SBD-RS alerta que a redução dos sintomas não significa cura e reforça a importância de manter o acompanhamento médico e o uso correto dos medicamentos
Durante o inverno, a menor exposição da pele e a
aparente redução de alguns sintomas podem levar pacientes a interromper
tratamentos dermatológicos por conta própria. A Sociedade Brasileira de
Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) alerta que essa decisão
pode provocar recaídas, intensificar crises e comprometer os resultados já
alcançados, especialmente entre pessoas com doenças inflamatórias crônicas,
como dermatite atópica e psoríase.
Segundo a dermatologista especialista da SBD-RS,
Dra. Clarissa Prati, muitos pacientes retomam os cuidados somente quando surgem
coceira, dor, descamação ou novas lesões.
“Interromper o tratamento no inverno é um erro
bastante comum. Como a pele fica menos exposta, o paciente pode acompanhar
menos a evolução das lesões e acaba utilizando os medicamentos somente quando a
doença entra em crise. O correto é manter o tratamento para que a doença
permaneça controlada”, explica.
A dermatite atópica e a psoríase são doenças
crônicas e exigem acompanhamento contínuo. Embora possam apresentar períodos de
melhora, isso não significa que estejam curadas. A suspensão inadequada dos
medicamentos pode reativar o processo inflamatório, prolongar os sintomas e
favorecer a progressão do quadro.
O tratamento deve ser definido individualmente pelo
médico dermatologista, conforme o tipo e a gravidade da doença. As opções podem
incluir medicamentos tópicos, aplicados diretamente na pele, ou tratamentos
sistêmicos, como imunossupressores, imunomoduladores e imunobiológicos.
“A mudança fundamental na rotina é compreender que
tratar somente a crise não significa tratar a doença. O paciente precisa ter um
plano adequado tanto para o controle dos períodos de piora quanto para a
manutenção, evitando que a inflamação volte a ficar ativa”, reforça a médica.
Além de seguir corretamente as prescrições, é
importante manter os cuidados domiciliares recomendados e conversar com o
médico antes de modificar doses, reduzir a frequência de uso ou suspender
medicamentos e procedimentos. Mesmo nos períodos sem sintomas aparentes, as
consultas de acompanhamento ajudam a avaliar a resposta ao tratamento e a
realizar ajustes com segurança.
Em casos de suspeita ou alteração na pele, procure
um médico dermatologista. Os profissionais habilitados podem ser conferidos no
site www.sbdrs.org.br
Marcelo Matusiak

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