A distribuição de brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe será gradual a partir de outubro, como parte da nova política de cuidado oncológico. Cerca de 1,9 mil pacientes poderão ser beneficiados
O mês de agosto é marcado por ações de conscientização sobre o câncer de
pulmão. Para ampliar e qualificar o cuidado às pessoas com a doença no Sistema Único de Saúde (SUS), o
Ministério da Saúde vai disponibilizar três novos medicamentos de alta tecnologia:
brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe. Os tratamentos, alguns deles com mais de
12 anos de espera, serão financiados integralmente pelo Governo Federal a
partir da implementação da Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco). Ao
todo, serão beneficiados cerca de 1,9 mil pacientes.
A oferta será efetivada de acordo com as
tratativas de aquisição com fornecedores e características operacionais de cada
tecnologia, com previsão de entrega gradual a partir de outubro. Entre os
medicamentos estão duas terapias-alvo orais (brigatinibe e gefitinibe), que
atuam diretamente sobre alterações específicas das células cancerígenas. A
administração pode ser realizada na casa do paciente com menor incidência de
eventos adversos, proporcionando maior comodidade em comparação aos demais
esquemas convencionais de quimioterapia. Juntos, os medicamentos custam mais de
R$ 604,2 mil por ano na rede privada.
Já o durvalumabe é uma imunoterapia que
estimula ou potencializa a capacidade do sistema imunológico de combater os tumores
cancerígenos, sendo indicado para pessoas com câncer de pulmão em estágio III
que não podem ser tratadas com cirurgia. O tratamento demonstra ganhos na
sobrevida global dos pacientes e, na rede privada, pode custar mais de R$ 643
mil por ano.
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