Dados do Ministério da Saúde mostram crescimento de 135% nos diagnósticos da doença em adultos nos últimos 18 anos; caso entre jovens aumentaram 56%
Tradicionalmente
associada ao envelhecimento, a diabetes tem sido diagnosticada cada vez mais
cedo. Dados inéditos do Ministério da Saúde mostram que o número de adultos com
diagnóstico da doença aumentou 135% nos últimos 18 anos, alcançando 12,9% da
população brasileira¹. No mesmo período, os casos de diabetes tipo 2 entre
jovens adultos cresceram 56%, indicando uma mudança gradual no perfil dos
pacientes.
Para o Dr. Luiz
Portari, professor da pós-graduação em Endocrinologia da Afya Educação Médica
São Paulo, a combinação de fatores como sedentarismo, alimentação inadequada,
excesso de peso, privação de sono e estresse crônico tem contribuído para que o
diabetes seja diagnosticado cada vez mais cedo.
“Temos observado o
surgimento de fatores de risco metabólicos em faixas etárias cada vez mais
precoces. Isso não significa que o diabetes deixou de ser uma condição mais
frequente entre pessoas mais velhas, mas mostra que hábitos de vida adotados ao
longo dos anos exercem influência importante sobre o desenvolvimento da
doença”, explica.
Além dos impactos
para a saúde individual, o crescimento do número de pessoas vivendo com
diabetes reforça a importância de ampliar ações voltadas à promoção da saúde e
ao acompanhamento contínuo dos pacientes. Quando não controlada adequadamente,
a doença pode aumentar o risco de complicações cardiovasculares, renais,
oftalmológicas e neurológicas.
O diagnóstico
precoce é um dos principais aliados para evitar esses desfechos. Embora possa
permanecer sem sintomas por longos períodos, a diabetes pode se manifestar por
meio de sinais como sede excessiva, aumento da frequência urinária, fadiga
persistente, visão embaçada e perda de peso não intencional.
“Muitas pessoas
convivem com alterações da glicemia sem perceber. Por isso, a realização
periódica de exames e o acompanhamento médico são fundamentais, especialmente
para quem possui histórico familiar, excesso de peso ou outros fatores de
risco”, destaca Portari.
O endocrinologista
ressalta que a prevenção continua sendo uma das ferramentas mais eficazes para
reduzir o impacto da doença na população. A adoção de hábitos saudáveis, como
alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do
estresse e sono adequado, contribui tanto para a prevenção quanto para o manejo
da condição.
“Os dados mostram
uma mudança importante no perfil epidemiológico do diabetes e reforçam a
necessidade de estimular hábitos saudáveis desde a infância. Quanto mais cedo a
prevenção é incorporada à rotina, maiores são as chances de reduzir fatores de
risco e promover qualidade de vida ao longo do tempo”, conclui Portari.
Afya
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Referências:
1. https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2026/janeiro/diabetes-cresce-135-no-brasil-em-18-anos-hipertensao-e-obesidade-tambem-avancam-saude-lanca-viva-mais-brasil-com-r-340-mi-para-a-promocao-da-saude

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