Busca por
experiências mais autênticas impulsiona o interesse por cidades e regiões
alternativas
Magnific
Viajar para os destinos mais famosos do mundo já
não significa, necessariamente, viver a melhor experiência. Filas extensas,
preços elevados, dificuldade para encontrar hospedagem e medidas para conter o
excesso de visitantes têm levado cada vez mais turistas a procurar alternativas
menos conhecidas. Esse movimento vem sendo chamado de busca por "destinos
alternativos" e acompanha a expansão do fenômeno conhecido como overtourism,
ou seja, quando o número de visitantes ultrapassa a capacidade de um destino.
Na Europa, cidades como Girona,
na Espanha, Trieste, na Itália, ou a ilha de Naxos,
na Grécia, aparecem como alternativas para quem deseja conhecer a região sem
enfrentar intensa movimentação.
Ao mesmo tempo, os viajantes têm buscado roteiros
que proporcionem maior contato com a cultura local, experiências mais
autênticas e um ritmo mais tranquilo. Segundo levantamento da Booking, o interesse dos brasileiros tem crescido também
por destinos menos tradicionais dentro do próprio país. Entre abril e junho de
2025, Jijoca de Jericoacoara, no Ceará, liderou o ranking com
um aumento de 312% nas buscas.
Para Cláudia Brito, Sócia-Diretora comercial da Coris, referência em
seguro-viagem e assistência com atendimento 24h em português, essa mudança
demonstra o que os turistas têm procurado na hora de escolher um destino. “Muitos
viajantes entendem que conhecer um lugar vai muito além de visitar os
cartões-postais mais famosos. Existe um interesse crescente por destinos que
ofereçam uma experiência mais próxima da cultura local e um ritmo diferente
daquele encontrado nos grandes polos turístico”, afirma.
Na América do Sul, localidades como San Martín
de los Andes, na Argentina, e o Vale de Colchagua,
no Chile, também têm atraído turistas em busca de experiências mais tranquilas.
No Brasil, destinos como São Miguel do Gostoso (RN), Caraíva (BA), Bombinhas
(SC) e São Francisco de Paula (RS) vêm conquistando espaço
entre quem deseja fugir dos roteiros mais concorridos.
“Em muitos casos, cidades menores ou regiões mais
afastadas dos grandes centros possuem uma infraestrutura diferente daquela
encontrada nos destinos mais tradicionais. Antes de embarcar, é importante
pesquisar como funciona a rede de saúde local, entender os meios de transporte
disponíveis, acompanhar as condições climáticas e organizar toda a documentação
necessária. Um bom planejamento permite que o viajante aproveite a experiência
com muito mais tranquilidade”, explica.
Segundo a executiva, esse cuidado se torna ainda
mais importante em viagens internacionais, especialmente quando o destino
possui atendimento médico mais restrito ou exige deslocamentos maiores até hospitais
e centros especializados.
“Independentemente de o destino ser famoso ou pouco conhecido, imprevistos podem acontecer. Estar preparado faz toda a diferença para que qualquer situação seja resolvida com rapidez e para que a viagem continue sendo lembrada pelos bons momentos, e não pelos problemas”.
Coris
https://coris.com.br/
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