Estudo em rede aborda
mecanismos da dor pós-Covid; colaboração destaca inserção do PPGCF em projetos
científicos de impacto nacional
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Um
estudo realizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em
colaboração com diferentes universidades nacionais e internacionais, incluindo
a Universidade do Vale do Itajaí (Univali), investigou os mecanismos ligados à
dor crônica pós-Covid — sequela que afeta até 40% das pessoas diagnosticadas
com a doença.
A
colaboração científica contou com a participação do Programa de Pós-Graduação
em Ciências Farmacêuticas da Univali (PPGCF), por meio da realização de
experimentos específicos nos laboratórios da instituição, sob coordenação da
professora Nara Lins Meira Quintão.
A
cooperação entre os grupos de pesquisa da Univali e da UFRJ tem se consolidado
e desempenha um papel fundamental para otimizar os recursos científicos e
fortalecer a investigação em ambos os centros de pesquisa. Ambas as
instituições fazem parte do INCT INOVAMED, coordenado pelo professor João B.
Calixto, um dos órgãos financiadores deste trabalho.
“As
colaborações científicas com os professores Giselle Passos e Robson da Costa,
hoje docentes da UFRJ, vêm desde a nossa formação em farmacologia na UFSC.
Trata-se de uma parceria madura, que traz crescimento não só em técnicas, mas
também em discussões — algo extremamente essencial na pesquisa
científica", destaca a professora Nara Lins Meira Quintão, do PPGCF da
Univali.
A
união de esforços entre diferentes programas de pós-graduação do país reforça a
relevância da integração acadêmica para acelerar respostas a desafios de saúde
pública, além de proporcionar experiência prática de alto nível aos estudantes
envolvidos.
“Todos
os trabalhos desenvolvidos em parceria com a UFRJ têm como princípio
fundamental o envolvimento dos acadêmicos da Pós-Graduação, inclusive na
discussão dos resultados e na escrita dos artigos. A participação dos alunos é
algo que tanto eu quanto o professor José Roberto Santin, também coordenador do
grupo de pesquisa, prezamos muito", finaliza.
Entenda os mecanismos da dor pós-Covid identificados no estudo
A
investigação científica avança ao mapear os caminhos biológicos que mantêm o
sintoma ativo mesmo após a eliminação do vírus do organismo. Os achados mostram
que a infecção inicial desencadeia um processo neuroinflamatório persistente,
capaz de alterar a sinalização dos neurônios sensoriais e deixar o sistema de
dor do corpo em constante estado de alerta.
Ao
esclarecer como essas alterações nervosas ocorrem na prática, o trabalho
pavimenta o caminho para a busca de terapias mais assertivas e focadas no manejo
dessa sequela. Além do avanço científico, a colaboração reforça a importância
do intercâmbio entre diferentes programas de pós-graduação do país.
Para
a Univali, a atuação em rede valida a estrutura de seus laboratórios e garante
aos estudantes uma vivência prática direta em projetos de impacto nacional.
O estudo completo pode ser acessado pelo link: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0889159126006999
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