À medida que a população envelhece, cresce a busca por modelos de cuidado que preservem a capacidade funcional e a independência dos idosos. Nesse cenário, o atendimento domiciliar deixou de se restringir à coleta de exames laboratoriais e hoje permite realizar, em casa, serviços como exames de imagem, vacinação, testes genéticos, infusões de medicamentos e monitoramentos específicos, ampliando o acesso ao cuidado com mais conforto e segurança.
O envelhecimento
da população brasileira vem transformando a forma como os serviços de saúde são
organizados. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
mais de 22 milhões de brasileiros têm 65 anos ou mais, o equivalente a 10,9% de
habitantes do país¹. No cenário global, a Organização Mundial da Saúde (OMS)
estima que o número de pessoas com 60 anos ou mais passará de 1 bilhão em 2020
para 2,1 bilhões até 2050².
Diante desse
cenário, cresce a necessidade de modelos assistenciais capazes de ampliar o
acesso aos cuidados de saúde sem comprometer a autonomia das pessoas. A própria
OMS define o envelhecimento saudável como o processo de desenvolver e manter a
capacidade funcional que permite às pessoas realizarem aquilo que valorizam ao
longo da vida³.
O atendimento
domiciliar acompanha essa transformação ao levar exames, vacinas e outros
serviços diretamente à residência ou ao ambiente de trabalho do paciente,
aproximando o cuidado da rotina das pessoas. "Ele não é apenas uma
tendência passageira, mas um reflexo das novas expectativas dos pacientes, que
buscam conveniência, qualidade, segurança e rapidez. Estamos acompanhando esse
movimento para garantir que a saúde chegue ao paciente com a excelência que ele
merece, onde quer que ele esteja", afirma Fernanda Fares, Diretora de
Operações e Negócios da Dasa.
Confira quatro
motivos que explicam por que esse modelo vem ganhando espaço, especialmente
entre a população idosa:
1. Preserva a
rotina e favorece a autonomia
Com o
avanço da idade, deslocamentos para consultas e exames podem se tornar mais
difíceis em razão da redução da mobilidade, da presença de doenças crônicas, ou
da necessidade de acompanhantes.
Ao
realizar exames em casa, o paciente reduz essas barreiras e consegue manter sua
rotina com mais conforto. A Organização Mundial da Saúde considera a capacidade
funcional um dos principais indicadores do envelhecimento saudável, conceito
que envolve a possibilidade de continuar realizando atividades importantes para
a vida cotidiana³.
"Cada
exame realizado em casa representa um deslocamento a menos e uma energia física
preservada. Para o paciente idoso, isso significa poder direcionar essa energia
e esse tempo para o que realmente importa no seu dia a dia — e é justamente
essa preservação da capacidade funcional que sustenta um envelhecimento mais
saudável", explica dra. Cristina Khawali, endocrinologista do Delboni e
Lavoisier, marcas da Dasa, líder em medicina diagnóstica no Brasil.
2. Facilita o
acesso aos cuidados de saúde
Essa modalidade
também ampliou a oferta de serviços que podem ser realizados em casa. Hoje,
além da coleta de exames laboratoriais, já é possível realizar vacinação,
testes genéticos, exames de imagem, infusão de medicamentos e monitoramentos
específicos. Dependendo da necessidade clínica, o paciente consegue realizar
diferentes etapas do cuidado sem precisar se deslocar até uma unidade de saúde.
3. Leva a
qualidade diagnóstica para dentro de casa
A evolução
tecnológica permitiu que diversos exames fossem adaptados para o ambiente
domiciliar sem renunciar aos protocolos técnicos utilizados na medicina
diagnóstica.
Outro exemplo é a
polissonografia domiciliar, exame utilizado na investigação de distúrbios do
sono, como a apneia obstrutiva do sono. Tradicionalmente realizado em hospitais
ou clínicas especializadas, o exame passou a poder ser feito na casa do
paciente com equipamentos portáteis, mantendo os critérios técnicos necessários
para o diagnóstico. Durante uma noite de sono, são monitorados parâmetros
respiratórios, cardíacos e os níveis de oxigenação, permitindo que a avaliação
aconteça no ambiente habitual do paciente e reflita de forma mais fiel sua
rotina de descanso⁴.
"A
polissonografia domiciliar é indicada principalmente para pacientes com suspeita
de apneia obstrutiva do sono que não apresentam comorbidades que exijam
monitoramento hospitalar. Por ser realizado no ambiente em que o paciente
efetivamente dorme, o exame tende a refletir de forma mais fiel o padrão real
de sono, o que pode até enriquecer a qualidade do
exame e facilitar o diagnóstico", afirma Cristina.
Mais do que uma
alternativa de conveniência, o atendimento domiciliar representa uma estratégia
para ampliar o acesso ao diagnóstico, favorecer a continuidade do cuidado e
responder às necessidades de uma população que busca envelhecer com mais
autonomia.
Referências
¹ IBGE – Censo Demográfico
2022. Link
² OMS – Ageing and Health. Link
³ OMS – Decade of Healthy Ageing (2021–2030). Link
⁴ AASM – Diretrizes para polissonografia domiciliar no diagnóstico da apneia
obstrutiva do sono. Link
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