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terça-feira, 11 de novembro de 2025

Com mais sol e pólen no ar, cresce o alerta para os cuidados com os olhos

Rodenstock
Divulgação
Dias mais quentes e ensolarados da primavera e do verão exigem atenção redobrada à saúde ocular e ao uso de lentes com proteção solar

 

O aumento do pólen no ar e a maior incidência de raios solares típicos da primavera e do verão podem causar irritação, coceira, vermelhidão e até infecções nos olhos. Especialistas alertam que o calor e os dias mais longos exigem atenção redobrada com a saúde ocular, principalmente em pessoas sensíveis a alergias. 

De acordo com o Dr. Flávio Vilela, médico oftalmologista, evitar coçar os olhos é essencial. “Coçar aumenta a irritação e pode causar pequenas lesões; quando as mãos estão sujas, facilita o desenvolvimento de infecções. Repetidamente, coçar os olhos pode ainda levar ao aparecimento de doenças mais graves, como o ceratocone. A prevenção começa com hábitos básicos de higiene, como lavar as mãos com frequência”, explica. 

Além das alergias, os dias mais quentes e ensolarados pedem atenção especial com a proteção contra os raios ultravioletas (UV), que podem causar danos cumulativos à visão ao longo do tempo. Segundo Hugo Mota, presidente da Rodenstock Brasil, o uso de óculos de sol de qualidade ou de lentes fotossensíveis é indispensável.. “Mais do que um acessório, os óculos com lentes adequadas funcionam como uma barreira essencial contra os raios UV. Escolher lentes de qualidade faz toda a diferença na proteção dos olhos”, diz. 

Para quem busca ainda mais conforto, as lentes polarizadas reduzem reflexos em superfícies como água e asfalto, melhoram a percepção de cores e aliviam o cansaço ocular, ideais para dirigir, passear ou praticar esportes ao ar livre durante a estação. 

A alimentação também desempenha papel importante na saúde dos olhos. Alimentos ricos em antioxidantes como frutas e vegetais coloridos, ajudam a combater os radicais livres e a retardar o envelhecimento do cristalino. Já os vegetais de folhas verde-escuras contribuem para proteger os tecidos oculares contra danos solares. 

“Como nutricionista, observo que muitas pessoas só passam a se preocupar com a saúde ocular quando surge algum problema. Na realidade, cuidar da visão começa muito antes e é reforçado diariamente pelas escolhas à mesa. Um café da manhã com ovos, abacate e frutas cítricas fornece antioxidantes como vitamina E, luteína e vitamina C, que ajudam a proteger o cristalino. No almoço, folhas verde-escuras e fontes de ômega-3, como peixes ou azeite de oliva, fortalecem a retina e reduzem inflamações. Já no jantar, refeições leves, com proteínas magras e carboidratos de baixo índice glicêmico, contribuem para o controle da glicemia, prevenindo problemas visuais e favorecendo o sono e a recuperação do organismo”, declara o nutricionista esportivo Gabriel Zumpichiatti. 

Mesmo com todos os cuidados, qualquer desconforto persistente, irritação ou alteração visual deve ser avaliado por um oftalmologista. O diagnóstico precoce é essencial para preservar a visão e evitar complicações. 

“Na Rodenstock, trabalhamos para proporcionar uma visão mais precisa e confortável. Tecnologias como as lentes ColorMatic® X e as polarizadas Rodenstock refletem nosso compromisso com a proteção UV, a personalização biométrica e o bem-estar visual de cada pessoa”, reforça Mota. 



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Roche apresenta resultados do estudo de fase III com fenebrutinibe para esclerose múltipla

Estudo clínico indicou que o medicamento oral em investigação reduziu recaídas na forma remitente-recorrente e apresentou resultado favorável na forma primária progressiva da doença 

 

A Roche divulgou novos dados de Fase III sobre o fenebrutinibe, medicamento oral em investigação para o tratamento da esclerose múltipla (EM). Os resultados referem-se aos estudos FENhance 2 e FENtrepid, que avaliaram o uso da terapia nas duas principais formas da doença: a esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR) e a esclerose múltipla primária progressiva (EMPP). 

A esclerose múltipla é uma doença neurológica crônica em que o sistema imunológico passa a atacar o sistema nervoso central, comprometendo a comunicação entre cérebro e corpo. Isso pode causar episódios de piora dos sintomas, chamados recaídas, e levar ao avanço gradual da incapacidade ao longo do tempo. 

O estudo FENhance 2 envolveu 1.497 pessoas com EMRR e comparou o fenebrutinibe à teriflunomida, tratamento já utilizado para essa forma da doença. O estudo atingiu seu objetivo principal e mostrou redução significativa no número de recaídas após cerca de dois anos de acompanhamento. Entre os desfechos avaliados estavam também medidas de progressão da incapacidade ao longo do período do estudo. 

O fenebrutinibe é um inibidor não covalente da tirosina quinase de Bruton (BTK), administrado por via oral. O medicamento atua em dois mecanismos associados ao desenvolvimento e ao avanço da EM: a inflamação que causa as recaídas e os processos que contribuem para a progressão dos sintomas ao longo do tempo. Ele age sobre células B, envolvidas nas crises inflamatórias, e sobre a microglia — células que estão dentro do cérebro e podem participar do dano contínuo aos neurônios. O composto foi desenvolvido para atuar em todo o organismo e também alcançar o sistema nervoso central ao atravessar a barreira hematoencefálica, com o objetivo de agir tanto na inflamação aguda quanto na inflamação crônica da doença.

O FENtrepid, que avaliou o fenebrutinibe em 985 pessoas com EMPP, também atingiu seu objetivo principal. A terapia apresentou desempenho semelhante ao ocrelizumabe — único tratamento atualmente aprovado para essa forma da doença — no atraso da progressão da incapacidade após mais de dois anos de acompanhamento. Uma diferença favorável ao fenebrutinibe foi observada a partir do sexto mês de estudo e se manteve durante todo o período avaliado. O estudo considerou, entre seus critérios de avaliação, medidas de capacidade funcional, marcha e mobilidade das mãos e membros superiores. O perfil de segurança foi consistente com resultados de estudos anteriores, e análises adicionais seguem em andamento. 

Os resultados completos dos estudos FENhance 2 e FENtrepid serão apresentados em congressos científicos. O segundo estudo de Fase III com a terapia (FENhance 1), também em EMRR, está em andamento e tem divulgação prevista para o primeiro semestre de 2026. Após sua conclusão, os dados combinados poderão sustentar eventual submissão do medicamento às autoridades regulatórias em diferentes países.

 

Sobre a esclerose múltipla

A esclerose múltipla (EM) é uma doença crônica e degenerativa que afeta cerca de 35 mil pessoas no Brasil e, é classificada em três tipos: a remitente-recorrente (EMRR), a primária progressiva (EMPP) e a secundária progressiva (EMSP). A condição não tem cura, e ocorre quando o sistema imunológico ataca anormalmente a bainha de mielina no cérebro, medula espinhal e nervos ópticos, causando inflamação e danos consequentes. Estes danos podem causar uma ampla gama de sintomas, incluindo fraqueza muscular, fadiga e dificuldade visual, e pode, eventualmente, levar à deficiência. A maioria das pessoas com EM são mulheres e apresentam seus primeiros sintomas entre 20 e 40 anos de idade, tornando a doença a principal causa de incapacidade não-traumática em adultos mais jovens. 

A esclerose múltipla remitente recorrente é a forma mais comum da condição, afetando aproximadamente 85% dos diagnosticados, e caracteriza-se por episódios de sinais ou sintomas novos ou agravados, seguidos de períodos de recuperação. A maioria dos pacientes com EMRR irá, eventualmente, fazer transição para EM secundária progressiva, em que ocorre o agravamento da deficiência ao longo do tempo. Já a EM primária progressiva, a forma mais debilitante da doença, é marcada por sintomas que se agravam de forma constante, mas tipicamente sem recorrências distintas ou períodos de remissão.

 

Novembro Azul: mitos sobre a saúde da próstata que ainda confundem muitos homen

Enfermeiro explica que ter as informações corretas é essencial para a prevenção


A campanha Novembro Azul reforça a importância do cuidado com a saúde do homem, especialmente na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de próstata. Embora o tema seja cada vez mais discutido, muitos mitos ainda atrapalham o entendimento da população e acabam afastando o público-alvo dos exames de rotina. O enfermeiro e coordenador do curso de Enfermagem da UNINASSAU Rio de Janeiro, Antônio Ribeiro, listou algumas dúvidas mais comuns e o que é verdade sobre cada uma delas.


1. “Câncer de próstata só acomete idosos”

O risco realmente aumenta com a idade, mas não é exclusivo dos mais velhos. Segundo o professor, cerca de 35% dos casos acontecem entre homens de 40 a 65 anos e muitos não apresentam sintomas nas fases iniciais. “É por isso que os exames preventivos são tão importantes. Identificar precocemente aumenta muito as chances de cura”, explica.


2. “O exame de toque é extremamente doloroso”

Essa ideia ainda afasta muitos homens do consultório, mas não corresponde à realidade. “O toque retal pode causar apenas um leve desconforto e dura poucos segundos. Não é doloroso e continua sendo um exame essencial para o diagnóstico”, destaca o enfermeiro. Associado ao PSA, ele aumenta a precisão na avaliação da saúde da próstata.


3. “Disfunção erétil é só psicológica”

Embora questões emocionais possam ser responsáveis por parte dos casos, não é a principal causa. “Entre 10% e 20% têm origem psicológica, mas a disfunção também pode estar ligada a fatores físicos, como doenças circulatórias, diabetes, hipertensão e alterações hormonais”, afirma Antônio. Por isso, o acompanhamento médico também é importante.


4. “Se não há sintomas, não há risco”

Essa é uma das crenças mais perigosas. “Muitas doenças da próstata não apresentam sintomas nas fases iniciais. O câncer, principalmente, pode evoluir silenciosamente. Por isso, exames como o PSA e a ultrassonografia devem ser realizados mesmo quando não há queixas”, orienta.


5. “Beber muita água previne problemas na próstata”

A hidratação é importante para o organismo como um todo, mas não evita doenças da próstata. “Não há evidências sobre o consumo excessivo de água previnir alterações prostáticas. O que realmente ajuda é o acompanhamento médico, hábitos saudáveis e exames regulares”, explica o coordenador do curso de Enfermagem da UNINASSAU.

Mais do que uma campanha, o movimento quer quebrar estigmas e incentivar o cuidado contínuo com a saúde masculina. Sendo assim, buscar informação, fazer exames e manter consultas em dia são passos simples e podem salvar vidas.


Dados demonstram que agir no pré-diabetes pode evitar mais de 50% das mortes cardiovasculares ou hospitalizações por insuficiência cardíaca1

 

  • Estudo apresentado no Congresso Europeu EASD 2025, em Viena, revela que a remissão do pré-diabetes pode reduzir em mais de 50% o risco de morte cardiovascular ou hospitalizações por insuficiência cardíaca e, em mais de 40%, mortalidade por todas as causas1
  • Alcançar a remissão do pré-diabetes para os valores glicêmicos normais representa uma abordagem pioneira em prevenção primária1, além de reverter em 58% a progressão para o diabetes tipo 22
  • Consulta pública para reavaliação do PCDT, aberta até 11 de novembro, avalia tirar o pré-diabetes como fator de risco para o desenvolvimento do diabetes tipo 23

     

A Merck Brasil reuniu imprensa e especialistas em São Paulo para a apresentação inédita no Brasil dos dados recentemente apresentados no Congresso da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD) 2025. Pela primeira vez, estudos demonstraram que normalizar a glicemia em pacientes com pré-diabetes, alcançando a remissão desta condição (normoglicemia), pode reduzir em mais de 50% o risco de morte cardiovascular ou hospitalização por Insuficiência Cardíaca (IC) e em mais de 40% o risco de mortalidade por todas as causas1. 

“Essas evidências comprovam que reverter o pré-diabetes para valores glicêmicos normais não está apenas associada à menor incidência de diabetes tipo 2, mas também representa uma abordagem pioneira para a prevenção primária nos indivíduos com pré-diabetes”1, comenta Dra. Denise Franco (CRM-SP 54481|RQE 18096), endocrinologista e especialista em tecnologia no tratamento do diabetes, membro da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). 

De acordo com dados da SBD, cerca de 30 milhões de brasileiros vivem com pré-diabetes no país4. A doença, apesar de silenciosa, aumenta em 15% o risco de alguns tipos de câncer, 20% o risco cardiovascular e 67% o risco de complicações renais5-7. 

“Nosso papel é mostrar que o pré-diabetes é uma doença que ainda pode ser revertida, um convite à ação imediata”, reforça Roberta Brito, gerente médica da Merck para diabetes e obesidade. “A iniciativa reforça nosso compromisso com a prevenção e educação em saúde, estabelecendo estratégias de controle, não somente em relação à evolução para o diabetes tipo 2 (DM2), mas também na redução do risco cardiovascular e na melhoria da qualidade de vida da população”1,2, reforça. 

O evento foi mediado pela Dra. Thelma Assis (CRM-SP CRM 149800), médica e apresentadora. “É importante que a população saiba que o rastreio do pré-diabetes é simples, e que, na maioria dos casos, a mudança de hábitos alimentares e a incorporação de atividades físicas intensas são capazes de evitar o desenvolvimento do diabetes tipo 2, uma doença crônica, irreversível e progressiva”, explica Thelminha. Em casos determinados ou quando a mudança de estilo de vida não é adotada adequadamente, o uso de medicação pode ser necessário para a normalização da glicemia8,9.
 

Consulta Pública para Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Diabetes Tipo 2 

Até o dia 11 de novembro, está aberta a Consulta Pública de número 82, para atualização do PCDT de diabetes. No documento, entre outras alterações, houve a recomendação da retirada do pré-diabetes como um fator de risco para o diabetes tipo 23. 

“A retirada do pré-diabetes como fator de risco para diabetes tipo 2 nos surpreendeu, pois, inicialmente, essa avaliação sequer fazia parte do escopo da revisão do PCDT, e está desalinhado às diretrizes nacionais e internacionais, como a europeia e americana10-12. Assim, queremos chamar a atenção para a importância da manutenção do pré-diabetes como fator de risco – principalmente, em posse desses dados recentemente apresentados no EASD sobre redução de mortalidade e internação”, comenta Franco.
  
 


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 Referências 

  1. ELSA VAZQUEZ ARREOLA, ROBERT L. HANSON, ARVID SANDFORTH, LEONTINE SANDFORTH, SARAH KATZENSTEIN, NORBERT STEFAN, HUBERT PREISSL, NIKOLAUS MARX, REINER JUMPERTZ VON SCHWARTZENBERG, ANDREAS L. BIRKENFELD; 161-OR: Prediabetes Remission and Cardiovascular Mortality and Morbidity. Diabetes 20 June 2025; 74 (Supplement_1): 161–OR. Link
  2. Aroda VR, Knowler WC, Crandall JP, et al. Metformin for diabetes prevention: insights gained from the Diabetes Prevention Program/Diabetes Prevention Program Outcomes Study. Diabetologia. 2017;60(9):1601-1611.
  3. CONITEC. Disponível em: Relatório preliminar - Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Diabete Melito tipo 2. Acesso em novembro de 2025.
  4. IDF Diabetes Atlas 11th Edition (adults 18-79 years old).
  5. Scappaticcio L, Maiorino MI, Bellastella G, Giugliano D, Esposito K. Insights into the relationships between diabetes, prediabetes, and cancer. Endocrine. 2017 May;56(2):231-239. doi: 10.1007/s12020-016-1216-y. Epub 2016 Dec 31.PMID: 28040833
  6. Grundy SM. Pre-diabetes, metabolic syndrome, and cardiovascular risk. J Am Coll Cardiol. 2012;59(7):635-643. doi:10.1016/j.jacc.2011.08.080
  7. Plantinga LC, Crews DC, Coresh J, et al. Prevalence of chronic kidney disease in US adults with undiagnosed diabetes or prediabetes. Clin J Am Soc Nephrol. 2010;5(4):673-682.
  8. Ismail L, Materwala H, Al Kaabi J. Association of risk factors with type 2 diabetes: A systematic review. Comput Struct Biotechnol J. 2021 Mar 10;19:1759-1785. doi: 10.1016/j.csbj.2021.03.003. PMID: 33897980; PMCID: PMC8050730.
  9. Associação Paulista de Medicina (APM). Idade inicial para rastrear diabetes tipo 2 muda para 35 anos, de acordo com nova diretriz de sociedade médica. Disponível em Idade inicial para rastrear diabetes tipo 2 muda para 35 anos, de acordo com nova diretriz de sociedade médica - APM. Último acesso em 12/08/2025 às 14 horas.
  10. Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2025. 11th Edition | 2025 IDF Diabetes Atlas
  11. EASD 2026, Guideline Report: Diabetes Distress
  12. American Diabetes Association Professional Practice Committee; 2. Diagnosis and Classification of Diabetes: Standards of Care in Diabetes—2025. Diabetes Care 1 January 2025; 48 (Supplement_1): S27–S49. https://doi.org/10.2337/dc25-S002



Novembro Azul incentiva o cuidado preventivo e o diagnóstico precoce do câncer de próstat

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Campanha reforça a importância da consulta com o urologista e destaca avanços em exames e tratamentos 

 

O Novembro Azul é um movimento mundial que chama atenção para o câncer de próstata — o segundo tipo mais comum entre os homens no Brasil, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é de 72 mil novos casos por ano no país, representando cerca de 30% de todos os diagnósticos de câncer masculino. A doença também figura entre as principais causas de morte por câncer na população masculina, especialmente quando identificada tardiamente.

A Doctor Clin se une à campanha para incentivar o cuidado preventivo e o diagnóstico precoce, que podem garantir até 90% de chances de cura. O foco é quebrar tabus, estimular o diálogo sobre a saúde masculina e reforçar a importância da consulta regular com o urologista.

Segundo o médico urologista da Doctor Clin, Dr. Raul Guilherme Goulart de Andrade, fatores como envelhecimento, herança genética e etnia estão entre os principais riscos. “A obesidade associada a uma dieta rica em gorduras também é um fator de risco importante”, ressalta.

O especialista recomenda que o acompanhamento urológico comece ainda na juventude, com orientações sobre hábitos saudáveis, e que o rastreamento do câncer de próstata tenha início aos 50 anos — ou aos 45 anos no caso de homens negros ou com histórico familiar da doença.

“O câncer de próstata é o tumor não cutâneo mais frequente em homens e, quando detectado no início, tem até 90% de chance de cura”, explica o Dr. Raul. O rastreamento é feito por dois exames simples: o PSA (antígeno prostático específico), realizado por meio de exame de sangue, e o toque retal, procedimento rápido, indolor e feito no próprio consultório.

Entre os avanços mais recentes, o médico destaca a cirurgia robótica, técnica minimamente invasiva que reduz o sangramento e o tempo de internação, além de proporcionar melhor recuperação e preservação das funções urinárias e sexuais. Outro avanço importante é a ressonância magnética multiparamétrica da próstata, que possibilita um diagnóstico mais preciso e evita biópsias desnecessárias. Quando a biópsia é necessária, o método transperineal vem sendo cada vez mais adotado por reduzir o risco de infecções.

“Hoje dispomos de recursos muito eficazes para rastrear e tratar o câncer de próstata. O mais importante é que os homens percam o medo e busquem orientação médica regularmente”, reforça o Dr. Raul.

O cuidado com a saúde masculina deve fazer parte da rotina, e não se limitar a um período do ano. Consultar o urologista regularmente, mesmo sem sintomas, é fundamental para garantir o diagnóstico precoce e aumentar as chances de cura. Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas, evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool são atitudes simples que fazem diferença na prevenção não apenas do câncer de próstata, mas de diversas outras doenças.

Falar sobre o tema também é um gesto de cuidado. Conversar com amigos e familiares, incentivar outros homens a realizar seus exames e romper preconceitos são formas de fortalecer uma cultura de prevenção e autocuidado. Para orientações, consultas e exames preventivos, procure uma unidade da Doctor Clin.

  

Marcelo Matusiak e Rafael Sodré


Dislexia afeta 8 milhões no Brasil e a luz elétrica certa pode facilitar o aprendizad

No mês de conscientização sobre a dislexia, especialista em iluminação saudável explica como o tipo de luz pode impactar o foco, o bem-estar e a autoestima de quem enfrenta o transtorno 

Novembro é o mês de conscientização sobre a dislexia, uma condição que atinge cerca de 8 milhões de brasileiros — o equivalente a 5% da população, segundo estimativas do Ministério da Saúde e da Associação Brasileira de Dislexia. Geralmente identificada entre os 5 e 7 anos de idade, quando a alfabetização começa, a dislexia se manifesta por dificuldades na leitura, na escrita e na associação de sons às letras, mas não compromete a inteligência nem o potencial de aprendizado. Apesar de comum, o transtorno ainda é cercado por desinformação e pode gerar impactos emocionais e sociais, especialmente em ambientes pouco adaptados às necessidades de quem convive com ele.

 

O que nem todos sabem é que a iluminação pode se tornar uma aliada importante nesse processo. De acordo com Adriana Tedesco, especialista em Iluminação Saudável, o tipo de luz elétrica ao qual a pessoa está exposta pode influenciar diretamente a concentração, o conforto e até a autoestima. “A iluminação projetada de forma adaptativa pode contribuir para aumentar o bem-estar e a concentração de pessoas com dislexia. Respeitar as necessidades dos usuários é essencial para o desenvolvimento de um projeto de iluminação mais assertivo, pois a luz adaptativa atenderá especificamente as maiores dificuldades das condições que caracterizam cérebros neuroatípicos”, explica.

 

Segundo Adriana, pequenos ajustes na luz já fazem grande diferença. “O objetivo principal é aumentar a intensidade luminosa na temperatura de cor mais branca, para ajudar no foco e na concentração. Também é importante diminuir contrastes e ofuscamentos causados pela luz, dar preferência à iluminação difusa e uniforme e permitir o ajuste tanto da temperatura de cor quanto da intensidade, para que o próprio usuário possa escolher seu cenário de acordo com as atividades exercidas”, orienta.

 

A especialista ressalta a importância de valorizar a luz natural, que tem um papel fundamental no equilíbrio emocional. “Ela deve ser mais explorada, abrindo possibilidades para que esteja presente nos espaços. A luz elétrica atua como coadjuvante em locais que aproveitam bem a luz natural e como protagonista quando há carência dela. Ambas, quando bem projetadas, contribuem para a regulação do humor e a produção de serotonina, melhorando o equilíbrio geral do organismo”, afirma.

 

Durante momentos de leitura e estudo, Adriana recomenda luzes mais brancas e intensas, como as de 4000K, aplicadas de forma difusa e uniforme. Além de favorecer o desempenho visual e cognitivo, ela explica que a iluminação saudável tem impacto direto na saúde integral. “Quando projetada de forma dinâmica, simulando a rota do sol ao longo do dia, e adaptativa, respeitando as necessidades de cada pessoa, a luz elétrica contribui para o equilíbrio dos biorritmos e promove mais tranquilidade e autoestima”, completa.

 

Por fim, a especialista alerta para um detalhe técnico importante: pessoas com dislexia e outros cérebros neuroatípicos são mais sensíveis ao flicker dos LEDs — o leve pulsar da luz, imperceptível para muitos, mas incômodo para alguns. “É essencial utilizar luminárias que atendam a protocolos de saúde. Somente um bom Lighting Designer, conhecedor desses aspectos, poderá avaliar corretamente os produtos seguros a serem usados em um projeto de iluminação”, reforça Adriana.

 

Em um mês voltado à conscientização e ao acolhimento, o lembrete é simples, mas poderoso: a luz certa pode iluminar muito mais do que um ambiente — pode transformar a experiência de aprendizado e o bem-estar de milhões de pessoas.

 

Adriana Tedesco - tem como missão projetar ambientes luminosos saudáveis, trazendo experiências da natureza para dentro de nossos espaços, permitindo que o corpo humano reconheça e se sincronize com os ciclos naturais. Seu trabalho visa proporcionar bem-estar e qualidade de vida, transformando a iluminação em uma ferramenta de cura e reconexão com a própria essência. Ela é titular do Studio Guido Projetos de Iluminação Integrativa, referência no setor, onde lidera o desenvolvimento de projetos que aliam luz e saúde. Seu escritório é um dos poucos especializados nessa abordagem inovadora, que considera os impactos da iluminação no ser humano. Adriana iniciou sua trajetória na arte e no design desde a infância, influenciada por sua família e amigos. Aos 18 anos, formou-se em Educação Artística e licenciatura em Artes Cênicas, especializando-se posteriormente na Itália, onde teve contato com fábricas renomadas e participou, por 13 anos consecutivos, dos maiores eventos internacionais de tecnologia e design em Frankfurt e Milão. Ela se aprofundou nos impactos da luz artificial na saúde e no comportamento humano, especializando-se em Lighting Design com foco em neurociência e bem-estar. É pós-graduada em Naturopatia, capacitada em Neuroiluminação pelo Instituto Poli Design de Milão e possui MBA em Neuroarquitetura e Iluminação pelo Instituto Franklin Covey. Como especialista em design biofílico, Adriana une diferentes áreas do conhecimento para criar uma metodologia própria na projeção da iluminação nos ambientes construídos. Sua abordagem humanizada coloca as pessoas no centro dos projetos, minimizando os impactos negativos da luz artificial e promovendo um ambiente mais harmônico e equilibrado. O Studio Guido Projetos de Iluminação Integrativa está localizado na Rua Guaiaó, 66 - sala 809 - Praiamar Corporate - Santos - SP. Telefone: (13) 3234-3445.



Brasil registra 300 mil nascimentos prematuros por ano e reforça cuidados no Novembro Roxo

Infectologista pediátrica alerta para a importância da prevenção, da imunização e dos cuidados redobrados nos primeiros meses de vida dos pequenos que nascem antes do tempo

 

Durante todo o mês de novembro, a campanha Novembro Roxo reforça a importância da conscientização sobre a prematuridade, uma condição que afeta cerca de 12% dos nascimentos no Brasil, o que equivale a 300 mil bebês por ano, segundo dados do Ministério da Saúde. A data visa chamar a atenção para os desafios enfrentados pelos recém-nascidos prematuros e suas famílias, além de promover ações de prevenção e apoio. O Brasil ocupa a 10ª posição no ranking mundial de prematuridade, atrás de países como Índia, China e Nigéria. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), são considerados prematuros os bebês nascidos antes das 37 semanas de gestação. Esses casos se dividem entre prematuros extremos (antes das 28 semanas), muito prematuros (de 28 a 31 semanas), moderados (32 a 33 semanas) e tardios (de 34 a 36 semanas). As chances de sobrevivência variam conforme a idade gestacional: enquanto prematuros extremos têm taxa de sobrevivência entre 2% e 70%, aqueles que nascem entre 29 e 36 semanas têm mais de 90% de chance de sobreviver, especialmente graças aos avanços da medicina e da infraestrutura hospitalar. 

A médica infectologista pediátrica Dra. Carolina Brites explica que os bebês prematuros exigem cuidados redobrados nos primeiros meses de vida. “O sistema imunológico de um prematuro é extremamente imaturo, e a transferência de anticorpos da mãe para o bebê, que deveria acontecer ao longo dos nove meses de gestação, é deficiente. Isso os torna mais suscetíveis a grandes infecções, como pneumonia, meningite e quadros sépticos”, destaca. 

Entre as principais medidas de proteção, a especialista enfatiza a importância da vacinação. “A vacinação é essencial para todos, mas ainda mais para os prematuros, justamente pela ausência adequada dos anticorpos maternos. Seguir o calendário de vacinação e manter o acompanhamento médico regular ajuda a detectar precocemente qualquer sinal de doença, prevenindo complicações e reduzindo a gravidade dos casos”, orienta a médica. 

Além das vacinas, a Dra. Carolina ressalta que o cuidado deve começar ainda na gestação. “É importante que a mãe mantenha uma alimentação saudável, pratique atividade física regular e esteja com a vacinação em dia. Caso o bebê nasça prematuro, toda a rede de apoio também deve estar protegida, evitando o risco de transmissão de doenças. O acompanhamento rigoroso com o pediatra e a limitação de contato com aglomerações fazem toda a diferença nesse período inicial”, explica. 

Nos últimos anos, os avanços tecnológicos e científicos têm transformado a realidade desses pequenos guerreiros. “Hoje, as UTIs neonatais são cada vez mais preparadas para atender especificamente os prematuros, com equipamentos e protocolos adequados. O desenvolvimento de novas medicações, vacinas e o aprimoramento dos cuidados neonatais têm garantido melhor qualidade de vida e menos sequelas neurológicas e oftalmológicas no futuro”, ressalta a infectologista. 

Para a médica, planejar a gestação e cuidar da saúde antes de engravidar também é uma forma eficaz de reduzir os índices de prematuridade. “Quando a mulher faz um planejamento reprodutivo, mantém o acompanhamento médico e controla suas condições de saúde, como hipertensão ou diabetes, as chances de um parto prematuro diminuem. Caso ele aconteça, os cuidados prévios ajudam a minimizar os riscos para o bebê”, completa. 

 

Carolina Brites CRM-SP: 115624 | RQE: 122965 - concluiu sua graduação em Medicina na Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES) em 2004. Especializou-se em Pediatria pela Santa Casa de Santos entre 2005 e 2007, onde obteve o Título de Pediatria conferido pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Posteriormente, especializou-se em Infectologia infantil pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e completou uma pós-graduação em Neonatologia pelo IBCMED em 2020. Em 2021, concluiu o mestrado em Ciências Interdisciplinares em Saúde pela UNIFESP. Atualmente, é professora de Pediatria na UNAERP em Guarujá e na Universidade São Judas em Cubatão. Trabalha em serviço público de saúde na CCDI – SAE Santos e no Hospital Regional de Itanhaém. Além disso, mantém um consultório particular e assiste em sala de parto na Santa Casa de Misericórdia de Santos. Ministra aulas nas instituições de ensino onde é professora.



Estudo comprova os benefícios do exercício físico para a autonomia na terceira idade

Estudo com participantes do programa “Platinum – Longevidade Saudável” da Companhia Athletica revela altos índices de desempenho funcional em força, mobilidade e equilíbrio
 

A prática regular de exercícios físicos é uma das estratégias mais eficazes para preservar a autonomia e a qualidade de vida durante o envelhecimento. Essa é uma das principais conclusões da pesquisa “Avaliação da Capacidade Funcional de Idosos: a experiência do Programa Platinum – Longevidade Saudável” , realizada pelo Instituto Mauro Guiselini e publicada na Revista CPAQV (2025). 

O estudo avaliou 59 alunos com idade média de 70 anos, participantes do programa Platinum da Companhia Athletica, desenvolvido pela rede para atender o público 60+. A análise, baseada em testes reconhecidos internacionalmente, como o Senior Fitness Test (SFT) e o Short Physical Performance Battery (SPPB), demonstrou que os participantes obtiveram entre 75% e 83% de desempenho satisfatório nos indicadores de força, equilíbrio e mobilidade. Esses parâmetros estão diretamente relacionados à independência funcional e à prevenção de quedas. 

De acordo com os resultados, a maior parte dos alunos apresentou nível de condicionamento classificado como “bom” ou “muito bom”, evidenciando que programas estruturados e supervisionados podem retardar os efeitos da sarcopenia (perda de massa muscular) e contribuir para uma longevidade mais ativa. 

“A metodologia aplicada pela Cia Athletica combina ciência do movimento, musculação adaptada e acompanhamento técnico individualizado. Com o Platinum, reforçamos nosso compromisso em transformar o envelhecimento em uma fase ativa, produtiva e repleta de bem-estar”, explica Cacá Ferreira, gerente técnico da Cia Athletica. 

O programa “Platinum – Longevidade Saudável” é voltado à melhoria da força, da mobilidade e do equilíbrio de pessoas acima dos 60 anos, com treinos personalizados, avaliações multifuncionais periódicas e foco na segurança e na prevenção. A iniciativa reflete a missão da Cia Athletica de oferecer práticas baseadas em evidências científicas que garantam mais vitalidade e independência a seus alunos. 

Com o envelhecimento populacional crescente no Brasil, que já soma mais de 30 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, segundo o IBGE, a Cia Athletica reforça seu papel como referência na promoção da longevidade ativa. A pesquisa comprova que o exercício físico, quando orientado e acompanhado de forma técnica, é um dos caminhos mais consistentes para viver mais e melhor.


Novembro Azul: câncer de próstata atinge altas taxas de cura quando diagnosticado no início

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Especialista do Hospital Mater Dei Goiânia detalha fatores de risco, idade recomendada para avaliação e recursos disponíveis no diagnóstico

 

O Novembro Azul volta a colocar a saúde masculina em evidência e traz para o debate um dos temas mais recorrentes no país: o câncer de próstata. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a projeção para o triênio 2023–2025 foi de aproximadamente 71,7 mil novos casos anuais da doença no Brasil. 

 

Trata-se da neoplasia mais comum entre homens, excluindo os tumores de pele não melanoma. Em mortalidade, dados oficiais registraram 16.300 óbitos por câncer de próstata em 2021 no país, o que acende o alerta para a importância do diagnóstico em fases iniciais da doença, quando as chances de cura são significativamente maiores.

O médico urologista e andrologista Douglas Rodrigues, do Hospital Mater Dei Goiânia, explica que o câncer de próstata ocorre pela multiplicação anormal das células da glândula localizada abaixo da bexiga, responsável por compor parte do líquido seminal. Ele observa que o tumor é um dos mais frequentes em todo o mundo: “É o segundo câncer com o maior número de mortes no Brasil e no mundo. 1 em cada 7 homens vai padecer da doença. A cada 8 minutos um novo caso é diagnosticado no Brasil. A cada 40 minutos um homem morre da doença no Brasil. É um dos cânceres mais curáveis quando achado cedo.”

A ausência de sintomas nas fases iniciais é um dos fatores que tornam o rastreamento anual essencial. É nesse ponto que a campanha Novembro Azul ganha relevância, aproximando informações confiáveis do público masculino e incentivando avaliações periódicas com o urologista.

 

Critérios de avaliação e exames que fazem parte do rastreamento

Douglas Rodrigues esclarece que rastreamento e diagnóstico têm funções distintas na prática clínica. O rastreamento é direcionado a homens sem sintomas, com exames que buscam alterações iniciais e deve ser realizado anualmente. Os métodos mais utilizados são o PSA — exame de sangue — e o toque retal, que permite avaliar o tamanho e a consistência da próstata, se existe algum nódulo suspeito. Já o diagnóstico envolve investigação mais detalhada, como ressonância magnética multiparamétrica e biópsia da próstata guiada por fusão de imagem.

Sociedades médicas internacionais, como American Urological Association, e a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), orientam que a avaliação seja discutida a partir dos 50 anos nos homens em geral, e aos 45 nos casos de homens com fatores de risco, como histórico familiar de câncer de próstata, pele negra. Em contextos de maior risco com histórico familiar importante ou múltiplos casos precoces, pode-se considerar a partir dos 40 anos.

O INCA também destaca que o avanço da idade é um fator determinante para a incidência: a maior parte dos diagnósticos ocorre em homens acima de 50 anos. Histórico familiar, obesidade, dieta rica em gorduras animais, alimentos industrializados, sedentarismo e tabagismo também estão entre os fatores que influenciam o risco de desenvolvimento da doença.

 

Sintomas que merecem atenção e mitos frequentes

Apesar de o câncer de próstata geralmente não apresentar sintomas no início, alguns sinais devem motivar busca por avaliação especializada: jato urinário fraco, necessidade de urinar com frequência à noite, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga, sangue na urina ou no sêmen, dor óssea persistente, perda de peso sem causa aparente e cansaço excessivo. O urologista reforça que esses sinais não confirmam a doença, mas exigem investigação clínica.

Ele também comenta mitos que costumam gerar resistência entre pacientes. Entre eles, a ideia de que o toque retal é doloroso ou desnecessário quando o PSA está normal. “Os dois exames se complementam; um não substitui o outro”, afirma. Outro equívoco comum é acreditar que todo tratamento causa perda de função sexual ou urinária. Segundo Rodrigues, as abordagens atuais são individualizadas e levam em conta as características de cada caso.

 

O Hospital Mater Dei Goiânia conta com exames modernos na investigação do câncer de próstata e na detecção precoce da doença. Entre os recursos disponíveis estão exame de PSA, toque retal, ultrassonografia transretal, ressonância magnética multiparamétrica e biópsia prostática por fusão de imagem — técnica que combina ultrassom e ressonância para aumentar a precisão na identificação de lesões suspeitas.

De acordo com o especialista, quando o tumor é identificado em estágios iniciais, “as taxas de cura ultrapassam 90%”. O hospital atende homens de diferentes faixas etárias, incluindo pacientes particulares e de convênios, com foco em avaliação, investigação e acompanhamento clínico.


“Hábitos simples podem prevenir até 80% dos casos de diabetes tipo 2”, diz especialista do Sírio-Libanês

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Ajustes na alimentação, controle do peso e rotina ativa são as ações mais eficazes no controle da glicemia e prevenção da doença 

 

 Um estudo1 publicado pela revista da Sociedade de Cardiologia, em junho deste ano, reforça que o controle do diabetes tipo 2 vai muito além do uso de medicamentos. Segundo os pesquisadores, o comportamento diário, incluindo alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e controle do peso corporal, exerce papel decisivo no manejo da doença. 

A endocrinologista Cláudia Cozer Kalil, do Sírio-Libanês, explica que cerca de 80% dos casos de diabetes tipo 2 estão relacionados ao acúmulo de gordura abdominal, o que interfere na ação da insulina, hormônio responsável por colocar a glicose dentro das células. “Quando há um aumento da circunferência abdominal, a insulina não se liga adequadamente ao seu receptor. O pâncreas, então, precisa produzir mais para vencer esse obstáculo. Nem todas as pessoas conseguem sustentar essa produção aumentada, e é aí que a glicose passa a se acumular no sangue”, diz. 

Segundo a especialista, o controle do peso e a redução da circunferência abdominal estão entre os fatores mais importantes para prevenir e tratar a doença, que já afeta mais de 589 milhões de pessoas no mundo, segundo a Federação Internacional de Diabetes.2 No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 10,2% da população adulta apresenta diagnóstico da doença3. 

“Perder de 5% a 10% do peso corporal em um ano já traz um impacto significativo na glicemia”, destaca. Para tanto, a médica recomenda a prática de atividade física aeróbica, como caminhadas em ritmo acelerado, por pelo menos 30 a 40 minutos, de três a quatro vezes por semana. “O esporte bom, bonito e barato é caminhar. Dá para fazer isso perto de casa ou até aproveitar o horário de almoço para dar uma volta no quarteirão do trabalho”, sugere. 

A alimentação também tem um papel importante no controle da glicemia, e o corte de carboidratos refinados e açúcares simples é crucial. Doces, produtos industrializados e até mesmo sucos naturais em excesso devem ser consumidos com cautela. “Mesmo as frutas, quando consumidas em grande quantidade, podem elevar a glicose. O ideal é não ultrapassar de três a quatro porções por dia”, orienta Kalil. 

A médica explica que pequenas mudanças na rotina também contribuem para o controle da glicemia e do peso corporal. Subir escadas, descer um ponto antes do ônibus ou interromper longos períodos sentado são atitudes simples que fazem diferença. “Não adianta fazer uma dieta muito restritiva ou se matricular na academia cinco vezes por semana se isso não é sustentável. O importante é começar com pequenas mudanças que caibam na rotina como prestar atenção no que vai ao prato, evitar repetir carboidratos e buscar equilíbrio”, aconselha Cláudia. 

Para Cláudia, a prevenção é o caminho mais eficaz. “Não adianta só ir ao médico ou fazer exames se você não tem uma vida saudável. Mais cedo ou mais tarde, a conta chega. Dormir bem, controlar o peso, se movimentar, cuidar da alimentação e reduzir o álcool fazem parte desse equilíbrio que garante mais saúde e qualidade de vida”, conclui. 

Confira estratégias para prevenir e controlar o diabetes tipo 2: 

  • Mantenha o peso sob controle

O controle do peso e a redução da circunferência abdominal são fundamentais para prevenir e tratar o diabetes tipo 2. Perder de 5% a 10% do peso corporal em um ano já ajuda a melhorar os níveis de glicemia.

 

  • Pratique atividade física regularmente

Exercícios aeróbicos, como caminhadas em ritmo acelerado, são altamente recomendados. Faça de 30 a 40 minutos de atividade, de três a quatro vezes por semana.

 

  • Aproveite as oportunidades do dia a dia

Caminhar é uma opção simples, acessível e eficaz - dá para fazer perto de casa ou aproveitar o intervalo do trabalho para se movimentar.

 

  • Adote uma alimentação equilibrada

Reduza o consumo de carboidratos refinados e açúcares simples, como doces e produtos industrializados.

 

  • Consuma frutas com moderação

Mesmo alimentos saudáveis devem ser equilibrados e o ideal é não ultrapassar de três a quatro porções de frutas por dia.

 

Hospital Sírio-Libanês
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