Em livro-testamento dedicado às filhas, empresário Ricardo Almeida questiona o foco na materialidade e destaca a influência como verdadeira herança
Com
o lançamento de Testamento
– A imagem e o tempo: uma travessia metafísica, o empresário Ricardo Almeida apresenta uma reflexão provocadora sobre a ideia
de imortalidade. Ao afastar o foco das posses materiais, o fundador e CEO
do Clube
de Autores, a maior
plataforma de publicação de livros em línguas portuguesa e
espanhola, defende que o verdadeiro legado de uma pessoa está na
influência que exerce sobre os outros, sugerindo que a eternidade se constrói a
partir do impacto que permanece nas vidas que tocamos.
De
caráter filosófico e metafísico, a obra é dedicada às filhas e se apresenta
como um testamento em vida. Em vez de bens materiais, como imóveis ou carros,
Almeida oferece uma herança construída a partir de reflexões, experiências e
modos de compreender a realidade. O eixo central da narrativa é o conceito de
Imago, segundo o qual ninguém desaparece por completo após a morte. Ao
contrário, a presença persiste como uma influência ativa, manifestando-se na
memória, nas escolhas e nas atitudes daqueles que ficam, uma espécie de
força invisível que continua atuando no mundo.
“Não lhes deixo, aqui, casas, contas, terras ou
qualquer promessa de estabilidade que o mundo costuma reconhecer como herança.
[...] O que deixo é outra coisa: deixo o que vi, o que errei, o que compreendi
— e, talvez ainda mais importante, tudo aquilo que não consegui compreender,
mas que, mesmo assim, me atravessou. Deixo as ideias que me sustentaram e
aquelas que precisei abandonar para continuar existindo. Deixo os caminhos que
escolhi e os que me escolheram. Deixo as forças invisíveis que, ao longo da
vida, aprendi — contra a minha própria resistência — a reconhecer.”
Testamento, p. 11
Para
ilustrar a ideia de Imago, o autor resgata a história do próprio avô,
Walmir, que, mesmo enfrentando grandes dificuldades em vida, como o abandono na
infância e a violência paterna, tornou-se uma referência moral. Após a morte,
sua presença deixa de ser física, mas passa a atuar como um direcionador
interno, influenciando decisões, valores e pensamentos. Assim, mesmo ausente,
Walmir segue vivendo, não como uma memória distante, mas como uma força ativa
que ainda orienta e transforma.
A
partir dessa noção de permanência, Almeida amplia sua reflexão. Segundo ele,
tudo o que vivemos ganha sentido a partir da interpretação de nossas
experiências, e isso inclui até mesmo o que entendemos como divino. O
autor argumenta que não foram os deuses que criaram a humanidade, mas
os seres humanos que criaram os deuses. Essa inversão não nega o sagrado, mas
explica essas figuras como formas de representar forças invisíveis, emoções e
situações que não conseguimos controlar. Com o tempo, essas criações ganham força
e passam a orientar a maneira como entendemos o mundo.
Dentro
dessa mesma lógica de construção de sentido, o livro avança para uma
nova maneira de compreender a realidade ao abordar o tempo. Em vez de
enxergá-lo apenas como uma linha reta, Ricardo Almeida propõe que vivemos em
três dimensões simultâneas: o Tempo Clássico, que segue do passado para o
futuro; o Tempo Imaginal, no qual reinterpretamos o que já aconteceu; e o
Tempo Potencial, que representa o campo aberto das possibilidades
futuras. A partir dessa visão, o autor destaca que a vida não é
algo que simplesmente acontece, mas algo que construímos ativamente.
Com
densidade, mas sem proselitismo, o autor percorre um amplo arco de
referências que vai de Pitágoras a Platão, de Aristóteles a Laozi,
alcançando também nomes como Schrödinger e Asimov, além de diversas
tradições religiosas, como o candomblé, o hinduísmo, o islamismo, o
cristianismo e mitologias tupi-guarani, babilônica e grega. Ainda assim, cada
referência é mobilizada de forma precisa, sempre a serviço de um argumento central,
contribuindo para aprofundar a reflexão sem se tornar mero ornamento.
Indicado para leitores que buscam reflexões sobre vida, morte, tempo e sentido, Testamento dialoga com quem passa por processos de questionamento pessoal, mudança ou amadurecimento. A obra também se mostra relevante para pais e mães que desejam repensar o tipo de legado que estão construindo ao longo da vida. Em vez de focar apenas na segurança material, o texto incita uma pergunta essencial: que tipo de presença continuará existindo na vida dos seus filhos quando você já não estiver fisicamente presente?
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| Divulgação |
Ficha técnica
Título: Testamento - A imagem e o tempo: uma
travessia metafísica
Autoria: Ricardo Almeida
Editora: Clube de Autores
ISBN:
978-8547112240
Páginas: 160
Preço: R$ 52,98
Onde encontrar: Amazon
Sobre o autor
Ricardo Almeida - autor de “Tempo”,
“Testamento” e “Unogwaja”, que já vendeu mais de 20 mil exemplares e foi
publicado em três países. Sua escrita transita entre o intimista e o universal,
explorando temas como tempo, legado e as escolhas que definem uma
vida. Possui uma trajetória de mais de duas décadas no mercado de
tecnologia e marketing e é. Essa vivência no universo dos
livros, somada a outros cinco títulos publicados na área de
negócios, lhe deu uma perspectiva singular sobre o ato de escrever e o
poder transformador da literatura. Vive entre histórias, sempre


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