Especialista da
Life DH alerta para a necessidade de transformar a saúde mental nas empresas em
uma política estrutural e contínua, superando ações pontuais restritas ao mês
de setembro
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Com a chegada do Setembro Amarelo, mês dedicado à
conscientização e ao cuidado com a saúde mental, as empresas brasileiras voltam
seus olhares para campanhas internas sobre o tema. Contudo, diante do avanço
dos transtornos psíquicos relacionados ao trabalho, palestras pontuais e ações
simbólicas já não são suficientes. A consultoria em desenvolvimento humano Life
DH defende que a saúde mental precisa ser tratada como uma política estrutural,
contínua e estratégica durante os doze meses do ano.
A urgência do tema reflete-se nos indicadores
nacionais. Dados do Ministério da Previdência Social apontam um crescimento
expressivo dos afastamentos por transtornos mentais e comportamentais nos
últimos anos, colocando condições como ansiedade, depressão e síndrome de
burnout entre os importantes fatores de incapacidade para o trabalho no Brasil.
Nesse cenário, ações isoladas podem gerar o chamado Wellness Washing, ou
“maquiagem do bem-estar”, quando o discurso institucional de cuidado não
encontra correspondência nas práticas cotidianas, marcadas, por exemplo, por
sobrecarga, metas excessivas e relações de trabalho pouco saudáveis.
“Não adianta colorir a empresa de amarelo em
setembro se a cultura organizacional adoece os colaboradores de outubro a
agosto. O verdadeiro compromisso com a saúde mental exige segurança
psicológica: um ambiente onde as pessoas possam se expressar, contribuir,
reconhecer erros, aprender e pedir ajuda sem medo de punição ou rotulação”,
destaca Fernanda Macedo, psicóloga e diretora da Life DH.
Para apoiar as empresas na transição de ações
pontuais para uma gestão contínua, é necessário estruturar pilares estratégicos
permanentes. O processo começa pela compreensão da realidade organizacional,
com diagnósticos capazes de identificar fatores de riscos psicossociais,
sobrecarga, fragilidades nas relações de trabalho e aspectos da cultura que
possam impactar a saúde e o bem-estar dos trabalhadores.
A transformação passa também pelo desenvolvimento
de lideranças mais conscientes e preparadas para promover relações saudáveis,
identificar sinais de esgotamento e conduzir equipes com clareza, respeito e
segurança psicológica. Soma-se a isso a implementação de canais seguros de
escuta e acolhimento, além de práticas que favoreçam o equilíbrio entre vida
pessoal e profissional, respeitando períodos de descanso e contribuindo para
ambientes mais sustentáveis.
“Construir um ambiente psicologicamente seguro não
significa ausência de cobrança, responsabilidade ou metas. Significa criar
condições saudáveis e sustentáveis para que as pessoas possam alcançá-las.
Quando a liderança é preparada para escutar, os riscos psicossociais são
gerenciados e os processos respeitam os limites humanos, a organização
fortalece o engajamento, reduz fatores associados ao adoecimento e cria
melhores condições para a produtividade e o desenvolvimento das pessoas”, reforça
Fernanda Macedo.
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