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quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Como o estresse pode impactar no sorriso da juventude?

  O estresse mal gerenciado pode nos levar a maus hábitos de autocuidado, que põem em risco não só nossa saúde geral como a saúde bucal.

  • Quando o esgotamento mental se torna frequente, aumentam as chances de querer experimentar ou aumentar o consumo de substâncias prejudiciais, como açúcares, álcool e vapes, como forma de controle da ansiedade.
  • É muito comum que, nesses períodos, a higiene bucal seja negligenciada.
  • O estresse acumulado e o aumento de cortisol reduzem a salivação, enfraquecendo a proteção bucal e favorecendo lesões de cárie, gengivite, mau hálito e aparecimento de aftas.
  • A recomendação, e o grande desafio, é manter a sua higiene bucal adequada diariamente e realizar um acompanhamento periódico com um dentista.
     

A rotina acelerada, incertezas sobre o futuro e a pressão constante vivenciadas pelas gerações mais jovens — decorrentes de exigências acadêmicas, competitividade no mercado de trabalho e exposição contínua às redes sociais — têm elevado os níveis de ansiedade e estresse crônico e, com isso, gerado um aumento dos problemas de saúde bucal. Para esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto, Dr. Emerson Nakao, dentista e consultor científico da Odontoprev, líder em planos odontológicos na América Latina, explica que os altos níveis de estresse entre os jovens comprometem a saúde oral devido a mudanças de hábitos e de estilo de vida.

“Essa pressão psicológica repercute de maneira direta na saúde oral, contribuindo para o aumento do bruxismo (ranger dos dentes e/ou apertamento dental involuntário), que pode ocorrer tanto de dia quanto à noite. O resultado a médio e longo prazo é o desgaste prematuro, fraturas ou sensibilidade nos dentes, dores nas articulações próximas ao ouvido (disfunção temporomandibular - DTM) e cefaleias frequentes, transformando o desequilíbrio emocional de longa duração em dano físico”, esclarece Dr. Nakao. 

Além dos danos estruturais dos dentes, o estresse altera profundamente a fisiologia do organismo e enfraquece a resposta imunológica. Sob altos níveis de estresse, a liberação contínua de adrenalina interfere no funcionamento das glândulas salivares, reduzindo a produção de saliva (xerostomia). “A saliva desempenha uma função fundamental na proteção da cavidade oral, atuando na remoção natural de resíduos, na neutralização de ácidos e no combate a bactérias. Por isso, a diminuição do fluxo salivar vulnerabiliza a saúde da boca, aumentando consideravelmente as chances de surgimento de lesões de cárie, inflamação gengival e lesões dolorosas, a exemplo das aftas recorrentes”, comenta. 

Dr. Nakao comenta que, nos períodos de maior esgotamento mental, também é frequente haver negligência na rotina diária de higiene bucal — como pular escovações ou omitir o uso do fio dental, ou a tentativa de escovar mais rápido e com mais força, o que é errado —, aliada à busca por válvulas de escape, como o consumo excessivo de açúcares, bebidas energéticas, álcool ou o uso de dispositivos eletrônicos de fumar (vapes). “Diante disso, torna-se indispensável adotar uma abordagem integrativa da saúde, na qual o apoio à saúde mental e as práticas da odontologia preventiva trabalhem em conjunto para interromper esse ciclo”. A prática constante de atividade física é uma excelente estratégia para diminuir os efeitos do estresse no corpo.
 

:: Cuidados com a boca e a prevenção

Dr. Emerson reforça a importância de visitas frequentes ao dentista. “É imprescindível saber reconhecer os sinais, entender, diagnosticar e tratar o estresse crônico. Dessa forma, é possível evitar diversas complicações relacionadas à saúde bucal que afetam diretamente o bem-estar. Busque um profissional ao identificar qualquer sintoma, vá regularmente ao dentista, e cuide da limpeza diária da boca”, conclui.

 

Odontoprev

 

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