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quinta-feira, 3 de setembro de 2026

A guerra dos emagrecedores mudou: agora, a disputa é pelo comprimido


Depois de Ozempic, Wegovy e Mounjaro popularizarem as canetas, a próxima corrida da indústria é por versões orais de GLP-1 capazes de ampliar o acesso, reduzir barreiras de uso e disputar um mercado bilionário

 

Durante anos, o tratamento moderno da obesidade ganhou uma imagem muito clara: a caneta. Ozempic, Wegovy e Mounjaro mudaram o mercado, provocaram períodos de falta nas farmácias e transformaram medicamentos para perda de peso em um fenômeno global.

Agora, a próxima disputa começa a caber na palma da mão.

 

Nos Estados Unidos, versões orais de medicamentos para obesidade já começaram a chegar ao mercado. A expectativa é que os comprimidos ampliem o número de pacientes dispostos a iniciar tratamento e, no futuro, ajudem a reduzir parte das barreiras de custo, produção e logística que acompanham os injetáveis.

 

“A caneta mostrou que era possível alcançar perdas de peso muito mais expressivas. O comprimido pode ajudar a tornar esse tratamento mais simples e acessível para um número maior de pessoas”, explica o médico Dr. Gustavo de Oliveira Lima, especialista em emagrecimento e performance.

 

O Wegovy virou comprimido

Uma das principais novidades é a semaglutida oral em dose voltada ao tratamento da obesidade.

 

No estudo OASIS 4, pessoas com obesidade ou sobrepeso sem diabetes que receberam semaglutida oral perderam, em média, 13,6% do peso corporal após 64 semanas, contra 2,2% no grupo placebo. O resultado coloca o comprimido em uma faixa de eficácia relevante, embora ainda abaixo das perdas observadas com algumas das canetas mais potentes.


A diferença é que não há agulha. Para muitos pacientes, isso não é detalhe. Medo de injeção, dificuldade de armazenamento, viagens e resistência a um tratamento injetável de longo prazo podem interferir na adesão.

“Um medicamento só funciona se o paciente consegue utilizá-lo corretamente e manter o tratamento. Forma de uso também faz parte da eficácia na vida real”, afirma Dr. Gustavo.

 

Outra molécula que ganhou espaço nessa corrida é a orforgliprona.

Diferentemente da semaglutida oral, ela foi desenvolvida desde o início como uma pequena molécula capaz de ativar o receptor de GLP-1 por via oral. Em estudos de fase 3, participantes chegaram a perdas médias superiores a 10% do peso corporal.

 

Talvez o dado mais importante, porém, esteja fora da balança. Por ser um comprimido desenvolvido especificamente para uso oral, a orforgliprona pode ser mais simples de fabricar, armazenar e distribuir do que medicamentos injetáveis que dependem de dispositivos aplicadores e estruturas mais complexas de produção.

Isso ajuda a explicar por que a indústria olha para os comprimidos como uma possível porta de entrada para um mercado muito maior.

 


Dr. Gustavo de Oliveira Lima - Médico CRM/SP 207.928 - Com uma formação sólida em nutrologia e endocrinologia, Dr. Gustavo de Oliveira Lima é reconhecido por sua atuação em emagrecimento saudável e longevidade. Focado em oferecer tratamentos modernos e personalizados, ele utiliza abordagens científicas de ponta para promover saúde integral e bem-estar a longo prazo.



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