O rosto equilibrado vem substituindo os excessos estéticos e impulsionando a busca por resultados mais naturais

arquivo pessoal
Pacientes mais jovens, realizamos intervenções voltadas
ao embelezamento facial, corrigindo pequenas desproporções
e promovendo maior simetria e harmonização dos traços.
Durante anos, a estética facial esteve associada ao
aumento de volume. Lábios maiores, maçãs do rosto mais marcadas e mandíbulas
mais evidentes dominaram tendências e redes sociais. Agora, uma nova
movimentação começa a ganhar força nos consultórios: a busca pelo equilíbrio
facial.
Em vez de transformar traços, muitos pacientes
procuram tratamentos capazes de preservar características individuais e
combater sinais do envelhecimento sem exageros. O foco deixa de ser o volume e
passa a ser a harmonia.
Segundo a biomédica esteta Jessica Boza, o principal problema não
está nos procedimentos em si, mas na falta de planejamento. “O problema não é o
preenchimento. O problema é fazer preenchimentos sem planejamento. Muitas vezes
a paciente realiza pequenos procedimentos em locais diferentes ao longo dos
anos e acaba perdendo a naturalidade do rosto”, explica.
A discussão acompanha uma transformação no próprio
mercado da estética. Levantamentos internacionais apresentados durante o IMCAS
2025 mostram que 85% dos consumidores pretendem manter ou aumentar os
investimentos em procedimentos estéticos, mas a preferência por abordagens
menos invasivas e mais personalizadas cresce de forma consistente. O setor
brasileiro segue a mesma tendência e permanece entre os mais relevantes do
mundo.
Na avaliação da especialista, a beleza está muito
mais ligada à arquitetura facial do que ao aumento de volumes. “As pessoas
acreditam que rejuvenescimento é colocar mais produto, mas muitas vezes o
segredo está em devolver estrutura, luz e equilíbrio ao rosto”, afirma.
Jessica desenvolveu um protocolo de acompanhamento
baseado em cinco pilares: estrutura óssea, compartimentos de gordura, colágeno,
qualidade da pele e hábitos de vida. A proposta é compreender o envelhecimento
em todas as suas camadas antes de indicar qualquer intervenção.
Outro ponto importante é a individualização. “Um
lábio bonito não é necessariamente um lábio grande. Uma mandíbula bem
posicionada pode afinar visualmente o rosto. Cada face possui características
únicas e precisa ser respeitada”, destaca.
A tendência, segundo a especialista, é que os
tratamentos estéticos caminhem cada vez mais para a naturalidade, priorizando
resultados que valorizem a identidade de cada pessoa em vez da padronização de
traços.
@dra.jessicaboza
https://jessicaboza.com.br
Rua Constantino Marochi, 438, sala 1, Curitiba/PR.
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