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quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Bactérias no intestino podem estar diretamente relacionadas à obesidade


Recuperação da microbiota pode ser feita por meio da hidrocolonterapia, procedimento que limpa o intestino, favorecendo até o emagrecimento


O número de pessoas com excesso de peso e obesidade aumentou nos últimos anos, segundo o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Divulgado no início deste ano, o estudo aponta o aumento de 15,5% nas taxas de sobrepeso e 41,6% nas taxas de obesidade, de acordo com o levantamento feito com pessoas que possuem planos de saúde no país. Dentre os fatores determinantes para o excesso de peso estão comportamento – como alimentação inadequada, consumo de bebida alcoólica em excesso e sedentarismo –, genética e fatores emocionais. Mas, o que muitos não sabem, é que a microbiota – o conjunto de bactérias do intestino – exerce uma influência significativa para essa condição.

É possível modular a microbiota intestinal por meio da alimentação, uso de técnicas que estimulem o funcionamento intestinal, por meio de probióticos (bactérias selecionadas), prebióticos (que propiciam o crescimento de boas bactérias) ou até por transplante de fezes. O transplante fecal por enquanto, só é realizado em ambiente hospitalar e de forma experimental. 

Em 2015, a revista Open Forum Infectious Diseases publicou o caso de uma mulher magra que, ao receber um transplante fecal de um homem obeso, se tornou obesa e não conseguiu emagrecer mesmo com dieta e exercícios físicos. Um estudo publicado em 2016, pela Frontiers in Cellular and Infection Microbiology, revisou mais de 20 pesquisas científicas em diversos países e constatou que o processo de fermentação de algumas bactérias são responsáveis pelo adipogênese, isto é, a fabricação de gordura pelo organismo, e podem causar, também, resistência a insulina, uma condição que leva à diabetes tipo 2. 

De acordo com Sarina Occhipinti, especialista em clínica médica e em nutrição funcional, do Instituto Sari (Nova Lima/MG), a microbiota pode definir se você vai ser uma daquelas pessoas que come e não engorda com facilidade ou se faz parte do time das que vivem brigando com a balança. “Um aumento de apenas 20% de uma bactéria chamada Firmicutes e uma diminuição correspondente de Bacteroidetes é suficiente para tornar uma pessoa obesa. Já conseguimos identificar dezenas de bactérias benéficas e maléficas para o tratamento da obesidade, então, saber selecionar as bactérias emagrecedoras é estratégia crucial nos processos de emagrecimento refratários aos tratamentos convencionais”, explica. 


Hidrocolonterapia para emagrecimento

A flora intestinal pode ser entendida como um ecossistema onde habitam milhares de seres vivos. Então, a primeira coisa a fazer para melhorar um ecossistema é tratar o ambiente em que os seres vivos habitam. Dentre as técnicas utilizadas com essa finalidade está a hidrocolonterapia, um procedimento de limpeza do intestino grosso no qual, por meio de um aparelho apropriado, se insere água morna filtrada, purificada e ozonizada através do ânus, permitindo eliminar as fezes acumuladas, desinflamar a mucosa e estimular a peristalse que são os movimentos fisiológicos do intestino. 

Segundo Sarina, existem técnicas associadas à hidrocolonterapia que auxiliam na reabilitação das funções intestinais e aliviam vários processos de inflamação da mucosa. Dessa forma, há uma melhora na sensação de bem-estar e nos processos de constipação e inflamações, que atrapalham o desenvolvimento de boas bactérias no lúmen do órgão. É por isso que muitas clínicas têm usado a hidrocolonterapia como excelente técnica de auxilio no emagrecimento.

 “Entretanto, antes de tomar probióticos ou partir para a hidrocolonterapia, é necessária a avaliação de um médico que vai solicitar os exames necessários e receitar os melhores tratamentos e dietas para cada paciente”, orienta Sarina.


Biometria e digitalização vão melhorar Justiça Criminal

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) assinou convênios com o Ministério da Segurança Pública (MSP), com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e com o Ministério dos Direitos Humanos (MDH) para unir esforços em torno de uma política de melhoria do sistema de execuções penais e da Justiça Criminal. Entre as ações acordadas estão a biometria e a identificação documental dos custodiados, o incentivo ao uso de penas alternativas, o compartilhamento de dados estatísticos e a digitalização e criação de um banco nacional digital de processos de execução criminal.

No ato de assinatura, o presidente do STF e do CNJ, ministro Dias Toffoli, destacou a importância de dar cidadania para o preso, que está sob custódia do Estado. “Tem preso que não tem nem certidão de nascimento. Até hoje ainda se usa o carimbo dos dedos e papel para identificação dos presos”, disse. “Queremos usar a tecnologia da informação para criar um banco de dados nacional com os processos de execução de forma que as pessoas do Direito possam controlar os prazos, a possibilidade de progressão de pena, opção para penas alternativas, para que ninguém fique preso além do que determina sua pena”, afirmou Toffoli.

São dois convênios alicerçados sobre três eixos centrais de atuação: identificação dos presos para permitir estudos e estatísticas, incentivo ao uso de penas alternativas para evitar aliciamento de pequenos infratores por parte de grandes facções criminosas presentes nos presídios e digitalização dos processos de execução criminal.

A iniciativa demandará R$ 90 milhões ao longo de três anos, prorrogáveis por mais 24 meses, e os recursos virão do Fundo Penitenciário. “Todas as instituições que estão aqui trabalham em conjunto para melhorar a qualidade das informações do Estado, para defender o cidadão e para dar alguma dignidade àquele que, por alguma razão, foi preso”, reforçou o presidente do CNJ. Os estados da Bahia e Alagoas deverão desenvolver o projeto-piloto da implantação da biometria nos presídios.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, avaliou a iniciativa como importante passo para aprimorar a Justiça o Brasil. “Precisamos cuidar do devido processo legal. A pessoa que está presa precisa ser identificada, precisamos saber o seu crime, se é reincidente, saber onde está, como está o cumprimento da sua pena e até se o Estado não está se excedendo mantendo preso alguém que já deveria estar fora da penitenciária”, destacou. “A gestão de dados contribui não apenas para a elaboração de políticas mais eficiente como para o controle dos gastos públicos, dando previsibilidade ao orçamento, o que é necessário”, declarou.

Sistema carcerário e penas alternativas

De acordo com dados divulgados na solenidade pelo ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, a população carcerária no Brasil é a terceira maior do mundo com mais de 726 mil detentos e cresce 8% ao ano. O déficit é de mais de 358 mil vagas no sistema carcerário. O ministro prevê que, se for mantido o atual ritmo de crescimento, em 2025, a população carcerária passará de 1,4 milhão de pessoas e terá custo anual de manutenção de R$ 42 bilhões. “Isso não é sustentável em termos orçamentários. Temos que pensar em alternativas”, afirmou. “O principal problema de segurança pública no Brasil deflui do seu sistema prisional, por isso ele é nossa prioridade”.

O ministro também pediu apoio do CNJ no sentido de sensibilizar os magistrados acerca do uso das penas alternativas para evitar que presos de menor periculosidade terminem aliciados pelas facções criminosas. “O pequeno infrator é jogado no presídio e logo tem que fazer um juramento a alguma facção para se manter vivo. Quando sai, ele ainda é membro da facção e passa a cometer crimes maiores. Precisamos evitar esse ciclo usando as penas alternativas quando for possível” explicou, usando como exemplo as medidas cautelares e o uso das tornozeleiras eletrônicas. “Com esse convênio, as Centrais Integradas de Penas Alternativas passarão a valer a sua existência”, completou.

Durante o encontro para assinatura dos Termos, os conselheiros do CNJ conheceram ainda o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP). A plataforma permitirá ao Governo Federal implementar a Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social com a criação do Conselho Nacional de Segurança Pública, do qual participarão representantes dos governos federal, estadual, municipal, polícias, judiciário, Ministério Público e sociedade civil. O Plano Nacional terá duração de dez anos e em 2020 sofrerá a sua primeira avaliação pelo Congresso Nacional. “Pela primeira vez, teremos uma meta de redução de homicídios no País e isso é um grande avanço”, enfatizou o ministro Jungmann.

Adoção tardia

Um terceiro convênio assinado pelo CNJ com o Ministério de Direitos Humanos (MDH) prevê um plano de incentivo à adoção tardia, em especial de crianças portadora de necessidades especiais. “Muitos adolescentes ficam nos abrigos com poucas chances de serem adotados por uma família por causa da idade avançada. Queremos incentivar a adoção dessas crianças”, afirmou o ministro Dias Toffoli.
Para o ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha, a cooperação entre os órgãos amplia as perspectivas e ações nas temáticas. “A principal finalidade é fazer com que os direitos humanos estejam presentes em todos os espaços, inclusive aqueles que, infelizmente, ainda são considerados invisíveis ou sem importância”, afirmou.





Paula Andrade
Agência CNJ de Notícias



terça-feira, 9 de outubro de 2018

Dia Mundial da Saúde Mental – Como manter seu cérebro saudável



Com atividades estimulantes, é possível melhorar a memória, concentração, raciocínio e criatividade, além de manter a qualidade de vida dos 60+


No dia 10 de outubro, é comemorado o Dia Mundial da Saúde Mental. Quando falamos em saúde, a primeira coisa que nos vêm à mente são atividades físicas, alimentação saudável... Mas você já parou para pensar em como cuidar do seu cérebro contribui para a boa saúde? 

O cérebro é um dos órgãos mais importantes e essenciais para nossa sobrevivência. Sem ele, não teríamos a capacidade de raciocinar, pensar, ter sentimentos e desenvolver todas as ações necessárias ao longo do nosso dia (inclusive praticar atividades físicas!). 

Além disso, o funcionamento do corpo também depende dele, e é por isso que ele precisa de toda atenção e cuidado. O nosso cérebro pode – e precisa! – ser exercitado. Com exercícios estimulantes, é possível melhorar habilidades como memória, concentração, raciocínio e criatividade.

No Método SUPERA, uma rede de mais de 300 academias de ginástica para o cérebro do Brasil, os alunos são desafiados de forma contínua, com exercícios que auxiliam na cognição do cérebro, ativando as conexões entre os neurônios.  

Para exemplificar, podemos traçar um paralelo com uma academia para o corpo. No SUPERA, os halteres dão lugar ao ábaco, principal ferramenta do curso que serve para fazer cálculos de forma prazerosa e bem diferente. Com o aprendizado, o aluno desenvolve o raciocínio e a coordenação motora. 

E as atividades aeróbicas? Em uma academia de ginástica para o cérebro, elas ganham outro nome: as neuróbicas. São atividades que fazem com que seu cérebro saia da zona de conforto, criando novas conexões. Quer exemplos? Escovar os dentes com a mão não dominante, andar de costas, mudar o relógio de pulso, fazer um novo trajeto para o trabalho... 

Além disso, em uma academia para o cérebro, os alunos usam jogos de tabuleiro, individuais ou em grupo, desenvolvendo habilidades cognitivas e socioemocionais, como estratégia, relacionamento e autoconfiança.

As apostilas com exercícios exclusivos, dinâmicas em grupo e vídeos motivacionais também fazem parte das aulas da academia, contribuindo para a aplicação de uma metodologia eficaz na estimulação cerebral.

Os professores são capacitados para orientar os alunos no uso dos “equipamentos”, estimulando-os a pensar nos desafios propostos e a solucioná-los sozinhos.

A prática traz benefícios para a rotina, cultivando a memória e ajudando a prevenir os sinais de envelhecimento naturais do ser humano – e até na prevenção do aparecimento dos primeiros sintomas do Alzheimer. 

“Um bom treino cognitivo diário ajuda a aumentar a reserva cognitiva. Na prática, isso quer dizer que é possível chegar, por exemplo, aos 80 anos e ter um bom ‘estoque de informações’, que permite que o cérebro faça associações sempre que necessário. Se o cérebro tem uma boa reserva cognitiva, isto permite, por exemplo, que se ache rapidamente um sinônimo para uma palavra, da qual não se consegue lembrar exatamente”, comenta Solange Jacob, diretora pedagógica nacional da rede de academia de ginástica para o cérebro Método SUPERA.

A manutenção do nosso corpo de maneira saudável e adequada só ocorre quando nossa saúde mental está em dia. Que tal todos nós garantirmos saúde também para o principal órgão do nosso corpo? A prática de atividades cognitivas, como a ginástica cerebral, uma alimentação balanceada, ingestão de água, a prática de exercícios físicos e uma boa sociabilidade são os ingredientes principais para garantir uma qualidade de vida à nossa mente. 


Dia Mundial da Saúde

O Dia Mundial da Saúde mental é comemorado no dia 10 de outubro, instituído em 1992 pela Federação Mundial de Saúde Mental.  O tema do ano é "Dignidade na Saúde Mental: Primeiros Socorros de Saúde Mental e Psicológica para Todos", que objetiva a discussão de soluções para os problemas atuais relacionados com a saúde mental e coordenar esforços na luta contra essa realidade, que faz parte da população mundial como um todo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a saúde da mente é uma prioridade, que engloba diversas áreas, como o bem-estar e a qualidade de vida e que assola populações do mundo todo





Fonte:  www.metodosupera.com.br


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