Dr. Rodolfo Gusmão, médico integrativo e CEO do Instituto Aeon, explica por que autocuidado também é ir ao médico e investir em prevenção.
Em meio à rotina acelerada, reservar alguns minutos para si deixou
de ser um luxo e passou a fazer parte da busca por mais equilíbrio e bem-estar.
O autocuidado ganhou novos significados nos últimos anos e hoje está presente
em pequenos rituais, que vão desde uma rotina de skincare até um momento
dedicado à perfumação, maquiagem ou hidratação corporal.
Mas, para especialistas, esses gestos são só uma parte da equação.
Dedicar tempo a si mesmo também significa marcar aquela consulta adiada há meses,
fazer os exames de rotina e investigar sintomas que a correria do dia a dia
ensinou a ignorar. É um tipo de autocuidado menos visível, mas com efeito muito
mais direto sobre a qualidade de vida a longo prazo.
O
que os dados revelam sobre a saúde dos brasileiros
Levantamento do Vigitel 2025, do Ministério da Saúde, mostrou pela
primeira vez o retrato do sono da população adulta nas capitais brasileiras:
20,2% dos adultos dormem menos de seis horas por noite, abaixo do mínimo
recomendado pela Organização Mundial da Saúde, e 31,7% apresentam ao menos um
sintoma de insônia, como dificuldade para adormecer, despertares frequentes ou
sensação de sono insuficiente. O problema atinge principalmente as mulheres:
21,3% delas relataram dormir menos de seis horas, contra 18,9% entre os homens,
com prevalência ainda maior entre idosos e pessoas com menor escolaridade.
No campo da prevenção, o cenário também preocupa: dados do IBGE
apontam que 70,6% dos brasileiros não realizam check-up regularmente, o que
atrasa o diagnóstico precoce de condições como hipertensão, diabetes e alguns
tipos de câncer, doenças que, segundo especialistas, costumam ser silenciosas
em seus estágios iniciais.
Some-se a isso o avanço do esgotamento profissional: segundo a
Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), aproximadamente 30% dos
trabalhadores brasileiros sofrem com a síndrome de burnout, o que coloca o país
na segunda colocação mundial em casos diagnosticados da condição. Só em 2025,
mais de 546 mil trabalhadores foram afastados do trabalho por transtornos mentais
no Brasil.
Autocuidado
começa antes da estética
Segundo o Dr. Rodolfo Gusmão, médico integrativo e CEO do
Instituto Aeon, o autocuidado mais importante nem sempre é o mais visível. Embora
hábitos ligados à estética e ao bem-estar tenham seu valor, eles não substituem
a atenção aos pilares que realmente sustentam a saúde.
"Existe uma tendência de associar autocuidado apenas a
momentos de relaxamento ou cuidados com a aparência, mas ele começa muito antes
disso. Dormir bem, manter uma alimentação adequada, controlar o estresse,
praticar atividade física, cuidar da saúde hormonal e realizar exames
preventivos são atitudes que têm um impacto muito maior na qualidade de vida e
na prevenção de doenças", afirma.
O especialista explica que muitos sinais considerados
"normais" da vida moderna, como cansaço constante, dificuldade para
emagrecer, alterações de humor, baixa disposição e sono ruim, podem indicar
desequilíbrios que merecem investigação. Ignorar esses sintomas em nome da
rotina acaba adiando diagnósticos e comprometendo a saúde a longo prazo, um
padrão que os números de sono e check-up citados acima ajudam a confirmar.
"O autocuidado não deveria acontecer apenas quando o corpo já
está pedindo socorro. Ele precisa fazer parte da rotina como uma forma de
prevenção. Quanto mais cedo identificamos alterações metabólicas, hormonais ou
nutricionais, maiores são as chances de corrigir esses desequilíbrios antes que
evoluam para problemas mais complexos", explica o médico.
Do
ritual à consulta: o autocuidado que ninguém posta
Entre os hábitos que, segundo o Instituto Aeon, mais impactam a
saúde a longo prazo, mas raramente aparecem nas redes sociais, estão os
check-ups preventivos realizados com regularidade, e não apenas diante de
sintomas; a avaliação da saúde hormonal, especialmente em momentos de transição
como puberdade, pós-parto e climatério; a qualidade do sono, tratada como pilar
de saúde e não como consequência inevitável da rotina; o manejo ativo do
estresse, com estratégias que vão além do relaxamento pontual; a atenção à
saúde intestinal e metabólica, frequentemente ligada a sintomas como fadiga e
variações de peso; e a atividade física e a alimentação, avaliadas de forma
individualizada, e não por modismos.
"Nem todo autocuidado aparece nas redes sociais. Muitas
vezes, ele acontece em escolhas silenciosas, como dormir uma hora mais cedo,
fazer um exame preventivo ou investigar a causa de um cansaço persistente.
Esses hábitos têm um impacto muito maior na saúde do que qualquer tendência momentânea",
afirma o Dr. Rodolfo.
Onde
a prevenção acontece na prática
É justamente para dar espaço a esse tipo de autocuidado que a
clínica do Instituto Aeon foi pensada. Na unidade, consultas, exames e
avaliações (hormonais, metabólicas, nutricionais) acontecem de forma integrada,
em um ambiente pensado para que o paciente não trate a ida ao médico como um
compromisso a mais na agenda, mas como parte de uma rotina de cuidado contínuo
com o próprio corpo.
"Queremos que passar pela clínica seja, também, um momento
dedicado a si mesmo. Um espaço onde a pessoa entende o que está por trás dos
sintomas que sente no dia a dia, e sai de lá com um plano real de prevenção,
não só com um diagnóstico", conclui o médico.
Para o Instituto Aeon, o convite deste 24 de julho é simples: transformar o Dia do Autocuidado em um lembrete de que cuidar de si vai da pele para dentro, e que reservar um horário para o médico pode ser tão parte do autocuidado quanto qualquer ritual de bem-estar.
Instituto Aeon
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