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quarta-feira, 18 de junho de 2025

Para organizações, novo Código Eleitoral debilita Lei da Ficha Limpa

IMAGEM: Jonas Pereira/Agência Senado

O projeto de lei complementar que trata sobre o tema está na Comissão de Constituição e Justiça do Senado


O novo Código Eleitoral, em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, enfraquece a lei da Ficha Limpa, a penalização da compra de votos e as cotas para candidaturas de mulheres, negros e indígenas. É o que diz nota técnica divulgada pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e a Associação Nacional de Peritos Criminais Federais (APCF) nesta segunda-feira, 16/6.

De acordo com o texto do último relatório publicado pelo senador Marcelo Castro (MDB-PI), a contagem do prazo de inelegibilidade passa a ser feita desde a condenação por órgão colegiado, sem menção à necessidade de cumprimento da pena anteriormente, o que possibilita que candidatos ainda submetidos ao cumprimento de pena possam concorrer a cargos eletivos.

No caso de compra de votos, o novo texto diz que, para se cassar o diploma, o registro e o mandato de um candidato, é necessária a "aferição da gravidade das circunstâncias", entre eles que o caso de compra de voto teria alterado o resultado eleitoral. Na atual legislação, o mero ato de comprar o voto já é o suficiente para se aplicar a punição. A pena é de até quatro anos de prisão e multa, além da possibilidade de cassação do registro ou diploma do candidato. No caso da inelegibilidade, a contagem de oito anos de inelegibilidade ocorre após o cumprimento da pena.

Sobre as cotas para minorias, o novo texto diz que recursos destinados para a candidatura de mulheres e de pessoas negras podem ser usados para despesas compartilhadas com pleitos masculinos, "conforme o caso, a seu próprio juízo". Nesse caso, sob a justificativa de algum benefício comum, o recurso que deveria ser destinados para mulheres e homens negros pode ser enviado para homens brancos.

"O projeto promove mudanças substanciais que fragilizam o regime de inelegibilidades, reduzem a efetividade das sanções eleitorais, relativizam o combate à corrupção, enfraquecem os mecanismos de controle e transparência na aplicação de recursos públicos e comprometem políticas afirmativas de inclusão política de mulheres, negros e indígenas", diz a nota do MCCE e da APCF, contrário ao projeto.

Para as duas organizações, as mudanças "atentam contra o princípio da moralidade pública e comprometem a integridade das eleições". "Tais modificações, se aprovadas, representarão grave retrocesso institucional e simbólico, enfraquecendo os instrumentos legais construídos ao longo de décadas de evolução democrática e desestimulando práticas republicanas no exercício do poder político", afirmam.

A Lei da Ficha Limpa está na mira do Congresso Nacional desde 2023, quando a Câmara aprovou textos do que fazem parte da chamada "minirreforma eleitoral". Um dos projetos desse pacote flexibiliza a contagem do prazo de inelegibilidade. A proposta reduz o período em que um político condenado fica impedido de disputar eleição.

A candidatura de mulheres também foi alvo de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), em 2023, em que um dos textos sob discussão permitia que partidos políticos burlassem a cota de gênero e não fossem obrigados a indicar 30% de candidaturas femininas, como hoje determina a regra eleitoral.

O novo Código Eleitoral foi inicialmente proposto e aprovado na Câmara e passa por análise no Senado. Neste momento, o projeto de lei complementar que trata sobre o tema está na Comissão de Constituição e Justiça. O texto passou por sucessivos adiamentos e tem previsão para ser votado na segunda semana de julho. A última tentativa de votação ocorreu na última quarta-feira, 11.

A maior parte das críticas ao texto vem de senadores bolsonaristas. O grupo reclama especialmente de um trecho que criminaliza divulgar ou compartilhar, no âmbito de propaganda eleitoral, fatos "inverídicos" para causar desestímulo ao exercício do voto ou deslegitimação do processo eleitoral. Quem fizer o mesmo na internet no período de três meses antes da eleição, pode receber multa de R$ 30 mil a R$ 120 mil, também segundo a redação.

Diante da discordância em torno do texto, o presidente da CCJ do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), sugeriu que representantes partidários apresentassem sugestões ao relator para que uma nova versão seja apresentada até o começo de julho. Caso aprovado no plenário, o projeto ainda voltará para a Câmara, que dará o crivo final nas alterações propostas pelo Senado.

Senadores trabalham para que o projeto seja aprovado até o final de setembro deste ano para que o novo Código possa valer para as eleições de 2026.


Entenda as mudanças propostas pelo novo Código Eleitoral 

Lei da Ficha Limpa

- Como é hoje: Candidatos condenados só podem disputar uma eleição oito anos depois do cumprimento da pena.

- Como o projeto do novo Código Eleitoral pretende mudar a regra: A contagem de oito anos desde a condenação por órgão colegiado, sem menção à necessidade de cumprimento da pena antes.


Compra de votos

- Como é hoje: É proibido, segundo a legislação, doar, oferecer, prometer ou entregar ao eleitor bem ou vantagem de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, com o fim de obter-lhe o voto. Esse ato pode ser caracterizado por uma simples promessa ou pelo oferecimento de alguma coisa. Não é necessária uma análise sobre uma gravidade da conduta ou do impacto da compra do voto.

- Como o projeto do novo Código Eleitoral pretende mudar a regra: Para a cassação do diploma, do registro ou do mandato de um candidato que se beneficiou de compra de voto, seria necessária uma "aferição da gravidade das circunstâncias", apontando nexo causal entre o a compra de votos e o resultado da eleição. 


Cotas para mulheres e negros

- Como é hoje: Os partidos precisam destinar 30% do Fundo Eleitoral para candidaturas de mulheres. No caso de negros e indígenas, o repasse deve obedecer à proporcionalidade de pessoas negras e indígenas dentro de suas estruturas.

- Como o projeto do novo Código Eleitoral pretende mudar a regra: O texto permite o "pagamento de despesas comuns com outros candidatos, inclusive com propaganda, desde que haja benefício para campanhas de mulheres e de pessoas negras, conforme o caso, a seu próprio juízo". 

 

Estadão Conteúdo

Fonte: https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/para-organizacoes-novo-codigo-eleitoral-debilita-lei-da-ficha-limpa


Entenda os pontos críticos da Lei Geral do Licenciamento Ambiental

 Especialistas explicam como o novo marco legal pode gerar mudanças na condução e na responsabilização dos processos, e os riscos e benefícios envolvidos

 

Propostas que alteram legislações que tratam das questões ambientais tramitam no Congresso há mais de 20 anos sem que tenham saído do papel, mas isso ganhou novo rumo alguns dias atrás, quando o Senado aprovou a Lei Geral do Licenciamento Ambiental (LGLA), que propõe mudanças na condução e na responsabilização dos processos de licenciamento, especialmente para empreendimentos de menor impacto. O texto agora está na Câmara dos Deputados para, então, se aprovado, ir à sanção presidencial.

Em resumo, a LGLA propõe modernizar e simplificar a burocracia ambiental com a expectativa de impulsionar o desenvolvimento econômico. O tema, no entanto, enfrenta forte oposição de ambientalistas e setores do governo, que alertam para os riscos de comprometer a proteção ambiental.

Alessandro Azzoni, especialista em direito ambiental empresarial, explica que esse debate é permeado por tensões entre o desenvolvimento econômico e a proteção do meio ambiente. E lembra que a Constituição Federal, em seu artigo 225, consagra o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado como um direito fundamental, conferindo-lhe proteção constitucional e permitindo a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) em questões que ameacem esse direito.

Um dos pilares dessa proteção, segundo o especialista, é o princípio de não retrocesso ambiental, que estabelece que as conquistas e proteções ambientais já alcançadas não podem ser suprimidas ou flexibilizadas – somente aprimoradas.

Para garantir segurança jurídica, Azzoni diz ser fundamental manter a exigência de estudos prévios de impacto ambiental (EIA), análise técnica para atividades de médio e alto potencial poluidor. A Licença por Adesão e Compromisso (LAC), por exemplo, deveria ser restrita a empreendimentos de baixo impacto, conforme já reconhecido pelo STF.

Outra sugestão de Azzoni é que a legislação deve reforçar a coordenação entre União, Estados e Municípios e a definição das atividades sujeitas ao licenciamento deve ocorrer em âmbito colegiado, como pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), a fim de evitar conflitos de interesses e concorrência antiambiental entre os entes federativos.

Além disso, ele defende que transparência e participação social efetiva no processo de licenciamento são inegociáveis. Assim como mecanismos de controle pela sociedade e audiências públicas deveriam ser preservados para garantir a legitimidade do processo.

Ao comentar a legislação brasileira que opera sob um regime de competência concorrente entre União e Estados, em que ambos têm autonomia para criar leis protetivas, ele alerta que muitos Estados possuem legislações mais rígidas que a federal. Nesse contexto, diz, uma nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental não pode revogar as leis estaduais mais protetivas.


Retrocesso - Para Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, a LGLA é um retrocesso. Ele argumenta que retirar a burocracia é importante, mas eliminar toda a legislação fragiliza o processo e gera mais custos para o Estado, pois muitas situações passam a ser responsabilidade do governo e não mais do empreendedor.

Segundo ele, ao abrir caminho para o autolicenciamento, delegando ao empreendedor a responsabilidade pela obtenção das licenças, sem análise prévia dos órgãos ambientais, pode-se ampliar a insegurança jurídica, já que essa flexibilização pode levar a mais judicialização e incerteza para os próprios empreendedores. 

Além disso, diz, esse processo ignora impactos indiretos, o que aumenta os riscos de desastres. Astrini relaciona a "desmontagem da legislação ambiental no Congresso", incluindo a flexibilização do licenciamento, com a ocorrência de tragédias como as inundações no Rio Grande do Sul. E o custo desses desastres, diz, acaba transferido para o poder público e, consequentemente, para o cidadão.

Um dos mecanismos citados como problemático pelo especialista é o Licenciamento Ambiental por Adesão e Compromisso (LAC). Nesse modelo, o empreendedor se compromete a respeitar os impactos ambientais diretos e indiretos de seu projeto. Ele cita o caso da barragem de Brumadinho como um exemplo alarmante das falhas do LAC. Em situações como essa, o estudo de impacto ambiental é substituído por um formulário on-line. Nele, o proponente assume os riscos "de boa-fé", e a licença é concedida de forma autodeclaratória, sem uma análise aprofundada dos potenciais danos.

Para Astrini, empreendimentos de baixo impacto e pequeno porte podem se beneficiar de um processo de licenciamento mais ágil e simplificado, o que ajuda a reduzir filas e burocracia. No entanto, para que isso funcione, é crucial estabelecer critérios claros e rigorosos para a classificação desses empreendimentos, além de aprender com erros do passado.

Ele diz ser fundamental implementar um sistema de fiscalização com possíveis multas e, ao mesmo tempo, criar incentivos fiscais para aqueles que cumprirem as normas ambientais de forma exemplar. Além disso, afirma, é importante realizar estudos aprofundados sobre problemas específicos e promover modificações legislativas graduais, sempre pautadas em análises técnicas sólidas.


Riscos e oportunidades - O ecólogo Renato Paquet explica que o licenciamento ambiental é uma medida obrigatória nas empresas que lidam com recursos naturais, como as de tratamento de efluentes, afluentes e água de reuso. Esse documento serve para garantir conformidade legal e sustentabilidade nos processos e, portanto, sua reformulação pode afetar a governança ambiental no país, assim como trazer riscos de retrocessos e também as oportunidades de avanço com o uso de tecnologias que tornam os processos mais eficientes, auditáveis e sustentáveis.

Segundo Paquet, o texto aprovado dispensa de licenciamento atividades que não ofereçam risco ambiental ou que precisam ser executadas por questão de soberania nacional ou de calamidade pública. Também isenta de licenciamento os empreendimentos agropecuários para cultivo de espécies de interesse agrícola, além de pecuária extensiva, semi-intensiva e intensiva de pequeno porte. 

Defensor de uma reformulação no licenciamento ambiental, o ecólogo considera o modelo atual burocrático, caro e exagerado — na prática, segundo ele, isso acaba por empurrar muitos empreendimentos para a ilegalidade. A solução está em equilibrar a responsabilidade entre os entes públicos e os empreendedores, com mais uso de tecnologia e transparência.

"Mas sou contra esse PL da maneira como foi aprovado. As mudanças precisam acontecer por fases e com critérios claros. Caso contrário, corremos o risco de trocar um sistema ineficiente por um modelo permissivo que fragiliza a proteção ambiental", disse.


COP 30 e a imagem do Brasil

Outro ponto de preocupação, na opinião de Azzoni, se dá pelo fato de a aprovação da nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental acontecer às vésperas da COP 30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas). Pois, como anfitrião, o Brasil tem a oportunidade histórica de reafirmar sua liderança em negociações sobre mudanças climáticas e sustentabilidade global, demonstrando esforços em preservação ambiental, energias renováveis e agricultura de baixo carbono.

Em contrapartida, a flexibilização do licenciamento ambiental, especialmente com a ampliação da Licença por Adesão e Compromisso e a dispensa de licenciamento para atividades agropecuárias, tem gerado críticas severas de cientistas e ambientalistas. E, segundo Azzoni, muitas dessas medidas são vistas como retrocessos que podem aumentar o desmatamento e as emissões de gases de efeito estufa.

“A contradição entre sediar uma conferência global sobre clima e adotar políticas que enfraquecem o controle ambiental pode prejudicar a credibilidade do Brasil no cenário internacional, gerando desconfiança sobre o compromisso real do país com as metas climáticas e a proteção da floresta amazônica”, disse.




Mariana Missiaggia

https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/entenda-os-pontos-criticos-da-lei-geral-do-licenciamento-ambiental



Tudo o que você precisa saber sobre o visto americano de estudante

Especialista da On Set Consultoria Internacional de Imigração explica requisitos, tipos de visto e tendências de brasileiros que desejam estudar nos Estados Unidos

 

Diante da ofensiva do governo Trump contra estudantes internacionais, o Dr. Guilherme Vieira, advogado e CEO da On Set Consultoria Internacional, empresa especializada em vistos e estratégias de estudo e trabalho nos EUA, diz que o cenário atual não deve gerar pânico, mas sim atenção e planejamento. “Mesmo em períodos mais restritivos, como no governo Trump, os Estados Unidos nunca fecharam as portas para o ensino internacional. O país depende da presença de estudantes estrangeiros para movimentar bilhões de dólares em sua economia educacional, além de alimentar ecossistemas de pesquisa e inovação, bem como mão de obra especializada”, avalia o consultor legal. 

Os números comprovam a análise do Dr. Vieira. Com a crescente busca por qualificação internacional e a valorização de diplomas estrangeiros no mercado de trabalho, o número de brasileiros que solicitam o visto de estudante para os Estados Unidos voltou a crescer em ritmo acelerado. No último ano, mais de 7.200 brasileiros obtiveram o visto F-1, destinado a quem pretende estudar em instituições americanas, segundo dados da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.

Para o Dr. Guilherme Vieira, a procura aumentou não apenas para universidades, mas também para cursos de inglês, high school, intercâmbios acadêmicos e programas técnicos. “Os estudantes veem isso como um investimento pessoal e profissional com retorno de longo prazo, bem como para uma experiência global rica, o qual agregará significativamente na carreira profissional e na vida pessoal desses estudantes”, afirma.

Para quem deseja ingressar aos Estados Unidos, há três vistos principais para fins educacionais:

  • F-1: voltado para cursos acadêmicos em instituições certificadas (universidades, escolas de idiomas, colégios, etc.), é o mais comum entre estudantes estrangeiros. Estudantes com esse podem trabalhar dentro do campus até 20 horas por semana durante o período letivo. Após um ano, há a possibilidade de aplicar para programas como: CPT (Curricular Practical Training), estágio vinculado ao currículo do curso, ou OPT (Optional Practical Training), que é o trabalho remunerado após a conclusão do curso, com validade de até 12 meses ou até 36 meses para áreas STEM - Science (Ciências), Technology (Tecnologia), Engineering (Engenharia) e Mathematics (Matemática).
  • M-1: voltado para cursos técnicos e profissionalizantes, como programas de culinária, design gráfico, mecânica, entre outros.
  • J-1: Essa classificação (visitantes de intercâmbio) é autorizada para aqueles que pretendem participar de um programa aprovado com a finalidade de ensinar, instruir ou dar palestras, estudar, observar, conduzir pesquisas, prestar consultoria, demonstrar habilidades especiais, receber treinamento ou receber educação ou treinamento médico de pós-graduação. Exemplos de visitantes de intercâmbio incluem, entre outros: professores ou acadêmicos, assistentes de pesquisa, estudantes, estagiários, especialistas, au pairs e monitores de acampamento.

“Para os três, o estudante precisa comprovar a matrícula em uma instituição autorizada pelo governo americano (certificada pelo SEVP), além de demonstrar capacidade financeira para se manter nos EUA durante o curso”, comenta.

Para aplicar ao visto de estudante, é preciso as seguintes documentações: Carta de aceitação da escola (Form I-20), pagamento das taxas SEVIS (US$ 350) e a taxa do visto consular (US$ 185), preenchimento do formulário DS-160 e agendamento da entrevista no consulado.

“O processo exige atenção aos detalhes e aos prazos. A negativa pode ocorrer por inconsistência nas informações ou falta de documentação pessoal ou financeira adequada. Por isso, é essencial ter um suporte qualificado com estratégia personalizada”, orienta Vieira.

O advogado brasileiro e consultor legal estrangeiro especialista em imigração aos Estados Unidos destaca os fatores que mais atraem os brasileiros, são:

  • Reputação das universidades americanas com oportunidades raras;
  • Oportunidade de praticar o inglês de forma imersiva;
  • Possibilidade de networking e negócios globais;
  • Facilidade de mobilidade interna no país;
  •     Acesso a programas de extensão e trabalho em desejadas empresas internacionais, durante os estudos, através das autorizações de trabalho: OPT e/ou CPT.

“Entender as permissões de trabalho durante os estudos é um diferencial competitivo para quem deseja ganhar experiência profissional nos EUA. Mas tudo precisa estar alinhado com as regras de imigração”, reforça Vieira.

A recomendação é iniciar com pelo menos seis meses de antecedência e contar com uma consultoria realmente confiável para ajudar no processo “Isso garante tempo hábil para reunir documentos, resolver imprevistos e ainda aproveitar oportunidades de bolsas ou condições especiais oferecidas por instituições americanas, bem como ter informações importantes para o sucesso da sua vida internacional, ganhando tempo e evitando erros”, finaliza o CEO da On Set Consultoria Internacional.

  

On Set Consultoria Internacional de Imigração, Vistos & Negócios aos Estados Unidos


Por que a gestão em nuvem é essencial para empresas na era digital?

 

Velocidade, estratégia e precisão. Esses três elementos vêm ganhando força à medida que vemos o avanço da transformação digital nas organizações. Diante do atual cenário que exige a rápida adaptação dos negócios, estabelecer uma gestão em nuvem se tornou mais do que um diferencial, uma necessidade.

Não, a computação em nuvem não é uma tecnologia nova, entretanto, há muito tempo pode ser considerada a espinha dorsal das infraestruturas modernas existentes atualmente. E, como não considerar utilizar um recurso que traz benefícios como escalabilidade e flexibilidade, redução de custos operacionais, acesso remoto e mobilidade, tomada de decisões baseadas em dados e, principalmente, segurança da informação?

Todos esses ganhos são o que o tornam tão atraente. Não à toa, segundo um levantamento feito pela Mordor Intelligence, o mercado de serviços de infraestrutura em nuvem deverá atingir, até 2029, US$ 106,78 bilhões. Além disso, de acordo com dados do Synergy Research Group, o Brasil está no top 5 do mundo com o maior crescimento de consumo de computação em nuvem.

Vale destacar que, nos últimos anos, a gestão em nuvem também vem ganhando destaque devido a sua possibilidade de operar em três modelos que, embora se assemelhem, trazem diferenças. A versão pública conta com serviços compartilhados em ambientes de terceiros, e é uma opção mais econômica e escalável, ideal para empresas com foco em agilidade. Já a privada trata-se de uma infraestrutura voltada ao controle e personalização, no qual o ambiente é feito de personalizada.

Por fim, a híbrida combina as duas abordagens, possibilitando o equilíbrio entre custo, performance e segurança. Todavia, definir qual é o modelo ideal para a empresa depende exclusivamente de uma análise rigorosa dos processos, a fim de identificar qual o momento atual vivido pela organização para guiar a escolha. E, justamente nessa etapa é que pode se localizar um importante desafio a ser superado pelas companhias: a cultura organizacional.

Isso é, de nada adianta o desejo de estabelecer uma gestão em nuvem, sem que o time esteja alinhado em prol do mesmo propósito. Até porque, é a falta de direcionamento, resistência à mudança, falta de integração dos processos e capacitação interna que, muitas das vezes, traz a equivocada sensação de que a ferramenta não está atendendo, quando, na verdade, o time não está sabendo utilizá-la de forma correta e estratégica.

Deste modo, mais do que simplesmente ensinar a “apertar um botão”, a gestão em nuvem traz à tona importantes elementos que precisam ser estruturados internamente. Afinal, a tecnologia não se trata apena de uma ferramenta, mas um novo modo de pensar, operar e crescer.

Certamente, virar essa chave é um obstáculo, principalmente, em empresas que têm a mentalidade de “sempre foi assim”. Quanto a isso, contar com especialistas é uma importante estratégia, considerando que saberão direcionar desde a escolha de sistemas de gestão que possuem integração com o ambiente em cloud, até a definição de qual o modelo ideal para a empresa.

Levando em conta o avanço da transformação digital, é primordial que as empresas invistam no uso da nuvem, visto que é um importante auxiliador que irá permitir o direcionamento da equipe em ações estratégicas, enquanto todos os dados, informações e registros estão sendo protegidos por um ambiente seguro e de fácil acesso.

As organizações que entenderem o potencial desse recurso e aplicarem, desde hoje, sem dúvidas, estarão à frente no mercado de amanhã, bem-posicionadas e preparadas para o que há de vir. Até porque, para a tecnologia, o céu não é o limite, e as nuvens permitem chegar ao infinito. 



Felipe Almeida - diretor comercial da ABC71.
ABC71


Quando as redes sociais podem ser plataformas de crescimento pessoal e profissional?

 

Reprodução

No Brasil, há mais de meio milhão de influenciadores com mais de 10.000 seguidores, e cada um pode faturar em média R$18.000 por postagem patrocinada — revelando o potencial real das redes sociais 

 

Até quando redes sociais serão vistas apenas como passatempo improdutivo? Mesmo em meio à rotina puxada de estudos, o colombiano Santiago Glomb , que chegou em Curitiba ainda criança há 10 anos, encontrou no TikTok uma forma de se expressar, se conectar com o público e construir uma audiência de mais de 50 mil seguidores. Seu perfil no TikTok começou a ganhar autoridade quando ele realizava suas apresentações ao vivo. O resultado? Uma base fiel de seguidores, engajamento crescente e uma rotina de lives que equilibra com seus estudos de Química na UFPR.

No Brasil, há mais de meio milhão de influenciadores com mais de 10.000 seguidores, e cada um pode faturar em média R$18.000 por postagem patrocinada — revelando o potencial real das redes sociais tanto como fonte de renda quanto de presença digital intensa.

A história de Santiago mostra que, com autenticidade e constância, é possível usar a tecnologia a favor do próprio desenvolvimento - visão compartilhada por Rafael Ribas, especialista em marketing de produto e fundador da RDPR Treinamentos & Consultoria.

Para o especialista, o segredo está na disciplina e na estratégia. “Redes sociais podem, sim, gerar visibilidade e resultados – desde que utilizadas com inteligência e planejamento. O foco deve estar em criar conteúdos relevantes para o público, alinhados aos objetivos pessoais ou empresariais”, afirma.


As empresas podem tirar lições?

Rafael entende que se um jovem conseguir se destacar em tão pouco tempo, o exemplo é evidente: seja por expressão artística ou posicionamento de marca, a presença digital deixou de ser opcional.

Casos como o de Santiago mostram que, com consistência, planejamento e autenticidade, qualquer profissão ou negócio pode se beneficiar do potencial das redes.

Saber usar as redes sociais com propriedade no assunto tratado é o que gera autoridade de verdade - e Rafael é direto: se para uma apresentação precisa preparar o cenário adequadamente, ensaiar bem as músicas,  criar campanhas de expectativas para as lives e mostrar o que sabe fazer, a mesma lição vale para as empresas.

Se o objetivo é mostrar o conhecimento de um serviço profissional, eficiência de um produto ou qualidade de uma instituição, precisa se preparar e mostrar domínio sobre o tema.

“É o caminho para conseguir se posicionar como referência. Construir sua imagem com consistência atrai mais seguidores e, como consequência, transforma esse público em consumidores. A internet recompensa quem tem propósito, foco e entrega valor real.”


Serviço: RDPR
Rafael Ribas - Especialista em marketing de produto
📱 (41) 99972-1333
📸 @rdpr.oficial
📧 contato@rdpr.com.br
📍 Rua Vicente de Carvalho, 426 - Curitiba/PR.

 

terça-feira, 17 de junho de 2025

Saiba onde doar sangue na Baixada Santista durante o Junho Vermelho

Campanha nacional busca conscientizar a população e aumentar o número de doadores

 

 

Junho Vermelho é o mês dedicado à conscientização sobre a importância da doação de sangue, profissionais de saúde e instituições se mobilizam para reforçar a necessidade desse ato solidário que salva vidas diariamente. A campanha, criada para ampliar o número de doadores regulares, ganha força com o apoio fundamental da enfermagem, linha de frente nos hemocentros e nas ações educativas em todo o país.

 

“Trazer esclarecimentos e retirar o medo da população em doar sangue é essencial. Muitas vezes, falta informação sobre como o processo funciona e o quanto ele pode salvar vidas”, afirma Micaela Vieira, enfermeira da equipe da Living Saúde, clínica referência em cuidados integrados.

 

Segundo Micaela, o papel da enfermagem vai muito além da técnica: “Atuamos esclarecendo, desmitificando e mostrando que esse ato salva a vida do próximo. Isso impacta positivamente e pode contribuir diretamente para o aumento de doadores”.

 

Para aqueles que doam pela primeira vez, o apoio emocional e a orientação clara fazem toda a diferença. “Nós, enfermeiros, podemos ajudar mostrando que é algo rápido, seguro e que não traz malefícios. Além disso, ao doar também, mostramos com o exemplo que é possível ajudar e até salvar nossos próprios familiares”, destaca.



Requisitos para doar sangue:


- A faixa etária permitida vai de 16 a 69 anos, sendo que menores de 18 precisam apresentar autorização por escrito do responsável legal;

- Quem tem entre 60 e 69 anos só pode doar caso já tenha feito doações antes dos 60;

- É necessário apresentar um documento oficial com foto, como RG, CNH, carteira de trabalho, passaporte ou outros emitidos por órgãos públicos — inclusive versões digitais são aceitas;

- O doador deve ter peso igual ou superior a 50 kg;

- É fundamental ter dormido pelo menos seis horas na noite anterior.

 

A segurança no processo é uma prioridade para os profissionais da área. “Trabalhamos com dupla checagem, confirmação de dados, identificação correta do doador e do receptor, além da verificação rigorosa da tipagem sanguínea. Tudo para garantir um procedimento seguro e eficaz”

 

Mesmo com todos os avanços, ainda existem mitos que afastam possíveis doadores. “Medo de agulha e falta de tempo são os principais. Explicamos que o procedimento é rápido e que o doador tem direito a atestado no dia. E mais: nenhum medo supera a importância de salvar uma vida. Pacientes com leucemia, por exemplo, recebem sangue todos os dias”

 

O “Junho Vermelho” é mais do que uma campanha — é um chamado à solidariedade e à responsabilidade coletiva. A doação de sangue é simples, segura e pode transformar o destino de muitas pessoas. E com o apoio da enfermagem, esse gesto se torna ainda mais acolhedor, consciente e transformador.

 

SAIBA ONDE DOAR:

Hospital Guilherme Álvaro: Funcionamento de segunda a sábado, das 8h às 12h30, na Rua Oswaldo Cruz, 197 – Boqueirão – Santos.

Santa Casa de Santos: Funcionamento de segunda a sexta, das 7h às 16h e aos sábados, das 7h às 11h. O hospital fica na Avenida Dr. Cláudio Luiz da Costa, 50 – Jabaquara – Santos.

 

Hospital Municipal de Cubatão: Funcionamento de segunda a sexta-feira, das 8h às 13h. A unidade está localizada na Av. Henry Borden, s/n – Vila Santa Rosa – Cubatão.

Hospital Santo Amaro: Funcionamento de segunda a sexta-feira das 7h às 12h, na Rua Quinto Bertoldi, 40 – Vila Maia – Guarujá.

 

Médica alerta para riscos de se autodiagnosticar com base em vídeos da internet

Freepik
Popularização de conteúdos superficiais sobre saúde mental podem atrapalhar diagnóstico e causar transtornos em crianças e adolescentes

 

Com a popularização de vídeos curtos sobre saúde mental nas redes sociais, cresce o número de adolescentes que chegam aos consultórios médicos já se autodefinindo como “bipolares”, “TDAH” ou “borderlines”, sem qualquer avaliação profissional. O alerta é da Dra. Carla Vieira, psiquiatra do CAPS Infantojuvenil II M’Boi Mirim, unidade gerenciada pelo CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”) em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS-SP), que destaca os riscos do autodiagnóstico e o impacto do ambiente digital na saúde emocional dos jovens. 

“É cada vez mais comum ver adolescentes buscando explicações para o que sentem com base em vídeos virais. Isso pode mascarar transtornos reais, reforçar rótulos e dificultar o acesso ao tratamento correto. O diagnóstico precoce é importante, mas precisa ser feito com critério clínico, não por influência digital”, explica a médica. 

Dados da pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024 mostram que 93% da população entre 9 e 17 anos no Brasil está conectada à internet, e 83% têm perfis em redes sociais como WhatsApp, Instagram, TikTok e YouTube. No entanto, o uso excessivo vem acompanhado de efeitos colaterais: 29% relatam ter passado por situações desagradáveis nas redes, enquanto 22% afirmam que deixaram de passar tempo com a família ou fazer tarefas escolares por conta do tempo online. 

Segundo a especialista do CEJAM, adolescentes com histórico de trauma, bullying ou diagnóstico prévio de transtornos mentais são particularmente vulneráveis ao impacto negativo das redes. O uso intenso pode interferir diretamente na construção da autoestima e da identidade de crianças e adolescentes. “A comparação constante com os outros fragiliza o senso de identidade, aumenta a ansiedade e pode levar à depressão. A grama do vizinho sempre parece mais verde e isso, que já é difícil na vida adulta, é ainda mais complexo na adolescência, quando o cérebro ainda está em formação e a tomada de decisões é mais impulsiva”, afirma. 

Outro fator preocupante é o cyberbullying, que está associado a riscos elevados de depressão, automutilação e ideação suicida. Além disso, conteúdos violentos ou autodestrutivos podem reforçar comportamentos de risco, especialmente em jovens emocionalmente fragilizados. 

Para lidar com esse cenário, Dra. Carla reforça que é papel do profissional acolher o jovem, validar seu sofrimento e promover informações com base em evidências científicas. “É essencial explicar o que é informação confiável e estimular senso crítico sobre conteúdo online. Cada indivíduo é único, e precisamos reforçar a autoestima e a individualidade desses jovens.” 

Vieira ressalta também que o uso consciente das redes pode ser um aliado na promoção da saúde mental “Campanhas educativas, comunidades de apoio, perfis com conteúdo sério e acessível podem ser ferramentas poderosas. Mas é fundamental que pais e responsáveis acompanhem de perto o que os jovens estão consumindo online, mesmo respeitando sua privacidade, isso deve ser feito com responsabilidade.” 



CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial


É possível tratar um lipedema em estágio 4?

Especialista dá orientações para que pacientes possam procurar o diagnóstico precoce e fala sobre o tratamento da doença


O acúmulo progressivo e anormal de gordura nos membros inferiores afeta cerca de 12% das mulheres brasileiras que convivem com o lipedema, conforme dados da Associação Brasileira de Lipedema. Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na Classificação Internacional de Doenças
(CID-11), essa enfermidade pode evoluir por quatro estágios, resultando não apenas em alterações estéticas, mas também em dores, inchaço, dificuldades de mobilidade e impactos diretos no sistema linfático. Por isso, independentemente da fase, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para a qualidade de vida das pacientes.

O lipedema é uma condição que atinge principalmente as mulheres, devido às suas características hormonais. Em alguns casos raros, ela também pode surgir em homens. 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), a condição é dividida em quatro etapas, que vão do nível leve ao mais grave conforme o grau de acúmulo de gordura e impactos na pele e no sistema circulatório do membro afetado. Conheça os estágios da doença e suas principais diferenças entre cada uma delas.
 

Estágio 1: a pele mantém uma aparência normal, mas há aumento da gordura no tecido subcutâneo, com presença de pequenos nódulos.
 

Estágio 2: a pele começa a apresentar irregularidades e flacidez, com aspecto de celulite. Os nódulos aumentam de tamanho.
 

Estágio 3: a flacidez se torna mais acentuada, com dobras de pele que podem dificultar a mobilidade. Áreas de fibrose começam a aparecer.
 

Estágio 4: além das alterações do estágio 3, há comprometimento do sistema linfático, podendo evoluir para lipo-linfedema.
 

"Um dos principais desafios no tratamento do lipedema grau 4 é a faixa etária das pacientes, geralmente entre 50 e 60 anos. A ausência de diagnóstico precoce significa um longo período de evolução da doença, acompanhado por impactos hormonais e metabólicos mais intensos, especialmente devido à menopausa. Por isso, essas mulheres apresentam um risco maior de complicações decorrentes da condição", afirma a médica Allana Tobita, cirurgiã vascular membra da SBACV (Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular) . 

A médica também diz que “independente dos estágios da doença, é importante realizar o tratamento clínico quanto antes para obter melhor resultado no cuidado com a desinflamação ou para fins estéticos”.

 

Tratamento 

Para o tratamento do lipedema em estágio 4, é necessária também uma abordagem multidisciplinar. “Por ser uma doença vascular com desarranjo hormonal, metabólico e vitamínico, é importante incluirmos outras especialidades além da cirurgia vascular. Neste caso, a nutrição, endocrinologia, nutrologia, fisioterapia, ginecologia e até psicologia podem colaborar com o bem-estar físico e mental da paciente”, detalha doutora Allana.

A especialista também detalha que o tratamento é definido a partir de diversos pilares que vão “desde a dieta anti-inflamatória a exercícios que ajudam na percepção corporal, marcha e movimentação da paciente com melhor equilíbrio. Para o alívio dos sintomas como peso, cansaço e inchaço. A terapia compressiva - como as meias elásticas de compressão e bandagens - são uma ótima escolha. Além de melhorar a drenagem linfática da perna, ajuda como proteção e sustentação no dia a dia”.

 

Meias de compressão 

A terapia de compressão colabora para a circulação saudável em diferentes situações do cotidiano, auxiliam na prevenção de doenças venosas e no tratamento de problemas vasculares. Existem diversos tipos que podem ser usados diariamente e modelos que são recomendados conforme avaliação médica. 

Dentre as mais bem avaliadas do mercado estão as meias da SIGVARIS GROUP, empresa especializada em soluções de compressão médica inovadoras e de alta qualidade. A companhia possui um amplo portfólio, com produtos que podem ser usados pelos mais variados perfis de pessoas.


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