Falta de diálogo sobre prazer, métodos contraceptivos e saúde sexual ainda é comum nos relacionamentos e pode impactar bem-estar e qualidade da vida íntima
O Dia dos Namorados costuma ser associado a declarações de amor,
presentes e momentos de conexão entre os casais. No entanto, quando o assunto é
sexualidade, muitas pessoas ainda encontram dificuldades para conversar
abertamente sobre desejos, limites, prevenção e expectativas dentro do
relacionamento. O silêncio em torno desses temas pode gerar inseguranças,
mal-entendidos e até impactos na saúde sexual.
Segundo a Dra. Larissa Cassiano, ginecologista e obstetra parceira
da DKT South America, empresa de planejamento familiar e detentora das marcas
Prudence, de preservativos, e Andalan, de DIUs, a dificuldade em falar sobre
sexo ainda é uma realidade para muitos casais, independentemente do tempo de
relacionamento.
“Existe uma ideia equivocada de que parceiros devem naturalmente
saber o que o outro gosta ou espera na vida sexual. Na prática, a comunicação
continua sendo uma das ferramentas mais importantes para construir relações
mais saudáveis, respeitosas e satisfatórias”, explica.
Entre os temas que mais costumam gerar constrangimento estão
frequência das relações sexuais, fantasias, preferências, dificuldades para
atingir o orgasmo, desconfortos durante o sexo e até mesmo o uso de métodos
contraceptivos. Muitas vezes, o receio de magoar o parceiro ou de ser julgado
acaba impedindo conversas importantes.
Uma pesquisa realizada pela empresa de saúde sexual K-Y em
parceria com o Instituto QualiBest mostrou que cerca de 40% dos brasileiros
afirmam sentir algum grau de vergonha ao falar sobre sexo com seus parceiros,
mesmo em relacionamentos estáveis. O levantamento também apontou que assuntos
relacionados ao prazer e às preferências sexuais estão entre os mais difíceis
de serem abordados.
Além disso, dados da Federação Brasileira das Associações de
Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) indicam que muitas mulheres ainda chegam
aos consultórios sem se sentir confortáveis para discutir questões ligadas à
sexualidade, o que reforça a importância de ampliar o diálogo tanto nas
relações quanto nos ambientes de saúde.
Para Dra. Larissa, a conversa sobre contracepção também merece
atenção especial. “Ainda é comum que a responsabilidade pela prevenção da
gravidez recaia quase exclusivamente sobre as mulheres. O planejamento
reprodutivo deve ser uma decisão compartilhada, assim como a escolha do método
contraceptivo mais adequado para cada casal”, afirma.
Outro tema frequentemente evitado é a prevenção das infecções
sexualmente transmissíveis (ISTs). Apesar dos avanços na informação sobre saúde
sexual, muitas pessoas abandonam o uso do preservativo sem conversar
adequadamente sobre histórico sexual, exames e riscos envolvidos.
Segundo o Ministério da Saúde, o preservativo continua sendo o
único método capaz de oferecer proteção simultânea contra ISTs e gravidez não
planejada, reforçando sua importância mesmo em relações estáveis, especialmente
quando não há diálogo prévio sobre saúde sexual.
A especialista destaca que falar sobre sexo não deve ser encarado
como um problema, mas como parte do cuidado com a relação. “Conversas abertas
ajudam a alinhar expectativas, fortalecer a confiança e reduzir inseguranças.
Quanto mais naturalizamos esses diálogos, maiores são as chances de construir
uma vida sexual satisfatória e saudável para ambos”, conclui.
Neste Dia dos Namorados, mais do que celebrar o amor, especialistas reforçam a importância de criar espaços para conversas honestas sobre sexualidade. Afinal, intimidade não se constrói apenas com afeto, mas também com comunicação, respeito e informação.
DKT South America
DKT Salú, DKT Academy e Use Prudence.

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