Seja em casa, na rua ou no estádio, a alimentação saudável, atenção ao estresse e medição contínua da glicose são recursos indispensáveis para os pacientes que irão acompanhar os jogos do mundial
Está chegando! Nesta quinta-feira (11/06), começa mais uma Copa do
Mundo, o principal torneio de futebol do planeta, que une países e nações em
torno do esporte. Durante um pouco mais de um mês, até mesmo quem não tem o
futebol como interesse principal, se rende a acompanhar as partidas da seleção
do seu país. Como toda celebração e torcida pelo melhor desempenho do seu time,
grupos de amigos e familiares costumam se reunir para assistir aos jogos e
preparar uma refeição diferenciada, muitas vezes, repleta de alimentos com alto
teor de gordura, açúcar e até mesmo com a combinação de bebidas alcoólicas.
Para quem precisa estar atento à alimentação e ao controle da glicemia, como os
pacientes com diabetes, este é um momento de alerta muito importante.
“O paciente que vive com diabetes, que vai assistir a um jogo de
futebol, precisa estar atento às taxas da sua glicose e sempre monitorá-la. Se
for ao estádio ou na casa de amigos, a movimentação no ambiente e o aumento do
intervalo entre as refeições pode aumentar as chances de uma hipoglicemia.
Portanto, é importante que ele tenha alimentos saudáveis acessíveis, leve sua
insulina e, principalmente, monitore a glicose” diz, Joana Dantas,
endocrinologista e consultora parceira da MedLevensohn.
A especialista também destaca o que é permitido consumir enquanto
se acompanha uma partida de futebol, sem afetar o controle da doença. “Há
opções saudáveis e gostosas de petiscos, como queijo branco, mussarela de
búfala, queijo minas com tomate cereja, orégano e azeite. Existem também as
pastinhas com cottage e atum que podem ser utilizadas, sem se exceder nas
torradinhas, que devem ser consumidas em quantidade moderada, de acordo com a
indicação médica. Amendoim, castanha, nozes, também têm pouco carboidrato,
assim como queijos, mas todos os excessos devem ser evitados”, diz Joana.
Alimentos que aumentam as chances de hiperglicemia
Há alguns alimentos que podem desregular a glicemia do paciente
com diabetes e que devem ser evitados. Entre eles estão as batatas fritas, os
nuggets, produtos industrializados, as frituras e os salgadinhos que, além de
aumentarem a glicose, também têm muita gordura, não sendo adequados para o
consumo. O consumo de bebidas alcoólicas também deve ser evitado. “Bebidas como
a cerveja, drinques com açúcar, ou até mesmo um pouco de vinho, possuem carboidratos
em suas composições, o que pode, inicialmente, aumentar a glicose, mas,
posteriormente, aumentar bastante o risco de hipoglicemia. Então, o recomendado
é sempre se alimentar adequadamente se for consumi-las”, indica a
endocrinologista.
Em jogos como os de Copa Mundo, a emoção também pode ser um fator
de atenção para o paciente que tem diabetes. Situações de estresse, usualmente,
levam ao aumento de glicose. “Emoções importantes podem aumentar a glicose na
maior parte dos pacientes. Contudo, em alguns pacientes, o momento do estresse
acaba causando uma diminuição”, completa Joana.
Para evitar que a oscilação de glicemia traga consequências mais graves, o monitoramento com sensores de glicose é fundamental, pois eles permitem observar a glicose em tempo real e corrigir adequadamente, de acordo com os alimentos consumidos. Além disso, sensores mostram a tendência da glicemia. Com isso, é possível prevenir uma hipo ou hiperglicemia. “O sensor irá emitir um alerta para que o paciente possa reagir rapidamente e tratar uma baixa ou uma alta de açúcar. Se por acaso o paciente ingerir bebida alcoólica, ele fica mais seguro para uma eventual diminuição de glicose durante a madrugada. O ideal é que não se consuma nenhum tipo de bebida alcoólica mas, caso isso aconteça, o paciente tem uma previsibilidade maior do comportamento da glicemia com o uso dos sensores”, finaliza a especialista.
Torcedor apaixonado por futebol relata como se prepara para
acompanhar os jogos do seu time – e agora a Copa do Mundo – com o controle da
glicemia
A rotina de controle do diabetes não impediu Fred Prado de
continuar torcendo pelo seu time de coração ou de seguir com a prática
esportiva. O soteropolitano descobriu que era portador da doença em 2010, pouco
depois de terminar a faculdade de Direito, após notar alguns sintomas, como
sede excessiva, fome constante e urina em quantidade. “Meu irmão estudava
medicina e reconheceu o conjunto de sinais. Fomos ao pronto-socorro e os exames
deram glicose alta e hemoglobina glicada elevada. Fiquei alguns dias internado.
Na época, eu tinha 22 anos e, como já tinha hábitos saudáveis e uma estrutura
familiar que me orientou sobre a doença, foi fácil aceitar o diagnóstico”,
explica.
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| Fred Prado acompanhando um jogo de futebol no estádio e monitorando a glicemia |
A partir daí, Fred manteve sua rotina de alimentação saudável e prática constante de esportes. A diferença foi incluir o controle da glicemia como foco, sem deixar que isso virasse uma limitação na qualidade de vida. Nessa época, a monitorização era mais simples, baseada no glicosímetro de dedo. A grande virada, porém, veio com a incorporação do sensor de glicose, um divisor de águas que trouxe a possibilidade de acompanhar a glicemia 24 horas. “O sensor, como o Smart 2.0, me ajuda a manter o controle de forma eficiente e confortável, principalmente, pelo design discreto, e pelos alertas de hipoglicemia e hiperglicemia. A calibração é opcional e simples, feita diretamente no aplicativo, e a acurácia é tão boa que, em muitas situações, prefiro o sensor ao glicosímetro de dedo, especialmente em atividades como o treino ou uma luta de jiu-jitsu. Ele permite que eu tenha a leitura em tempo real, inclusive em situações em que a adrenalina está alta, como dentro de um estádio”, explica.
Frequentador assíduo de estádios e preparado para assistir a todos
os jogos da Copa do Mundo, Fred destaca que o diabetes nunca foi um impeditivo
para que essa prática fosse interrompida. Ao acompanhar de perto uma partida,
Fred sempre leva lanches saudáveis e sua canetinha de insulina. O sensor torna
possível ver a glicemia em tempo real, fazer ajustes rápidos e ainda desfrutar
do jogo. “Quando surge a curiosidade sobre como a cerveja ou a comida
influenciam, o sensor permite uma gestão contínua sem abrir mão da experiência
de torcer”, destaca.
Fred acredita que o diabetes não precisa ser uma sentença para a
interrupção de uma vida social ativa e a realização de hobbies. Com tecnologia,
educação sobre a doença e as formas seguras de controle é possível manter uma
vida plena, sem sustos. O objetivo é manter o controle glicêmico de forma
estável. O segredo está na combinação de hábitos saudáveis, prática esportiva
constante, uso adequado de sensores contínuos e acompanhamento médico adequado.
“Hoje, continuo com a visão de ajudar outras pessoas com diabetes a viverem bem. Quero que mais pessoas aprendam a usar a tecnologia de monitoramento contínuo, a entender o impacto dos esportes na glicose e a construir uma rotina que permita manter metas de glicemia estáveis sem abrir mão dos desejos e das paixões. A ciência avança, e com ela a qualidade de vida para quem convive com o diabetes”, finaliza.
MedLevensohn

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