Especialista da Prati-Donaduzzi ajuda a
compreender a relação entre intestino, cérebro e alimentação
Celebrado em 31 de agosto, o Dia do Nutricionista reforça a
atuação desse profissional na promoção da saúde e chama a atenção para um
aspecto que vem sendo investigado pela ciência: a relação entre alimentação,
intestino e saúde mental.
Tão importante quanto seguir os tratamentos adequados para os
transtornos mentais, é olhar para outros fatores que contribuem para o
bem-estar. A alimentação é um deles, e estudos sobre o chamado eixo
intestino-cérebro ajudam a compreender como o que acontece no intestino pode
estar relacionado ao funcionamento cerebral.
A nutricionista da Prati-Donaduzzi, Joice Rauber, ressalta que,
quando se trata de saúde mental, diferentes fatores devem ser considerados. “A
alimentação não substitui tratamentos ou outros cuidados necessários, mas
contribui para fornecer nutrientes importantes para o funcionamento adequado do
organismo e do sistema nervoso".
Joice cita estudos que investigam o eixo intestino-cérebro e têm
identificado diferenças na microbiota intestinal de pessoas com e sem
diagnóstico de depressão e ansiedade, reforçando a existência de uma conexão
que envolve alimentação, sistema nervoso e saúde mental.
Entre eles está uma revisão integrativa publicada em 2023 no Brazilian
Journal of Health Review, que apontou, em pacientes com depressão, menor
diversidade da microbiota e maior presença de marcadores inflamatórios. Um dos
estudos analisados acompanhou 40 pacientes com diagnóstico de depressão. Após
oito semanas, o grupo que recebeu suplementação com probióticos apresentou
redução significativa na pontuação da Escala de Depressão de Beck em comparação
ao grupo placebo.
A nutricionista explica que intestino e cérebro mantêm uma
comunicação de mão dupla, por meio de um eixo que envolve os sistemas nervoso,
imunológico e neuroendócrino. “A microbiota intestinal participa dessa
interação e está relacionada a mecanismos envolvidos no funcionamento cerebral
e em processos associados ao humor, ao sono e à resposta ao estresse”,
complementa.
Joice ressalta que esses resultados não significam que
determinados alimentos ou probióticos possam ser considerados tratamentos para
transtornos mentais. A principal orientação está na qualidade do padrão
alimentar como um todo.
“Não existe um alimento isolado capaz de prevenir ou tratar um
transtorno mental. O mais importante é manter uma alimentação equilibrada,
respeitando as necessidades de cada pessoa e buscando orientação profissional
quando necessário”, afirma.
No dia a dia, a nutricionista recomenda priorizar verduras,
legumes, frutas, grãos, castanhas, ovos, leite e derivados, fontes de gorduras
saudáveis e carnes magras. Já alimentos ultraprocessados, bebidas alcoólicas e
cafeína devem ser consumidos com moderação.
Saúde mental exige cuidado integrado
A alimentação é parte de um conjunto mais amplo de cuidados. Sono
adequado e atividade física também contribuem para a saúde integral, assim como
o acompanhamento de profissionais e, nos casos em que há indicação, o
tratamento medicamentoso.
A saúde do sistema nervoso central (SNC) também está entre as
frentes de atuação da Prati-Donaduzzi. A farmacêutica possui medicamentos
destinados a diferentes condições neurológicas e psiquiátricas e vem
direcionando esforços ao desenvolvimento de novas apresentações para esse
segmento, considerando aspectos como facilidade de administração, adesão ao
tratamento e necessidades dos pacientes.
Prati-Donaduzzi
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