Durante anos, o tratamento moderno da obesidade ganhou uma
imagem muito clara: a caneta. Ozempic, Wegovy e Mounjaro mudaram o mercado,
provocaram períodos de falta nas farmácias e transformaram medicamentos para perda
de peso em um fenômeno global.
Agora, a próxima disputa começa a caber na palma da mão.
Nos Estados Unidos, versões orais de medicamentos para
obesidade já começaram a chegar ao mercado. A expectativa é que os comprimidos
ampliem o número de pacientes dispostos a iniciar tratamento e, no futuro,
ajudem a reduzir parte das barreiras de custo, produção e logística que acompanham
os injetáveis.
“A caneta mostrou que era possível alcançar perdas de peso
muito mais expressivas. O comprimido pode ajudar a tornar esse tratamento mais
simples e acessível para um número maior de pessoas”, explica o médico Dr.
Gustavo de Oliveira Lima, especialista em emagrecimento e performance.
O
Wegovy virou comprimido
Uma das principais novidades é a semaglutida oral em dose
voltada ao tratamento da obesidade.
No estudo OASIS 4, pessoas com obesidade ou sobrepeso sem diabetes que receberam semaglutida oral perderam, em média, 13,6% do peso corporal após 64 semanas, contra 2,2% no grupo placebo. O resultado coloca o comprimido em uma faixa de eficácia relevante, embora ainda abaixo das perdas observadas com algumas das canetas mais potentes.
A diferença é que não há agulha. Para muitos pacientes, isso não é detalhe. Medo de injeção, dificuldade de armazenamento, viagens e resistência a um tratamento injetável de longo prazo podem interferir na adesão.
“Um medicamento só funciona se o paciente consegue
utilizá-lo corretamente e manter o tratamento. Forma de uso também faz parte da
eficácia na vida real”, afirma Dr. Gustavo.
Outra molécula que ganhou espaço nessa corrida é a
orforgliprona.
Diferentemente da semaglutida oral, ela foi desenvolvida
desde o início como uma pequena molécula capaz de ativar o receptor de GLP-1
por via oral. Em estudos de fase 3, participantes chegaram a perdas médias
superiores a 10% do peso corporal.
Talvez o dado mais importante, porém, esteja fora da
balança. Por ser um comprimido desenvolvido especificamente para uso oral, a
orforgliprona pode ser mais simples de fabricar, armazenar e distribuir do que
medicamentos injetáveis que dependem de dispositivos aplicadores e estruturas
mais complexas de produção.
Isso ajuda a explicar por que a indústria olha para os comprimidos como uma possível porta de entrada para um mercado muito maior.
Dr. Gustavo de Oliveira Lima - Médico CRM/SP 207.928 - Com uma formação sólida em nutrologia e endocrinologia, Dr. Gustavo de Oliveira Lima é reconhecido por sua atuação em emagrecimento saudável e longevidade. Focado em oferecer tratamentos modernos e personalizados, ele utiliza abordagens científicas de ponta para promover saúde integral e bem-estar a longo prazo.


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