Com a chegada das baixas temperaturas, especialistas alertam para o avanço da Influenza, VSR e Rinovírus; especialistas orientam sobre os sinais de gravidade nas crianças e o papel decisivo da imunização preventiva.
Basta o termômetro cair um pouco para
os consultórios infantis começarem a encher. O cenário, que se repete a cada
ano, agora traz um alerta ainda mais urgente para as famílias: a circulação
simultânea do chamado triplo combo de vírus respiratórios, composto por
Influenza, Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e Rinovírus. De acordo com o
último boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), esse trio já
responde por mais de 70% das internações por síndromes respiratórias agudas
graves em leitos pediátricos no país, mostrando que o cuidado com os pequenos
precisa ser redobrado.
Na prática, manter as janelas fechadas
para proteger as crianças do vento frio acaba criando o ambiente perfeito para
os vírus se espalharem. O gestor e sócio do Grupo Baronesa, Lucas Almeida,
conta que a mudança na rotina de atendimentos é imediata. "Quem lida com o
dia a dia da saúde percebe de perto o susto das famílias quando o tempo esfria.
O fluxo na clínica aumenta muito rápido porque os sintomas nas crianças evoluem
de um dia para o outro, o que reforça o quanto é importante buscar um olhar
médico logo cedo, sem esperar o quadro piorar", explica.
Embora o Rinovírus costume se
manifestar como um resfriado comum, a presença da Influenza ou do VSR exige
atenção vigilante, pois ambos podem evoluir para problemas mais sérios, como
bronquiolite e pneumonia. A equipe médica da instituição orienta os pais a
observarem o comportamento da criança no dia a dia: se ela está muito
largadinha, se recusa a mamar ou comer, ou se a febre não passa. O sinal mais
claro de urgência é o cansaço para respirar, quando a barriga ou as costelas
afundam com força a cada inspiração.
Para tentar frear essa onda de
transmissões, a prevenção ainda é o melhor caminho, e ela começa pela carteira
de vacinação em dia. O executivo do grupo lembra que a imunização contra a
gripe, por exemplo, faz toda a diferença no desfecho da doença. "A vacina
pode não impedir que a criança pegue um resfriado, mas é ela que protege o
pulmão e evita que o quadro vire uma internação ou que o paciente precise de
oxigênio. Olhar para a vacinação é um ato de proteção que começa dentro de
casa", defende.
Além da proteção das vacinas, alguns hábitos simples ajudam a cortar o contágio no ambiente doméstico e escolar. Lavar as mãos com frequência, deixar os ambientes ventilados, mesmo nos dias mais frios e higienizar os brinquedos que vão direto à boca são barreiras essenciais. Por fim, a equipe da clínica reforça um apelo importante: evitar a automedicação ou o uso de xaropes por conta própria, remédios que podem disfarçar sintomas graves e adiar um atendimento que seria decisivo para a melhora rápida do filho.
Fonte: Lucas Almeida — Gestor | Sócio do Grupo Baronesa
Clínica Baronesa
https://clinicabaronesa.com.br/
Nenhum comentário:
Postar um comentário