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quinta-feira, 11 de junho de 2026

Dia dos Namorados: o que os casais ainda têm vergonha de conversar sobre sexo

Falta de diálogo sobre prazer, métodos contraceptivos e saúde sexual ainda é comum nos relacionamentos e pode impactar bem-estar e qualidade da vida íntima

 

O Dia dos Namorados costuma ser associado a declarações de amor, presentes e momentos de conexão entre os casais. No entanto, quando o assunto é sexualidade, muitas pessoas ainda encontram dificuldades para conversar abertamente sobre desejos, limites, prevenção e expectativas dentro do relacionamento. O silêncio em torno desses temas pode gerar inseguranças, mal-entendidos e até impactos na saúde sexual.

Segundo a Dra. Larissa Cassiano, ginecologista e obstetra parceira da DKT South America, empresa de planejamento familiar e detentora das marcas Prudence, de preservativos, e Andalan, de DIUs, a dificuldade em falar sobre sexo ainda é uma realidade para muitos casais, independentemente do tempo de relacionamento.

“Existe uma ideia equivocada de que parceiros devem naturalmente saber o que o outro gosta ou espera na vida sexual. Na prática, a comunicação continua sendo uma das ferramentas mais importantes para construir relações mais saudáveis, respeitosas e satisfatórias”, explica.

Entre os temas que mais costumam gerar constrangimento estão frequência das relações sexuais, fantasias, preferências, dificuldades para atingir o orgasmo, desconfortos durante o sexo e até mesmo o uso de métodos contraceptivos. Muitas vezes, o receio de magoar o parceiro ou de ser julgado acaba impedindo conversas importantes.

Uma pesquisa realizada pela empresa de saúde sexual K-Y em parceria com o Instituto QualiBest mostrou que cerca de 40% dos brasileiros afirmam sentir algum grau de vergonha ao falar sobre sexo com seus parceiros, mesmo em relacionamentos estáveis. O levantamento também apontou que assuntos relacionados ao prazer e às preferências sexuais estão entre os mais difíceis de serem abordados.

Além disso, dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) indicam que muitas mulheres ainda chegam aos consultórios sem se sentir confortáveis para discutir questões ligadas à sexualidade, o que reforça a importância de ampliar o diálogo tanto nas relações quanto nos ambientes de saúde.

Para Dra. Larissa, a conversa sobre contracepção também merece atenção especial. “Ainda é comum que a responsabilidade pela prevenção da gravidez recaia quase exclusivamente sobre as mulheres. O planejamento reprodutivo deve ser uma decisão compartilhada, assim como a escolha do método contraceptivo mais adequado para cada casal”, afirma.

Outro tema frequentemente evitado é a prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Apesar dos avanços na informação sobre saúde sexual, muitas pessoas abandonam o uso do preservativo sem conversar adequadamente sobre histórico sexual, exames e riscos envolvidos.

Segundo o Ministério da Saúde, o preservativo continua sendo o único método capaz de oferecer proteção simultânea contra ISTs e gravidez não planejada, reforçando sua importância mesmo em relações estáveis, especialmente quando não há diálogo prévio sobre saúde sexual.

A especialista destaca que falar sobre sexo não deve ser encarado como um problema, mas como parte do cuidado com a relação. “Conversas abertas ajudam a alinhar expectativas, fortalecer a confiança e reduzir inseguranças. Quanto mais naturalizamos esses diálogos, maiores são as chances de construir uma vida sexual satisfatória e saudável para ambos”, conclui.

Neste Dia dos Namorados, mais do que celebrar o amor, especialistas reforçam a importância de criar espaços para conversas honestas sobre sexualidade. Afinal, intimidade não se constrói apenas com afeto, mas também com comunicação, respeito e informação.



DKT South America
DKT Salú, DKT Academy e Use Prudence.

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