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quinta-feira, 23 de novembro de 2023

Médicos alertam pacientes com lúpus sobre ondas de calor

As altas temperaturas atingidas no país pedem cuidados redobrados


 O calor pode agravar os sintomas do Lúpus

Pacientes com doenças reumáticas, em especial o lúpus, precisam redobrar os cuidados com o calor intenso que vem atingindo todo o país. Embora a doença não seja causada diretamente pelas altas temperaturas, algumas pessoas podem ter os sintomas agravados pelo calor.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) anunciou que o Brasil vem enfrentando grandes ondas de calor, o que levou a instituição a ampliar o alerta de “grande perigo” para nove estados na semana passada. Este alerta só é emitido quando um fenômeno meteorológico é de intensidade excepcional.

Além das ondas de calor, o tempo está mais seco e com baixa umidade do ar. Diante do alerta, o Ministério da Saúde (MS) recomendou que a população fique ainda mais atenta à hidratação do corpo (ingestão de líquidos) e a proteção solar na pele (exposição e uso de filtro solar).

 

A ingestão de água é uma das principais recomendações

O Ministério também destacou que os riscos podem ser maiores para os pacientes com doenças crônicas. A recomendação é que consultem o seu médico, pois existem questões específicas que precisam ser observadas com maior atenção neste momento.

 

Gatilho para doenças reumatológicas
 

Entre as doenças crônicas, está o Lúpus, que acomete predominantemente mulheres. Autoimune, a condição pode manifestar sintomas em diferentes partes do corpo e requer um cuidado maior com relação à exposição ao sol.

“Os pacientes com Lúpus precisam ficar sempre atentos ao sol e às altas temperaturas. O sol pode ser responsável por desencadear uma reação imunológica, agravar os sintomas da doença e piorar o estado geral do paciente. Neste momento, com as ondas de calor, os cuidados devem ser redobrados”, explica a médica Carla Dionello, presidente da Sociedade de Reumatologia do Rio de Janeiro (SRRJ).

A especialista destaca ainda que as temperaturas mais altas podem causar erupções cutâneas (lesões de pele), fadiga, dores articulares e outros sintomas em pessoas com lúpus. “O uso do protetor solar com FPS 30 ou superior deve ser diário para todos, mas principalmente para quem tem a doença. Além do produto, os pacientes devem usar barreiras físicas como bonés, chapéus, óculos de sol e roupas que não expõem a pele à luz solar”, completa. 

 

O uso de protetor solar com FPS 30 ou superior é obrigatório

 

Recomendações para cuidar da saúde no calor: 

• Reaplique o protetor solar a cada 2 horas

• Considere a quantidade de uma colher de chá para cada região do corpo

• Evite o sol, principalmente, entre 10h e 15h

• Use roupas de cor clara e confortáveis

• Não faça atividades físicas sob o sol

• Beba bastante água

• Dê preferência a alimentos frescos, frutas e verduras

• Fique em locais com sombra ou utilize sombrinhas e guarda-chuvas

• Mantenha os ambientes bem ventilados ou climatizados
 

“Cada paciente é único e os sintomas e desencadeadores específicos podem variar. Por isso, é muito importante procurar o atendimento médico em caso de emergência ou intensificação dos sintomas. Além disso, se a tendência é que as temperaturas fiquem mais elevadas, portanto, paciente e médico precisam conversar para que este fator desencadeante afete o menos possível a qualidade de vida de quem tem lúpus”, finaliza a presidente da SRRJ.

 

Sociedade de Reumatologia do Rio de Janeiro (SRRJ
Dra. Carla da Fontoura Dionello é a atual presidente da SRRJ (Biênio 2023-2024).


Especialista alerta para risco de trombose em viagens longas

Cuidados e períodos de repouso prolongado são essenciais para prevenir a doença

 

Com a chegada do verão e, junto, o período de férias, é fundamental ficar atento sobre os riscos de trombose ao realizar viagens mais longas de carro ou avião. A trombose é uma condição vascular séria, que pode ser agravada durante essa estação do ano - especialmente em pessoas que já apresentam problemas de circulação - por causa da desidratação, que aumenta o risco de formação de coágulos na circulação sanguínea. Ademais, o calor pode aumentar a viscosidade do sangue, também dificultando o fluxo de sangue no corpo.

Isso porque no calor ocorre uma dilatação nos vasos sanguíneos (aumento de tamanho) para que o corpo possa perder calor e não superaquecer, caso que pode levar à morte.
 

"A desidratação devido às temperaturas mais altas, associada ao consumo de alimentos considerados pouco saudáveis, piora os sintomas vasculares e eleva o risco de trombose. Além disso, é preciso ter cuidado com as viagens longas, que também são um fator de atenção para o desenvolvimento de trombose venosa, devido a redução da mobilidade", alerta o médico cirurgião vascular do Eco Medical Center, Dr. Gustavo Gern Junqueira.

Existem diferentes tipos de trombose; entre elas, a trombose venosa superficial (TVS) e a trombose venosa profunda (TVP). A TVS geralmente é menos grave do que a TVP, mas ainda pode causar dor e inchaço. No entanto, a trombose venosa superficial pode ser um sinal de que o indivíduo está em maior risco de desenvolver trombose venosa profunda.
 

Dados

Um levantamento da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) apontou que mais de 489 mil brasileiros foram internados para o tratamento de trombose venosa entre janeiro de 2012 a agosto de 2023. Nos primeiros oito meses deste ano, mais de 39 mil pessoas foram hospitalizadas na rede pública para tratar o problema - uma média diária de cerca de 165 pacientes, e um recorde na série histórica iniciada em 2012. O Paraná, somente, contabilizou neste período 44.477 internamentos, de acordo com os registros no banco de dados do Sistema Único de Saúde - SUS. Com cerca de 20 a 30% mais suscetibilidade à doença, as mulheres costumam ser o grupo que mais sofre com inchaços e dores nas pernas, devido a fatores hormonais.


Causas e Sintomas

Segundo Dr. Gustavo, são três fatores que aumentam o risco de formação de um coágulo sanguíneo (trombo) em uma veia: lesão endotelial, quando a parede interna de uma veia pode ser lesionada por uma variedade de fatores, incluindo trauma, cirurgia, inflamação ou infecção; estase sanguínea, que ocorre quando a circulação sanguínea pode ser prejudicada pela imobilidade, por exemplo, em pacientes acamados ou em viagens longas; e a hipercoagulabilidade, ou coagulação excessiva, que são processos inflamatórios. A coagulação sanguínea é um processo normal que ajuda a parar o sangramento. No entanto, em alguns casos, a coagulação em excesso aumenta o risco de trombose.

“Quando esses três fatores estão presentes, há um aumento da probabilidade de que as plaquetas sanguíneas se agrupem e formem um coágulo. Esse coágulo pode bloquear o fluxo sanguíneo e causar uma série de problemas, inclusive graves que podem levar à morte. Assim como o COVID-19 é um processo inflamatório sistêmico que, ao que tudo indica, causa mais tromboses venosas, o câncer também é um fator de hipercoagulabilidade. Por isso, é importante identificar e tratar”, alerta o especialista.

Os sintomas de trombose podem variar de acordo com a localização do coágulo. Se o coágulo se formar nas pernas, pode causar edema unilateral em uma das pernas, sensação de peso de forte intensidade, dor local, endurecimento da panturrilha, inchaço, vermelhidão e dificuldade de locomoção. Se o coágulo se forma nos pulmões, pode causar dor no peito, falta de ar e tosse. Fatores como predisposição, idade avançada, obesidade, histórico familiar de trombose, uso de pílulas anticoncepcionais, tabagismo e sedentarismo exigem atenção especial do paciente e do médico.
 

Prevenção e tratamento

Para não interromper os momentos de lazer, adotar medidas preventivas simples podem ajudar a reduzir o risco de trombose no verão. Estas incluem: manter-se hidratado, para manter a fluidez do sangue e prevenir a formação de coágulos; evitar períodos prolongados de imobilidade; fazer pausas regulares, em caso de longas viagens, e estender as pernas sempre que possível.

“Durante voos longos, é aconselhável levantar-se e movimentar-se pelo corredor da aeronave regularmente, realizar exercícios leves e usar meias de compressão. É fundamental estar ciente dos riscos de trombose, especialmente durante o verão e viagens prolongadas. Também é fundamental incluir atividades físicas, mesmo que leves, na rotina diária, isso pode melhorar a circulação sanguínea e reduzir o risco de trombose. O uso de roupas apertadas pode dificultar o fluxo sanguíneo, portanto, optar por roupas confortáveis, especialmente durante viagens, ajudarão a reduzir as possibilidades de trombose”, reforça Junqueira.

O tratamento da trombose venosa depende do tipo e da gravidade da doença e tem como objetivo dissolver o coágulo e prevenir a formação de novos. Enquanto o tratamento da TVP geralmente envolve o uso de anticoagulantes, o tratamento da TVS também exige compressas mornas, analgésicos e antinflamatórios.

Junqueira destaca ainda que pequenas mudanças no estilo de vida podem fazer uma grande diferença. “Se você estiver em um grupo de risco, converse com seu médico sobre a possibilidade de tomar anticoagulantes. Consulte um profissional de saúde se notar quaisquer sintomas relacionados à trombose, e adote medidas preventivas para proteger a sua saúde vascular. Ao sentir algum dos sintomas de trombose, procure atendimento médico imediatamente. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem salvar vidas”, diz.

 

Eco Medical Center


Temperatura registra aumento histórico e dengue se dissemina em todo o país

A vacina é a prevenção mais eficaz no combate à doença

 

O Brasil é o país que lidera o ranking de casos de dengue no mundo. De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Alberto Chebabo, no ano passado, o país teve aproximadamente 1,4 milhão de ocorrências, com 1.016 óbitos. A tendência é que esses números sejam superados em 2023, uma vez que, faltando seis semanas para o final do ano, já foram registrados 1,6 milhão de casos e 1.000 mortes. O que muitos brasileiros ainda não sabem é que hoje existe uma vacina para se prevenir contra a doença. 

Segundo a infectologista pediátrica Cristiana Meirelles, da Beep Saúde, a QDENGA é a única vacina contra a Dengue disponível no Brasil para utilização em indivíduos sem necessidade de teste pré-vacinação e foi aprovada pela ANVISA para prevenção da dengue causada por qualquer um dos quatro sorotipos do vírus, para indivíduos de 4 a 60 anos de idade, sendo necessárias duas doses, com intervalo de 3 meses. “Vale destacar que muita gente acredita que pegando o vírus uma vez, não pegará mais, o que está longe de ser verdade. A proteção vitalícia é apenas contra o sorotipo responsável pela infecção, não havendo imunidade contra os outros 3 sorotipos de vírus da dengue. Na realidade, o segundo diagnóstico tende a apresentar uma gravidade ainda maior”, ressalta Cristiana Meirelles. 

As mudanças climáticas propiciam que o vetor da doença se adapte e chegue em regiões onde não era comum, como São Paulo, por exemplo, que apresenta aumento significativo de casos em 2023. No Sudeste, região que registrou 33,1% dos casos de dengue identificados em todo o Brasil, em 2022, já foram registrados, em 2023, mais de 39.369 casos – quatro vezes mais que no ano passado. 

As mortes pela doença no Brasil correspondem hoje a cerca de um óbito a cada 1.000 casos de dengue, ou, no caso da cidade de São Paulo, 10 óbitos para 12.000 casos. “Ainda que haja toda uma mobilização dos órgãos competentes para evitar águas paradas, entre outras medidas preventivas, sem dúvida a vacina é a mais eficaz. Portanto, todos que estiverem dentro dos critérios de indicação devem recorrer à imunização ”, afirma Cristiana Meirelles. 

A QDenga, no momento, está disponível na rede privada, mas pode estar disponível no SUS em 2024, segundo nota divulgada pela farmacêutica Takeda. Leia na íntegra: A biofarmacêutica Takeda esclarece que está otimista e espera uma decisão favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC) sobre a submissão do dossiê que visa incluir a vacina contra a dengue, QDENGA® no Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o fluxo de incorporação de tecnologia, a Comissão tem 180 dias, podendo ser prorrogada por mais 90 dias, assim, a avaliação do colegiado deve ser concluída em janeiro de 2024, prazo prorrogável até abril de 2024. Essa afirmação foi feita em 14 de novembro, pela diretora médica da Takeda Brasil, Vivian Lee, durante a coletiva de imprensa “Dengue: o impacto da doença no Brasil”, cuja gravação está disponível na internet.


Confira seis passos para cuidar da saúde íntima no calor

Estamos vivendo mais uma onda de calor no país, mas o verão mesmo, só chega por aqui a partir do dia 21 de Dezembro. Ainda assim, vale reforçar que em dias mais quentes, as mulheres devem redobrar os cuidados com a saúde íntima, já que a transpiração corporal aumenta e a região fica mais abafada, o que aumenta as chances de proliferação de alguns fungos e bactérias.

Pensando nisso, com o objetivo de esclarecer dúvidas e orientar sobre o assunto, a Dra. Daniela Miyake, médica Ginecologista e Obstetra, chefe do Centro Obstétrico da Santa Casa de São Paulo, listou abaixo seis passos para cuidar da região íntima de maneira correta. Veja:

  • Dormir sem calcinha – Procure dormir sem calcinha, com calças ou shorts mais largos, para abafar menos a região e evitar a proliferação de bactérias e fungos já existentes no organismo, mas que são agentes causadores de doenças como a Candidíase;
  • Usar calcinhas de algodão – Prefira utilizar calcinhas de algodão, pois o material contribui para uma melhor respiração da região íntima. Demais materiais como, Lycra, Nylon e microfibra, abafam mais a área e dificultam a circulação de ar;
  • Sabonetes Íntimos ou sabonete glicerinado infantil – Utilize sabonetes próprios para a higienização da região íntima ou glicerinados e destinados às crianças. Produtos com estas especificações, possuem um PH mais adequado para a região e são hipoalergênicos;
  • Não usar protetor diário – Ao contrário do que muitas mulheres pensam, o protetor diário pode prejudicar a saúde íntima, já que em dias quentes, abafa ainda mais a região e consequentemente, provoca o aumento de secreções e corrimentos;
  • Evitar o consumo exagerado de doces – Consumir doces em excesso provoca o desvio da flora intestinal, ou seja, altera o mecanismo de defesa do organismo e a atividade de bactérias benéficas para o corpo.
  • Higienizar as partes íntimas apenas durante o banho – A higienização das partes íntimas deve ocorrer apenas uma ou duas vezes por dia, preferencialmente durante o banho e com o uso de sabonete. Lavar a região muitas vezes ao dia, diminui a atividade das nossas “bactérias boas”.


Daniela Miyake - médica Ginecologista e Obstetra, chefe do Centro Obstétrico da Santa Casa de São Paulo          


Organon lança no Brasil dispositivo para auxiliar no controle da hemorragia pós-parto

HPP é a segunda causa de morte materna no Brasil

 

Embora a maioria das mortes maternas seja evitável, a realidade é que os altos índices mostram que o tema ainda é um desafio para a saúde pública do país. De acordo com o Ministério da Saúde, no triênio 2019/2021, cerca de 107,53 mães morreram a cada 100 mil nascidos vivos, voltando ao patamar de vinte anos atrás.

Para tentar mudar essas estatísticas, a Organon, empresa global de saúde feminina, está lançando no Brasil o Sistema Jada®. Trata-se de um dispositivo intrauterino que induz a contração do útero por meio da criação de vácuo, levando, assim, ao controle do sangramento uterino anormal pós-parto ou da hemorragia uterina pós-parto causados por atonia uterina. Isso quando o tratamento medicamentoso não está sendo suficiente para o controle do sangramento e busca-se evitar medidas cirúrgicas mais agressivas, como a remoção do útero.

A hemorragia pós-parto (HPP) é a segunda causa de morte materna no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, perdendo apenas para a hipertensão. Segundo a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO), a HPP é definida como a perda sanguínea maior que 500 ml nos partos vaginais e maior que 1000 ml na cesariana, em até 24 horas após o parto. A atonia uterina, que acontece quando o órgão não se contrai após o nascimento do bebê, é a causa mais comum de HPP, responsável por cerca de 70% dos casos. A HPP representa riscos graves para a mãe, incluindo anemia, necessidade de transfusão de sangue, infertilidade (nos casos cujo tratamento se dá com a histerectomia) e até mesmo a morte.

“O diagnóstico precoce da hemorragia pós-parto é fundamental, pois a demora no controle do sangramento aumenta o risco de morte. O diferencial do Sistema Jada® é sua alta eficácia, rapidez e facilidade de uso e mecanismo de ação que estimula a ação fisiológica esperada do útero após o parto, conforme demonstrado em estudos clínicos”, explica Andrea Ciolette Baes, Diretora de Saúde Feminina da Organon Brasil.

Já comercializado nos Estados Unidos, o Sistema Jada® em um estudo de vida real, recém-publicado, com 800 gestantes mostrou que o dispositivo apresentou uma taxa de sucesso de tratamento de, 92,5% para partos vaginais e 83,7% para cesáreas. Além disso, o controle definitivo do sangramento foi atingido em menos de 5 minutos em 73,8% dos partos vaginais e 62,2% das cesáreas.

“Esperamos que o Sistema Jada® seja um importante aliado para auxiliar o Brasil a cumprir o compromisso firmado por meio dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU de reduzir até 2030 a mortalidade materna para até 30 mortes a cada 100 mil nascidos vivos, proporcionando, assim, um futuro mais seguro para mães e bebês do país”, conclui Andrea.

 

Como o Sistema Jada® funciona?

O Sistema Jada® foi desenvolvido para aplicar um vácuo de baixa pressão dentro do útero, o que ajuda a estimular a contração do órgão, em atonia, e controlar o sangramento. O dispositivo é inserido no útero através da vagina. Uma vez posicionado, é conectado ao aspirador à vácuo que cria uma pressão negativa dentro útero. O Sistema Jada® é fácil de usar e pode ser inserido no útero por um profissional de saúde, desde que devidamente treinado.

 

Organon
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Entenda a diferença entre a paralisia cerebral e deficiência de AADC


Com manifestações ainda na primeira infância, as duas doenças, apesar de compartilharem  sintomas semelhantes, têm suas origens completamente distintas


Alterações do tônus muscular, comprometimento motor e cognitivo, atraso no desenvolvimento infantil e convulsões são alguns dos sintomas que podem ser percebidos tanto em casos de paralisia cerebral (PC), quanto na deficiência de descarboxilase de L-aminoácidos aromáticos ou deficiência de AADC - doença genética rara que afeta a produção dos neurotransmissores, substâncias essenciais para a comunicação das células do sistema nervoso.
[1],[2] Entretanto, essas condições têm causas diferentes.

O neurologista infantil e neurofisiologista, Hélio Van der Linden, explica que a deficiência de AADC é uma doença metabólica, que ocorre devido a uma mutação no gene DDC. “Dessa forma, o organismo tem uma limitação na produção da enzima AADC, o que afeta diretamente a produção de substâncias essenciais, como a serotonina, dopamina, adrenalina e noradrenalina. Já a paralisia cerebral está diretamente relacionada à extensão do dano neurológico, o que pode ser causado por algum evento relacionado ao parto, como a falta de oxigenação no cérebro da criança, ou outras complicações, como infecções, diabetes, hipertensão (eclampsia), desnutrição e uso de drogas e álcool pela mãe durante a gestação”, afirma o especialista, que chama atenção para ações de conscientização tanto para profissionais da saúde quanto para os pais.

No que diz respeito aos sintomas, Van der Linden diz que, embora haja semelhanças, algumas distinções podem ser observadas, ajudando assim no diagnóstico precoce e correto. Na deficiência de AADC é comum acontecer crises oculogíricas, que são movimentos involuntários dos olhos, nos quais os olhos rolam para cima. Os episódios podem durar desde alguns segundos até horas e acontecer várias vezes ao dia e na semana.
1,[3] Além disso, sintomas relacionados a funções corporais também são frequentes, como choro excessivo, sudorese (suor excessivo) e salivação. “Outro ponto importante sobre a AADC é que as crianças afetadas possuem exames cerebrais normais ou com achados inespecíficos, que não refletem os sintomas apresentados. Por isso, é importante a realização de exames adequados para o diagnóstico correto, sobretudo o exame genético”, finaliza o especialista.

Em relação ao manejo adequado das duas doenças, é importante que as crianças tenham assistência de uma equipe multidisciplinar composta por neurologistas, pediatras, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e nutricionistas, além de geneticista no caso da deficiência de AADC.
1,2

Compreender as diferenças entre as doenças é crucial para garantir diagnósticos precisos e intervenções terapêuticas eficazes precocemente – principalmente no caso da deficiência de AADC que é comumente subdiagnosticada. Com isso, podemos assegurar um atendimento mais preciso e personalizado para cada paciente, promovendo uma melhor qualidade de vida. Para conhecer mais sobre essa condição, acesse link.



Referências
[1] Wassenberg T, Molero-Luis M, Jeltsch K, et al. Consensus guideline for the diagnosis and treatment of aromatic l-amino acid decarboxylase (AADC) deficiency. Orphanet J Rare Dis. 2017;12(1):12. doi: 10.1186/s13023-016-0522-z
[2] Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual em Saúde. Disponível em: Link
[3] Lee WT. Disorders of monoamine metabolism: inherited disorders frequently misdiagnosed as epilepsy. Epilepsy & Seizure. 2010;3(1):147-153.


Novembro Azul: mitos e verdades sobre câncer de próstata

Professor na Inspirali e médico urologista, Dr. Odair Gomes Paiva responde às principais dúvidas sobre o tema 

 

Ter uma vida saudável e ir regularmente ao médico são ações que devem ser consideradas parte do dia a dia de qualquer pessoa. Mas sabe-se que homens, mesmo temendo algumas doenças, não são muito adeptos a frequentarem especialistas. Segundo recente pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), 46% deles, acima dos 40 anos, vão ao médico somente quando apresentam algum sintoma.

Pensando nisso, o urologista Odair Gomes Paiva, professor da Universidade Anhembi Morumbi, cujo curso de Medicina é parte integrante da Inspirali, melhor ecossistema de educação em saúde do país, dá dicas e revela os principais pontos de atenção para a saúde masculina. Confira:


1 Quais as principais doenças que mais acometem homens?

R: Quando jovens, temos que pensar principalmente nas infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), mesmo os que fazem profilaxia pré-exposição (PREV) e para prevenção em relação ao HIV, isto faz com os pacientes não se preocupem com as outras ISTs, levando a surgimento de quadros como sífilis, gonorreia e outras doenças. 

Na idade adulta, temos o desenvolvimento da próstata e, com isto, o homem costuma apresentar queixas miccionais que a princípio podem ser tratadas clinicamente. Porém, às vezes, pode haver necessidade de cirurgia. Não podemos esquecer que o acompanhamento de próstata anualmente se deve principalmente para prevenção em relação ao câncer de próstata. Também devemos ficar atento aos tabagistas, que é o principal fator para o desenvolvimento do câncer de bexiga. E devemos lembrar que o paciente masculino de idade mais avançada reclama, em algum momento da vida, de algum quadro de disfunção erétil de diferentes graus.

 

2 Entre essas, o câncer de próstata é o mais comum?

R: Não diria que o câncer de próstata seja o mais comum, mas todo homem deve fazer o acompanhamento médico para que, caso exista o diagnóstico da doença, o tratamento possa ser feito em fase inicial, proporcionando maior chance de cura ao paciente.

 

3 Câncer de próstata é uma doença hereditária?

R: Sim, o câncer de próstata tem o seu caráter hereditário. Homens que tem familiares com câncer de próstata devem iniciar a prevenção aos 45 anos.

 

4 Estilo de vida saudável ajuda a evitar a doença?

R: O estilo de vida saudável melhora a qualidade de vida como um todo, porém não podemos dizer que isto possa ter relação direta com um menor risco de desenvolvimento da doença.

 

5 Como se prevenir?

R: A prevenção é por meio do acompanhamento médico anual com urologista de acordo coma faixa etária

 

6 Quais os principais sintomas?

R: O paciente com câncer de próstata na fase inicial não apresenta sintomas, por este motivo é importante o exame de prevenção anual. Os sintomas como dores ósseas somente são sentidos em fase avançada da doença (doença metastática principalmente para bacia e coluna). Queixas comuns como dificuldade para urinar, ardência ao urinar, acordar muitas vezes a noite, sangue na urina ou sentir que não esvazia muito bem a bexiga muitas vezes preocupam os homens e os fazem procurar pelo urologista, mas na grande maioria das vezes não tem nenhuma relação com o câncer de próstata.

 

7 Quando procurar um médico?

R: Homens com história familiar de câncer de próstata devem iniciar a investigação aos 45 anos de idade, bem como os indivíduos de raça negra, já os demais devem iniciar a investigação a partir dos 50 anos

 

8 Quais os estágios da doença?

R: O estágio bem inicial, onde o câncer é de grau tão baixo que possibilita o acompanhamento do paciente a cada seis meses, com monitoramento do PSA - Antígeno Prostático Específico (exame de sangue que mede a quantidade de uma proteína produzida pela próstata). Este formato é chamado de Vigilância Ativa. 

Já em um estágio um pouco mais avançada, com resultado do PSA mais alto e o resultado da biopsia com um grau intermediário, devemos indicar um tratamento mais agressivo, que pode ser com cirurgia ou radioterapia. E em estágio ainda mais avançado, onde já é possível identificar possível sinais de metástase a distância, o tratamento passa a ser mais individualizado com quimioterapia e/ou radioterapia

 

9 Quais as chances de cura?

R: Quanto mais precoce é o diagnóstico do câncer de próstata, melhores serão os resultados em relação a cura e a qualidade de vida.

 

10 Câncer de próstata pode ser causado por algum tipo de trauma (batida)?

R: O câncer de próstata tem caráter hereditário, porém ele não é causado por trauma.

 

11 Dores recorrentes na região é sinal de câncer de próstata?

R: O câncer de próstata é assintomático, portando, quando o paciente tem alguma dor em região pélvica, podemos relacionar com algum processo inflamatório na região do reto ou da próstata (prostatites). A metástase óssea relacionado ao câncer de próstata pode sim gerar dor, mas somente em estágios mais avançados.

 

12 Existe algum tipo de autoexame a ser realizado?

R: Não existe autoexame para avaliação de próstata.

 

13 Como é realizado o tratamento?

R: O tratamento pode ser feito de forma cirúrgica, radioterápica ou nos estágios mais avançados, com medicamentos (bloqueadores hormonais)

 

14 Após tratamento, o homem volta a ter uma vida normal?

R: De acordo com estágio encontrado e o tratamento proposto a seguir, o paciente tem boas condições de levar uma vida totalmente normal.

 

Inspirali


No Brasil e no mundo: Venda Direta incorpora o online e se mantém contemporânea


A década de 70 popularizou a Venda Direta no mundo e no Brasil como uma atividade caracterizada pela relação do vendedor com o cliente, que ia de porta a porta apresentar produtos e suas utilidades. Mais de 50 anos depois, com a migração das relações para o mundo digital, tudo agora pode ser comercializado por meio da Venda Direta, desde perfumes até materiais de construção e produtos agrícolas e as barreiras geográficas caíram, uma vez que os clientes podem estar em qualquer lugar do mundo. Porém, manter a essência e valorizar as relações humanas é o tema central dos debates nacionais e internacionais que o setor tem tido, pois esse é o seu diferencial. 

Numa era onde prevalecem carrinhos de compras online e algoritmos, a atividade consegue fazer do tradicional a grande novidade, ao manter seu fundamento principal na escuta e entendimento de um vendedor com o seu cliente, entendendo as suas necessidades e indicando um produto ou serviço de acordo com seu perfil e necessidades. 

No mês passado, tanto no 4º Congresso Nacional de Vendas Diretas, promovido pela ABEVD quanto no Congresso Mundial do setor, realizado pela World Federation Of Direct Selling Associations (WFDSA), reconheceram que essa é a vantagem central da Venda Direta frente aos diferentes modelos de venda. 

O que não significa que as coisas não mudaram também neste segmento. A Venda Direta de 2023 é formada por jovens de 18 a 29 anos (49,5%), sendo que a maioria deles (63,5%) dedicados integralmente a essa atividade. Os dados são da mais recente pesquisa encomendada pela Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD) e demonstram que o setor virou a chave e encontrou um equilíbrio entre a inovação do digital com o seu diferencial tradicional. 

As marcas sabem que mais do que vender e aumentar lucros, elas são capazes de transformar vidas, levando renda a todos que se dedicam ao empreendedorismo. Os debates entre executivos da Venda Direta sempre são sobre mesmo em um mundo com Inteligência artificial e tanta tecnologia, continuar priorizando pessoas, pois esse é o fator principal que mantém o setor vivo diante das muitas transformações tecnológicas das últimas cinco décadas. 

A junção entre empreendedorismo e a utilização estratégica de ferramentas digitais para divulgação de produtos estão impulsionando o setor a patamares mais elevados, com 79,9% dos revendedores utilizando o WhatsApp, e 71,3% as redes sociais para realizar negócios, além do fato de que muitos se transformaram em verdadeiros influenciadores digitais, alavancando mais suas vendas – exemplo disso é o salto de 58,7% que a renda média mensal obteve na comparação entre 2020 (R 1.639,00) e 2023 (R 2.602,00). 

A percepção externa do segmento também mudou significativamente, deixando de ser visto apenas como uma forma de renda complementar para se tornar uma opção viável de empreendedorismo. Aqueles que atuam na Venda Direta estão buscando um porto seguro para desenvolver seus negócios, considerando o baixo risco e investimento inicial envolvido, e também, o acesso a treinamentos, fornecendo aos empreendedores conhecimentos valiosos sobre estratégias de vendas, marketing, gestão financeira e outras habilidades essenciais para o êxito do empreendimento. 

Os homens no Brasil são 40% da força de venda, tornando a Venda Direta mais equilibrada. Nos Estados Unidos, os homens possuem 11% a mais de chance de terem uma opinião positiva sobre o setor do que as mulheres. Esse apontamento foi declarado como um dos fatores mais surpreendentes, e é uma indicação que o público masculino continuará escolhendo a Venda Direta como opção de empreendimento e de consumo. 

Sem exigência de escolaridade, experiência ou grande capital inicial, a Venda Direta é um dos poucos setores na qual a meritocracia funciona, onde o êxito do empreendedor depende unicamente de como e quanto ele se dedica na divulgação e na atenção aos seus clientes. O trabalho não é mais visto como “coisa de mulher” ou um “bico”, e sim como um espaço democrático de opção de empreendedorismo – sendo buscado principalmente por sua flexibilidade de tempo (54,7%) e pela possibilidade de ser seu próprio chefe (54,4%). Uma opção cada vez mais emblemática para quem quer ser bem-sucedido dependendo apenas de seus esforços.

 

Adriana Colloca - presidente-executiva da Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD) é uma entidade sem fins lucrativos, criada em 1980 para promover e desenvolver a Venda Direta no Brasil, bem como representar e apoiar empresas que comercializam produtos e serviços diretamente aos consumidores finais. A entidade é membro da World Federation of Direct Selling Associations (WFDSA), organização que congrega as associações internacionais de vendas diretas existentes no mundo. Por isso, segue os códigos de ética implantados por suas filiadas, que representam mais de 70 países.


Mulheres têm menos apoio para abrir ou gerir pequenas empresas, aponta pesquisa

Estudo sobre Empreendedorismo Feminino mostra ainda que, em comparação com os homens, as donas de negócios dedicam quase o dobro de tempo por dia nos cuidados com a casa e a família


As mulheres que decidem abrir a própria empresa ou mesmo as que já se dedicam ao empreendedorismo têm menos suporte da sua rede de apoio em comparação aos empreendedores do gênero masculino. É o que mostra a pesquisa “Empreendedorismo Feminino”, feita pelo Sebrae. Ainda de acordo com o levantamento, as donas de negócios dedicam menos horas às suas empresas pois utilizam praticamente o dobro de tempo do que os homens nos cuidados com familiares e com afazeres domésticos.

A pesquisa do Sebrae revelou que o apoio que os empreendedores homens recebem de cônjuge, amigos, pais e fornecedores é maior se comparado ao suporte recebido pelas empreendedoras. No grupo de quem já tem um negócio em operação, a diferença é ainda mais significativa – aqui, o apoio dedicado pelos fornecedores às mulheres é 9 pontos percentuais inferior ao recebido pelos homens. Chama atenção também o maior apoio recebido pelos empreendedores (12%) por parte das prefeituras em comparação com o suporte dedicado pelas gestões municipais às mulheres (8%).

“Esses dados mostram que a cultura machista ainda privilegia os homens na atividade empreendedora, assim como em outros segmentos da economia e da sociedade”, comenta a diretora de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, Margarete Coelho. “A pesquisa comprova a importância de desenvolvermos políticas públicas que permitam às donas de negócios condições iguais para competir no mercado. Quando uma mulher é dona do seu dinheiro, ela é dona também da sua vida, das suas escolhas. Isso impacta diferentes aspectos da economia e da vida da população, inclusive na redução da violência doméstica”, acrescenta a diretora.


Desigualdade

A pesquisa “Empreendedorismo Feminino” contabilizou a quantidade de horas destinadas a mais pelas mulheres nos cuidados com pessoas da família e nos afazeres domésticos. As mulheres que empreendem dedicam 3,1 horas aos cuidados familiares e consomem 2,9 horas do seu dia nos afazeres domésticos, enquanto os homens gastam 1,6h e 1,5h, respectivamente, com essas atividades. “Essa dupla jornada das mulheres funciona com mais um obstáculo que torna ainda mais complexa a trajetória das empreendedoras à frente de uma empresa”, avalia Margarete Coelho.

Esse mesmo cuidado com a família influenciou mais diretamente as mulheres na decisão de abrir o negócio. Entre as empreendedoras, 68% disseram que cuidar dos filhos “influenciou muito”, enquanto, entre os homens, esse índice chegou a 56%. Em relação à sobrecarga com a jornada dupla, 76% das mulheres se sentiram mais sobrecarregadas e 61% já tiveram que deixar de fazer algo para si ou para a empresa para cuidar dos filhos, de idosos ou parentes. No outro extremo, esses resultados foram de 55% para os homens que se sentiram sobrecarregados e 48% para que os que afirmaram ter de sacrificar algo em favor dos filhos ou parentes.

“Se todos na casa se beneficiam com os filhos bem cuidados, com o jantar quentinho, com a casa limpa, será que é justo que este peso recaia somente sobre as costas das mulheres, de maneira a sobrecarregá-las?”, indaga a diretora Margarete Coelho.



Confira os números da pesquisa:

• Para os empreendedores do gênero masculino, o apoio do cônjuge é mais frequente do que entre mulheres, quando 68% deles afirmaram terem sido ajudados contra 61% delas.

• Entre os amigos (57%), pais (52%), clientes e fornecedores (68%) os empreendedores do gênero masculino levam vantagem sobre as mulheres (54%, 49% e 67%, respectivamente). Por outro lado, entre as mulheres, o apoio é maior por parte de “outros parentes” – nesse caso, aqueles que não os cônjuges ou pais - (45% a 35%), grupos de amigos no WhatsApp (34% a 32%) e dos filhos (29% a 26%).

• Quando questionados sobre quais as pessoas dão apoio atualmente para a sua atividade empreendedora, o maior número entre os homens é de clientes e fornecedores (43%), quando comparado às mulheres (34%).

• As mulheres dedicam 3,1 horas aos cuidados com familiares e 2,9 horas em afazeres domésticos por dia, enquanto os homens investem 1,6h e 1,5h nessas atividades, respectivamente.

• Microempreendedores Individuais (MEI) dedicam mais tempo aos cuidados com familiares (3,2h para mulheres e 1,8h para homens) e trabalhos domésticos (3h e 1,7h) do que aqueles que estão à frente de uma micro e pequena empresa (MPE). As mulheres são as mais sobrecarregadas pela jornada doméstica entre as micro e pequenas empresas (3h contra 1,2h gastas pelos homens com os cuidados e 2,7h para elas contra 1h para eles nos afazeres domésticos).

• Esse mesmo cuidado com a família influenciou na decisão de abrir o negócio. Entre as mulheres, ao serem questionadas se poder cuidar dos filhos foi um dos fatores que contribuiu para a abertura do negócio, 68% disseram que cuidar dos filhos “influenciou muito”, enquanto que, entre os homens, esse índice chegou a 56%.

• Em relação à sobrecarga com a jornada dupla, 76% das mulheres sentiram um peso maior na sua rotina e 61% já tiveram que deixar de fazer algo para si ou para a empresa para cuidar dos filhos, de idosos ou de parentes. Entre os empreendedores do gênero masculino, essas proporções são de 55% e 48%, respectivamente.


Prêmio Sebrae Mulher de Negócios

Como forma de estimular o empreendedorismo feminino e reconhecer experiências exitosas, o Sebrae promove o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios (PSMN). A edição de 2023 já tem suas 15 finalistas que vão concorrer na etapa nacional – divididas em três categorias: “Pequenos negócios”, “Produtora rural” e “Microempreendedora Individual (MEI)”. No total, mais de 4 mil mulheres se inscreveram – 37% a mais do que no ano anterior. A cerimônia de entrega da premiação nacional está marcada para 5 de dezembro. Desde 2004, ano da primeira edição do prêmio, mais de 100 mil mulheres se inscreveram e mais de 200 foram premiadas.

Veja abaixo um infográfico com mais dados sobre o empreendedorismo:



Sete dicas para CEOs manterem a saúde mental diante de uma rotina intensa


No mundo acelerado dos negócios, CEOs e fundadores enfrentam uma pressão constante para liderar suas empresas ao sucesso. No entanto, essa jornada muitas vezes resulta em um desgaste emocional e mental que pode ser prejudicial a longo prazo tanto para o bem-estar da liderança, quanto para o crescimento do negócio. Dados de uma pesquisa realizada pela revista americana Inc mostraram que gerir um negócio causou ansiedade para 36% dos fundadores e CEOs e 9% relataram depressão. 

“Para CEOs, cuidar da saúde mental não é apenas uma escolha pessoal, mas uma estratégia inteligente para garantir o sucesso a longo prazo de suas empresas. Priorizar a saúde mental é, sem dúvida, um ato de liderança que beneficia a todos os envolvidos”, afirma Rui Brandão, CEO do Zenklub, empresa especialista em saúde emocional corporativa. 

Para ajudar líderes a preservar sua saúde mental em meio à rotina frenética, Brandão compartilha valiosas dicas que coloca em prática na sua rotina. Confira:

 

1. Saiba delegar: Delegar tarefas e responsabilidades a membros de confiança alivia a pressão sobre o CEO e permite que ele se concentre em demandas estratégicas.

 

2. Promova uma cultura de segurança psicológica na sua empresa: é importante criar um ambiente seguro psicologicamente, onde o colaborador que faz parte da equipe saiba que não será punido ou humilhado por expor ideias, dúvidas, preocupações ou erros e que a equipe está segura para assumir riscos interpessoais. Esse ambiente fortalece o espírito de equipe e a saúde mental de todos na organização.

 

3. Aprenda a lidar com o estresse: Desenvolver estratégias para gerenciar o estresse, como meditação, ioga ou terapia, ajuda a manter a mente tranquila e resiliente em face de desafios.

 

4. Equilibre as várias esferas da sua vida: Reservar tempo para a família, amigos, esportes e hobbies/lazer é essencial. Por mais desafiador que seja, é primordial priorizar esses momentos que ajudam na manutenção do bem-estar, além de permitir que os CEOs recarreguem suas energias e encontrem equilíbrio em meio a uma rotina agitada.

 

5. Mantenha uma rede de apoio: Ter pessoas de confiança, conselheiros e coaches para trazer perspectivas externas é fundamental. Além de oferecer insights valiosos e ajudar em tomadas de decisões estratégicas, é muito importante contar com uma rede de apoio para ter suporte emocional quando necessário;

 

6. Pratique a autocompaixão: Aceitar suas próprias limitações e evitar se culpar excessivamente por erros ou decisões difíceis é uma parte crucial do autocuidado. Aprenda a se perdoar e a aprender com os desafios.

 

7. Priorize o autocuidado: Exercício físico, boa alimentação e sono adequado são itens básicos, mas essenciais para a saúde mental. Priorizar o bem-estar físico contribui para a clareza mental e o desempenho profissional.

  

Rui Brandão - CEO do Zenklub, revela estratégias para equilibrar vida profissional e pessoal em um cargo de liderança

Zenklub


Onda de calor no Brasil foi de 1°C a 4°C mais quente do que teria sido no passado, diz estudo

O primeiro estudo sobre a oitava onda de calor a atingir o Brasil este ano, entre os dias 13 e 19 de novembro, indica que o evento foi de 1°C a 4°C mais quente do que teria sido em condições climáticas do passado. O evento é em grande parte único no histórico de registros de dados, diz a análise, conduzida por um grupo de cientistas da França, Itália e Suécia. A pesquisa sugere que o aquecimento global contribuiu para as altas temperaturas experimentadas no país.


O estudo faz parte do projeto ClimaMeter, uma colaboração entre cientistas de várias instituições internacionais para estudar eventos climáticos extremos logo após a sua ocorrência e que conta com financiamento da União Europeia. As análises – que não são propriamente estudos de atribuição – estimam o papel da variabilidade climática natural e do aquecimento global na frequência e intensidade desses eventos. Para isso, os cientistas usam observações históricas feitas por satélite e avaliam como eventos climáticos semelhantes eram no passado, durante o período 1979-2000, em comparação a como são hoje, no período 2001-2022.


No estudo do Brasil, a análise mostrou que as ondas de calor no país são hoje mais quentes, mais secas e com menos vento. A avaliação também conclui que a frequência desses eventos durante o mês de novembro têm aumentado nas últimas duas décadas.


Durante a oitava onda de calor de 2023, o Brasil registrou sua temperatura mais alta: 44,8°C na cidade de Araçuaí (MG), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), ultrapassando o recorde nacional anterior de 44,7°C estabelecido em 2005. Alertas vermelhos foram emitidos em todo o país devido ao calor extremo.

"É impressionante ver uma onda de calor tão severa antes mesmo do início do verão meteorológico no Brasil” diz Gabriele Messori, da Universidade Uppsala, na Suécia.

“As temperaturas percebidas extremamente altas, dadas pelas condições muito quentes e úmidas, tornaram este um evento impactante, e nossa análise indica que as altas temperaturas foram em parte exacerbadas pelas mudanças climáticas causadas pelo homem. Essa tendência está projetada para continuar no futuro de acordo com o IPCC”, afirma Messori.

"O Brasil viveu uma onda de calor sem precedentes para esta época do ano”, diz Davide Faranda, do IPSL-CNRS, da França. “As temperaturas recordes, combinadas com os altos níveis de umidade, desencadearam condições mortais que afetam não apenas indivíduos vulneráveis, mas também os jovens, como evidenciado pelo incidente no show de Taylor Swift.”


Embora as mudanças climáticas causadas pelo homem possam ter contribuído para a intensidade do evento registrado no Brasil, fontes de variabilidade climática natural, especialmente a Oscilação Decadal do Pacífico e a Oscilação Multidecadal do Atlântico, provavelmente também desempenharam um papel na condução do padrão de pressão e no aumento associado das temperaturas, diz a pesquisa.

A análise afirma que as Anomalias de Pressão na Superfície mostram variações negativas na parte sul do domínio analisado, enquanto as Anomalias de Temperatura mostram que grandes áreas do sul do Brasil alcançam temperaturas até 8°C mais altas do que indica a literatura de climatologia. Dados de precipitação mostram que este período também foi caracterizado por condições secas na maior parte do Brasil, e os dados de velocidade do vento mostram valores baixos em toda a região considerada no estudo.

As conclusões estão em linha com as previsões regionais do relatório AR6 do Painel Intergovernamental de Mudança Climática da ONU (IPCC), publicado em 2021. A análise da ONU indica que há alta confiança de que as ondas de calor aumentarão em frequência e intensidade sobre a maioria das áreas terrestres da América do Sul – e há alta confiança de que isso se deve às mudanças climáticas antropogênicas (p. 1532), adicionalmente a uma variabilidade regional marcada.

O relatório do IPCC afirma ainda que: "o aumento esperado na temperatura também exporá as populações das grandes cidades ao calor extremo" (p. 1711) e que há uma confiança média de que vários efeitos adversos de temperaturas mais altas afetarão populações urbanas.

As temperaturas elevadas levaram a um aumento repentino no consumo de energia devido ao maior uso de ar condicionado. A sensação térmica chegou a 59,7 °C no Rio de Janeiro e exacerbou as desigualdades sociais, afetando especialmente os residentes de baixa renda que vivem em habitações precárias e não têm acesso a recursos de resfriamento.

“Nosso estudo indica que essas condições são exacerbadas pela mudança climática causada pelo homem, uma tendência projetada para continuar no futuro, de acordo com o IPCC. Os relatórios iniciais também indicam que a população é afetada de forma desigual por essa onda de calor, dependendo da riqueza, enfatizando a necessidade de medidas para garantir uma adaptação justa a esses fenômenos", conclui Faranda.



Autores do estudo

- Gabriele Messori (ele/dele), Uppsala University, gabriele.messori@geo.uu.se (atende em sueco, francês, Iialiano e inglês);
- Davide Faranda, IPSL-CNRS, France davide.faranda@lsce.ipsl.fr (atende em francês, italiano e inglês).


Black Friday 2023: como fazer compras dentro do orçamento?

Especialista em finanças pessoais explica a melhor maneira de aproveitar o evento 

 

Um dia marcado por uma grande variedade de ofertas e promoções consideradas irresistíveis. Assim é conhecida a Black Friday. Em 2023, acontecerá no dia 24 de novembro e, faltando pouco para a data, os comércios físicos e online seguem preparando seus descontos. Afinal, este é um evento aguardado por muitas pessoas que, às vezes, acabam se excedendo nas compras, por isso também é preciso cuidado.

O especialista em finanças pessoais, João Victorino, explica que a Black Friday é uma ótima possibilidade para se economizar dinheiro diante de grandes oportunidades de descontos. No entanto, as compras precisam ser feitas de forma bastante consciente para que os gastos não aumentem muito e nem deixem o orçamento apertado, o que vai ser prejudicial no momento de pagar as contas.

Segundo João, esse é um evento que precisa da atenção redobrada dos consumidores. “O ideal é fazer uma listinha do que se pretende comprar e, principalmente, pesquisar os preços em lojas diferentes e antes da data. Assim, você vai saber quanto determinado produto estava custando e qual desconto foi aplicado para a ocasião, conseguindo avaliar se de fato compensa adquiri-lo”, afirma.

Dados de uma pesquisa realizada em agosto pela Méliuz, startup brasileira que disponibiliza cupons de desconto de lojas online, apontam que os consumidores pretendem gastar 62% a mais na Black Friday deste ano do que em 2022. Além disso, 95% dos entrevistados têm a intenção de realizar pelo menos uma compra durante o período. O estudo foi feito avaliando a intenção de comprar no evento com mais de mil usuários da base.

Analisando este cenário, o especialista acredita que o aumento do número de pessoas que pretendem fazer compras na data acontece pela melhora do momento financeiro em relação à fase vivida em 2022. Apesar de o país ainda estar em uma situação econômica difícil, com juros altos, a população tenta suprir demandas represadas ao mesmo tempo em que também deseja aumentar o seu poder aquisitivo.

Porém, João destaca que é preciso ter cuidado com descontroles e que compras por impulso são as verdadeiras inimigas da liberdade financeira. “O planejamento financeiro é essencial em qualquer situação, inclusive na Black Friday, onde a tentação costuma ser maior. Por essa razão, antes de gastar, faça três perguntas: Eu realmente quero isso? Eu preciso disso? Eu posso comprar isso? Dependendo das respostas (se for positiva para os três casos), você poderá seguir com a compra com a sua consciência tranquila (e o bolso também)”, ressalta.

O especialista pontua que muitas pessoas estão com vontade de fazer compras como forma de se sentirem ‘recompensadas’ por terem tido um ano difícil até o momento, com desafios e crises, por isso, podem se exceder e complicar suas vidas financeiras. “Usar o famoso ‘porque eu mereço’ não é uma decisão muito inteligente financeiramente. Se a compra é simbólica, com um valor baixo, funciona. Mas se não for assim, tome cuidado para não transformar a Black Friday no Burning Money Friday”, alerta.

Além das orientações acima, João reforça a importância de se criar uma lista, que vai ajudar a centralizar as compras, evitando a aquisição de itens a mais e desnecessários. Ele também aconselha a não ultrapassar o limite de crédito. O crédito ou financiamento deve ser usado com cuidado, mas o ideal é não necessitar destas alternativas. Caso a pessoa tenha controle das contas, vale avaliar as melhores taxas ou usar o parcelado sem juros do cartão.

Aliado a isso, o especialista defende que é fundamental definir dia e horário para efetuar as compras. “Desta forma, será possível seguir a lista, não estourando o orçamento estipulado. Utilizar a Black Friday para as compras de Natal também pode ser uma boa oportunidade. Inclua os presentes de Natal, como dos filhos e companheiros, na lista de compras da Black Friday. Assim você garante os melhores preços e maior economia nos presentes”, finaliza.


João Victorino - administrador de empresas e especialista em finanças pessoais, formado em Administração de Empresas, tem MBA pela FIA-USP e Especialização em Marketing pela São Paulo Business School. Após vivenciar os percalços e a frustração de falir e se endividar, a experiência lhe trouxe aprendizados fundamentais em lidar com o dinheiro. Hoje, com uma carreira bem-sucedida, João busca contribuir para que pessoas melhorem suas finanças e prosperem em seus projetos ou carreiras. Para isso, idealizou e lidera o canal A Hora do Dinheiro com conteúdo gratuito e uma linguagem simples, objetiva e inclusiva.


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