Pensando em
melhorar a adesão ao tratamento e assim prevenir as complicações do diabetes, o
Vozes do Advocacy e a Associação Cearense de Diabéticos e Hipertensos, em
parceria com a Secretaria de Saúde do Maracanau, farão o projeto Educar para
Salvar, que consiste em uma atualização dos conhecimentos sobre diabetes,
doença ocular da tireoide e lipodistrofia generalizada congênita, para os
profissionais de saúde do SUS, no dia 17 de junho, das 7h30 às 12h,
em Maracanaú.
O cenário de gastos relacionados com diabetes no
Brasil chegou a 45 bilhões de dólares em 2025, sendo o terceiro país no mundo
no ranking dos investimentos com a condição, segundo o Atlas 2025 da Federação Internacional do Diabetes.
Dados da Pesquisa Vigitel, no conjunto das 27 cidades, a frequência do
diagnóstico médico de diabetes foi de 10,2%, sendo maior entre as mulheres (11,1%)
do que entre os homens (9,1%).
A pesquisa inédita do Vozes do Advocacy, publicada em
maio, intitulada Acesso à Tecnologia de Monitorização do
Diabetes no Brasil, mostra que a principal causa para o
surgimento de complicações do diabetes é devido à falta do controle da glicemia
de médio a longo prazos. A iniciativa teve uma amostra quantitativa com
1.411 pessoas da população adulta (com 18 anos ou mais)
com diagnóstico referido de diabetes e apoio da Roche.
A desigualdade social está estreitamente ligada ao acesso à
tecnologia. 77,3% das pessoas que utilizam o sensor de glicose não têm
complicações do diabetes, contra 12,4% que possuem uma e 10,3% que possuem duas
ou mais complicações. Das pessoas que já utilizaram em algum momento, 63,3% não
possuem complicação, 21,9% têm uma condição instalada e 10,3% possuem duas ou
mais complicações. Quando comparamos com as pessoas que nunca utilizaram a
tecnologia, 53,3% não têm complicações, 24% apresentam uma e 22,8% declaram ter
duas ou mais condições associadas.
Isso significa que os usuários atuais de sensor tiveram cerca de
38% menor chance de relatar complicações microvasculares (retinopatia,
doença renal e neuropatia), 42% de complicações macrovasculares (doenças
cardiovasculares e amputações) e 34% de uma complicação crônica, do que os não
usuários atuais.
Com base neste cenário para ajudar a
adesão ao tratamento, o Vozes do Advocacy e a Associação Cearense de Diabéticos
e Hipertensos farão esta iniciativa para atualizar os profissionais de saúde. “Nós sabemos que o
diabetes é uma condição que requer acesso aos insumos e aos medicamentos,
tratamento multidisciplinar com profissionais devidamente capacitados e
educação em diabetes para as pessoas, que convivem com a condição. Por isso,
sabemos que por meio da educação, melhoraremos a adesão ao tratamento e, assim,
diminuiremos os gastos do SUS com complicações, hospitalizações e internações”,
explica Natasha Rocha de Alencar, presidente da Associação Cearense de Diabéticos e Hipertensos.
Nesta
edição, o projeto conta com o apoio das empresas: Amgen, Bayer, Chiesi, Libbs, Merck e
Sanofi.
Mais
informações podem ser acessadas nas redes sociais: Instagram: vozesdoadvocacy e no Facebook: vozesdoadvocacy.
Sobre o Vozes do
Advocacy em Diabetes e em Obesidade
Com a participação
de 25 associações e de 2 institutos de diabetes, o projeto promove o diálogo
entre os diferentes atores da sociedade, para que compartilhem conhecimento e
experiências, com o intuito de sensibilizar a sociedade sobre a importância do
diagnóstico e tratamento precoces do diabetes da obesidade e das complicações
de ambas, além de promover políticas públicas, que auxiliem o tratamento
adequado destas condições no país.
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