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quinta-feira, 3 de setembro de 2026

EUA aprovam a primeira pílula para câncer de pâncreas metastático. O que muda de fato?

Medicamento daraxonrasib dobra a sobrevida mediana em pacientes com doença metastática, mas ainda não tem registro no Brasil

 

Na quarta-feira (26 de agosto), o FDA, agência reguladora dos Estados Unidos, aprovou o daraxonrasib, primeiro medicamento capaz de bloquear a proteína RAS, o “interruptor” que fica ligado em mais de 90% dos cânceres de pâncreas. Em junho os resultados foram apresentados no maior congresso da ASCO, o maior de oncologia do mundo, e receberam aplausos de pé. 

A indicação é para adultos com câncer de pâncreas que já se espalhou para outros órgãos, o chamado tumor metastático, e que já fizeram um primeiro tratamento com quimioterapia. 

O estudo que embasou a aprovação acompanhou 500 pacientes. A sobrevida mediana foi de 13,2 meses, contra 6,7 meses com quimioterapia, na prática o dobro do tempo. Um ano após o início do tratamento, 53% dos pacientes estavam vivos, ante 19% no grupo da quimioterapia. O tumor diminuiu em 1 a cada 3 pacientes e a dor demorou mais que o dobro do tempo para piorar. É um comprimido tomado em casa, uma vez ao dia, e poucos pacientes precisaram interromper o tratamento por efeitos colaterais, sendo os mais comuns lesões na pele parecidas com acne, feridas na boca, diarreia e cansaço. 

O medicamento, no entanto, não cura a doença. O ganho é medido em meses e, na maioria dos casos, o tumor volta a crescer. Também não é indicado para tumores iniciais, situação em que a cirurgia segue como o único tratamento com chance de cura. E ainda não está disponível no Brasil: não há registro na ANVISA nem prazo definido. 

Estudos em andamento já testam a pílula como primeiro tratamento e também depois da cirurgia, para reduzir o risco de a doença voltar. 

Para o Dr. Felipe Coimbra, líder do Centro de Referência em Tumores do Aparelho Digestivo Alto (CR-ADA) do A.C.Camargo Cancer Center, o avanço é real e muda a conversa com quem tem a doença avançada. A mensagem principal, porém, continua a mesma: diagnóstico cedo, avaliação por equipe especializada e teste genético do tumor desde o início. 

O A.C.Camargo Cancer Center disponibiliza especialistas para entrevistas e esclarecimentos sobre a aprovação, o perfil de pacientes que podem se beneficiar do medicamento e o cenário de diagnóstico e tratamento do câncer de pâncreas.

 

SOBRE O A.C.CAMARGO CANCER CENTER

Desde sua fundação, há mais de 70 anos, o A.C.Camargo tem como propósito cuidar das pessoas e ampliar o acesso ao tratamento do câncer no Brasil. Referência internacional em oncologia, o Cancer Center atua de forma integrada em prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e cuidados paliativos. Seu propósito — honrar a vida, desafiando as fronteiras da oncologia e promovendo educação e pesquisa para a sociedade — está no centro de todas as suas ações. 

Com um modelo assistencial e resultados iguais ou superiores aos dos principais centros oncológicos do mundo, o A.C.Camargo integra assistência de excelência, geração de conhecimento científico e formação de profissionais especializados. Ao todo, são cinco mil profissionais, entre eles mais de 700 médicos de nosso corpo clínico fechado, dedicados e especializados no cuidado com pacientes oncológicos. 

Pioneiro na implementação de conceitos como Gestão de Alto Desempenho e Saúde Baseada em Valor, o Cancer Center também possui uma robusta frente de Impacto Social de alcance nacional, em que atua em parceria com o CONASEMS para a formação de mais de 500 mil agentes comunitários de saúde em todo o Brasil. Também é responsável por conduzir o projeto Missão A.C.Camargo em parceria com municípios de todo o país, oferecendo suporte para as secretarias de saúde desenvolverem programas de rastreio e prevenção do câncer. Desde maio de 2025, é uma instituição de reconhecida excelência no PROADI-SUS.


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