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quarta-feira, 10 de junho de 2026

Alerta de inverno: o triplo combo de vírus respiratórios que está lotando os consultórios infantis

Com a chegada das baixas temperaturas, especialistas alertam para o avanço da Influenza, VSR e Rinovírus; especialistas orientam sobre os sinais de gravidade nas crianças e o papel decisivo da imunização preventiva.

 

Basta o termômetro cair um pouco para os consultórios infantis começarem a encher. O cenário, que se repete a cada ano, agora traz um alerta ainda mais urgente para as famílias: a circulação simultânea do chamado triplo combo de vírus respiratórios, composto por Influenza, Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e Rinovírus. De acordo com o último boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), esse trio já responde por mais de 70% das internações por síndromes respiratórias agudas graves em leitos pediátricos no país, mostrando que o cuidado com os pequenos precisa ser redobrado.

Na prática, manter as janelas fechadas para proteger as crianças do vento frio acaba criando o ambiente perfeito para os vírus se espalharem. O gestor e sócio do Grupo Baronesa, Lucas Almeida, conta que a mudança na rotina de atendimentos é imediata. "Quem lida com o dia a dia da saúde percebe de perto o susto das famílias quando o tempo esfria. O fluxo na clínica aumenta muito rápido porque os sintomas nas crianças evoluem de um dia para o outro, o que reforça o quanto é importante buscar um olhar médico logo cedo, sem esperar o quadro piorar", explica.

Embora o Rinovírus costume se manifestar como um resfriado comum, a presença da Influenza ou do VSR exige atenção vigilante, pois ambos podem evoluir para problemas mais sérios, como bronquiolite e pneumonia. A equipe médica da instituição orienta os pais a observarem o comportamento da criança no dia a dia: se ela está muito largadinha, se recusa a mamar ou comer, ou se a febre não passa. O sinal mais claro de urgência é o cansaço para respirar, quando a barriga ou as costelas afundam com força a cada inspiração.

Para tentar frear essa onda de transmissões, a prevenção ainda é o melhor caminho, e ela começa pela carteira de vacinação em dia. O executivo do grupo lembra que a imunização contra a gripe, por exemplo, faz toda a diferença no desfecho da doença. "A vacina pode não impedir que a criança pegue um resfriado, mas é ela que protege o pulmão e evita que o quadro vire uma internação ou que o paciente precise de oxigênio. Olhar para a vacinação é um ato de proteção que começa dentro de casa", defende.

Além da proteção das vacinas, alguns hábitos simples ajudam a cortar o contágio no ambiente doméstico e escolar. Lavar as mãos com frequência, deixar os ambientes ventilados, mesmo nos dias mais frios e higienizar os brinquedos que vão direto à boca são barreiras essenciais. Por fim, a equipe da clínica reforça um apelo importante: evitar a automedicação ou o uso de xaropes por conta própria, remédios que podem disfarçar sintomas graves e adiar um atendimento que seria decisivo para a melhora rápida do filho. 



Fonte: Lucas Almeida — Gestor | Sócio do Grupo Baronesa

Clínica Baronesa
https://clinicabaronesa.com.br/



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