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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Queda de 22% no eleitorado jovem reacende debate sobre desesperança e participação política

Psicanalista Caio Garrido analisa como instabilidade econômica e violência afetam a subjetividade das novas gerações

 

O número de jovens aptos a votar no Brasil diminuiu nas últimas eleições. Segundo levantamento da Nexus, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o contingente de eleitores entre 16 e 24 anos caiu 22% desde 2010, passando de 24,7 milhões para 19,2 milhões.

O dado abrange componentes demográficos e eleitorais e, isoladamente, não permite concluir que os jovens estejam menos interessados em política. Mas abre espaço para uma discussão mais ampla: como uma geração atravessada por pandemia, instabilidade econômica, polarização e incertezas em relação ao futuro se relaciona com a participação na vida coletiva?

Para o psicanalista e escritor Caio Garrido, essa discussão também pode ser observada pelo campo da subjetividade. Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e autor de “O Sonho como Despertar Social”, ele pesquisa as relações entre psicanálise, psicologia social e o sonhar noturno.

Os seus estudos observam como acontecimentos sociais e políticos aparecem simbolicamente nos sonhos. Relatos de angústia, medo, violência e ausência de perspectivas se intensificaram em períodos de forte tensão social analisados pelo pesquisador, entre eles a pandemia de covid-19.

Segundo Garrido, os sonhos podem ajudar a compreender como experiências coletivas são assimiladas subjetivamente e de que maneira sentimentos como medo, impotência e desesperança atravessam a relação das pessoas com o futuro e com a sociedade. 

A partir dessa perspectiva, a redução do eleitorado jovem pode servir como ponto de partida para uma discussão sobre como a subjetividade revela a relação das novas gerações com a transformação social. Com mais de 15 anos de trajetória profissional, Caio pode contribuir para entrevistas sobre o tema, ao responder perguntas como:  

  • Que papel a psicanálise pode desempenhar na compreensão dos impactos da desigualdade e da exclusão social sobre a juventude brasileira?
  • Como contextos sociopolíticos afetam a saúde mental e a capacidade de sonhar das novas gerações?
  • Como acontecimentos sociais e políticos aparecem no inconsciente e no sonhar noturno?

Caso tenha interesse, estou disponível para alinhar entrevistas no número: (47) 99223-0173


Conheça mais sobre "O Sonho Como Despertar Social: Por uma política existencial de desalienação através do sonhar noturno" 

Divulgação/Caio Garrido
Resultado da dissertação de mestrado apresentada no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o livro investiga as relações entre o universo onírico e questões políticas, sociais e culturais. A obra é alicerçada em referências como Sigmund Freud e foi construída a partir de diferentes entrevistas sobre o tema. 

Onde comprar: Amazon | INM Editora 

Sobre o autor: Caio Garrido é psicanalista, escritor e mestre em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Pesquisador sobre as relações entre psicanálise, psicologia social e sonhar noturno, ele tem 15 anos de experiência em consultório e realiza a Roda de Sonhos Noturnos na Casa Comum, em Ribeirão Preto. Como escritor, tem oito livros publicados. Entre eles, “Paniricocrônicas: Crônicas dos Sonhos em Tempos de Pandemia”, “A Nova Era Tecnológica: Redes Sociais, Inteligência Artificial e Realidade Virtual – Um olhar psicanalítico e social” e "O Sonho como Despertar Social: Por uma política existencial de desalienação através do sonhar noturno". 

Instagram: @caiogarridopsicanalista 

 

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