No Dia Nacional de Conscientização sobre a doença, neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz alerta para sintomas que podem dificultar o diagnóstico
Alterações na visão, formigamentos, fraqueza muscular, desequilíbrio e fadiga intensa podem ser sinais de esclerose múltipla, doença neurológica crônica e autoimune. Mais comum entre 20 e 40 anos e até três vezes mais frequente em mulheres, a condição pode apresentar sintomas variados e intermitentes, dificultando o diagnóstico.
No Brasil, a prevalência estimada varia de 8,7 a 15 casos por 100 mil habitantes, segundo relatório da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde) publicado em 2025. A esclerose múltipla ocorre quando o sistema imunológico ataca a mielina, camada que protege as fibras nervosas e auxilia na comunicação entre o cérebro e o restante do organismo.
“Os sintomas podem aparecer em surtos, melhorar e voltar algum tempo depois. Quando persistem ou se repetem, é importante procurar avaliação neurológica”, explica o Dr. Diogo Haddad, head do Centro Especializado em Neurologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
Não existe um exame único para identificar a esclerose múltipla. O diagnóstico considera o histórico do paciente, a avaliação neurológica e exames como a ressonância magnética. Embora não tenha cura, a doença pode ser controlada com tratamento adequado, reduzindo surtos e retardando a progressão das limitações neurológicas.
O
Dr. Diogo Haddad está disponível para entrevistas sobre os primeiros sinais da
doença, os desafios do diagnóstico, os tratamentos disponíveis e os impactos da
esclerose múltipla na rotina dos pacientes.
Hospital Alemão Oswaldo Cruz
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