exames


Kefir a bebida fermentada da moda


 Leite fermentado rico em bactérias probióticas ajuda a manter a saúde geral do organismo

 
O trato gastrointestinal é colonizado por diversas bactérias - boas e ruins - conhecidas como flora intestinal. Com o estresse diário, maus hábitos alimentares, entre outros fatores pode acontecer o desequilíbrio da flora, reduzindo o número de bactérias benéficas. Não é a toa que muita gente tem aderido à moda do kefir, probiótico que estimula a proliferação das bactérias boas, entre outros inúmeros benefícios para saúde.

Segundo a nutricionista do Centro de Diabetes Curitiba, localizado no Hospital Nossa Senhora das Graças, Heloisa Herman, o Kefir além de equilibrar a flora intestinal e reforçar os mecanismos de defesa do organismo, ainda: beneficia a densidade óssea e pode reduzir o risco de osteoporose, pois aumenta a absorção de minerais essenciais para a construção do osso; possui efeitos positivos sobre alergias e asma; diminui a prisão de ventre, pois as bactérias boas melhoram a digestão, previne a gastrite, especialmente a gastrite causada pela bactéria H. pylori; e fortalece o sistema imunológico. “Mas apesar de não haver contraindicação formal, a fermentação do kefir leva à uma pequena produção de álcool e por isso pode ser prejudicial para portadores de doenças do fígado, crianças muito pequenas e idosos”, alerta a nutricionista.

 
Como fazer o kefir

Passo 1: Separar um pote de vidro sem tampa, colher e peneira de plástico ou coador de pano.

Passo 2: Adicionar no pote uma colher de sopa de grãos de Kefir à 500 ml ou 1 litro de leite fresco -  pasteurizado ou não - desnatado, semidesnatado ou integral, se for o Kefir de leite; ou à 500 ml ou 1 litro de água ou água de coco, se for o kefir de água.

Passo 3: Cobrir a boca do pote com um guardanapo e para fixar amarrar um elástico 

Passo 4: Deixar a mistura em temperatura ambiente fermentando de 12 a 36 horas.

Passo 5: Escorrer o líquido (para tirar o soro), separando o probiótico do iogurte com um coador ou peneira

O seu iogurte está pronto para consumo ou pode ser mantido na geladeira por 24h para consumo posterior.

Passo 6: Lavar o vidro em que o probiótico ficará e repetir o ciclo.



IMPORTANTE: 

- Não usar colher de metal para manusear os grãos de kefir.

- O Kefir não é comercializado, geralmente é doado por quem já possui.

 
Como consumir
 
O kefir pode ser consumido diariamente. O ideal é um copo de 200 ml ao natural ou misturado com frutas, grãos, no suco ou no shake.



Vacinação é responsabilidade de todos


Algumas doenças já erradicadas estão com grande risco de voltar ao Brasil, como a poliomielite e o sarampo. Embora essas doenças, que podem ser evitadas por vacinação, tenham se tornado raras em muitos países, seus agentes infecciosos continuam a circular em algumas partes do mundo. Com a globalização, esses agentes podem atravessar fronteiras geográficas e infectar qualquer pessoa que não esteja protegida. 

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, a vacinação infantil se tornou obrigatória no Brasil desde os anos 1970. No entanto, dados do Ministério da Saúde divulgados no segundo semestre de 2017 mostram que a taxa de imunização foi a pior dos últimos 12 anos: 84%, ante a meta de 95%, recomendada pela OMS.

O site do Ministério da Saúde tem alertado sobre as baixas coberturas vacinais, principalmente em crianças menores de cinco anos – o que acendeu uma luz vermelha no país. Em reunião com representantes de estados e municípios, o Ministério da Saúde alertou que 312 municípios brasileiros estão com cobertura vacinal abaixo de 50% para a poliomielite.

Devemos lembrar que as vacinas estão entre as principais conquistas da humanidade, pois protegem de muitas doenças causadas por vírus e bactérias e são consideradas recursos indispensáveis para saúde individual e coletiva. Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 2 e 3 milhões de mortes sejam evitadas a cada ano pela vacinação. 

Para continuar essa discussão, é importante entender como as vacinas funcionam. Bactérias e vírus, quando invadem nosso organismo, atacam as células e se multiplicam, provocando o que chamamos de infecção. As vacinas estimulam o sistema imunológico do nosso organismo a produzir anticorpos, que são proteínas específicas para cada tipo de doença. Consideradas a maneira mais eficaz de controlar e até erradicar doenças, as vacinas protegem a população durante toda a vida.

Mas por que uma parte da população está deixando de vacinar os seus filhos? Dados do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) apontam que a parcela da população contrária à vacina faz parte, curiosamente, de classes sociais mais altas. Na maioria dos casos, essas pessoas defendem a causa por questões religiosas, modismo ou naturalismo. Mas não são apenas crenças. O receio que as vacinas provoquem reações adversas é o principal motivo.

Para quem ainda tem dúvidas sobre a eficácia das vacinas, reforçamos que elas são seguras. Suas reações geralmente são pequenas e temporárias, como um braço dolorido ou uma febre ligeira. Eventos graves de saúde são extremamente raros e cuidadosamente monitorados e investigados.

Os programas de vacinação nacionais estão entre os mais bem-sucedidos do mundo, contudo, seu sucesso depende da cooperação de cada indivíduo para assegurar o bem comum. Não devemos apenas confiar nas pessoas ao nosso redor para impedir a propagação da doença. Nós também temos o dever de assumir essa responsabilidade e convocar toda a sociedade.

Devemos lembrar também que cuidados com a higiene, lavagem frequente das mãos e uso de água limpa ajudam a proteger as pessoas de doenças infecciosas, mas não garantem que elas não se espalhem. Portanto, a melhor opção sempre será vacinação para garantir a saúde de todos.

A responsabilidade de vacinar é de todos. Uma decisão que envolve pais ou responsáveis pelas crianças, sociedade e governo. Caso os programas de imunização sejam interrompidos, ou a cobertura vacinal não alcance as metas de erradicação, as doenças até hoje controladas por vacina podem retornar, com potencial de epidemia.







Profª Drª Ivana Maria Saes Busato - coordenadora do Curso Superior Tecnológico em Gestão de Saúde Pública do Centro Universitário Internacional – UNINTER.

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