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quinta-feira, 3 de setembro de 2026

5 formas de ‘treinar’ o cérebro e preservar a memória

Estudos de longo prazo estimam uma redução de 60% no risco de Alzheimer em pessoas que adotam de quatro a cinco hábitos saudáveis simultaneamente

 

Será que é possível “treinar” o cérebro assim como se faz com o corpo? A resposta é afirmativa, já que ele possui plasticidade, ou seja, capacidade de formar novas conexões ao longo da vida. Atividades cognitivamente estimulantes fortalecem essas redes, tornando o cérebro mais resistente ao declínio. Tanto que estudos de longo prazo estimam uma redução de 60% no risco de Alzheimer em pessoas que adotam de quatro a cinco hábitos saudáveis simultaneamente. O tema ganha ainda mais relevância neste mês de setembro, dedicado à conscientização sobre a doença. 

Segundo a médica geriatra do Hospital Evangélico de Sorocaba (HES), Dra. Nellie Parra Rubio Boscariol, não existe, até hoje, qualquer forma comprovada de prevenção completa do Mal de Alzheimer. Porém, o que a ciência demonstra com consistência é que um conjunto de hábitos saudáveis ao longo da vida reduz, significativamente, o risco, podendo até retardar o aparecimento dos sintomas. “A boa notícia é que parte relevante do risco está ao alcance das escolhas que fazemos no dia a dia - e isso é motivo de otimismo, não de fatalismo”, complementa. 

Ainda de acordo com a profissional, estudos de neuroimagem mostram que o treinamento cognitivo pode aumentar a ativação em regiões como o hipocampo e o córtex pré-frontal. No entanto, o processo melhora o desempenho naquilo que é treinado, limitando a transferência para outras habilidades. Isso significa que manter a mente ativa faz parte de uma estratégia maior e nenhuma atividade isolada previne a demência por si só. Veja, abaixo, algumas dicas nesse sentido.
 

1. Leia com frequência 

O hábito está entre as atividades cognitivas associadas ao menor risco de demência. Não há um tipo de leitura comprovadamente superior a outro para a saúde cerebral - o mais importante é que o ato seja regular e engajante. Leituras que desafiam a compreensão (livros com enredos complexos, textos de áreas novas, línguas estrangeiras etc) tendem a estimular mais o cérebro do que aquelas mais passivas e repetitivas.
 

2. Procure interagir com outras pessoas 

A leitura, combinada a outras atividades, como conversar sobre o que foi lido ou participar de grupos de leitura, também estimula a socialização, outro fator protetor.
 

3. Exercite a mente 

Jogos de raciocínio, palavras cruzadas e aplicativos de treinamento cerebral podem estimular habilidades específicas, mas isso não significa que os seus efeitos se estendam automaticamente para outras áreas da vida cotidiana. Ainda assim, essas atividades têm o seu valor: além de promoverem o engajamento mental, elas favorecem a socialização, quando realizadas em grupo, e proporcionam prazer e entretenimento.
 

4. Exercite o corpo 

A atividade física é um dos fatores protetores mais bem documentados. Os exercícios aeróbicos, como caminhada rápida, natação e ciclismo, reduzem, significativamente, o risco de desenvolver Alzheimer - o benefício vale, até mesmo, para os portadores do gene de risco APOE ε4. A recomendação geral das diretrizes é de, pelo menos, 150 minutos semanais de atividade aeróbica de intensidade moderada.
 

5. Cuide do seu estilo de vida
Segundo a Comissão Lancet sobre Demência, 45% do risco de demência é modificável por fatores de estilo de vida e ambientais. Entre eles, estão: hipertensão arterial, diabetes e obesidade, colesterol, alimentação e sono.

 

Hospital Evangélico de Sorocaba


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