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terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Direitos do consumidor: como evitar armadilhas nas compras de fim de ano?

Para evitar dores de cabeça nas compras de fim de ano,
recomendação é comparar preços e guardar notas fiscais

Especialista orienta como planejar as compras de Natal e do material escolar com segurança e sem dores de cabeça

 

A proximidade do fim de ano e a chegada do 13º salário – que deve injetar cerca de R$ 300 bilhões na economia - vão movimentar o comércio em todo o Brasil. Por isso, os lojistas já se preparam para as vendas de Natal, os itens da ceia e também a lista dos materiais escolares.

 

Um levantamento mostra que 78% dos brasileiros acima de 18 anos almejam presentear alguém no Natal. Outros 74% vão se reunir com familiares e amigos para uma refeição, enquanto 95% planejam festejar a data.

 

“Esse cenário mostra um varejo otimista, mas é preciso redobrar a atenção para não cair em armadilhas, sofrer com prejuízos financeiros e situações estressantes. Entender os próprios direitos é a chave para desfrutar o período com segurança”, explica Priscilla Paula de Oliveira Prado, advogada e professora de Direito do Consumidor do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR).

 

Segundo Priscilla, o aumento no volume de compras e o apelo emocional nas datas festivas tornam o consumidor mais vulnerável a erros e práticas abusivas. “A pressa e a emoção fazem com que muitas pessoas deixem de comparar preços, verificar a procedência dos produtos ou observar as políticas de troca”, comenta.

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Os erros mais comuns


Entre os deslizes mais frequentes cometidos nessa época estão as compras por impulso, a falta de pesquisa de preços, o descuido com notas fiscais e prazos de entrega.

 

Também é comum que consumidores aceitem cobranças indevidas, como taxas extras ou seguros embutidos, sem perceber. “Esses acréscimos não informados previamente configuram prática abusiva, vedada pelo artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor (CDC)”, destaca a advogada.

 

Outro erro recorrente é confiar em sites ou promoções recebidas por mensagens, redes sociais e não checar a procedência. “Adquirir produtos em plataformas não confiáveis é uma das principais causas de golpes e fraudes nas compras de fim de ano”, alerta.

 

Além disso, nas aquisições de material escolar que já começam em dezembro, é importante lembrar que as instituições de ensino não podem exigir itens de uso coletivo, como materiais de limpeza ou papel higiênico, ou produtos de determinadas marcas. “Essas práticas também são proibidas pelo artigo 39 do CDC”, reforça Priscilla.

 


Direitos garantidos


O Código de Defesa do Consumidor assegura uma série de direitos que muitas vezes são esquecidos. Entre eles, a obrigação de informações claras sobre preço, características e riscos do produto, a proibição de publicidade enganosa e o direito à troca de mercadoria com defeito em até 30 dias.

 

Outro ponto essencial é o direito de arrependimento nas compras feitas fora do estabelecimento físico, como pela internet ou telefone. “O consumidor tem até sete dias, a partir do recebimento do produto, para desistir da compra e receber o reembolso total, incluindo o frete”, explica Priscilla.


 

Compras exigem cautela


Nas compras em lojas físicas, é importante saber que a troca de produtos por motivo de gosto, modelo ou tamanho é facultativa, dependendo da política de cada estabelecimento. A obrigação de troca só existe em caso de defeito


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A professora do curso de Direito também recomenda testar o produto no local, sempre que possível, e guardar a nota fiscal. “Ela é indispensável para qualquer reclamação”, afirma.

 

O prazo de garantia legal é de 30 dias para produtos não duráveis e 90 dias para duráveis, somando-se à garantia contratual oferecida pelo fabricante.

 

Nas compras virtuais, a atenção deve ser redobrada. É fundamental verificar CNPJ, endereço físico e canais de atendimento do site, além de evitar promoções enviadas por links suspeitos. Guardar registros como comprovantes, e-mails e capturas de tela também ajuda em caso de problemas.

 

Antes de finalizar a compra, a dica é sempre conferir prazos e valores de frete. E, se houver arrependimento, o consumidor pode solicitar a devolução do valor pago sem justificativa. “É um direito previsto no artigo 49 do CDC e deve ser respeitado integralmente”, enfatiza a especialista.


 

O que fazer em caso de problemas


Se o consumidor se sentir lesado - por atraso na entrega, propaganda enganosa ou defeito - o primeiro passo é tentar resolver diretamente com o lojista. Caso não haja solução, o problema deve ser formalizado junto ao Procon ou outro órgão de defesa do consumidor.

 

Em compras online, também é possível contestar cobranças indevidas junto à administradora do cartão. “O artigo 42 do CDC garante a restituição em dobro nos casos de cobrança indevida”, ressalta Priscilla.

 

Persistindo o impasse, o consumidor pode recorrer ao Juizado Especial Cível, que julga causas de até 40 salários-mínimos e dispensa advogado para valores de até 20 salários-mínimos.

 

Para evitar dores de cabeça e gastos desnecessários, a especialista recomenda planejamento e atenção. “Defina um limite de gastos, pesquise preços, desconfie de promoções muito vantajosas e sempre exija nota fiscal”, orienta a professora de Direito do Consumidor do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), Priscilla Paula de Oliveira Prado.


 

Sobre o Centro Universitário Integrado


Localizado em Campo Mourão–PR, o Centro Universitário Integrado oferece, há mais de 25 anos, ensino superior de excelência reconhecido pelo MEC, com nota máxima (5) no Conceito Institucional. Alinhado às demandas do mercado, a instituição busca promover uma formação voltada ao desenvolvimento de competências essenciais para os profissionais de hoje e do futuro.

 

Conta com infraestrutura moderna, laboratórios com tecnologia de ponta, metodologias de ensino inovadoras e um corpo docente com sólida experiência acadêmica e prática profissional.

 

Em 2022, implementou o Integrow — Ecossistema de Inovação Integrado, voltado à promoção da cultura empreendedora, da pesquisa aplicada e da inovação.

 

Atualmente, o Integrado oferece mais de 60 cursos de graduação nas modalidades presencial, semipresencial e a distância — incluindo áreas como Direito, Medicina e Odontologia — além de mais de 70 cursos de pós-graduação em diversas áreas do conhecimento.



Caminhos para aproveitar as férias sem comprometer as finanças

As férias de fim de ano estão chegando e muitas famílias pensam em viajar para aproveitar o tempo com as crianças. Porém, sem o planejamento adequado, os gastos podem rapidamente sair de controle, transformando um período que deveria ser de descanso em um pesadelo financeiro. 

Para garantir que as férias sejam tranquilas e não pesem no bolso, a chave está em se planejar com antecedência. Reinaldo Domingos, PhD em educação financeira e presidente da DSOP Educação Financeira, explica que o primeiro passo para uma viagem tranquila financeiramente é avaliar a sua condição financeira. 

"Antes de decidir o que fazer nas férias, é fundamental entender se você está endividado, equilibrado ou se já tem uma reserva financeira. O planejamento varia muito de acordo com cada situação", destaca Reinaldo.
 

Quando as finanças estão comprometidas: avaliar as prioridades

Se você está endividado, a melhor alternativa pode ser adiar a viagem ou adaptar o destino. "Se as finanças estão apertadas, vale considerar opções mais próximas ou atividades culturais na sua própria cidade. O mais importante é manter o lazer, sem comprometer a saúde financeira", orienta o especialista. 

Ele acrescenta que é fundamental envolver a família, incluindo as crianças, nas conversas sobre orçamento. Segundo Reinaldo, elas compreendem mais do que as pessoas imaginam e, ao entenderem a situação financeira, ficam mais dispostas a contribuir com alternativas viáveis para todos.
 

Para quem está equilibrado financeiramente: cautela e planejamento

Para aqueles que estão financeiramente equilibrados, mas sem grandes reservas, Reinaldo recomenda atenção redobrada. "Embora você não tenha dívidas, é fundamental ter controle sobre os gastos. É fácil cair na tentação de gastar mais do que o previsto, especialmente em um período de alta temporada", alerta. 

Neste cenário, o planejamento antecipado é essencial para aproveitar as melhores opções de preços. "Pesquise o quanto antes para garantir descontos em passagens aéreas e acomodações. Ao planejar com antecedência, é possível economizar até 70% em passagens e até 50% em hotéis", explica. 

Além disso, é importante definir limites claros de gasto, tanto para as compras pessoais quanto para as crianças, para evitar surpresas durante a viagem.
 

Para investidores: aproveitar sem comprometer o futuro

Já para as famílias com uma reserva financeira sólida, o planejamento pode incluir viagens mais ambiciosas, como destinos internacionais. No entanto, mesmo com uma boa situação financeira, o planejamento ainda é crucial. "Quem tem investimentos deve estar atento ao câmbio, taxas de IOF e outros custos adicionais. Não planejar a viagem adequadamente pode fazer com que uma viagem aparentemente viável se transforme em uma dor de cabeça financeira", afirma Reinaldo. 

Para viagens internacionais, ele sugere carregar parte do valor em espécie e o restante em um cartão pré-pago, além de estar ciente das taxas e impostos que podem ser aplicados nas transações. "É importante lembrar que, mesmo sendo investidor, não se deve desconsiderar os custos adicionais que podem surgir", adverte. 

Para simplificar as tomadas de decisões sobre as férias, Reinaldo Domingos fez um rápido manual para férias e viagens sem dívidas:


1. Principais orientações sobre planejamento de viagem

  • Comece com antecedência: Planejar com antecedência ajuda a organizar tanto os aspectos financeiros quanto logísticos da viagem de maneira eficaz.
  • Defina o destino e o formato da viagem: Estabeleça o destino e considere se a viagem será solo, em família ou em grupo, o que impacta diretamente o orçamento.
  • Estime os custos totais: Pesquise os custos de transporte, hospedagem, alimentação e passeios. Comprar passagens com antecedência pode resultar em até 70% de desconto.
  • Planeje uma reserva financeira extra: Tenha entre 30% a 50% a mais do valor previsto para cobrir imprevistos ou aproveitar oportunidades durante a viagem.
  • Controle o orçamento: Fique atento ao limite de gastos e evite usar o cartão de crédito para cobrir excessos.


2. Melhor estratégia para guardar dinheiro para a viagem

  • Calcule quanto você pode guardar por mês primeiro: Isso oferece maior controle financeiro, pois você define um valor fixo a ser economizado mensalmente.
  • Escolha o destino com base no quanto você pode economizar: Após saber quanto consegue economizar, escolha um destino que se encaixe no seu orçamento. Leve em consideração a época do ano, pois viajar fora da alta temporada pode reduzir significativamente os custos.

3. Estratégias para garantir uma boa reserva de custos de viagem

  • Compre passagens e reserve acomodações com antecedência: Isso pode resultar em economias de até 50%.
  • Considere alternativas de transporte mais baratas: Voos com escalas ou em horários alternativos podem ser mais baratos.
  • Esteja preparado para imprevistos e oportunidades extras: Reserve 30% a 50% a mais do orçamento previsto para cobrir emergências ou aproveitar novas oportunidades durante a viagem.
  • Faça uma pesquisa detalhada sobre o destino: Pesquise sobre o custo de vida no destino, incluindo alimentação, transporte e atividades turísticas.

4. Outros custos que devem ser incluídos no planejamento

  • Alimentação: Estime os gastos com refeições, considerando a possibilidade de cozinhar, caso sua acomodação permita.
  • Transporte local: Planeje os custos com táxis, transporte público ou aluguel de veículos no destino.
  • Passeios e atrações turísticas: Reserve parte do orçamento para ingressos e atividades locais, podendo economizar com descontos para compras antecipadas.
  • Oportunidades extras ou imprevistos: Tenha uma reserva para aproveitar ofertas especiais.

5. Reservar uma média de gasto por dia

  • Pesquise o custo de vida no destino: Verifique os preços médios de refeições, transporte e atrações turísticas.
  • Leve em conta a temporada: O valor do gasto diário pode variar de acordo com a época do ano. Ajuste o orçamento conforme a alta ou baixa temporada.
  • Seja flexível, mas controle os gastos: Embora seja importante planejar uma média de gasto diário, esteja preparado para ajustar o orçamento caso surjam imprevistos ou oportunidades inesperadas.

6. Melhores investimentos para viagens de R$ 10 mil, R$ 20 mil e R$ 30 mil

  • Curto prazo (até 1 ano): Para quem tem menos de um ano até a viagem, o Tesouro Selic ou CDBs com rentabilidade atrelada ao CDI são opções seguras e com baixo risco.
  • Médio e longo prazo (1 a 2 anos ou mais): Se tiver mais tempo, considere CDBs de prazos mais longos, LCIs/LCAs (isentas de Imposto de Renda) ou Tesouro Direto com vencimento mais distante, que oferecem rentabilidade mais alta.
  • Efeito dos juros compostos: Quanto mais cedo você começar a investir, mais fácil será acumular o valor necessário para a viagem, já que o efeito dos juros compostos ajuda a potencializar o rendimento.

Com o planejamento financeiro adequado, qualquer família pode aproveitar as férias sem comprometer o orçamento ou cair em dívidas. O segredo está em estabelecer prioridades, planejar com antecedência e ajustar o destino e as atividades de acordo com o que é possível financeiramente. Com as orientações certas, as férias podem ser uma experiência agradável, tanto para o bolso quanto para a mente. 

“Viajar é possível para todos, basta planejar corretamente, seja para destinos mais próximos ou internacionais. O mais importante é aproveitar o momento com equilíbrio e, ao retornar, estar tranquilo financeiramente”, conclui Reinaldo Domingos.


62% dos brasileiros afirmam que não têm informação suficiente para ajudar uma mulher em situação de violência, aponta Índice

Lançado em novembro pelo Instituto Natura e a Avon, Índice de Conscientização sobre Violência contra as Mulheres mostra ainda que quatro em cada dez brasileiras não reconhecem espontaneamente como violência contra mulher as agressões vividas

 

Apesar dos esforços de governos, veículos de comunicação e instituições para conscientizar a população sobre a gravidade da violência contra a mulher, apenas 38% dos brasileiros acreditam que têm “alguma” informação sobre leis, tipos de violência doméstica (física, sexual, patrimonial, moral e psicológica) e canais de denúncia e apoio para ajudar uma mulher em situação de violência. O dado faz parte do Índice de Conscientização sobre Violência contra Mulheres, ferramenta inédita lançada pelo Instituto Natura e a Avon em novembro para apontar o nível de conscientização da população sobre o tema no Brasil, entre outros países da América Latina. 

O Índice, desenvolvido a partir de levantamento realizado pelo Instituto Natura com o apoio da agência especializada Quiddity entre junho e agosto de 2025, mostra que quatro em cada dez brasileiros não se recordam de ter visto alguma campanha de conscientização sobre o tema nos últimos 12 meses - o que confirma que os esforços do governo e da sociedade civil em divulgar informações essenciais para proteger meninas e mulheres não está sendo efetivo. Além disso, quatro em cada dez mulheres não declararam espontaneamente que já sofreram violência contra mulher, mas depois identificaram que sofreram situações descritas pelos entrevistadores como tal. 

“A conscientização é parte da solução do problema social que é a violência contra mulheres e meninas. É por isso que o Instituto Natura desenvolveu o Índice. Não se trata de uma pesquisa pontual, mas uma ferramenta perene, um instrumento de acompanhamento da conscientização sobre a violência contra as mulheres, que nos ajuda a compreender se estamos evoluindo enquanto sociedade na forma como percebemos, compreendemos e reagimos em relação à violência contra a mulher. E é ele que passará a nortear todas as nossas ações no tema e poderá ajudar a promover a transformação social no país pela qual trabalhamos”, afirma Maria Slemenson, superintendente do Instituto Natura Brasil. 

Do total de entrevistados no Brasil para a criação do Índice - 4.224 homens e mulheres acima de 18 anos em todo o País -, somente 29% demonstraram conscientização “alta” ou “muito alta” sobre violência contra mulheres, enquanto 28% demonstraram conscientização “baixa” ou “muito baixa”. Os níveis classificados como “alto” e “muito alto” correspondem a um conhecimento satisfatório e capacidade de ação sobre os diferentes tipos de violência doméstica, maneiras de ajudar uma mulher em situação de violência, leis a respeito e serviços de apoio e proteção. 

“Embora tenhamos a impressão de que este seja um assunto em evidência na sociedade, a maior parte de nossa população não conhece informações fundamentais a respeito das leis e políticas públicas de proteção e apoio. Esse cenário contribui para que a violência contra a mulher, em especial a doméstica, seja mantida na esfera privada, e não tratada como um problema social mais amplo”, diz Beatriz Accioly, antropóloga e líder de Políticas Públicas pelo Fim da Violência Contra Meninas e Mulheres no Instituto Natura. “Enfrentar a violência contra a mulher é uma responsabilidade do Estado, mas também de toda a sociedade”, afirma a especialista.
 

Discurso x Ação: 98% das mulheres dizem que tomariam uma atitude ao sofrer situação de violência, mas somente 73% das que já sofreram de fato o fizeram 

O Índice de Conscientização revela que há contradição entre o discurso, considerando cenários hipotéticos, e a tomada de atitude em casos reais de violência contra mulheres. Das brasileiras que participaram da pesquisa, 98% afirmaram que tomariam uma atitude, em especial o acionamento da polícia, se sofressem algum tipo de violência contra a mulher. No entanto, somente 73% das que apontaram que já sofreram violência doméstica de fato buscaram ajuda e a maioria o fez na esfera privada, sem acionamento da polícia ou formalização de denúncia ao agressor. 

Ao mesmo tempo, 96% dos homens e mulheres reconheceram que têm alguma responsabilidade, enquanto sociedade, diante do problema, mas 60% afirmaram que o que acontece entre um casal deve ser resolvido apenas pelo próprio casal e 15% disseram que não ajudariam a mulher porque “não acha que seja da sua conta”.

 

Veja o infográfico do índice do Brasil aqui.
 

Cenário latino-americano 

O Índice de Conscientização sobre a Violência contra as Mulheres será lançado nos 6 países da América Latina em que o Instituto Natura atua - Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Peru e México - e mostrou que a dificuldade em converter intenção e preocupação em ações práticas e conscientização não é um desafio local. Em todos os países considerados pela ferramenta, a maior parte dos entrevistados consideram importante intensificar as leis e ações de enfrentamento à violência contra a mulher, mas demonstram pouco conhecimento sobre o tema. 

Todos os países têm mais de um terço dos participantes da pesquisa que se consideram com pouca ou nenhuma informação para ajudar uma mulher em situação de violência. Como uma das iniciativas para reforçar essa conscientização, o Instituto Natura e a Avon lançaram a campanha “Chame Pelo Nome” em agosto deste ano e farão uma segunda tomada agora em novembro no movimento dos “16 dias de ativismo”, período que marca a realização de ações globais de articulação em prol do tema por pessoas, instituições e organizações para prevenir, enfrentar e eliminar a violência contra mulheres e meninas.
 

Sobre o Índice de Conscientização sobre a Violência contra as Mulheres 

O Índice de Conscientização sobre a Violência contra as Mulheres é uma ferramenta perene criada pelo Instituto Natura e a Avon para mensurar o nível de conscientização das populações do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Peru e México - países em que as instituições atuam - sobre a violência contra as mulheres. Assim, pretende apoiar políticas públicas e ações de transformação social. A intenção é que os dados do índice sejam atualizados anualmente. 

Para este lançamento, foram escutados somente no Brasil pelo Instituto Natura, com o apoio da agência especializada Quiddity, 4.224 homens e mulheres acima de 18 anos. As entrevistas aconteceram de forma presencial e online entre junho e agosto de 2025 e respeitaram os recortes de região e gênero recomendados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além de recortes de classe social, de acordo com renda familiar e escolaridade do entrevistado. 

O questionário da pesquisa foi aplicado a partir de metodologias quantitativas de pesquisa social. Ele considera três dimensões complementares: conhecimento (cognição; o que se sabe sobre o problema), atitudes (ação; como reagimos diante dele) e valores (percepção; o que sentimos e acreditamos).

 

Instituto Natura

Avon
www.avon.com.br




05/12 Dia Internacional do Voluntariado

Com cerca de 100 voluntários, Hospital Alemão Oswaldo Cruz reforça iniciativas que transformam a experiência do paciente 

Origamis, oficinas de pintura e visitas terapêuticas com cães estão entre as atividades realizadas pelos voluntários


No Dia Internacional do Voluntariado, celebrado em 5 de dezembro, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz destaca o papel essencial dos mais de 100 voluntários que, por meio de ações de acolhimento, arte e cuidado, ajudam a transformar a experiência de pacientes e acompanhantes. 

De acordo com o último Relatório sobre o Estado do Voluntariado Mundial, publicado pela Organização das Nações Unidas em 2022, cerca de 862 milhões de pessoas acima de 15 anos se dedicam ao trabalho voluntário todos os meses ao redor do mundo. No Brasil, o número de voluntários ativos chega a 57 milhões, 34% da população adulta, segundo a última pesquisa do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) e DataFolha, realizada em 2022. 

O Programa de Voluntariado do Hospital promove bem-estar e melhora a experiência do paciente e acompanhante. qualidade de vida de pacientes e acompanhantes. As ações desenvolvidas se estendem por toda a instituição, incluindo acolhimento nas recepções do pronto atendimento e da UTI, apresentações musicais nas unidades de internação e na UTI e atividades recreativas, como jogos nos quartos e ambulatórios e entrega de kits com papéis para a confecção de origamis, também distribuídos nos Centros Especializados em Radioterapia, Oncologia e Ortopedia, trazendo descontração e leveza ao ambiente hospitalar. 

No Centro Especializado em Oncologia, os pacientes do ambulatório ainda podem participar de oficinas de pintura oferecidas pelos voluntários, que têm como objetivo estimular a expressão emocional, promover momentos de relaxamento e contribuir para a redução da ansiedade durante o tratamento. 

Outro ponto de destaque é a promoção de visitas terapêuticas com cães, realizada em parceria com a ONG Patas Therapeutas. A atividade ocorre uma vez por mês, com a presença de até três animais que visitam pacientes internados nas unidades de internação e na UTI, sempre seguindo protocolos rigorosos de segurança e higiene. 

Com o apoio de 74 mulheres e 29 homens em 2025, o Programa de Voluntariado do Hospital Alemão Oswaldo Cruz segue em expansão e está recebendo inscrições de pessoas interessadas em doar parte do seu tempo para fazer a diferença e contribuir com o nosso propósito de Servir à Vida. A partir de março de 2026, terão início as entrevistas com os possíveis voluntários.
 

Após essa etapa, os novos participantes passarão por um treinamento de cinco horas, durante uma tarde de integração. O conteúdo inclui introdução ao voluntariado, normas, protocolos e regulamentos do programa e da Instituição.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo site do Hospital Alemão Oswaldo Cruz: Link. 



Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Acesse o nosso site para saber mais: Link

 

Como auroras boreais feitas por IA no audiovisual afetam o turismo e distorcem a experiência real

Imagem de BeHappyTravel por Pixabay
Especialista alerta: produções que usam auroras artificiais podem criar expectativas irreais e até prejudicar o turismo responsável no Ártico 

 

A estreia do filme Natal Sob a Aurora Boreal no catálogo da Netflix reacendeu um debate importante para o turismo do Ártico: o uso de imagens de auroras geradas por inteligência artificial. Embora visualmente impactantes, essas imagens artificiais não representam o fenômeno natural e podem interferir diretamente na experiência de quem sonha em ver as Luzes do Norte pela primeira vez.

Quem faz o alerta é Marco Brotto, conhecido como O Caçador da Aurora Boreal, que já liderou 180 expedições bem-sucedidas pelo Ártico e se dedica há mais de uma década a educar sobre o fenômeno. Para ele, imagens artificiais criam expectativas incompatíveis com a realidade e podem gerar frustração nos viajantes, além de prejudicar o turismo responsável.

“Quando uma produção usa aurora artificial, ela altera o imaginário do público. A pessoa viaja esperando algo que não existe. A verdadeira aurora boreal é extremamente poderosa justamente porque é imprevisível e natural e essa verdade não pode ser substituída por efeitos gerados por IA”, afirma Brotto.

Nos últimos anos, o turismo de observação da aurora boreal cresceu mundialmente, impulsionado por filmes, séries e redes sociais. Mas, segundo Brotto, a popularização de imagens não reais traz dois desafios importantes:


1. Frustração e impacto na experiência do viajante

Auroras criadas por IA costumam parecer mais saturadas, simétricas e constantes do que o fenômeno real. Para quem chega ao ártico com a expectativa errada, a experiência pode ser comprometida.

“A Aurora Boreal muda o tempo todo. Ela pode ser suave, intensa, dançante ou quase imperceptível. Parte da beleza está exatamente nisso. Quando uma obra apresenta algo ‘perfeito demais’, ela entrega uma fantasia, não ciência”.


2. Riscos ao turismo sustentável e à cadeia que vive do fenômeno

Quando o público perde referência da realidade, há impactos diretos na credibilidade do turismo e nos milhares de profissionais que dependem dele, de guias a hotéis, pesquisadores e toda a cadeia local.

“Trabalhamos com um fenômeno natural. Nosso compromisso é com a verdade e com a segurança. Produções que usam auroras falsas acabam interferindo na forma como o mundo entende o ártico e suas fragilidades.”

Brotto reforça que não é contra o uso de tecnologia no audiovisual. Ele reconhece o valor artístico, mas defende que o público seja informado quando a obra utiliza fenômenos artificiais. “A arte pode e deve criar. Mas o turismo vive da confiança. E a confiança nasce da transparência”. 

 

Intercâmbio nas férias: o que considerar antes de enviar seu filho para estudar nos Estados Unidos

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Passo a passo para garantir que a experiência seja segura, educativa e enriquecedora para o desenvolvimento pessoal e acadêmico 

 

Aproveitar o período de férias para realizar um intercâmbio é uma excelente oportunidade para jovens brasileiros aprimorarem o inglês, vivenciarem uma nova cultura e desenvolverem habilidades pessoais e acadêmicas. Segundo dados do relatório Open Doors 2024, do Departamento de Estado dos EUA, o Brasil ocupa a 9ª posição entre os países que mais enviam estudantes para instituições de ensino nos Estados Unidos, com 16.877 alunos matriculados em 2023.

Para as famílias  que consideram essa experiência para seus filhos, o planejamento é essencial. Guilherme Vieira, CEO da On Set Consultoria Internacional, empresa especializada em vistos americanos e negócios nos Estados Unidos, destaca que o primeiro passo é obter o visto correto. “Para os intercambistas, os principais tipos incluem o F-1, destinado a alunos matriculados em programas acadêmicos em tempo integral, como cursos de inglês, ensino médio, graduação e pós-graduação, sendo o visto mais comum para intercâmbio educacional; o M-1, voltado para quem deseja realizar estudos não acadêmicos ou vocacionais, como cursos técnicos ou profissionalizantes; e o J-1, utilizado em programas de intercâmbio cultural, incluindo work and travel, estágios e programas de estudo e trabalho”, explica.

A próxima etapa é escolher o programa adequado. Existem diversas opções, como cursos de inglês, programas de high school e summer camps, que variam em duração, custo e objetivos pedagógicos. “Os intercâmbios nos Estados Unidos acontecem ao longo de todo o ano, mas alguns períodos são mais populares devido à estrutura acadêmica e às férias escolares. O semestre de outono (Fall Term), que inicia entre agosto e setembro, é o período mais procurado para intercâmbios acadêmicos. Já o da primavera (Spring Term), começando entre janeiro e fevereiro, oferece uma alternativa para quem não pôde ingressar no outono. As férias de verão (Summer Vacation), geralmente entre junho e agosto, são ideais para programas de curta duração, como cursos intensivos de inglês ou summer camps, enquanto o Winter Break, entre dezembro e janeiro, também é bastante procurado para programas curtos”, explica Vieira. “É importante planejar com antecedência, considerando o tempo necessário para obtenção do visto e a disponibilidade de vagas nos programas desejados”, ressalta o executivo.

A escolha da cidade também é fundamental. Destinos como Nova York, Boston, Los Angeles, Miami e San Diego são populares entre os brasileiros. Cada cidade oferece características únicas: Nova York é conhecida por sua diversidade cultural e oportunidades acadêmicas; Boston, por sua tradição educacional; Los Angeles, por sua indústria de entretenimento; Miami, por seu clima e proximidade com o Brasil; e San Diego, por seu ambiente descontraído e clima ameno.

Além da escolha do programa e destino, é importante que os pais preparem seus filhos para a experiência. A adaptação cultural, a convivência com pessoas de diferentes nacionalidades e a independência são aspectos que podem gerar desafios. “É recomendável que os jovens participem de cursos preparatórios antes da viagem, que abordem temas como etiqueta cultural, segurança, alimentação e organização pessoal. O intercâmbio é uma experiência transformadora, não apenas para o estudante, mas para toda a família. Ele proporciona crescimento pessoal, amplia horizontes e fortalece laços", explica Vieira.

Ao vivenciar outro país, o jovem desenvolve habilidades fundamentais para o mundo moderno: capacidade de adaptação, pensamento crítico, autonomia, networking global e coragem para enfrentar desafios, competências que serão úteis tanto para quem deseja construir uma carreira sólida quanto para quem sonha em empreender, abrir negócios nos Estados Unidos, proteger patrimônio, investir ou faturar em dólar. Além disso, ao retornar, o estudante traz consigo uma bagagem cultural e intelectual que transforma sua vida e a vida de todos ao redor. A convivência familiar se enriquece com novas perspectivas, novas referências e uma visão de mundo muito mais ampla. Estudar fora não muda apenas o aluno, muda o ambiente em que ele vive, eleva a mentalidade da família e desperta uma compreensão mais profunda sobre cultura, sociedade, negócios e futuro.

Para os pais, o intercâmbio vai muito além de uma viagem. É um investimento estratégico no futuro do filho, capaz de abrir portas para oportunidades acadêmicas, profissionais e empresariais que simplesmente não existem para quem permanece restrito ao cenário local. Dominar o inglês como segundo idioma, por exemplo, multiplica as chances de acesso a grandes empresas globais, acelera a ascensão profissional e permite atuar em mercados de alta remuneração, inclusive com carreira internacional e renda em dólar.

Estudar fora não é apenas uma experiência educacional, é uma estratégia de vida. Representa segurança financeira, visão global e vantagem competitiva real em um mercado cada vez mais internacionalizado. “Por isso, é fundamental que as famílias deem apoio ao jovem e contem com uma assessoria especializada capaz de orientar todo o processo com segurança, planejamento e clareza, garantindo uma jornada estruturada e um futuro global”, finaliza o CEO da On Set.

 

5 cidades diferentes para planejar o seu intercâmbio de 2026

Do Reino Unido à Oceania, cinco cidades pouco exploradas por estudantes brasileiros se destacam pela qualidade de ensino, segurança, custo-benefício e experiências culturais únicas


2026 já bate à porta,e com ele os planos para o próximo ano. A Belta (Associação de Agências de Intercâmbio) revelou que houve uma alta no setor de 15% em 2024 em relação a 2023, o que representa um aumento estimado de R$540 milhões movimentados em pacotes e programas de intercâmbio. A perspectiva é que em Abril de 2026, teremos acesso aos novos números de brasileiros que embarcaram em 2025, mas a projeção de crescimento é de 17%. 

O intercâmbio deixou de ser sinônimo de algo caro, para algo planejado e com isso os estudantes passaram a olhar para além das grandes capitais e destinos conhecidos. Cada vez mais, os jovens buscam viver experiências mais autênticas, seguras e com melhor custo-benefício, muitas vezes encontradas justamente em cidades menores, e com forte presença acadêmica. Além de menos concorridas, essas regiões oferecem acessibilidade, integração real com a comunidade local e oportunidades acadêmicas e culturais que passam despercebidas por quem escolhe apenas os “clássicos”. 

O intercâmbio segue em expansão entre os brasileiros, e 2026 promete consolidar destinos menos óbvios no radar dos estudantes. De acordo com a Pesquisa Selo Belta 2025, alguns destinos alternativos vêm registrando crescimento acelerado na procura dos brasileiros. A Nova Zelândia, por exemplo, recebeu cerca de 1.000 estudantes brasileiros em 2024 e segue em expansão, com um aumento expressivo de 34% no primeiro trimestre de 2025 em comparação ao mesmo período de 2024.  

Para Alexandre Argenta, presidente da Belta, essa mudança reflete uma nova mentalidade do estudante brasileiro. “O intercambista de hoje quer viver algo realmente transformador. Ele busca ambientes com menor custo, natureza por perto e instituições fortes, mas sem cair nos destinos de sempre. Cidades menos óbvias podem entregar tudo isso, e muitas vezes com mais qualidade”, afirma.
 

Pensando nisso, Alexandre Argenta traz 5 opções de destinos fora da caixinha para os intercambistas brasileiros conhecerem em 2026:
 

1. Cardiff (Reino Unido)



A capital do País de Gales é um tesouro subestimado no Reino Unido. Combinando vida universitária vibrante, segurança e excelente custo-benefício quando comparada a Londres e Manchester, Cardiff atrai estudantes que querem qualidade sem multidões. 

A cidade abriga a Cardiff University, reconhecida internacionalmente por pesquisa e inovação, especialmente nas áreas de comunicação, saúde e ciências sociais. Além disso, o clima cultural é riquíssimo: castelos, museus gratuitos, festivais musicais e uma cena esportiva que mobiliza o país. Para quem busca aprender inglês com imersão cultural profunda, Cardiff entrega tradição, acessibilidade e acolhimento.


 

2. Arizona (Estados Unidos)

 


Muito além de Nova York, Orlando ou Califórnia, o Arizona vem ganhando destaque entre estudantes internacionais por oferecer universidades fortes e um ambiente multicultural surpreendente. Cidades como Tempe e Tucson recebem milhares de alunos de diversos países graças a instituições como a Arizona State University (ASU) e a University of Arizona, conhecidas por inovação, tecnologia, ciências ambientais e astronomia. 

O clima desértico e ensolarado facilita a adaptação, e o custo de vida é mais baixo do que nos grandes centros americanos. Para quem busca High School ou universidade, o Arizona combina estrutura acadêmica sólida com estilo de vida seguro, tranquilo e diverso.

 

3. Tasmânia (Austrália)

 



Segura, acolhedora e com uma beleza natural impressionante, a Tasmânia já desponta como um dos lugares mais completos para estudar na Austrália. Hobart, sua capital, oferece uma atmosfera moderna com toque histórico, festivais renomados, galerias, museus e uma gastronomia vibrante. A natureza em torno, de praias intocadas a montanhas dramáticas, torna o cotidiano especialmente agradável. 

O estado tem forte reputação acadêmica em estudos ambientais, agricultura, ciências marinhas e pesquisas antárticas, graças à proximidade com centros científicos de classe mundial. Na prática, os graduados saem com vantagem competitiva: salários acima da média australiana e taxas mais altas de empregabilidade.Relatos, recebidos pela Belta, de estudantes que escolheram a Tasmânia reforçam o que os dados indicam: qualidade de vida, segurança e uma comunidade que realmente acolhe estrangeiros.


 

4. Dunedin (Nova Zelândia)
 


Dunedin é a joia acadêmica da Ilha Sul, uma região ainda pouco procurada por brasileiros, mas repleta de potencial. A cidade é charmosa, histórica e com forte vida estudantil graças à University of Otago, a universidade mais antiga do país, famosa por sua arquitetura impressionante e tradição acadêmica. A localização estratégica é outro diferencial: Dunedin fica próxima de Queenstown, capital neozelandesa da aventura, o que amplia as opções de passeios e experiências ao ar livre. 

Para High School, inglês ou universidade, Dunedin oferece uma combinação irresistível: segurança, natureza exuberante, educação de alto nível e custo de vida mais acessível do que em Auckland ou Wellington. 

 

5. Calgary (Canadá)

 

Embora o Canadá esteja entre os destinos mais populares, Calgary ainda é um segredo bem guardado entre intercambistas brasileiros. Localizada na província de Alberta, a cidade combina segurança, infraestrutura impecável e uma cena cultural em crescimento acelerado. 

Calgary é porta de entrada para as montanhas rochosas, tornando o destino perfeito para quem ama natureza, esportes de inverno e qualidade de vida. No campo educacional, se destaca pela University of Calgary, com excelência em engenharia, saúde e ciências ambientais. O custo de vida é mais baixo do que Toronto ou Vancouver, e Alberta tem uma das economias mais estáveis do país, o que aumenta perspectivas profissionais para quem busca programas de estudo e trabalho. 

Em um cenário em que o estudante brasileiro busca cada vez mais experiências transformadoras e menos previsíveis, cidades como Cardiff, Arizona, Tasmânia, Dunedin e Calgary representam uma nova rota de oportunidades. Se 2026 promete algo, é que sair do óbvio será, mais do que nunca, um caminho inteligente, e extremamente recompensador, para quem sonha em estudar no exterior. 

 


Belta – Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio
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Dia da Advocacia Criminal: defesa, coragem e ética

 Dia 2 de dezembro é celebrado o Dia da Advocacia Criminal, uma data emblemática que, graças à união e à força da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim), integra o calendário oficial das unidades federativas do país. Este dia é mais do que uma simples marca no calendário: é a consagração do papel fundamental exercido pelas valorosas advogadas e pelos valorosos advogados criminalistas na defesa da cidadania, da liberdade e da justiça. 

A Abracrim, que completa em 2025 seus 32 anos de existência, reafirma seu compromisso incansável com a valorização de uma profissão que, muitas vezes incompreendida, representa a última trincheira contra o arbítrio, as ilegalidades e o abuso de poder. O Mês da Advocacia Criminal, instituído pela entidade, reforça esse reconhecimento social e institucional indispensável ao fortalecimento do Estado Democrático de Direito. 

O advogado criminalista não apenas exerce um múnus público essencial; é o guardião necessário dos direitos fundamentais, o baluarte que assegura o contraditório e o devido processo legal. Como pontuou, com sabedoria, Luiz Flávio Borges D’Urso, presidente de honra da Abracrim: “Os direitos contidos no ordenamento jurídico não podem sucumbir ante a opinião pública convencida da culpa de alguém.” 

O legado de nomes ilustres da advocacia brasileira inspira essa luta diária. Rui Barbosa, patrono da advocacia, nos recorda que “em matéria criminal, não há causa absolutamente indigna de defesa.” Elias Mattar Assad, idealizador e fundador da Abracrim, sintetizou o anseio de toda a classe: “Queremos um Brasil conforme a Constituição da República prometeu.” E o saudoso mestre Osvaldo Serrão, com precisão, lembrou que “a profissão do advogado criminalista nunca poderá automatizá-lo, porque a matéria-prima do nosso trabalho diário são sempre os dramas reais das vidas das pessoas que nos procuram.” 

Neste momento de celebração, a Abracrim enfatiza que o desafio da advocacia criminal não é apenas técnico, mas profundamente ético e humano. É enfrentar estigmas que confundem defensor com acusado; é proteger, de forma intransigente, os direitos do cidadão; é representar esperança quando muitos já a perderam.

A voz dos criminalistas ecoa firme e altiva. Como bem pontuou Sérgio Leonardo, associado da Abracrim e procurador-geral da OAB Nacional: “Nós somos os primeiros garantes do Estado Democrático de Direito e a última trincheira de resistência contra o arbítrio, as ilegalidades, o abuso de poder e o autoritarismo. Nós somos essa voz!” Uma voz que só se fortalece com o respeito às prerrogativas profissionais, que não constituem privilégios, mas garantias mínimas para o exercício digno e independente da advocacia. 

O advogado criminalista tem a difícil missão de ser luz na escuridão das injustiças; pois, nas palavras do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Ribeiro da Costa, “onde for ausente a palavra do advogado, não haverá justiça, nem lei, nem liberdade, nem honra, nem vida.” 

E a Abracrim segue cumprindo sua missão de defesa e valorização da advocacia criminal. Por sua atuação institucional e pelas realizações de seus dirigentes e associados, a entidade foi indicada e venceu a premiação de “associação destaque” no Prêmio Nacional Justiça em Foco de 2025, cuja solenidade ocorrerá no próximo dia 16 de dezembro, em Brasília. Trata-se de um reconhecimento à maior entidade representativa da advocacia criminal brasileira. 

Assim, nosso compromisso, reforçado pelos reconhecimentos de 2025, é seguir atuando com coragem, técnica e ética na defesa das prerrogativas profissionais e na consolidação do direito de defesa no Brasil. Como bem ressaltou Luciano Mariz Maia, subprocurador-geral da República: “É necessária a presença do advogado desde o primeiro momento, porque é a presença de um advogado que faz cessar o arbítrio; é a presença do advogado que tem a coragem de levantar-se contra o medo e assegurar justiça para todos.” Essa coragem é a alma da advocacia criminal. 

Que este Dia da Advocacia Criminal inspire todos os brasileiros a valorizar quem, diariamente, com coragem e ética, enfrenta desafios para garantir um julgamento justo e a proteção dos direitos constitucionais. Rendo, nesta oportunidade, sinceras homenagens às éticas, probas e honradas advogadas e aos honrados advogados criminalistas de todo o país, que, segundo o criminalista Carlos Biasotti, “representam o bálsamo para o sofrimento alheio e a esperança para os que receiam não só pela liberdade, senão pela própria vida.” 

Viva a advocacia criminal brasileira! Viva a Abracrim! Viva as valorosas e os valorosos advogados criminalistas! Seguimos juntos na defesa da democracia, do direito de defesa e da justiça.

 

Sheyner Yàsbeck Asfóra - presidente nacional da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim).



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