Dr. Luiz Haroldo Pereira, membro e ex-presidente da SBCP, revela como o envelhecimento ativo mudou o perfil da cirurgia plástica. Cerca de 60% dos pacientes têm mais de 60 anos e buscam resultados que acompanhem a vitalidade dessa fase da vida
A terceira idade já não é a mesma de algumas
décadas atrás. Os avós de hoje fazem academia, correm provas de rua, viajam,
trabalham, iniciam novos relacionamentos e continuam ativos muito além dos 60
anos. Essa transformação também chegou aos consultórios de cirurgia plástica.
Segundo o cirurgião plástico Dr. Luiz Haroldo Pereira, membro e ex-presidente
da SBCP, cerca de 60% dos pacientes atendidos atualmente têm mais de 60
anos.
O dado reflete que, se antes a cirurgia
plástica era procurada principalmente por pessoas de meia-idade, hoje ela
acompanha uma geração que envelhece de forma diferente e busca procedimentos
mais naturais, com foco em bem-estar e qualidade de vida.
"Não é que as pessoas estejam fugindo da
idade. O que elas querem é que a aparência acompanhe a vitalidade que ainda
têm. O paciente de 60 anos de hoje é muito diferente daquele de 30 ou 40 anos
atrás", afirma o especialista.
Os
procedimentos favoritos
Entre os procedimentos mais procurados estão
a cirurgia das pálpebras, o lifting facial e os enxertos de gordura para
recuperar o volume perdido com o envelhecimento. Também cresce a procura por
cirurgias de revisão, como a troca ou retirada de próteses mamárias colocadas
décadas atrás e até um segundo lifting facial em pacientes que fizeram o
primeiro procedimento na meia-idade.
Beleza
tem idade?
Outro mito que vem caindo é o da idade como
limite absoluto para operar. Segundo o médico, a decisão depende muito mais das
condições clínicas do que da certidão de nascimento. "Já realizei
cirurgias em pacientes com mais de 80 anos. O que define a indicação é a saúde,
não a idade."
O aumento da expectativa de vida, o avanço
das técnicas cirúrgicas e anestésicas e o maior controle de doenças crônicas,
como hipertensão e diabetes, também contribuíram para essa mudança. Com
pacientes chegando aos 60 e 70 anos em melhores condições de saúde, a idade
deixou de ser o principal fator na decisão pela cirurgia.
Para Luiz Haroldo, o consultório acabou se tornando um retrato da nova terceira idade. "Hoje recebemos pacientes de 60, 70 e até mais de 80 anos que continuam trabalhando, viajando, praticando atividade física e fazendo planos. A cirurgia plástica acompanha essa mudança de comportamento."
Dr. Luiz Haroldo Pereira, que atende em Copacabana, no Rio de Janeiro, é referência em cirurgia corporal e facial no Brasil. O médico já foi presidente regional da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) do Rio Janeiro, participou da banca de exames para título de especialista em cirurgia plástica durante 12 anos e, desde 2006, é membro da comissão de avaliação para médicos que desejam se torna titulares da SBCP, capacitados para realizar as cirurgias de abdominoplastia, lipoaspiração, implantes de silicone e outros procedimentos.
www.drluizharoldo.com.br/
www.instagram.com/drluizharoldo

Nenhum comentário:
Postar um comentário