Do Reino Unido à Oceania, cinco cidades pouco exploradas por estudantes brasileiros se destacam pela qualidade de ensino, segurança, custo-benefício e experiências culturais únicas
2026 já bate à porta,e com ele os planos para o próximo ano. A Belta (Associação de Agências de Intercâmbio) revelou que houve uma alta no setor de 15% em 2024 em relação a 2023, o que representa um aumento estimado de R$540 milhões movimentados em pacotes e programas de intercâmbio. A perspectiva é que em Abril de 2026, teremos acesso aos novos números de brasileiros que embarcaram em 2025, mas a projeção de crescimento é de 17%.
O intercâmbio deixou de ser sinônimo de algo caro, para algo
planejado e com isso os estudantes passaram a olhar para além das grandes
capitais e destinos conhecidos. Cada vez mais, os jovens buscam viver
experiências mais autênticas, seguras e com melhor custo-benefício, muitas
vezes encontradas justamente em cidades menores, e com forte presença
acadêmica. Além de menos concorridas, essas regiões oferecem acessibilidade,
integração real com a comunidade local e oportunidades acadêmicas e culturais
que passam despercebidas por quem escolhe apenas os “clássicos”.
O intercâmbio segue em expansão entre os brasileiros, e 2026 promete consolidar destinos menos óbvios no radar dos estudantes. De acordo com a Pesquisa Selo Belta 2025, alguns destinos alternativos vêm registrando crescimento acelerado na procura dos brasileiros. A Nova Zelândia, por exemplo, recebeu cerca de 1.000 estudantes brasileiros em 2024 e segue em expansão, com um aumento expressivo de 34% no primeiro trimestre de 2025 em comparação ao mesmo período de 2024.
Para Alexandre Argenta, presidente da Belta, essa mudança reflete uma nova mentalidade do estudante
brasileiro. “O intercambista de hoje quer viver algo realmente transformador.
Ele busca ambientes com menor custo, natureza por perto e instituições fortes,
mas sem cair nos destinos de sempre. Cidades menos óbvias podem entregar tudo
isso, e muitas vezes com mais qualidade”, afirma.
Pensando nisso, Alexandre Argenta traz
5 opções de destinos fora da caixinha para os intercambistas brasileiros
conhecerem em 2026:
1.
Cardiff (Reino Unido)
A capital do País de Gales é um tesouro subestimado no Reino Unido. Combinando vida universitária vibrante, segurança e excelente custo-benefício quando comparada a Londres e Manchester, Cardiff atrai estudantes que querem qualidade sem multidões.
A cidade abriga a Cardiff University, reconhecida
internacionalmente por pesquisa e inovação, especialmente nas áreas de
comunicação, saúde e ciências sociais. Além disso, o clima cultural é
riquíssimo: castelos, museus gratuitos, festivais musicais e uma cena esportiva
que mobiliza o país. Para quem busca aprender inglês com imersão cultural
profunda, Cardiff entrega tradição, acessibilidade e acolhimento.
2.
Arizona (Estados Unidos)
Muito além de Nova York, Orlando ou Califórnia, o
Arizona vem ganhando destaque entre estudantes internacionais por oferecer
universidades fortes e um ambiente multicultural surpreendente. Cidades como
Tempe e Tucson recebem milhares de alunos de diversos países graças a
instituições como a Arizona State University (ASU) e a University of Arizona,
conhecidas por inovação, tecnologia, ciências ambientais e astronomia.
O clima desértico e ensolarado facilita a adaptação, e o custo de vida é mais baixo do que nos grandes centros americanos. Para quem busca High School ou universidade, o Arizona combina estrutura acadêmica sólida com estilo de vida seguro, tranquilo e diverso.
3.
Tasmânia (Austrália)
Segura, acolhedora e com uma beleza natural
impressionante, a Tasmânia já desponta como um dos lugares mais completos para
estudar na Austrália. Hobart, sua capital, oferece uma atmosfera moderna com
toque histórico, festivais renomados, galerias, museus e uma gastronomia
vibrante. A natureza em torno, de praias intocadas a montanhas dramáticas,
torna o cotidiano especialmente agradável.
O estado tem forte reputação acadêmica em estudos ambientais, agricultura,
ciências marinhas e pesquisas antárticas, graças à proximidade com centros
científicos de classe mundial. Na prática, os graduados saem com vantagem
competitiva: salários acima da média australiana e taxas mais altas de
empregabilidade.Relatos, recebidos pela Belta, de estudantes que escolheram a
Tasmânia reforçam o que os dados indicam: qualidade de vida, segurança e uma
comunidade que realmente acolhe estrangeiros.
4.
Dunedin (Nova Zelândia)
Dunedin é a joia acadêmica da Ilha Sul,
uma região ainda pouco procurada por brasileiros, mas repleta de potencial. A
cidade é charmosa, histórica e com forte vida estudantil graças à University of
Otago, a universidade mais antiga do país, famosa por sua arquitetura
impressionante e tradição acadêmica. A localização estratégica é outro
diferencial: Dunedin fica próxima de Queenstown, capital neozelandesa da
aventura, o que amplia as opções de passeios e experiências ao ar livre.
Para High School, inglês ou universidade, Dunedin oferece uma combinação irresistível: segurança, natureza exuberante, educação de alto nível e custo de vida mais acessível do que em Auckland ou Wellington.
5.
Calgary (Canadá)
Embora o Canadá esteja entre os destinos mais populares, Calgary
ainda é um segredo bem guardado entre intercambistas brasileiros. Localizada na
província de Alberta, a cidade combina segurança, infraestrutura impecável e
uma cena cultural em crescimento acelerado.
Calgary é porta de entrada para as montanhas rochosas, tornando o
destino perfeito para quem ama natureza, esportes de inverno e qualidade de
vida. No campo educacional, se destaca pela University of Calgary, com
excelência em engenharia, saúde e ciências ambientais. O custo de vida é mais
baixo do que Toronto ou Vancouver, e Alberta tem uma das economias mais
estáveis do país, o que aumenta perspectivas profissionais para quem busca
programas de estudo e trabalho.
Em um cenário em que o estudante brasileiro busca cada vez mais
experiências transformadoras e menos previsíveis, cidades como Cardiff,
Arizona, Tasmânia, Dunedin e Calgary representam uma nova rota de
oportunidades. Se 2026 promete algo, é que sair do óbvio será, mais do que
nunca, um caminho inteligente, e extremamente recompensador, para quem sonha em
estudar no exterior.
Belta – Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio






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