Com 92% dos líderes de RH considerando o inglês mais importante hoje do que há cinco anos, especialista da Minds Idiomas explica como retomar o idioma sem repetir velhos hábitos
“Eu já estudei inglês, mas hoje não
consigo falar”. Essa frase é comum entre quem decide retomar o idioma depois de
anos longe das aulas. O problema, muitas vezes, não está na falta completa de conhecimento,
mas na tentativa de voltar aos estudos considerando apenas o que foi aprendido
no passado.
Depois de um longo período sem contato
com o inglês, diferentes habilidades podem estar em estágios diferentes. O
aluno pode reconhecer estruturas gramaticais, compreender textos ou lembrar
parte do vocabulário, mas é comum ter dificuldade para construir uma frase
espontaneamente ou acompanhar uma conversa. Por isso, simplesmente abrir o
material antigo e continuar da última aula pode não ser a maneira mais
eficiente de recomeçar.
O retorno aos estudos acontece em um momento em que o inglês ganhou ainda mais peso no mercado de trabalho. Segundo o TOEIC Global English Skills Report 2026, 92% dos líderes de RH consideram o idioma mais importante hoje do que há cinco anos, enquanto 90% afirmam que a proficiência em inglês é fundamental para o sucesso das organizações.
É nesse cenário que profissionais que deixaram o inglês de lado voltam a olhar para esse conhecimento. “O aluno que volta depois de anos não é necessariamente um iniciante, mas também não devemos presumir que ele esteja exatamente no mesmo ponto em que parou. É importante entender o que ele ainda domina, o que precisa ser reativado e quais são os objetivos que ele tem hoje com o inglês”, explica Leiza Oliveira, CEO da Minds Idiomas.
A partir dessa
avaliação, alguns erros podem ser evitados. Leiza Oliveira, CEO da Minds
Idiomas, destaca seis dos mais comuns:
1. Tentar
“compensar” o tempo parado
Depois de anos sem estudar, alguns
alunos querem acelerar o processo e estabelecem uma rotina difícil de
sustentar, com muitas horas de estudo, excesso de exercícios e metas de curto
prazo. A estratégia pode gerar o efeito contrário e fazer com que o inglês
passe a ser associado à cobrança e à frustração. O mais importante é criar uma
frequência que caiba na rotina e possa ser mantida no longo prazo.
2. Continuar
estudando o inglês que precisava no passado
O motivo que levou alguém a aprender
inglês há dez anos pode não ser o mesmo de hoje. Uma pessoa que estudava para
viajar, por exemplo, pode agora precisar do idioma para participar de reuniões,
apresentar projetos ou se comunicar com clientes estrangeiros. Retomar o
aprendizado sem atualizar esse objetivo pode fazer com que o conteúdo tenha
pouca aplicação prática na vida atual.
3. Estudar inglês
sem falar inglês
É possível passar semanas revisando
tempos verbais, fazendo exercícios e ampliando o vocabulário sem
necessariamente recuperar a capacidade de se comunicar. Para quem ficou anos
parado, o desafio muitas vezes está em transformar o conhecimento que ainda
reconhece em respostas espontâneas. Por isso, a comunicação oral precisa fazer
parte do processo desde o início, mesmo que ainda venha acompanhada de erros e
pausas.
4. Fugir
justamente das situações em que sente dificuldade
Quem volta a estudar pode ter
facilidade para leitura e exercícios escritos, mas travar diante de uma
conversa. A tendência é permanecer nas atividades em que já consegue se sair
bem e evitar aquelas que expõem suas dificuldades. O problema é que isso mantém
a principal barreira intacta. Se a dificuldade está em ouvir ou falar, essas
habilidades precisam ser trabalhadas de forma direcionada.
5. Esperar a
confiança voltar para então começar a usar o idioma
Um dos obstáculos no retorno pode ser a
comparação com o próprio desempenho do passado. O aluno se lembra de como
falava antes e pode se frustrar ao perceber que perdeu parte daquela
desenvoltura. Esperar voltar a se sentir “bom em inglês” para então começar a
conversar cria um ciclo difícil de romper. A confiança tende a ser construída
durante a prática, e não antes dela.
6. Presumir que
seu nível continua o mesmo
Anos sem contato com o idioma podem afetar diferentes habilidades de maneiras diferentes. A pessoa pode ter facilidade para compreender textos, mas dificuldade para falar; lembrar estruturas gramaticais, mas ter pouco vocabulário ativo. Por isso, antes de definir como será a retomada, é importante identificar o que realmente permaneceu e quais competências precisam ser desenvolvidas novamente.
Para a especialista, o retorno aos estudos deve ser encarado menos como uma continuação automática e mais como uma nova etapa de aprendizagem. “O objetivo não é simplesmente recuperar o inglês que a pessoa tinha anos atrás. É entender o que ela sabe hoje e construir, a partir disso, o inglês que ela precisa para a vida que tem agora”, afirma Leiza.
Voltar a estudar depois de um longo
intervalo pode ser uma oportunidade para reorganizar o aprendizado, em vez de
simplesmente tentar recuperar o passado. A combinação entre diagnóstico do
nível, objetivos claros e uma rotina possível de manter ajuda a tornar o
recomeço mais eficiente e evita que a frustração interrompa novamente os
estudos.
Minds Idiomas

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