Psicanalista Caio
Garrido analisa como instabilidade econômica e violência afetam a subjetividade
das novas gerações
O número de jovens aptos a votar no Brasil diminuiu
nas últimas eleições. Segundo levantamento da Nexus, com base em dados do
Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o contingente de eleitores entre 16 e 24
anos caiu 22% desde 2010, passando de 24,7 milhões para 19,2
milhões.
O dado abrange componentes demográficos e
eleitorais e, isoladamente, não permite concluir que os jovens estejam menos
interessados em política. Mas abre espaço para uma discussão mais ampla: como uma
geração atravessada por pandemia, instabilidade econômica, polarização e
incertezas em relação ao futuro se relaciona com a participação na vida
coletiva?
Para o psicanalista e escritor Caio Garrido, essa
discussão também pode ser observada pelo campo da subjetividade. Mestre em
Ciências da Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e autor de “O Sonho
como Despertar Social”, ele pesquisa as relações entre
psicanálise, psicologia social e o sonhar noturno.
Os seus estudos observam como acontecimentos
sociais e políticos aparecem simbolicamente nos sonhos. Relatos de angústia,
medo, violência e ausência de perspectivas se intensificaram em períodos de
forte tensão social analisados pelo pesquisador, entre eles a pandemia de
covid-19.
Segundo Garrido, os sonhos podem ajudar a compreender como experiências coletivas são assimiladas subjetivamente e de que maneira sentimentos como medo, impotência e desesperança atravessam a relação das pessoas com o futuro e com a sociedade.
A partir dessa perspectiva, a redução do eleitorado
jovem pode servir como ponto de partida para uma discussão sobre como a
subjetividade revela a relação das novas gerações com a transformação social.
Com mais de 15 anos de trajetória profissional, Caio pode contribuir para
entrevistas sobre o tema, ao responder perguntas como:
- Que
papel a psicanálise pode desempenhar na compreensão dos impactos da
desigualdade e da exclusão social sobre a juventude brasileira?
- Como
contextos sociopolíticos afetam a saúde mental e a capacidade de sonhar
das novas gerações?
- Como
acontecimentos sociais e políticos aparecem no inconsciente e no sonhar
noturno?
Caso tenha
interesse, estou disponível para alinhar entrevistas no número: (47) 99223-0173
Conheça mais sobre "O Sonho Como Despertar Social: Por uma política
existencial de desalienação através do sonhar noturno"
Resultado
da dissertação de mestrado apresentada no Programa de Pós-Graduação em Ciências
da Saúde na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o livro investiga as
relações entre o universo onírico e questões políticas, sociais e culturais. A
obra é alicerçada em referências como Sigmund Freud e foi construída a partir
de diferentes entrevistas sobre o tema. 
Divulgação/Caio Garrido
Onde comprar: Amazon | INM Editora
Sobre o autor: Caio
Garrido é psicanalista, escritor e mestre em Ciências da Saúde pela
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Pesquisador sobre as relações
entre psicanálise, psicologia social e sonhar noturno, ele tem 15 anos de
experiência em consultório e realiza a Roda de Sonhos Noturnos na Casa Comum,
em Ribeirão Preto. Como escritor, tem oito livros publicados. Entre eles,
“Paniricocrônicas: Crônicas dos Sonhos em Tempos de Pandemia”, “A Nova Era
Tecnológica: Redes Sociais, Inteligência Artificial e Realidade Virtual – Um
olhar psicanalítico e social” e "O Sonho como Despertar Social: Por uma
política existencial de desalienação através do sonhar noturno".
Instagram: @caiogarridopsicanalista
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