• Uma
tentativa de fraude foi identificada a cada 21 segundos, somando mais de 4 mil
ocorrências por dia;
•
Quase 1 a cada 100 pedidos analisados apresentou risco de fraude;
• Beleza, Calçados e Saúde concentraram 56% de todas as investidas detectadas no período.
O comércio
eletrônico brasileiro esteve sob pressão constante dos fraudadores durante o
primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, foram identificadas 743.638
tentativas de fraude, segundo o Mapa da Fraude da Serasa Experian,
primeira e maior datatech do Brasil e líder em soluções antifraude. O volume
equivale a uma ocorrência a cada 21 segundos e a mais de 4 mil ocorrências por
dia, com quase 1 a cada 100 pedidos analisados apresentando indícios de fraude.
Caso essas operações não tivessem sido identificadas, poderiam ter provocado um
prejuízo de R$ 573.162.304 para empresas e consumidores.
“Os números
revelam uma pressão diária e contínua sobre as operações digitais. Em apenas
seis meses, foram centenas de milhares de investidas com potencial para causar
perdas superiores a meio bilhão de reais. Esse cenário mostra que a prevenção à
fraude não pode ser tratada apenas como uma etapa pontual da compra, mas como
uma estratégia permanente ao longo de toda a jornada do consumidor”, afirma o
Diretor de Autenticação e Prevenção a Fraude, Rodrigo Sanchez.
Beleza
lidera ranking, com quase 68 mil tentativas
As três categorias mais impactadas concentraram mais da metade (56%) de todas as tentativas de fraude identificadas no e-commerce durante o semestre. “Beleza” liderou o ranking, com 67.782 ocorrências, o equivalente a 23,8% de todas as tentativas de fraude identificadas. Na sequência, “Calçados” registrou 56.193 tentativas, e “Saúde” completou o top 3, com 35.314 registros. Juntas, somaram 159.289 tentativas de fraude. O resultado mostra que mais de uma em cada cinco investidas detectadas no comércio eletrônico esteve concentrada nesses segmentos. Confira o detalhamento na tabela abaixo:
A composição do ranking mudou de forma relevante em relação ao primeiro semestre de 2025. No ano passado, “Eletrodomésticos” ocupava uma posição entre as três categorias mais impactadas, enquanto “Saúde” aparecia apenas na sétima colocação. Em 2026, o segmento passou a integrar o top 3. Segundo Sanchez, a mudança pode acompanhar o crescimento da procura por produtos relacionados à saúde, ao autocuidado e ao bem-estar, incluindo itens de alta demanda e maior ticket médio, como medicamentos emagrecedores. Embora os dados não permitam estabelecer uma relação direta de causa e efeito, o avanço reforça a necessidade de atenção a categorias que passam por rápidas mudanças de consumo.
“Fraudadores
acompanham tendências e buscam oportunidades em segmentos com maior urgência de
compra ou produtos de valor elevado. A rápida subida de ‘Saúde’ no ranking
mostra que o risco pode mudar de direção em pouco tempo, exigindo que as
empresas atualizem constantemente seus modelos e regras de prevenção”, analisa
o Diretor da datatech.
Uma
brecha pode transformar uma compra em prejuízo
O prejuízo
potencial superior a R$ 673 milhões evidencia o impacto financeiro que as
investidas poderiam provocar caso avançassem. Além das perdas diretas, fraudes
bem-sucedidas podem gerar custos operacionais, contestações de pagamento,
desgaste da relação com o consumidor e danos à reputação das lojas.
Ao mesmo tempo, mecanismos
excessivamente rígidos também podem barrar clientes legítimos e levar ao
abandono da compra. Por isso, a Serasa Experian recomenda uma estratégia capaz
de diferenciar operações confiáveis de comportamentos suspeitos em tempo real,
reduzindo riscos sem acrescentar obstáculos desnecessários à experiência do
usuário.
Como
consumidores podem reduzir os riscos nas compras online:
• Desconfiar de
produtos anunciados por preços muito abaixo dos praticados pelo mercado;
• Conferir
cuidadosamente o endereço do site antes de inserir dados pessoais ou
informações de pagamento;
• Evitar links
recebidos por e-mail, SMS, redes sociais ou aplicativos de mensagem e acessar a
loja diretamente pelo canal oficial;
• Utilizar
senhas fortes e diferentes para cada serviço, além de ativar a autenticação em
dois fatores;
• Não
compartilhar senhas, códigos de confirmação ou dados completos do cartão;
• Dar
preferência a cartões virtuais e acompanhar os alertas de movimentação enviados
pelas instituições financeiras;
• Verificar a
reputação da loja e seus canais oficiais de atendimento antes de concluir a
compra.
Recomendações
para empresas:
• Adotar uma
estratégia de prevenção à fraude em camadas, combinando dados cadastrais,
validação de identidade, análise de dispositivos e comportamento transacional;
• Atualizar
continuamente os modelos de risco para acompanhar mudanças nas estratégias dos
fraudadores;
• Monitorar
ocorrências por categoria, produto, valor, canal, forma de pagamento e perfil
de compra;
• Aplicar
autenticações adicionais de forma proporcional ao risco identificado;
• Orquestrar
diferentes tecnologias para reduzir perdas sem prejudicar a jornada dos
consumidores legítimos;
• Utilizar os dados de prevenção à fraude como apoio às decisões comerciais, reduzindo tanto a aprovação de operações fraudulentas quanto a recusa indevida de bons clientes.
Experian
experianplc.com

Nenhum comentário:
Postar um comentário