Condição pode reduzir a força e a mobilidade; acompanhamento profissional ajuda na prevenção e recuperação da funcionalidade
A Policlínica Estadual
de Formosa alerta para a importância de identificar e acompanhar a atrofia
muscular, condição caracterizada pela redução do tamanho e da força dos
músculos. Embora possa ocorrer em diferentes fases da vida, a perda de massa
muscular é mais comum em pessoas que passam longos períodos sem se movimentar,
permanecem acamadas ou apresentam doenças que comprometem a mobilidade.
Entre os
principais fatores associados à atrofia muscular estão o sedentarismo,
envelhecimento, imobilização prolongada, lesões, alterações neurológicas e
algumas doenças crônicas. A alimentação inadequada e a baixa ingestão de
proteínas também podem contribuir para a perda de massa muscular, especialmente
quando associadas à falta de atividade física.
A condição
pode provocar redução da força, dificuldade para caminhar, subir escadas,
levantar-se, manter o equilíbrio e realizar atividades do cotidiano. Em
situações mais avançadas, a perda de força pode aumentar o risco de quedas,
limitar a independência e comprometer a qualidade de vida.
De acordo com a fisioterapeuta, Thaís Silveira, reconhecer os primeiros sinais é importante para evitar a progressão da perda funcional. “É importante observar mudanças que muitas vezes começam de forma discreta, como dificuldade para levantar de uma cadeira, subir escadas, caminhar por distâncias que antes eram tranquilas ou realizar atividades domésticas. Esses sinais podem indicar redução da força muscular e precisam ser avaliados”, explica a especialista da Policlínica.
A fisioterapia desempenha papel fundamental na prevenção e recuperação da força, mobilidade e funcionalidade. O tratamento é definido individualmente, considerando a condição clínica, idade, limitações e objetivos de cada paciente. Os exercícios podem ser utilizados para estimular a musculatura, melhorar o equilíbrio, ampliar a mobilidade e favorecer a retomada das atividades diárias.
Para a
profissional, o cuidado não deve se limitar ao tratamento da perda muscular,
mas envolver medidas que contribuam para prevenir sua evolução e preservar a
independência do paciente. “A fisioterapia não atua apenas quando a perda
muscular já está instalada. Ela também é importante para prevenir complicações
e preservar a capacidade funcional, principalmente em pessoas que passaram por
períodos de internação, imobilização ou que apresentam alguma condição que
limite os movimentos. Quanto mais cedo identificarmos a perda de força, maiores
são as possibilidades de trabalhar para preservar a autonomia do paciente”,
destaca a fisioterapeuta.
Prevenção
A
manutenção de uma rotina ativa é uma das principais estratégias para preservar
a massa e a força muscular. Praticar atividades físicas de acordo com a
capacidade individual, evitar longos períodos de imobilidade, manter uma
alimentação equilibrada e realizar acompanhamento regular de saúde são medidas
que contribuem para a prevenção.
Para
pessoas com doenças crônicas, idosos ou pacientes que passaram por cirurgias,
internações ou períodos prolongados de repouso, o acompanhamento profissional é
ainda mais importante. A equipe de saúde pode avaliar as necessidades
individuais e indicar exercícios, cuidados nutricionais e outras estratégias
adequadas.

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